Carta às Famílias do
Brasil.
A educação afetiva e
sexual dos filhos e o uso do preservativo como inibidor da AIDS.
(Dom Rafael Lhano
Cifuentes)
Caríssimos irmãos e irmãs: hoje gostaria de ter com vocês
uma conversa amigável. Somos uma
família. Uma família mais unida do que
julgam aqueles que não nos conhecem. E
na família há esses momentos gostosos de conversa depois do almoço, na varanda,
no quintal ou na sala tomando um cafezinho.
Desejaria, agora, se vocês me permitissem, entrar no vosso lar,
sentar-me ao lado de vocês e, num cálido ambiente familiar, ir falando daquilo
que me preocupa e que penso ser motivo de preocupação e de perplexidade para
vocês, como fazem os irmãos entre si, os pais com os filhos, os filhos com os
pais e os amigos de verdade.
E provável que esse nosso encontro se prolongue por um
certo tempo. É bom que seja assim. Deste modo tudo o que gostaria de lhes
comunicar, penso, ficará claro e, provavelmente, a partir dessa nossa conversa,
vocês sairão mais esclarecidos e se sentirão mais fortalecidos para abordar
esse tema com os seus filhos, vizinhos, amigos e irmãos na fé.
Ultimamente
tem aparecido, nos jornais, revistas e televisão – inclusive num programa de
grande audiência – ataques a nossa grande família que é a Igreja, chamando-a de
“retrógrada” e “medieval”, e tratando ao Cardeal Alfonso López Trujillo, que
trabalha no Vaticano como Presidente do Pontifício Conselho para a Família, de
uma maneira afrontosa. Culpam-no,
erradamente, de não ter apresentado nenhuma pesquisa sobre a ineficácia dos
preservativos. Também por esta razão
nos vimos obrigados a citar bastantes pesquisas sobre esta matéria. Trabalhos estes que também são do
conhecimento de D. Alfonso.
Alguns
meios de comunicação questionam: como é possível que a Igreja não recomende o
uso dos preservativos? Não é este o método mais eficaz para deter o avanço
dessa doença que está se convertendo numa verdadeira epidemia endêmica de
âmbito planetário?: “A Igreja nega o
óbvio”, apregoa a manchete de um importante jornal paulistano...
Talvez
nós, que amamos a Igreja, nos sentimos constrangidos quando o Ministério da
Saúde, ou a Organização Mundial da Saúde (OMS) expressa opiniões semelhantes.
Vamos por
isso raciocinar juntos num âmbito familiar.
Muitos de nós já enviamos a diferentes jornais artigos e cartas que
tentavam esclarecer o problema. Mas ou
não os publicam ou os publicam fracionados ou incluídos num contexto que os
desfigura. E é por isso que sinto
necessidade de abrir o coração e falar agora, sem entraves, à nossa querida
família cristã. Esta é a razão de ser
desta carta familiar. Num clima sereno,
sem polemicas, vamos ir deixando fluir os nossos pensamentos, procurando que
prevaleça o bom senso e a ponderação.
A OMS
parte de um fato: os costumes atuais não seguem as normas tradicionais, nas que
as relações sexuais estão destinadas a consumar um amor estável dentro do
matrimônio onde, como fruto desse amor, hão de vir os filhos, criados e educados dentro desse âmbito familiar. Isto, porventura, poderia ser considerado
como o “ideal” mas – argumenta-se – não podemos viver de “idealismos” mas de
realidades. E a realidade é bem diferente. Os jovens começam a ter relações
sexuais antes do matrimônio; muitos não se casam, e mantêm relações eventuais e
transitórias; as moças jovens com freqüência deixam-se levar pelos seus
impulsos e sentimentos, não se vive a fidelidade conjugal... Há, enfim, em não
poucos ambientes um clima de permissividade ou até de promiscuidade, bem
diferente a um eventual e teórico “ideal”.
E é preciso encarar essa realidade, deixando de lado certos princípios,
que estão sendo ultrapassados pelo progresso das ciências e das descobertas dos
fármacos anticoncepcionais e dos preservativos. A verdade é que a Igreja está fora da realidade.
Continua-se
argumentando: Qual é o método mais seguro, barato e de fácil divulgação?: o
preservativo. Mas o preservativo não
tem falhas? Alguns representantes do
Ministério da Saúde e da OMS dizem taxativamente que não. Outros, contudo, admitem que elas existem,
mas argumentam deste modo: admitamos que os preservativos têm 10% de
ineficácia, mas este risco é muito maior quando eles não são usados; então o
risco é de 100%. É por esta razão que
recomendamos o preservativo. Um
cientista, num importante jornal do Rio de Janeiro, alega que as vacinas contra
o sarampo e a pólio, também não imunizam 100%.
E nem por isso se pensa na possibilidade de não usá-las ou de fazer
campanhas chamando a atenção para isso, sob pena de incentivar a rejeição das
vacinas que praticamente erradicaram aquelas doenças.
Estes
argumentos parecem tão contundentes que não poucos católicos ficam
perplexos. Talvez não chegam a
contradizer abertamente a posição da Igreja, mas ficam com dúvidas ou acuados
ou pelo menos fragilizados.
