Súmula Bíblica
Contra o
protestantetismo
Pe. Antônio Miranda
S.D.N.
Manhumirim, 1960
ABSOLVIÇÃO
1 ― JESUS PROMETEU CONFERIR O PODER DE PERDOAR PECADOS
MAT. XVI, 19 ― “Dar-te-ei as chaves do reino dos céus:
e tudo o que ligares sobre a terra será ligado nos céus e tudo o que desligares sobre a terra será desligado
também nos céus”.
Aqui vemos o poder de perdoar, conferido primeiramente ao
chefe dos Apóstolos, no singular; depois, Jesus conferirá o mesmo poder a todo
o Colégio Apostólico, no plural. Leia-se o texto seguinte:
MAT. XVIII, 18 ― “Em verdade, vos digo: tudo que
ligares sobre a terra, será ligado também no céu: e tudo o que desligardes
sobre a terra será desligado também no céu”.
2. JESUS CONFERIU ESTE PODER, APÓS A RESSURREIÇÃO
JOÃO, XX, 22-23: ― “Tendo dito estas palavras, soprou
sobre eles e lhes disse: Recebei o Espírito Santo. Aqueles a quem vós
perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; e a quem os retiverdes,
ser-lhes-ão retidos”.
NOTA-SE que, no texto último, Jesus faz questão de, antes de
conferir aos Apóstolos o poder de perdoar pecados, soprar sobre eles,
conferindo-lhes o Espírito Santo. Logo,
o poder de perdoar não convém, de maneira nenhuma, a todo e qualquer indivíduo,
como o entendem os protestantes, mas é um poder sacramental, conferido mediante
a colocação do Espírito Santo.
Vide também o verbete CONFISSÃO.
ADORAÇÃO
1 ― EM SENTIDO ESTRITO, SÓ SE PODE ADORAR A DEUS
MAT. IV, 10 e LUC. IV, 8: “Está escrito: Adorarás ao Senhor
teu Deus e a Ele só servirás”.
ATOS, X, 25, narram que Cornélio, ao receber S. Pedro,
“prostrou-se para adorá-los, mas S. Pedro lhe disse: “Levanta-te. Também eu sou
um homem”
APOC. XIX, 10, narra também que São João se prostrou aos pés
de um Anjo para o adorar, mas este lhe disse: “Não faças isto ! Eu sou um servo como tu e teus irmãos, que
tem o testemunho de Jesus. Adora a Deus”.
2 ― MAS, EM SENTIDO IMPRÓPRIO, A ESCRITURA FALA DE
ADORAÇÃO EM VÁRIOS LUGARES
GEN. XXXIII, 1 : ― “Levantando, porém, Jacó os seus
olhos viu Esaú, ... 3. E ele, adiantando-se, adorou-o sete vezes
prostrado por terras”.
NÚMEROS, XXII, 31: ― “No mesmo ponto abriu o Senhor os
olhos a Balaão, ele viu o Anjo parado no
caminho com a espada desembainhada, e, prostrado por terra, o adorou”.
II REIS, XIV,22: ― “Joab, prostrando-se por terra sobre
o seu rosto, adorou e felicitou o rei”.
III REIS, 1, 16: ― “Inclinando-se Betsabé
profundamente, adorou o rei”.
IV REIS, IV, 36 e 37: ― “Chegou ela e lançando-se-lhe aos
pés (de Eliseu), adorou prostrada em terra”.
IPAR. XXIX,20: ― “E todo o povo bendisse o Senhor Deus;
e se prostraram e adoraram a Deus, e depois ao rei”.
A adoração de que fala a Escritura nestes textos não é
propriamente adoração, e, sim, veneração profunda que se demonstra com a
prostração. A Escritura narra estes fatos sem reprová-los, porque o sentido
deles é fácil de entender-se, entre os orientais principalmente.
É neste mesmo sentido que, em português antigo. falavam
alguns autores de adoração dos Anjos e Santos. Estavam, pois, muito de acordo
com a Sagrada Escritura.
Hoje em dia se usa o termo adoração só para Deus. E para a
Sma. Virgem e os Santos se usa o termo veneração.
ADORAR EM ESPÍRITO E VERDADE
JOÃO, IV, 23 e 24: ― “A hora vem, e já chegou, em que
os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e verdade. Por que é
destes adoradores que o Pai procura. Deus é Espírito, e em espírito e verdade é
que o devem adorar os que o adoram”.
Deste texto os protestantes deduzem contra a Igreja Católica
a abolição de todo culto externo, principalmente o culto das imagens. Mas é dar
à palavra de Jesus uma extensão que não tem. Jesus apenas quer dizer à samaritana
que vai ser abolido o culto da lei antiga e que não será necessário ir mais ao
templo de Jerusalém para ali adorar a Deus, porque, em a nova religião cristã,
não são as formas antigas, prescritas por Moisés, que vão agradar ao Pai, e sim
a adoração “em espírito e verdade” isto é: adoração espiritual e sincera, não
só externa, mas partindo do intimo da alma, sobretudo adoração de almas em
estado de graça.
ANJOS
1. ― SOMOS CONFIADOS A SUA GUARDA
MAT. XVIII,10: “Vede que não desprezeis a nenhum destes
pequeninos; porque eu vos declaro que os seus anjos, no céu contemplam sempre a
face do Pai que está no céu”.
HEBR. I, 14: ― “ Não são eles espíritos ministradores,
enviados para exercer o seu ministério
em favor daqueles que deverão herdar a salvação ?”
