APOSTOLADO DA ORAÇÃO
PRIMEIRAS SEXTAS-FEIRAS.
Intimamente relacionado com a devoção ao Sagrado
Coração de Jesus, cuja festa anual vamos celebrar neste 27 de Junho próximo.
Perfil:
O Apostolado da Oração constitui uma associação
de fiéis que, pelo oferecimento diário de si mesmos, unidos ao sacrifício
eucarístico e pela união vital com Cristo, colaboram na salvação do mundo.
Cada membro há -e ser salvador com Cristo Redentor.
Conseguem esse objetivo por meio do seguinte programa:
* Participação vital no Mistério Eucarístico.
* Culto ou espiritualidade do Coração de Cristo.
* Amor e devoção a Nossa Senhora, Mãe da Igreja.
* Preocupação de sentir com a Igreja.
* Assídua oração apostólica.
O Apostolado da Oração foi fundado em 3 de Dezembro
de 1844 em Vals (França) pelo P. Francisco Xavier Gautrelet. S.J.
Desde a primeira aprovação dos seus primeiros Estatutos
por Pio IX, até João Paulo II, tem sido recomendado por todos os Papas.
Entrou em Portugal em 1864.
Depressa se estendeu a todo o país, e está estabelecido
em quase todas as paróquias, com cerca de um milhão de associados e uns 40
milhões em todo o mundo.
No Brasil, o primeiro centro do A.O. foi fundado
no dia 30/06/1867, em Recife(PE), na Igreja de Santa Cruz, oficiada então
pelos padres jesuítas.
O P. Bento Schembri, S.J. foi o seu fundador e
primeiro diretor. No entanto foi apenas um centro local e isolado sem expressão
nacional.
Mas depois na cidade de Itu.SP, o P. Bartolomeu
Taddei, S.J. fundou então o primeiro Centro do AO em 01/10/1871, que
havia de se expandir ao nível nacional, ficando ele considerado o fundador
e o mais eminente propagador do AO no Brasil
Além dos simples associados, há também os membros
ativos ou zeladores que unindo a oração e a ação se responsabilizam por um
grupo de associados e exercem o apostolado mais conveniente à paróquia, sob
a orientação do Diretor local, que habitualmente é o Pároco.
Sendo essencialmente diocesano, compete ao Diretor
Diocesano, nomeado pelo Ordinário, erigir centros, nomear os Diretores locais,
promover e desenvolver o A.O. na Diocese.
O Secretário Nacional impulsiona o A.O. no país,
publica as revistas do movimento e fornece todo o material necessário.
Normalmente há sempre uma Intenção para cada mês,
pela qual os membros do Apostolado da Oração oram e se sacrificam em reparação
ao Sagrado Coração de Jesus.
Publicações Periódicas:
Mensageiro do Coração de Jesus (9.500); Oração
e Vida (270.000 exemplares); Cruzada Eucarística (130.000); Clarim (45.000);
Vida em Testemunho (5.000).
Todas estas publicações são mensais.
CRUZADA EUCARÍSTICA DAS CRIANÇAS (CHAMA-SE, NO BRASIL, O MEJ)
Nasceu do apelo dirigido às crianças pelo papa
Bento XV (1914-1922), no último Domingo de Julho de 1916, pela Paz e restauração
cristã das Nações.
Por isso a este papa se atribui a fundação da Cruzada
Eucarística das Crianças.
O Primeiro Centro Português foi fundado cinco anos
mais tarde, em 1921.
Atualmente conta com mais de 50.000 crianças, em
todas as Dioceses.
A Cruzada Eucarística das Crianças é a Secção infantil
do Apostolado da Oração.
O Secretariado geral é em Braga, Largo das Terezinhas,
5-4719-Braga.
HORA SANTA
Dá-se este nome de Hora Santa a uma devoção que
se faz durante uma hora sem interrupção, com orações e cânticos na presença
do Santíssimo Sacramento, solenemente exposto, e que termina com a Bênção
do Santíssimo Sacramento.