Esclarecimentos necessários
Devemos,
contudo, ponderar que a Igreja – a única instituição duas vezes milenar – tem
razões muito sérias para recomendar que não se usem os preservativos. Convido-os, por isso, novamente, para
continuarmos refletindo juntos, com toda calma e serenidade.
Falando-lhes
como um irmão, preocupado como estou, que se deteve a estudar esse assunto em
profundidade, a fim trazer-lhes um posicionamento seguro a respeito destes
questionamentos, quero dizer-lhes que a argumentação antes apresentada – que
compara as falhas do preservativo com as das vacinas do sarampo, ou da pólio,
por exemplo – não é consistente, por duas razões: a primeira, porque os vírus da pólio e do sarampo não se podem
evitar: atacam em qualquer momento, transmitem-se pelo ar que se respira, pela
água que se bebe, pelo alimento que se come ou pelo contato habitual do
relacionamento social... A AIDS, não:
transmite-se fundamentalmente pelas relações sexuais. E ninguém é obrigado a
praticá-las com uma pessoa que não se conhece em profundidade, da mesma maneira
que é obrigado a comer, a beber, a respirar ou a relacionar-se
socialmente... A segunda, porque no
caso dos preservativos, a propaganda recomenda o uso como se as relações
promíscuas fossem “normais”, inócuas, inevitáveis, ou até recomendáveis. Essa é a feição que tem as propagandas que
às vezes aparecem: “aproveite o carnaval, mas use ‘camisinha’”. Aceita-se um pressuposto inadequado – a
promiscuidade – e inclusive incentiva-se a mesma: “não se iniba, divirta-se, mas – cuidado! – use ‘camisinha’”.
A
propaganda, em geral, não faz nenhuma advertência, não entra em sutilezas,
simplesmente incita a usar a “camisinha” fomentando o que este uso traz
consigo: uma relação eventual e insegura.
É um meio que, sem dúvida, convida ao desregramento sexual. Desregramento sexual este que traz consigo
muitos inconvenientes: o enfraquecimento da saúde e da força de vontade, a
perda de um comportamento social e profissionalmente correto, a falta de respeito
à pessoa humana e, sobretudo, a infidelidade conjugal e a gravidez precoce, da
qual não poucas vezes deriva o aborto.
A
mentalidade permissivista pode aceitar-se teoricamente, porém, quando na
prática nos afetam pessoalmente, é bem diferente. Pode-se defender o “sexo livre”, mas ninguém aceita que a sua
esposa, ou o seu marido, tenha relações com um terceiro. Pode-se, intelectualmente, ser favorável às
relações sexuais pré-matrimoniais, mas ninguém gosta que uma filha de quinze
anos fique grávida, ou que um filho de quatorze anos seja pai. O fim bom não justifica utilizar meios
perversos. Quem aceitaria montar uma
escola para ensinar aos pivetes de rua a roubar sem matar? Alguém alegaria que o fim é excelente:
evitar muitas mortes. Mas os meios
utilizados são péssimos.
Evitar o
pior não justifica consentir no que é mau.
Evitar a AIDS é ótimo mas fomentar
a promiscuidade é péssimo. Não
estaremos utilizando um inibidor para a AIDS – o preservativo – que, em última
análise, pode se tornar causa desta mesma doença? Descuida-se a educação dos adolescentes para a afetividade e a
vida sexual sadias, lamenta-se o uso precoce do sexo e a gravidez das
adolescentes e de repente, “a toque de caixa”, põe-se nas mãos dos menores um
pacote de preservativo como que dizendo: “fique bem a vontade, a ‘camisinha’
garante”. É igual que querer apagar um
incêndio com gasolina! E depois chamam
de irresponsável a quem dá um grito de alerta.
O “slogan” da “camisinha” que
foi anunciado num conhecido programa de televisão é este: “Pecado é não usar
camisinha”. É difícil inventar uma tão ardilosa falácia. “Pecado é não usar ‘camisinha’”, mas não é pecado trair a esposa
usando camisinha; não é pecado o desregramento sexual porque se usa
“camisinha”; não é pecado deflorar uma menina porque se usa “camisinha”; não é
pecado perverter menores incitando-os a usar “camisinha”; não é pecado
desfigurar a imagem do Brasil, que tem tantos valores, apresentando-o como o
país da libertinagem, das mulheres fáceis, dos bacanais de carnaval...
Se uma
campanha gastou tempo para inventar esta “sutileza”, o que poderemos esperar no
desenvolvimento da mesma campanha? A Igreja simplesmente aconselha a ter um
comportamento decente – porque, não o
esqueçamos, a questão consiste em ser simplesmente decente – e deixa em liberdade para que
as pessoas tomem a atitude que o desejarem: não faz campanha. Não tem milhões
para fazer propaganda. Não pressiona a
opinião pública dessa maneira. Mas, tem
que suportar o peso fabuloso que representa para a opinião pública programas de
televisão caríssimos. Nós
perguntaríamos, quem realmente comete o pecado? Por que esse interesse em denegrir a imagem da Igreja? Não será por medo que a atitude transparente
d’Ela desperte a consciência dos cidadãos?