ÊXODO, XXIII, 20: ― “Eis que te envio um anjo
(mensageiro), diante de ti para que te guarde no caminho, e te leve ao lugar
que te guarde no caminho, e te leve ao lugar que te preparei”.
ÊXODO, XXIII, 21: ― “Guarda-te diante dele e ouve a sua
voz, e não provoques a ira. Porque não perdoará a vossa rebelião; porque meu
nome está nele”
NOTE-SE a força destes textos. Deus encarregou os Anjos de
zelar pelos homens. Eles estão, assim, constituídos intermediários, de algum
modo medianeiros entre Deus e nós.
2. ― ELES OFERECIAM NOSSAS PRECES A DEUS, A MODO DE MEDIANEIROS
APOC. VIII, 3: ―
“ Veio, pois, outro anjo, e parou diante do altar, tendo um turíbulo de ouro, e
foram-lhe dados muitos perfumes para
oferecer com as orações de todos os santos, sobre o altar de ouro que está ante
o trono de Deus”.
APOC. VIII. 4: ― “ E da mão do anjo subiu a fumaça dos
perfumes das orações dos santos diante de Deus”.
3 ― ELES ROGAM POR NÓS DIANTE DO TRONO DE DEUS
ZACARIAS, I, 12: ― “ Então o Anjo do Senhor respondeu e
disse: ― “ Então o Anjo do Senhor respondeu e disse: “O Senhor dos
Exércitos ! Até quando não terás compaixão de Jerusalém e das cidades de Judá,
contra as quais estiveste irado estes setenta anos ?”
GÊN. XL.VIII. 16: ― “ O anjo que me livrou de todo mal,
abençoe estes rapazes, seja chamado neles o meu nome, e o nome de meus pais
Abraão e Isaac e se multipliquem como peixes em multidão no meio da terra”.
OSÉIAS, XII, 3 E 4: ― “Jacó suplantou seu irmão no
ventre materno e com fortaleza lutou com seu anjo. E prevaleceu contra o anjo e
ficou vencedor. Chorou e suplicou-lhe”.
ANTICRISTO
1. ― ANTES DO FIM DO MUNDO, DEVE APARECER O ANTI-CRISTO
IIª TESS. II, 3-7: ― “Não vos deixeis iludir por pessoa
alguma nem de modo algum; porque deve vir primeiro a apostasia e aparecer o
homem do pecado, o filho da perdição, o adversário, a arvorar-se como superior
a tudo o que se chama Deus ou divino chegando a sentar-se no templo de Deus e
querendo passar por Deus”.
De acordo com estes dizeres do Apostolo, o Anticristo é uma
pessoa, bem definida, bem caracterizada, e que parecerá no fim do mundo.
No mesmo texto, v.9. o Apóstolo testifica que a vinda do
Anticristo será obra de Satanás: “Sua vinda é por obra de Satanás, com todo o
poder, com sinais e prodígios mentirosos”.
2. ― A ESCRITURA CHAMA TAMBÉM DE ANTICRISTO TODO AQUELE
QUE NÃO ACEITA JESUS CRISTO OU SUA DOUTRINA
1ª JOÃO, II 22: ― “Quem é mentiroso senão aquele que
nega que Jesus é o Cristo? Esse é o Anticristo, que nega o Pai e o Filho”.
IDEM, IV 2 e 3: ― “Nisto se reconhece o Espírito de
Deus: Todo espírito que confessa que
Jesus Cristo se encarnou é de Deus; todo espírito que não confessa Jesus, não é
de Deus, mas é o espírito do Anticristo, de cuja vinda tendes ouvido, e já está
agora no mundo”.
IIª JOÃO, 7: ― “Muitos sedutores tem saído pelo mundo
afora, a proclamar que Jesus Cristo não se encarnou. Quem assim diz é sedutor e
Anticristo”.
3. ― O ANTICRISTO E PERSONIFICADO POR S. JOÃO NUM
GRANDE REI E SIMBOLIZADO NUMA FERA
Ler sobre isto todo o cap. XIII do Apocalipse.
Os protestantes forcejam por aplicar ao Papa de Roma os
dizeres desta profecia. Chegam até à audácia de inventar que o número 666, de
que fala o V.18: ― “É aqui que está a sabedoria. Quem tem inteligência
calcule o número da besta. Porque é número de homem, e o número dele é 666”
― se aplica à pessoa do Papa.
Trata-se de uma profecia. O sentido de um texto profético é
insusceptível de uma aplicação pessoal antes de sua realização plena. Se o
Anticristo é o Papa, poderíamos perguntar: “Qual dentre os Papas, se são tantos
os que já ocuparam o trono de Roma?”
O que é claríssimo no texto sagrado é que o Anticristo será
um adversário de Cristo, que atacará a sua divindade, a sua autoridade, a sua
doutrina, a sua Igreja, portanto. E como encontrar isto no Papa, que foi e é
sempre, mesmo quando tem suas fraquezas humanas, o maior arauto da divindade e
da doutrina de Cristo?
APÓSTOLOS
Esta palavra significa “enviados”. Apóstolo é aquele que é
enviado por Deus para uma missão especial, de anunciar o reino de Deus.
1. ― JESUS ESCOLHEU DOZE APÓSTOLOS
MAR.III, 13-15: ― “Depois subiu ao monte, chamou os que
Ele quis. e Foram a Ele. Designou doze dentre eles para ficar em sua companhia.