Nos tempos em que ainda se não celebrava a Missa
Vespertina, era costume fazer-se a oração da tarde ou da noite com a reza
do Terço e, em dias especiais, como por exemplo nas Primeiras Sextas-Feiras
de cada mês, fazia-se a Hora Santa.
Ao P. Mateo se deve a publicação do livro das Horas
Santas que servia de guia de meditação intercalando os mistérios do Terço.
Com as Missas Vespertinas, a oração da noite ficou
enriquecida e o hábito das Horas Santas continua ainda, em dias de especial
celebração.
As Horas Santas têm a sua inspiração nas palavras
de Jesus a Pedro no Jardim das Oliveiras :
- Nem sequer pudestes vigiar uma hora Comigo!
Por esta razão, normalmente o conteúdo desta devoção
é sobre a meditação da Paixão do Senhor.
Como é feita na presença do Santíssimo Sacramento
em exposição, a Hora Santa é uma manifestação de fé na Presença Real de Cristo
na Eucaristia.
O Direito Canônico recomenda que se faça, pelo
menos uma vez por ano, a exposição solene do Santíssimo Sacramento, para que
a comunidade local medite mais profundamente no mistério eucarístico, (cf.
Cân. 942).
Todavia, uma paróquia de gente piedosa e fé esclarecida,
exige que se faça a Hora Santa com mais freqüência, para alimentar a sua fé
e o seu amor a Cristo presente na Eucaristia, e para reparação pelos pecados
de todo o mundo.
PRIMEIRAS SEXTAS-FEIRAS
É uma devoção que consiste em receber a Sagrada Comunhão em nove consecutivas
Primeiras Sextas-Feiras de cada mês em honra e reparação ao Sagrado Coração
de Jesus.
Esta prática nasceu de aparições privadas de Cristo a Santa Margarida Maria
Alacoque de 1647 a 1690, por meio das quais se pode ganhar a graça do arrependimento
e a graça de receber os Sacramentos à hora da morte.
Santa Margarida Maria Alacoque era una religiosa da Visitação, de França,
que tinha uma grande devoção ao Sagrado Coração de Jesus e está na origem
da festa ao Sagrado Coração de Jesus que se celebra anualmente na Sexta-Feira
da semana a seguir ao Corpo de Deus, e é a esta devoção reparadora das nove
Primeiras Sextas-feiras, que se dá o nome de Comunhão Reparadora.
É bom ter em conta que na altura das Aparições a Santa Margarida, a Comunhão
era raramente recebida, especialmente em França, por causa da heresia dos
Jansenistas, e só muito mais tarde é que se começou a recomendar e a fazer
a Comunhão freqüente.
É costume, em cada Primeira Sexta-Feira de cada mês, fazer também a prática
da Hora-Santa reparadora.
A prática das Primeiras Sextas-Feiras tem sido promovida especialmente pelos
membros do Apostolado da Oração.
Esta prática e devoção não são um dogma de fé, mas tratando-se de amor e reparação
ao Sagrado Coração de Jesus, a Igreja aceita-a e recomenda-a como sinal do
nosso amor e é já uma importante tradição na Igreja católica, a que andam
ligadas as doze promessas, para os que fizerem as nove Primeiras Sextas-feiras.
Diz o Catecismo da Igreja Católica:
616. - É o «amor até ao fim» (Jo. 13,1) que confere ao sacrifício de Cristo
o valor de redenção e reparação, de expiação e satisfação. Ele conheceu-nos
e amou-nos a todos no oferecimento da sua vida. «O amor de Cristo exerce pressão
sobre nós, ao pensarmos que um só morreu por todos e que todos, portanto,
morreram»(2 Cor. 5/14). Nenhum homem, ainda que fosse o mais santo, estava
em condições de tomar sobre si os pecados de todos os homens e de se oferecer
em sacrifício por todos. E existência, em Cristo, da pessoa divina do Filho,
que ultrapassa e ao mesmo tempo abrange todas as pessoas humanas e O constitui
cabeça de toda a humanidade, é que torna possível o seu sacrifício redentor
por todos.
John Nascimento