Será necessário gastar milhões para tentar convencê-los: “Não, não há
pecado quando se usa ‘camisinha’”. A
Igreja não pretende admiração. A Igreja
o que pretende é respeito.
As ações que facilitam a
propagação de uma doença são eticamente reprováveis. E os atos que desumanizam o sentido da sexualidade são igualmente
reprováveis. João Paulo II assim se
expressou: “o uso dos preservativos acaba estimulando, queiramos ou não, uma
prática desenfreada do sexo”.
Podemos
inibir-nos as vezes, queridos irmãos e irmãs, mas é preciso ter a coragem de
dizer as verdades, aos filhos, à sociedade e ao Estado: não existe sociedade
estável, sem família bem constituída; não há família bem constituída sem
fidelidade conjugal; e não há fidelidade conjugal sem a educação da afetividade
e do sexo, sem auto-controle. E quando
não há auto-controle, o que fazer? A
OMS e o Ministério da Saúde advertem: Não é para se preocupar: use a
“camisinha”! A “camisinha” soluciona
todos os problemas... Perguntamos: a “camisinha” protege das crises conjugais,
do sexo prematuro tão perturbador para tantos menores de idade, da delinqüência
juvenil e das conseqüências naturais da desestruturação do lar? Sabemos muito bem que a questão não consiste
em curar os efeitos; é preciso suprimir as causas. Não se soluciona o problema profilático da água colocando um
filtro em cada torneira, mas purificando a água na fonte, no reservatório. Não se encontra o remédio na “camisinha”,
mas na mudança de atitude: um verdadeiro trabalho educativo no qual a Família,
o Estado e a Igreja têm que envidar os mais vigorosos esforços.
Não, não
é com preservativos que se solucionarão os problemas do desregramento sexual,
mas com um trabalho profundo que venha a colocar no lugar que merece o valor da
vida, do amor, do sexo, do matrimônio e da família.
E é nessa
empreitada que está metida a Igreja. A Igreja não nega o óbvio. A Igreja reconhece o óbvio – a realidade –
mais esforça-se por superá-la.
Talvez seja a única entidade, a nível mundial, que tem a coragem de
chamar as coisas pelo seu verdadeiro nome.
E talvez seja por essa razão que é tão duramente criticada: a luz alegra
os olhos sadios e fere os que estão doentes.
Mas,
caríssimos amigos e amigas, voltemos a um ponto concreto destas nossas
reflexões. Há quem diga: que tem a ver
a Igreja com a eficácia técnica e profilática dos preservativos? E nós poderíamos responder com toda a
certeza: em realidade ela não tem nada que ver com isso, como não tem nada que
ver com a eficácia da estreptomicina, enquanto o assunto estiver no âmbito
científico. A Igreja defenderia a mesma
opinião de sempre ainda que os preservativos fossem absolutamente seguros. Com efeito, o fundamento da posição da
Igreja é muito mais profundo: a mesma natureza humana.
O
eminente descobridor do HIV, Luc Montagnier, não se
recusou a comprometer-se a fundo ao indicar como deveriam ser as campanhas
contra a AIDS: “são necessárias campanhas contra práticas sexuais contrárias à natureza biológica do homem. E, sobretudo, há que educar a juventude
contra o risco da promiscuidade e o vagabundeio sexual”[1]. Note-se que não é o Padre que fala no
confessionário, mas o cientista-descobridor do HIV.
A lei
natural determina que existe um vínculo inseparável entre a relação sexual e a
transmissão da vida. Romper artificialmente
essa união – como acontece no uso do preservativo – representa uma grave
infração dessa mesma lei natural.
A Igreja
reafirmou este princípio em repetidos documentos. Apresentamos aqui, apenas um texto da Humanae Vitae, de Paulo VI:
“A doutrina da Igreja está fundamentada sobre a conexão inseparável que Deus
quis e que o homem não pode alterar por sua iniciativa, entre os dois
significados do ato conjugal: o significado unitivo e o significado
procriador”(n. 12).
A mesma
Encíclica esclarece: “É de excluir, como o Magistério da Igreja repetidamente
declarou, a esterilização direta, tanto perpétua como temporária, e tanto do
homem como da mulher; é, ainda, de excluir toda, a ação que, ou em previsão do
ato conjugal, ou durante a sua realização, ou também durante o desenvolvimento
das suas conseqüências naturais, se proponha, como fim ou como meio, tornar
impossível a procriação”(n. 14).
Não se pode mudar a ordem natural em
função de uma solução imediatista e inadequada que, além de não solucionar o problema
da proliferação da AIDS, propicia e incentiva a uma prática desregrada do sexo.
Se a
Igreja não tem porque dar um diagnostico técnico sobre a eficácia do
preservativo, contudo – como qualquer pai ou qualquer mãe – muito se importa
quando se pretende enganar os seus filhos com afirmações pouco transparentes ou
falaciosas. Nos artigos que têm
aparecido recentemente nos jornais, infectologistas afirmam que “não conhecem
qualquer estudo confirmando que o vírus da AIDS passa pelos poros da camisinha”.