Ele os enviara a pregar com o poder de expulsar os demônios”. A seguir se
enumeram os doze Apóstolos.
LUC. VI, 13-14: ― “Naqueles dias Jesus retirou-se a uma
montanha, para rezar, e passou ai toda a noite orando a Deus.
Ao amanhecer chamou os seus discípulos e escolheu doze dentre
eles que chamou de Apóstolos”.
De ambos estes textos ressalta que os Apóstolos são distintos
dos discípulos; “dentre eles” é que Jesus escolheu os Apóstolos. São, portanto,
uma hierarquia à parte na Igreja do Senhor.
2. ― ATRAVÉS DE TODO O NOVO TESTAMENTO SE PODE VER QUE
OS APÓSTOLOS DESENVOLVEM “AÇÃO HIERÁRQUICA” ISTO É, DE SUPREMACIA SOBRE OS
FIÉIS, DIRIGINDO-OS, INSTRUINDO-OS, GOVERNANDO-OS.
Veja-se:
MAT. cap. X. Todo caracteriza a missão apostólica.
Idem, cap. XI, 1.
JOÃO, XV: 16-27.
Leia-se todo o livro dos Atos e poder-se-á averiguar isto a
cada passo, mas principalmente nos Capítulos VI e XV.
3. ― ENTRE OS APÓSTOLOS, PEDRO TEM A PRECEDÊNCIA, FALA
E AGE EM NOME DE TODOS.
MAT. X,2: ― “Eis os nomes dos doze Apóstolos: o
primeiro, Simão, chamado Pedro...”
MARCOS (III, 10) e LUCAS (VI, 12), mencionando os Apóstolos,
enumeram Pedro em primeiro lugar.
MAT. XVI, 16: ― Quando Jesus pergunta aos Apóstolos
qual o pensamento deles sobre o Filho do Homem, é Pedro quem responde em nome
dos demais, inspirado pelo Pai.
É a ele que Jesus promete a suprema investidura da Igreja.
“Dar-te-ei as chaves do reino do céu”. MAT. XVI. 19.
ATOS, II, 14: É Pedro quem primeiro prega.
ATOS, II, 41 E X, 9 e sgs. é Pedro que batiza os primeiros
gentios.
ATOS, III, 1 e segs.: É Pedro quem opera o primeiro milagre.
ATOS, 1, 15: é Pedro quem propõe a eleição do sucessor de
Judas.
ATOS, II, 41 e X, 9 e segs.: é Pedro quem fala em nome de
todos perante o Sinédrio e defende a fé.
ATOS, V, 3 e segs.: é Pedro quem exproba Ananias e Safira e
lhes inflige em nome de Deus o castigo de sua mentira.
ATOS, XV, 7 e segs.: No primeiro Concilio celebrado, é Pedro
quem dirime a questão.
ASSUNÇÃO DE MARIA
Objetam muito os protestantes contra a Assunção, pedindo
textos da Bíblia, que a comprovem.
O fato histórico da Assunção não se encontra na Bíblia, pois
os livros do Novo Testamento foram escritos para pôr em foco Jesus Cristo. Não
se ocupam, portanto, de Maria Sma. senão enquanto em função de Mãe de Cristo, e
nada podem narrar de sua Assunção histórica.
Mas, não obstante, a Bíblia nos prova indiretamente que a
Virgem Maria teve uma vitória completa sobre a morte em união com Cristo. Eis
os textos:
GÊN. III, 15: ― “Porei inimizades entre ti e a Mulher,
entre a tua descendência e a
descendência dela. E um dia Ela te esmagará a cabeça”.
Confia-se a interpretação que demos deste texto no artigo
Imaculada Conceição.
Muitos Santos Padres o interpretam como sendo uma referência
profética à mulher por excelência que teria uma vitória total sobre o Demônio.
Uma vitória total: quanto ao pecado e sua conseqüência, que é
a morte. Assim deve-se deduzir que Nossa Senhora, segundo o augúrio da Bíblia,
devia triunfar sobre a morte, ressurgindo e subindo ao Céu.
1º COR, 20-23: ― “Mas eis que ressuscitou Cristo, como
primícias dos que morreram. Pois assim como por um homem veio a morte, também
por um homem veio a ressurreição dos mortos. Assim como em Adão todos morreram,
também em Cristo todos serão vivificados”.
ECLE. XXV, 33. ― “De uma mulher teve princípio o
pecado, por ela todos morremos”.
NOTA: Estes dois textos comparados nos mostram que o pecado
entrou neste mundo por um homem ― Adão e por uma mulher ― Eva, e
que a vida entrou por um Homem ― Cristo, que deve reconstruir tudo, e sua
reconstituição de tudo vai até à ressurreição, de que Ele mesmo é as primícias.
Mas, se a morte entrou por um homem e por uma mulher, Adão e Eva, a vida que
entra por Cristo, entra também, de algum modo, por uma mulher, Maria. E se
Cristo reconstitui a vida como primícias de ressurreição, Maria também devia
participar desta reconstituição pela mesma forma, como primícias da
ressurreição. Assim, deste texto de S. Paulo, deflui um forte argumento a favor
da Assunção de Maria.
APOC. XII, 1 e segs.: ― “ Um grande sinal apareceu no
céu: uma senhora vestida de sol e a lua debaixo de seus pés, e sobre a sua cabeça uma cora de doze
estrelas”.
“E a Senhora voou para o deserto, onde de Deus lhe tinha
preparado um lugar”.
“E foram dadas à Senhora duas asas de uma grande águia, para
que voasse para o deserto, para o lugar do seu retiro”.
NOTA: ― Leia-se todo o capítulo XII do Apocalipse e
ver-se-á a luta do Dragão (Demônio) contra a Mulher (Maria), luta que culmina
com a vitória total da Mulher.
HEBR. II., 14: ― “Como os filhos participam da carne e
do sangue, também Ele (Cristo) participou das mesmas causas, afim de destruir,
pela sua morte, “aquele que tinha o império da morte, isto é, o Demônio”.
Vê-se, por este texto, que é império do Demônio a morte.
Maria para vencer, pois, o Demônio, tinha de triunfar da morte, pela Assunção
gloriosa.
AVE-MARIA
1. ― ESTA ORAÇÃO QUE OS CATÓLICOS REZAM ESTÁ CONTIDA NO
EVANGELHO
LUCAS, I, 28: ― “Entrando o Anjo, disse-lhe: “Ave,
cheia de graça, o Senhor é contigo, bendita és tu entre as mulheres”.
LUCAS, I, 42: ― “E exclamou (Isabel) em alta voz: “
Bendita é tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre”.
2. ― ESTA ORAÇÃO É DIVINA, QUANTO À SUA ORIGEM.
LUCAS, I, 26 e segs.: ― foi pronunciada pelo Anjo
Gabriel, “que foi enviado por Deus”, e portanto, falou em nome de Deus.
LUCAS, I, 41-42: ― Isabel a pronunciou “cheia do
Espírito Santo”.
BATISMO
1. ― É ORDENADO POR JESUS CRISTO
Sem o Batismo ninguém pode entrar no céu. Sobre este assunto,
vejamos os textos seguintes:
MAT. XXVIII, 18-19: “Foi-me dado todo o poder no céu e na
terra. Ide, pois, ensinai a todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do
Filho e do Espírito Santo...”.
JOÃO, III, 5: ― “Em verdade, vos digo: quem não
renascer da água e do Espírito Santo, não pode entrar no reino de Deus”.
NOTE-SE que aqui Jesus não faz acepção de idade: todo aquele
que quiser entrar no reino de Deus, terá que passar pelo Batismo ―
renascer...
2. ― O BATISMO DE JESUS É DIFERENTE, ESSENCIALMENTE, DO
DE S. JOÃO BATISTA
MAT.III, II e segs: ― “Eu vos batizo com água, em sinal
de penitência... Ele vos batizará no Espírito Santo e no fogo” - (Idem, Marcos
1, 8).
3. ― FOI ADMINISTRADO PELOS APÓSTOLOS
ATOS, II, 38 e segs.: ― “Pedro lhes respondeu:
“Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para
remissão de vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo”... Os que
receberam a sua palavra foram batizados”.
ATOS, VIII, 36-38: ― “E continuando o caminho, chegaram
a uma fonte... e Felipe disse: Se
crereis de todo o coração, é possível seres batizado... E desceram os dois à
água, Felipe e o Eunuco, e o batizou”.
ATOS, X, 47-48: ― “E então Pedro tomou a palavra:
Porventura pode alguém negar a água para que não sejam batizados estes que,
como nós, receberam o Espírito Santo? E mandou que fossem batizados (Vide I
Ped.III,21; Ef. V, 26).
4 ― QUANTO AO BATISMO DAS CRIANÇAS
Não há nenhuma passagem da Escritura que o proíba. Pode-se
argumentar com
LUC.XVIII, 16: ― “Deixai vir a mim as criancinhas,
porque delas é o reino de Deus”.
Ora, a criança nasce contaminada com o mesmo pecado de origem
(dos nossos primeiros pais). Para entrar no reino de Deus tem que passar pela
morte do pecado, que é o Batismo.
Batismo por infusão ou ablução pg. 106
BÍBLIAS FALSIFICADAS
Os protestantes, para iludir os incautos, afirmam que a sua
Bíblia é identicamente a mesma dos católicos.
Examinando, entretanto, algumas de suas traduções, notamos
que lhes faltam os seguintes livros:
1º Livro dos MACABEUS;
2º Livro dos MACABEUS;
O Livro de TOBIAS;
O Livro de JUDITE;
O Livro da SABEDORIA;
O Livro ECLESIÁSTICO;
O Livro de BARUC.
Portanto, faltam sete livros inteiros.
Mais ainda: além disso, estão ali incompletos DOIS OUTROS
LIVROS: o de ESTER, que deve ter 16 capítulos, e não somente 10; e o de DANIEL,
que deve ter 14 capítulos e não só 12! CEM versículos no cap. III, e não apenas
TRINTA (1).
Sobre a tradução das Bíblias protestantes, observe-se ainda o
seguinte:
João Ferreira de Almeida, que é tradutor da Bíblia, e cujas
traduções são muitíssimo divulgadas pelos protestante, jamais foi padre
católico! Foi ministro cavinista. O título de “Padre” que ainda hoje vem
impresso no frontispício de suas Bíblias, é malevolamente conservado pelos
protestantes como maneira mais fácil de divulgar os erros, que essa tradução
infiltra nos espíritos desprevenidos. Antigamente os ministros protestante
alemães, holandeses e dinamarqueses, intitulavam-se “Reverendos padres”; eis a
razão porque os protestantes conservaram a tradição desse costume na Bíblia de
Almeida, embora não tenham conservado a fidelidade da primeira tradução, que
trazia TODOS os LIVROS (protocanônicos) acima citados, que hoje nossos modernos
hereges rasgaram, porque “deixaram” de ser verdadeiros, isto é, vão contra os
erros que ele propagam: ensinam a existência do Purgatório, o Sacrifício pelos
mortos, etc.