Uma afirmação como esta só tem duas explicações: ou, por um lado, há um
desconhecimento das múltiplas pesquisas verificativas existentes nesse sentido
(ignorância que não se pode desculpar num verdadeiro cientista); ou, por outro,
existe má fé: ocultam-se dados importantes para não tirar força a uma campanha
que envolve milhões de reais, alimenta a próspera “indústria do sexo” e
enriquece os laboratórios.
A eficácia dos preservativos
Com
efeito, existem numerosos trabalhos que demonstram a ineficácia dos
preservativos. A nossa conversa
familiar está-se prolongando demais.
Não a quero tornar mais cansativa e pesada, com uma repetição enfadonha
de dezenas de pesquisas existentes nesta matéria. Por isso pediria o vosso consentimentos para citar apenas alguns
exemplos.
“A Food
and Drug Administration (FDA) – entidade do governo dos Estados Unidos
encarregada de aprovar medicamentos, próteses, aditivos alimentares, etc. –
estudou 430 marcas com 102.000 preservativos; 165 fabricadas nos EUA com 38.000
preservativos e 265 marcas estrangeiras com 64.000 preservativos. O resultado da pesquisa verificou que 12%
das marcas de estadunidenses e 21% das estrangeiras não tinha um nível
suficiente de qualidade”[2]. “Aceitando essa taxa de defeitos, a
probabilidade de falha no caso do preservativo seria de 20,8% anual se
mantivessem relações uma vez por semana e de 41,6% se fossem duas vezes por
semana”[3].
“Em 1992
o Dr. Ronald F. Carey, pesquisador da FDA, introduz microesferas de
poliestireno do diâmetro do HIV em preservativos que tinham superado
positivamente o teste da FDA e os submeteu a variações de pressão similares às
que se produzem numa relação sexual: um terço deles perdeu entre 0,4 e 1,6
nanolitros. Numa relação sexual de dois
minutos, com um preservativo que perde um nanolitro por segundo, passariam
12.000 vírus de HIV”[4]. Como se observa, a porosidade do látex pode
permitir a passagem de milhares de vírus da AIDS, com toda a sua carga
mortífera, apenas numa breve relação.
Este vírus é 450 vezes menor que o espermatozóide.
O Centro
de Controle de Doenças de Atlanta (EEUU), o que mais informações possuem na
luta contra AIDS, reconhece que “o uso apropriado dos preservativo em cada ato
sexual pode reduzir, mas não eliminar, o risco de doenças de transmissão sexual”
e acrescenta: “a abstinência e a relação
sexual com um parceiro(a) mutuamente fiel e não infectado (a) são as únicas
estratégias preventivas totalmente eficazes”. Nestes mesmos termos, a
OMS, paradoxalmente, em algum momento já
afirmou que “só a abstinência ou a fidelidade recíproca
perdurável entre os parceiros sexuais não infectados, elimina completamente o
risco de infecção do vírus HIV”.[5] Se tornássemos a ler, novamente, esta última
frase pareceria estarmos escutando um aconselhamento da Igreja. Mas, não, é a própria OMS que o afirma. Criticando a Igreja, essa organização está,
sem perceber, contestando afirmações feitas por ela mesma.
Uma fonte da Internet subscreve:
“Em maio de 2003, um estudo realizado na França pelo “Instituto da Saúde e da
Pesquisa Médica”, poe os cabelos em pé, ao indicar que a metade dos
preservativos usados se rompem ou se utilizam mal: há, portanto, segundo esse
estudo, somente uns 50% de eficácia prática dos preservativos. A eficácia teórica, realizada no laboratório
em condições ideais, é bem diferente da eficácia alcançada no uso prático dos
preservativos.
Esta mesma fonte acrescenta:
“Toda sociedade se fundamenta na confiança que os cidadãos têm nos responsáveis
políticos, escolhidos democraticamente nas urnas, por isso mesmo não há nada
mais decepcionante que a queda dessa confiança. Confiamos em que os responsáveis políticos haverão tomado nota
destes importantes estudos que se acabam de citar, para agir em conseqüência,
já que não se pode brincar com a saúde dos cidadãos”[6].
Não se poderia aplicar esse
apelo a algumas autoridades brasileiras e a certos meios de comunicação
social? Por que culpar o Cardeal Lopez
Trujillo das suas afirmações e não ao Instituto da Saúde e da Pesquisa Médica
da França? Aliás, ao referirmos ao
Cardeal Lopez Trujillo, acrescentaremos a resposta que ele mesmo deu à BBC de
Londres depois das suas declarações tão mal interpretadas, dizendo que o Sr.
Cardeal não apresentava provas científicas para as suas declarações. Assim se expressa D. Alfonso:“Há muitos
estudos publicados que fazem surgir dúvidas fundamentadas no que diz respeito à
«segurança» do uso do preservativo. Jacques Suaudeau, doutor em Medicina, que
seguiu de perto o debate e problema da AIDS na África, tem um importante artigo
em nosso «Lexicon» cheio de anotações bibliográficas acerca do tema. Nós
recebemos também notícias de um relatório de grupos que representam 10.000
médicos que acusam o «Centre for Disease Control» (CDC) nos Estados Unidos de
ocultar a pesquisa do próprio governo, a qual mostrava a «ineficácia dos
preservativos para prevenir a transmissão de doenças sexualmente
transmissíveis». Este informe do «Catholic Family and Human Rights Insitut» (um
grupo em Nova York que controla os temas da ONU em relação à família e à vida)
manifesta além disso que a rejeição do CDC de reconhecer este fato «contribuiu
para propagar a epidemia de doenças sexualmente transmissíveis»”.