Não se deve confundir as traduções protestantes com a de
Antônio Pereira de Figueiredo. Este é Padre. Sua tradução primitiva foi boa,
mas suas anotações (que os protestantes tiraram) eram, em grande parte, eivadas
de influências realistas, etc., e foi necessário serem condenadas pela Igreja
que, aos 26-1-1795, pô-las no “Index”. É bom notar que Figueiredo também não
rejeitou os SETE LIVROS que hoje as Bíblias protestantes que lhe traduzem o
nome recusam.
BISPOS
1. ― FORAM POSTOS PELO ESPÍRITO SANTO PARA REGER A
IGREJA
ATOS, XX, 28: ― “Cuidai de vós mesmos e de todo o
rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu Bispos, para reger a
Igreja de Deus, que ele adquiriu com o seu próprio sangue”.
2. ― SÃO DISTINTOS DOS SIMPLES FIÉIS E SUCEDEM AOS
APÓSTOLOS
ATOS, I, 20-26: ― Tendo apostatado Judas, que era
Apóstolo, S. Pedro propõe a escolha de um sucessor, que receba o episcopado
dele ― ( et episcopatum ejus accipiat alter), e seja testemunha da
ressurreição de Cristo. E “Matias foi incorporado aos onze Apóstolos” - diz o
v. 26.
3. ― POR ISTO DEVEM TER QUALIDADES EXCEPCIONAIS, QUE
NÃO SE EXIGEM DE TODOS
TITO, 1,7: ― “Porque, na qualidade de administrador da
casa de Deus, o Bispo deve ser irrepreensível”.
1ª TIM. III, I e segs.: ― “Digna de fé e esta palavra:
Quem deseja o episcopado, deseja um cargo sublime. Por isto, é necessário que o
Bispo seja irrepreensível... etc., etc.”.
4. ― JESUS CRISTO É CHAMADO “BISPO DE NOSSAS ALMAS”,
PELO QUE OS BISPOS SÃO SEUS SUCESSORES
1ª. PEDRO, II, 25: ― “Éreis como ovelhas desgarradas.
Mas agora retornastes ao Pastor e Bispo de vossas almas”.
Ver também CHEFES DA IGREJA.
CELIBATO CATÓLICO
1. ― S. PAULO ACONSELHA O CELIBATO
1ª COR. VII, 1-8: ― “Penso ser bom que o homem não
toque mulher. Mas pelos perigos da incontinência, cada um tenha a sua esposa...
Digo isto por concessão, não como ordem. Pois que todos fossem como eu... Digo
às pessoas solteiras e viúvas, que lhes é bom se permanecerem assim como eu”.
IDEM, 25: ― “A respeito das pessoas virgens, não tenho
mandamento do Senhor. Julgo, pois, que, em razão das dificuldades presentes, é
bom ao homem ficar assim como eu”.
IDEM, 32-35: ― “Quero que fiques sem cuidados. O
solteiro cuida das coisas do Senhor, de como agradar a Deus. Mas o casado cuida
das coisas do mundo, de como agradar à sua esposa e está dividido. A mulher
solteira e a virgem, cuidam das coisas do Senhor, para serem santas no corpo e
no espírito”.
NOTA: ― Eis ai porque os sacerdotes católicos, até
neste ponto de vista de meios naturais, estão acima de qualquer ministro
protestante. São castos, celibatários, “para serem santos no corpo e no
espírito”, e para serem inteiramente de Deus, e não “estarem divididos” entre o
mundo, mulher e filhos de um lado, e Deus do outro.
1ª COR. VII, 38: ― “De modo que, quem casa sua virgem
faz bem; o que não a casa, faz melhor”.
2. ― CONSELHO ESPECIAL AOS SACERDOTES
LEV. XXI, 8: ― “Portanto santificai-vos e sede santos,
porque eu, o Senhor que vos santifico, sou santo”.
MARC. X. 29: ― “Todo aquele que deixar, por causa de
meu nome, ou casa, ou irmão, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou mulher, ou filhos, ou
terras, receberá cem por um e a vida eterna”.
IDEM, 28: ― “E Pedro, tomando a palavra, disse: Eis que
nós abandonamos tudo e te seguimos”.
NOTA-SE que, se os Apóstolos “abandonaram tudo”, é porque
deixaram também a família. Foram castos.
3. ― POSSIBILIDADE DO CELIBATO PELA GRAÇA DE DEUS
MAT. XIX, 12: ― “Há eunucos que o são desde o ventre de
suas mães; e há eunucos tornados tais pelas mãos dos homens; e há eunucos que a
si mesmos fizeram eunucos por amor do reino de Deus. Quem puder compreender,
compreenda”.
MAT. XIX, 24-26: ― “É
mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha que entrar um rico
no reino do céu. Ora, os discípulos admirava-se, ouvindo estas palavras, e
disseram: Quem poderá, então salvar-se? Jesus porém, fitando-os, disse: Aos
homens, isso é impossível”.