Infelizmente do equívoco da BBC
se fez eco uma muito conhecida revista brasileira e, aquele programa de
televisão de tão grande audiência a que nos referimos antes. Não é só a imatura superficialidade de ambas
as reportagens as que nos causam espanto, mas a irresponsabilidade com que se
acusa, sem provas, (aí sim é que não apresentam provas!) uma autoridade da
Igreja digna de crédito.
Poderíamos
prosseguir citando dúzias de pesquisas até esgotar a vossa paciência, queridos
irmãos e irmãs. Limitamo-nos apenas a
fazer constância de algumas delas, a mais, citando-as no fim desta carta.
Depois de tudo o que foi dito perguntamos: como é possível
que um pesquisador, professor de uma renomada Universidade do Rio de Janeiro,
possa afirmar que “não existe qualquer estudo mostrando que a “camisinha” é
ineficaz na prevenção da AIDS”? Como se
explica que as críticas dirigidas a quem desaconselha o uso do preservativo e
propõe uma educação afetiva e sexual mais de acordo com a natureza humana,
tenha como um único destinatário a Igreja Católica?
O descobridor do HIV, o Centro de Controle de Doenças de
Atlanta, o “Instituto da Saúde e da Pesquisa Médica da França, não falam
fundamentando-se numa norma religiosa mas, pelo contrário, baseando-se nos
resultados orientados por um estudo científico sério e consciencioso.
Então, como é possível dizer que a “Igreja nega o óbvio”? Não seria melhor asseverar que a Igreja
afirma o que toda pessoa com um mínimo de informação e de consciência ética
também afirmaria, seja esta hindu, budista, maometana, cristã ou espírita; quer
seja parte do povo comum do Brasil, quer integre um governo que diz querer
representar os sentimentos desse povo?
Voltamos a insistir em algo fundamental: a Igreja não rejeita o
uso de preservativos somente porque estes não são eficazes. Continuaria
afirmando o mesmo se estes fossem 100% perfeitos, em todo momento e em todas as
circunstâncias. Mas levando em conta as
falhas da “camisinha”, é natural que, como faria qualquer mãe responsável,
advirta aos seus filhos dos riscos que correm.
Há momentos em que calar-se representa uma grave omissão. Porque faz isso o Ministério da Saúde? Como já afirmamos em outro momento, não é
transparente uma propaganda de difusão indiscriminada do uso do
preservativo sem chamar a atenção sobre os seus perigos. Se todo laboratório tem a obrigação legal de
indicar na bula dos remédios os efeitos colaterais do mesmo, e os fabricantes
de cigarros alertar, em cada maço, as doenças que o fumo provoca, o Ministério
da Saúde tem também a obrigação de prevenir a população a respeito do risco no
uso dos preservativos. Coisa que ele sistematicamente
não faz: fala-se sempre de “sexo seguro”.
A atitude da Igreja dissemina a AIDS?
A Igreja não está impedindo o combate à AIDS, pelo fato de não
concordar com o uso da “camisinha”.
Quem afirmar o contrário está difundindo uma inverdade insidiosa que
muitos aceitam passivamente sem ulteriores verificações. Como uma pequena mostra disto que acabamos
de afirmar copio um artigo de, ISTMO, uma conhecida e prestigiosa revista
cultural mexicana, – não de uma revista religiosa – escrita por um especialista
na matéria e não por um moralista: “Se analisarmos a AIDS na África, devemos
pensar que a influência da Igreja Católica se circunscreve a 15,6% da sua
população total. Alguém se atreveria a
afirmar que a AIDS prejudica em maior medida aos católicos do que aos
muçulmanos ou animistas? Não seria
possível fazer isto, já que diversas
estatísticas demonstram que a comunidade católica sofre em medida bem menor a
praga da AIDS: é lógico que o ensinamento em favor da monogamia e da
castidade tenham os seus efeitos positivos em ambiente de promiscuidade
generalizada.
“Então entre que grupos humanos a atitude da Igreja
poderia contribuir para disseminar AIDS?
Entre os católicos sem prática religiosa, nem vivência dos seus
princípios morais? Seria sensato supor
que quem é infiel a sua esposa, virá a respeitar a orientação da Igreja que
desaconselha o uso do preservativo?
Nestas condições correria, por acaso, o risco de contaminar-se para ser
fiel às orientações de uma religião que não pratica? Seria um absurdo. Evidentemente que quem não têm escrúpulos de
ter relações com uma mulher fácil ou uma prostituta, nem se apresentará a
questão da licitude moral do preservativo.
Portanto acusar a Igreja Católica
na difusão da AIDS por esse motivo é, mais do que um absurdo, uma manobra para
negar-se a reconhecer a realidade contrária: sem a moral católica a sociedade
seria mais promíscua e, em conseqüência, a AIDS estaria muito mais estendida”.[7]
The Wall
Street Journal, no 14 de outubro último, deixou constância que 25% dos
doentes de AIDS no mundo são atendidos por instituições católicas. E, igualmente, afirmou que os estudos
científicos – um deles a cargo do Serviço de Saúde dos Estados Unidos e outro à
responsabilidade da Universidade de Harvard – coincidiam em alertar sobre os
decepcionantes resultados da prevenção da AIDS baseados no preservativo. Menciona-se o caso de Uganda que em 1991
contava com uma taxa de infecção de 20%, enquanto que no ano de 2002 tinha
descido aos 6%, em virtude de uma política sanitária centrada na fidelidade e
na abstinência, não no preservativo, (à diferença de Botsuana e Zimbábue que
ainda ocupam os primeiros lugares nos contágios)[8].
Chama a
atenção que estes fatos são sistematicamente silenciados. Por baixo das realidades verdadeiramente
científicas desliza uma correnteza estranha e anticientifica que silencia estas
realidades positivas. A agência LifeSite e a agência ACI, por exemplo, denunciaram
recentemente que a maioria dos informes sobre a AIDS na África ignoram sempre
os êxitos conseguidos em Uganda, por haver apostado, na sua política sanitária,
na promoção da abstinência sexual, da fidelidade e da castidade.
Muitas
autoridades, incluindo o Secretário de Estado norte-americano Colin Powell,
louvaram e reconheceram o êxito de Uganda em reduzir a taxa de infecção uns 50%
desde 1992. Inclusive a CNN informou
que no ano 2000 foi o país “com maior sucesso na luta contra a AIDS”. No entanto a LifeSite adverte que por uma razão desconhecida “o êxito de Uganda
poucas vezes é mencionado”[9].
Questionamo-nos
se essas razões, desconhecidas e entranhas, são as que fazem a alguns
cientistas brasileiros dizerem que “desconhecem a existência de pesquisas sobre
falhas nos preservativos” e os levam a formular críticas maldosas dizendo que a
Igreja “desconhece a realidade” e “nega o óbvio”.
O jornal
espanhol La Gaceta de los Negócios, (16/12/02) comenta nesse sentido: “os
patrocinadores do preservativo, como principal instrumento de prevenção da Aids, em lugar de aceitar esta evidência
– o grande sucesso da Uganda – se obstinam nas políticas de extensão do uso do
preservativo, que leva inevitavelmente consigo o implícito convite à
promiscuidade sexual sob a mentirosa promessa do ‘sexo seguro’. O resultado é o que temos diante dos
olhos. Há loucos dispostos a tudo antes
de propor o domínio sobre as paixões”.
A afirmação está feita por um jornal comercial, não por um boletim
paroquial.
O governo
Bush procura, agora, incorporar um treinamento de abstinência ao Programa
Internacional Americano para a AIDS.
Este plano questiona a efetiva prevenção da Aids por preservativos[10].
Há evidentes realidades de que o
chamado “sexo seguro” não têm contido a expansão da doença. Por exemplo, conduzida por Nelson Mandela, a
África do Sul abraçou firmemente a estratégia do “sexo seguro”, e o uso de
preservativo aumentou. Mas a África do
Sul continua a liderar mundialmente os casos de infecção por AIDS com 11,4% de
sua população atualmente infetada. Há
Notícias do Mercury News de Miami que a Fundação Bill e Melinda Gates gastarão
US$ 28 milhões para estudar o potencial dos preservativos no controle de
natalidade e no combate a AIDS na África.
Porém, as mesmas notícias de Mercury News, acautelam que: “As bases
científicas para a prevenção da AIDS através de preservativos são mais teóricas
que clinicamente provadas”.[11]
Insistimos: não entendemos como,
depois de tantos questionamentos de tão alto nível, algum professor
universitário brasileiro ou algum representante do Ministério da Saúde afirmem,
sem fazer nenhuma ressalva, “a segurança absoluta dos preservativos”. Perguntamos reiteradamente: é ignorância ou
uma versão nova da “conspiração do silêncio”?
A solicita preocupação da Igreja pela AIDS
Não podemos deixar de notar que a Igreja
preocupa-se extraordinariamente com a AIDS. Mas ainda, é uma das entidades que,
de uma maneira mais efetiva, luta contra a AIDS. O Cardeal Cláudio Humes, chefe da delegação da Santa Sé na ONU,
no 22 de setembro de 2003, também proclamou que “a Santa Sé, graças as suas
instituições no mundo inteiro, provê 25% da atenção total que se dá às vítimas
do HIV/AIDS, e assim ela se situa entre os principais atores nessa matéria,
particularmente entre os mais assíduos e melhores provedores de atenção às
vítimas”[12].
A Igreja no Brasil já assumiu o serviço de prevenção do
HIV e da assistência a soro-positivos e, sem preconceitos, acolhe, acompanha e
defende o direito à assistência médica e gratuita daquelas e daqueles que foram
infectados pelo vírus da AIDS. Faz
também um trabalho de prevenção pela conscientização dos valores evangélicos,
sendo presença misericordiosa e promovendo a vida como bem maior (Cf.
Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, nº 123 – Doc. 71,
2003).