Estas mesmas palavras se podem aplicar à guarda da castidade,
contida aliás no que Jesus pediu ao jovem, quando lhe disse: “Vem, e segue-me”.
Noutros termos, Jesus diz que, com os auxílios da graça, tudo
é possível, pois esta faz no homem desapegar-se de tudo o que é de mais
apetecível, para sacrificar-se por Deus.
ROM. VIII, 11-13: ― “Mas se o espírito daquele que
ressuscitou Jesus Cristo dos mortos habita em vós... ele também dará vida aos
vossos corpos mortais pelo seu espírito que habita em vós. Portanto, irmãos,
não somos devedores à carne, para que vivamos segundo a carne. Porque, se
viverdes segundo a carne, morrereis; mas se pelo espírito mortificardes as
obras da carne vivereis”.
Iª. COR. X,13: ― “Não vos sobreveio tentação alguma que
não seja humana; mas Deus é fiel; não permitirá que sejais tentados acima das
vossas forças; antes dará um meio de tirardes proveito da tentação, para
poderdes suportar”.
IIª. COR. XII, 7-9: ― “E, para que a grandeza das
revelações não me ensoberbeça, foi-me dado um estímulo da carne, um anjo de
Satanás, para me esbofetear pelo que três vezes roguei ao Senhor que se
apartasse de mim. Mas Ele me disse: Basta-te a minha graça, porque o poder se
aperfeiçoa na fraqueza. Portanto, de boa vontade me gloriarei nas minhas
fraquezas, para que habite em mim a força de Cristo”.
4. ― O VOTO, QUE SE FAZ, OBRIGA SOB PECADO
DEUTER. XXIII, 21; ― “Quando fizerdes algum voto ao
Senhor vosso Deus, não deixeis de cumpri-lo, porque o Senhor vosso Deus vos
pedirá conta dele, e em vos haverá pecado”.
Iª TIM. V, 11 E 12: ― “Rejeita as viúvas novas (ao
pedido de voto) pois que, quando o atrativo dos prazeres as desgostar do
serviço de Cristo, querem casar-se, tendo a sua condenação, porque violaram a
primeira fé (isto é, violaram o voto)”.
O mesmo se pode dizer com respeito ao sacerdote que deixa a
batina para casar-se.
CHEFES DA IGREJA
1. ― TODOS DEVEM DAR-LHES OUVIDOS E OBEDECER-LHES AS
ORDENS
MAT. XVIII, 17-18: ― “Se, porém, não ouvir a Igreja,
seja tido como pagão e publicano. Em verdade, vos digo: tudo o que ligardes
sobre a terra, será ligado no céu, e tudo o que desligardes sobre a terra, será
desligado no céu”.
MAT. XXVIII, 19-20: ― “Foi-me dado todo o poder no céu,
e na terra (eu vo-lo transmito): Ide, e ensinai a todos os povos, batizando-os
em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, e instruindo-os a observar tudo o
que vos hei ensinado. E eis que estou convosco todos os dias, até a consumação
dos séculos”.
NOTA: ― Dada a alta importância deste texto, probativo
da perenidade da Igreja e da assistência eterna de Cristo, para que ela não venha a errar, formemos o seguinte raciocínio: Jesus é Deus. Não pode,
pois errar nem fazer-nos errar, senão deixaria de ser Deus. Ora, Jesus prometeu
ESTAR com a Igreja, isto é, com a Igreja que Ele fundou, até o fim dos séculos.
Logo, não errou a sua Igreja, e portanto sua assistência divina continua ainda
a ser garantia de perenidade da verdadeira Igreja de Pedro.
Suponhamos que sua palavra tenha falhado, e que esta Igreja
tenha errado, como o afirmam os protestantes. Então Jesus já não seria mais
Deus, e toda a Igreja que se apresentasse com o nome de “Igreja de Cristo”
seria tão mentirosa quanto a primeira.
LUC. X, 16: ― “Quem vos ouve, a mim me ouve; quem vos
despreza, a mim me despreza; e quem me despreza, despreza Aquele que me
enviou”.
MAT. X, 40: ― “Quem vos recebe, a mim me recebe; e quem
vos recebe, recebe Aquele que me enviou”.
NOTE-SE que os protestantes, desprezando a autoridade da
Igreja fundada por Jesus Cristo, desprezam o próprio Cristo, e portanto, o Pai
que o enviou ao mundo. Não estão, portanto, com a verdade.
2. ― O ESPIRITO SANTO ESTÁ COM ELES
JOÃO, XIV, 16: ― “E eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará
um outro Paráclito, (consolador), que ficará eternamente convosco, o Espírito
da verdade, que o mundo não pode receber...”
JOÃO, XVI, 13: ― “Quando, porém, vier aquele Espírito
de verdade, Ele vos ensinará toda a verdade”.
Este texto, mais uma vez, vem ensinar que toda a verdade que
a Igreja ensinaria aos seus filhos, ser-lhe-ia ministrada mediante iluminação
do Espírito da Verdade, que deveria assistir aos legítimos Chefes da Igreja.
COMUNHÃO
(Vide Eucaristia e Missa)
Os protestantes, no afã de insinuar dúvidas, dizem que o
padre comunga “o vinho e a hóstia, mas não dá o vinho aos católicos”. Objeção
tola. Na Bíblia está a resposta:
LUC. XXIV, 30-31: ― E aconteceu que, sentando à mesa
com eles, tomou o pão, abençoou-o, partiu-o e lho serviu; então se lhes abriram
os olhos e o reconheceram”.
ATOS, II, 12: ―
“Eles perseveraram na doutrina dos Apóstolos, na comunhão da fração do
pão e nas orações”.
ATOS, XX, 7: ― “No primeiro dia da semana, estando nós
reunidos, para partir o pão, Paulo disputava com ele, e foi alongado o discurso
até a meia noite...”
Iª COR. X, 16-17: ― E o pão que partimos, não é, acaso,
a comunhão do corpo do Senhor ? Porque nós, que somos muitos, somos um pão
somente, e um só corpo, pois que nós todos comungamos de um mesmo pão”.
Vale a pena ler todo o Cap. X, onde aparece, com toda a
evidência, o mistério da Presença Real de Cristo debaixo das espécies do pão e
do vinho. O Apóstolo como que desafia os protestantes de hoje a retrucarem se
“o pão que partimos acaso não é o corpo do Senhor?”.
CONCÍLIOS DA IGREJA
(Vide CHEFES)
1. ― OS CONCÍLIOS OU ASSEMBLÉIAS DE BISPOS EM NOME DE
CRISTO, SÃO ASSISTIDOS PELO ESPÍRITO SANTO
MAT. XVIII, 20: ― “Onde quer que dois ou três se reunam
em meu nome, ali estou no meio deles”.
ATOS, XV, 28: ― “Porque pareceu bem o Espírito Santo e
a nós não vos impor maior jugo além do
seguinte necessário”.
2. ― SEUS PRECEITOS DEVEM SER OBSERVADOS PELOS FIÉIS
ATOS, XV, 41: ― “E (Paulo) andava pela Síria e pela
Cilicia, confirmando as Igrejas, ordenando que guardassem os preceitos dos
Apóstolos e dos Presbíteros” (dados no Concílio de Jerusalém).
ATOS, XVI, 4: ― “E quando andavam pelas cidades, ensinavam-lhes
que observassem as decisões que haviam sido tomadas pelos Apóstolos e
Presbíteros em Jerusalém (no Concílio)”.
ATOS, XVI, 4: ― “E quando andavam pelas cidades,
ensinavam-lhes que observassem as decisões que haviam sido tomadas pelos Apóstolos
e Presbíteros em Jerusalém (no Concílio)”.
CONFIRMAÇÃO OU CRISMA
ATOS, VIII, 15-17: ― “Os quais (Pedro e João), tendo
chegado, fizeram oração por eles, afim de receberem o Espírito Santo, porque
Ele ainda não tinha descido sobre eles, mas somente tinham sido batizados em
nome do Senhor Jesus”.
ATOS, XIX, 6 ― “E tendo-lhes Paulo imposto as mãos,
veio sobre eles o Espírito Santo, e falaram diversas línguas e profetizaram”.
NOTA: ― Comumente, na primitiva Igreja, logo após a
recepção da Crisma, o Espirito Santo se manifestava-se pelo dom das línguas,
pela profecia, dom de milagres, etc. para maior edificação das almas. Isto
revela no texto acima.
IIª COR. I, 21-22: ― “Ora, o que nos confirma em Cristo
convosco, e que nos ungiu é Deus, o qual também nos imprimiu seu selo (caráter
sacramental) e deu em nosso corações o penhor do Espírito”.
NOTA: ― Este texto revela, como muitos outros, haver um
sacramento que se segue ao Batismo, e que se faz com a unção do óleo: é a
Confirmação ou Crisma, que a Igreja nos ministra.
HERB. VI, 1-2: ― “ Pelo que, deixando de discorrer
acerca dos primeiros rudimentos acerca de Cristo, elevemo-nos a coisas mais
perfeitas, sem lançar de novo os fundamentos da conversão das obras mortas (do
pecado) e da fé em Deus, da doutrina sobre os Batismos e da imposição das mãos
(Crisma)”.
EFES. I, 13-14: ― “...Tenho crido nele, fostes marcados
com o selo do Espírito Santo, que tinha sido prometido, o qual é o penhor da
nossa herança, para a redenção do povo conquistado”.
Iª JOÃO, II, 20: ― “Porém, vós recebestes a unção do
Espírito Santo, e sabeis todas as coisas (necessárias)”.
IEM, 27: ― “E permaneça em vós a Unção que recebestes
dele”.
ECL. III, 4: ― “O que ama a Deus implorará o perdão de
seus pecados e se absterá de tornar a cair neles”.
ECL. IV, 31: ― “Não te envergonhes de confessar os teus
pecados, mas não te submetas a ninguém para pecar”.
IIª ESD. IX, 1 E 2: ― “E no dia 24 deste mês se
ajuntaram os filhos de Israel em jejum e vestidos de sacos e cobertos de terra.
E os da linhagem dos filhos de Israel foram separados de todos os filhos
estrangeiros; e confessaram os seus pecados e as iniqüidades de seus pais”.
PROV. XXVIII, 13: ― “Aquele que esconde as suas
maldades não será bem sucedido; aquele, porém, que as confessar e se retirar
delas alcançará misericórdia”.
2. ― NA TRANSIÇÃO DO ANTIGO TESTAMENTO PARA O N.T.,
JOÃO BATISTA EXIGIA A CONFISSÃO DOS
PECADOS
MAT. III, 6: ― “Então vinham a ele a circunvizinhança
do Jardão, e eram por ele batizados no rio Jordão, confessando os seus
pecados”.