Evidentemente,
ninguém dedicaria tamanho esforço para atender solicitamente e curar, na medida
do possível, os doentes da AIDS, e ao mesmo tempo, estivesse facilitando a
propagação da mesma doença de uma maneira irresponsável, como maldosamente já
disse ultimamente algum meio de comunicação.
Em todas as questões é preciso olhar, de diferentes ângulos, para todas
as facetas de um problema a fim de obter a respeito dele um diagnóstico
equilibrado e certeiro. Este critério não é certamente o que seguem os que
estão criticando a Igreja agora por desaconselhar o uso do preservativo.
Capítulo
à parte constitui o programa de distribuição de preservativos iniciado pelo
Ministério da Saúde e da Educação.
Pretendem entregar cerca de 235 milhões de preservativos por ano, para 2
milhões e meio de estudantes das escolas fundamentais. Voltamos a repetir o que já dissemos em
outro lugar. No âmbito de uma população
estudantil formada por adolescentes, o perigo de que a propaganda de
distribuição de preservativos venha a ser um incentivo para a prática do sexo
precoce, é algo claro e evidente de per si. Porque, sob a capa de evitar uma
doença, parece que, subliminarmente, se está insinuando com uma a pedagogia
indireta,: “Transar, não há nada demais”.
“se você sente esse impulso porque não satisfazê-lo? O importante – isso sim! – é usar a
“camisinha”. É isto, por ventura, o
mais importante para um pai e uma mãe responsáveis? Que pai responsável pensa: se minha filha se deita com qualquer
coleginha para se divertirem não tem importância, o que tem importância é que
não se esqueçam de usar a “camisinha”?
Por outro lado, sendo a educação
afetiva e sexual uma tarefa que compete primordialmente aos pais, a propaganda
maciça, iniludível e impositiva sobre o uso dos preservativos entre menores,
significa uma interferência abusiva num direito inalienável do pátrio poder.
Poder-se-ia também questionar que os pais não estão
preparados para oferecer uma educação afetiva e sexual aos filhos. Isto, porém,
não deve levá-los a culpável omissão de relegar obrigação tão grave a uma
orientação impessoal e massiva que, pelo que se observa, também não está
preparado para transmiti-la. São os pais que devem, com responsabilidade
própria e intransferível, ir, gradativamente, adquirindo esses conhecimentos
para passá-los, na sua devida hora, aos seus filhos. Essa tarefa faz toda mãe
responsável a respeito da alimentação, dos cuidados da puericultura, de higiene
e dessa função tão importante como é a de discernir do certo e do errado, sem
necessidade de fazer estudos especializados. É uma questão de interesse, de
prioridades. Não se pode alienar direitos que são deveres.
O Estado
não pode instigar a um tipo de educação sexual sem abrir opções aos pais para
que possam escolher, com liberdade, entre uma solução ou outra. Será que as
autoridades públicas dão às Igrejas e a outras instituições não governamentais
– formados por cidadãos brasileiros – de forma proporcional, os recursos
educacionais semelhantes aos que o governo, unilateralmente, gasta em um programa
milionário como a campanha dos preservativos?
Nesse
terreno o caráter subsidiário do Estado na educação dos filhos deveria oferecer
a estas instituições esses recursos, a fim de que os pais venham a dispor de
novas perspectivas e opções.
Para nós não cabe a menor dúvida de que um programa de
distribuição massiva de “camisinhas” pode ser o estopim para desencadear um
novo processo de perversão de menores, paradoxalmente amparado por lei.
Conclusão
Finalizando
a nossa conversa, caríssimos irmãos e irmãs, reconheço que a minha confidência
foi longa demais. Entretanto,
estendi-me bem além do que desejaria pensando em que vocês, apoiando-se nessas
idéias, poderiam transmiti-las em primeiro lugar dentro do vosso âmbito
familiar e, depois, fora dele a outros, e estes por sua vez a outros, em ondas
sucessivas – como a pedra que cai no lago formando círculos concêntricos cada
vez mais amplos –, para que a verdade a respeito da Doutrina da Igreja fique no
seu verdadeiro lugar e se expanda com os seus benéficos efeitos a toda pessoa e
lugar. Penso que é anseio de todos nós
que estas verdades não se detenham no nosso reduzido círculo, mas que se
espalhem com toda a força e a ressonância de que estão dotadas.
Não é
nossa intenção fomentar um conflito entre as autoridades governamentais, a
Igreja e a instituição familiar. Pelo
contrário, tentamos harmonizar o desejo inegável, de reconhecido valor, do
Estado de evitar a propagação da AIDS, com os direitos e deveres da Igreja na
transmissão de sua Doutrina e com os direitos e deveres das famílias de serem
devidamente informadas e de fazerem valer as suas prerrogativas no que diz
respeito à educação sexual dos seus filhos.
Tomara
que estas considerações contribuam de alguma forma para que se estabeleça um
diálogo respeitoso, construtivo e enriquecedor, entre o Estado, a Igreja e as
famílias.