NOTE-SE que estes textos não falam ainda da confissão
sacramental, que foi instituída por Cristo para sua Igreja. Falam da confissão
penitencial, que não era sacramental, mas fazia as vezes de sacramento.
3. ― NA PRIMITIVA IGREJA, USAVA-SE A CONFISSÃO
ATOS, XIX, 18: ― “E muitos dos que tinham crido iam
confessar e manifestar suas obras”.
S. TIAGO, V, 16: ― “Confessai, pois, os vossos pecados
uns aos outros, e orai uns pelos outros para serdes salvos; porque a oração
fervorosa do justo pode muito”.
Iª S. JOÃO, I, 9: - “Se nós confessarmos os nossos pecados,
Ele é fiel e justo para perdoar estes nossos pecados e para nos purificar de
toda iniqüidade”.
Estes textos falam da verdadeira confissão sacramental
instituída por Cristo, conforme a melhor
interpretação. (1) Pouco importa que não falem de confissão auricular
feita só ao padre. Nos começos do cristianismo usava-se a confissão pública
4. ― A CONFISSÃO DEFLUI DO PODER DE PERDOAR
PECADOS QUE CRISTO
CONFERIU A SUA IGREJA
MAT. XVIII, 18: ― “Tudo o que ligardes sobre a terra
será ligado no céu; e tudo o que desligardes sobre a terra será desligado no
céu”.
Para um juiz dar uma sentença ligando ou desligando
alguém relativamente a uma pena ―
é óbvio que lhe deve ser declarada a culpa do réu. É esta a razão porque o
penitente tem necessidade de declarar seu pecado ao confessor, afim de este
perdoar ou não, perdoar ou reter.
JOÃO, XX, 22-23: - “Tendo dito estas palavras, soprou sobre
eles (os Apóstolos) e disse: Recebei o Espírito Santo. Aqueles a quem
perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; e aqueles a quem os retiverdes,
ser-lhes-ão retidos”.
EUCARISTIA
(Ver Comunhão e Missa)
I. ― JESUS PROMETEU DAR-SE EM ALIMENTO
JOÃO, VI, 1 e segs. O grande milagre que aqui se conta é
símbolo da Eucaristia, que Jesus iria dar pela salvação do mundo. Ler toda a
primeira parte deste capítulo.
JOÃO, VI, 27: ― “Trabalhai, não pela comida que perece,
mas pela que dura até a vida eterna, A qual o Filho do Homem vos dará”.
NOTA: ― Este texto resolve a controvérsia sobre se o
alimento que Jesus promete dar mais tarde é sua palavra (pão metafórico), ou se
é de fato seu corpo (Eucaristia).
Veja-se o verbo final do texto: comida que o Filho do Homem
vos dará. Se Ele quisesse significar o pão de sua palavra, tomada como alimento
espiritual, não teria dito - vos dará, mas - vos dá, pois que presentemente já
Ele estava dando este alimento. Trata-se, evidentemente, daquele alimento que
Ele dará na última Ceia - a Eucaristia.
2. ― JESUS INSTITUIU A EUCARISTIA
MAT. XXVI, 26: ― “E Quando ceavam, Jesus tomou o pão, e
o benzeu, e o partiu e deu-o aos seus discípulos, dizendo: TOMAI E COMEI; ESTE
É O MEU CORPO”
IDEM, 27: ― “E tomando o cálice deu graças, e deu-lho,
dizendo: Bebei dele todos, porque É O MEU SANGUE DO NOVO TESTAMENTO, O QUAL
SERÁ DERRAMADO POR MUITOS PARA A REMISSÃO DOS PECADOS”.
(Vide idem em Marc. XIV, 22-24; Luc. XXII, 19-20)
Iª COR, XI, 23-25: - “Porque eu recebi do Senhor, o que
também vos ensinei a vós, que o Senhor Jesus, na noite em que foi entregue,
tomou o pão, e dando graças o partiu e disse: “RECEBEI E COMEI ISTO É O MEU
CORPO QUE SERÁ ENTREGUE POR VÓS: Fazei isto em memória de mim... etc.”.
NOTA-SE a identidade real que é afirmada por Cristo entre
“este pão” e “este corpo” que será
entregue à morte.
Por isto é que dizem os teólogos que se dá na Eucaristia uma
Transubstanciação (mudança) do pão no corpo de Cristo. (1)
3. ― EFEITOS DA CAMUNHÃO
JOÃO, VI, 50-52: ― “Este e o pão que desceu do céu,
para que aquele que dele comer não morra . Eu sou o pão vivo que desci do céu. Quem comer deste
pão viverá eternamente; o pão que eu darei é a minha carne (que será sacrificada)
para a salvação do mundo”.
JOÃO, VI, 54-59: ― “Quem come a minha carne e bebe o
meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia...
Quem como a minha carne e bebe o meu sangue fica em mim e eu
nele. Do mesmo modo que o Pai me enviou, e como eu vivo pelo Pai, assim também
viverá por mim quem me recebe em alimento”.
EXTREMA-UNÇÃO
TIAGO, V, 14-15: ― “Está entre vós alguém enfermo?
Chame os presbíteros (sacerdotes) da Igreja, e eles façam oração sobre o
enfermo, ungindo-o com óleo, em nome do Senhor; e a oração da fé salvará o enfermo, e o Senhor o aliviará.
E caso esteja em pecados, ser-lhe-ão
perdoados”.