Nós
amamos a Igreja – nossa Mãe – e a nossa família – Igreja doméstica –. Esse amor deve levar-nos a protegê-las dos
ataques feitos, muitas vezes por ignorância e outras por intenções escusas e
menos nobres. É por isso que a minha conversa se alongou demais: pude alargar o coração, em confidência de
irmão, ou de pai, ao vosso lado em quem, por constituírem a minha família,
confio ilimitadamente.
Brasília,
12 de novembro de 2003.
Dom Rafael Llano Cifuentes
Presidente
da Comissão Família e Vida
___________________________________
Depoimentos e pesquisas sobre a eficácia do
preservativo no combate
e na prevenção da AIDS
O presidente da Cruz Vermelha Mexicana, José Barroso Chávez,
reabriu o debate no país sobre a eficácia dos preservativos na luta contra a
Aids, reconhecendo que não são 100% seguros contra o vírus. Barroso criticou a campanha do governo
lançada para combater a doença a partir da distribuição de preservativos. Barroso Chávez explicou que vários estudos
científicos em nível internacional provam que em 40% dos casos, os
preservativos falham, tornando-se, assim, um método ineficiente para evitar o
contágio do vírus HIV e argumentou que todas as campanhas de prevenção da
doença deveriam proclamar “a verdade completa e não a mentira” (Cidade do México, 11 fev 1998 - SN)
“A abstinência é a única maneira eficaz e infalível de eliminar o
risco de infecção por HIV, doença de transmissão sexual e gravidez indesejada.
“A abstinência não somente quer dizer não, implica em dizer sim a um
futuro mais saudável e feliz. A
abstinência é 100% segura, 100% eficaz e em 100% do tempo”. (Presidente Bush
aos participantes do Encontro Internacional sobre Abstinência em Miami 26-28 de
julho de 2001).
Segundo informe da ONU, os preservativos não são a resposta para a
AIDS. As mudanças de conduta tendem a monogamia.
Nova
York, 28 de junho de 2002 (ZENIT.org). – Segundo informe das Nações Unidas,
publicado no ultimo 23 de junho, o esforço massivo da ONU para prover o mundo
de preservativos, com o intento de frear a expansão do HIV/SIDA, fracassou.
Depois de exaustiva análise dos dados dos países em desenvolvimento em todo o
mundo, a Divisão de População do Departamento da ONU para Assuntos Econômicos e
Sociais chegou a conclusão de que a disponibilidade atual dos preservativos não
alterou significativamente a conduta sexual.
“Favorecer
o uso de preservativos se revelaria um
erro, porque só aumenta os comportamentos arriscados, exatamente como por
seringas a disposição dos toxicodependentes”. (William BLATTNER, Diretor do
Departamento de Epidemiologia Viral de Bethesda, E.E.U.U,; Reunião
Internacional em Roma, 13-15/X/1989)
“Tenho
tratado a muitos pacientes que padecem de AIDS, que haviam utilizado
preservativos. Provavelmente, se não os
tivessem usado não teriam essas relações sexuais e agora não teriam AIDS”. (Dr.
Aquilino Polaino, catedrático de Psiquiatria, em Ver. Palabra, Madrid, IV/90, p. 33).
O Dr.
Ronald F. Carey, investigador na FDA (Administração de Alimentos e Drogas), pôs
a prova 89 preservativos em uma máquina simuladora da relação sexual, e
encontrou que pelo menos 29 deixaram passar partículas do tamanho do vírus da
AIDS. A falha foi de 33%(Ronald F. Carey, William A. Herman, Stephen M. Retta,
Jean E. Rinaldi, Bruce A. Herman e T. Whit Eficácia dos Preservativos de Látex
corno Barreira a Partículas do Tamanho de Athey –A um Vírus da Imunodeficiência
Humana sob condições de Uso Simulado - Doenças Sexualmente transmissíveis, julho-agosto,
1992, pp. 230-234).
Vale
lembrar que os poros da camisinha são de 50 a 500 vezes maiores que o vírus da
AIDS. (Rubber Chenústry & Technology, Washington, D.C., junho de 1992): O
vírus passa por esses poros com tanta facilidade como passaria um gato pela
porta de uma garagem. Quando enchemos
um balão e depois de poucos dias ele já está bem vazio, não é porque foi mal
amarrado e sim porque o látex tem poros por onde passa o ar.
A
Dra. Susan C. Weller, da Escola Médica
de Galveston, Universidade do Texas, depois de 11 estudos sobre a efetividade
do preservativo, encontrou uma falha de 31 % na proteção contra a transmissão
da AIDS. Diz ela: “Estes resultados
indicam que os usuários do preservativo terão cerca de um terço de chance de se
infectar em relação aos indivíduos praticando sexo ‘desprotegido’... O público
em geral não pode entender a diferença entre ‘os preservativos podem reduzir o
risco de’ e ‘os preservativos impedirão’ a transmissão do MV. Presta desserviço
à população quem estimula a crença de que a camisinha evitará a transmissão
sexual do FHV. A camisinha não elimina
o risco da transmissão sexual; na verdade só pode diminuir um tanto o risco.” (Susan C. Weller, “A
Meta-analysis of Condom Effectiveness in Reducing Sexually Transmitted IUV”
Soc Sci Med 36:12 - 1993, pp. 16351644.
a) 9.8-18.5%: Harlap et al. “Preventig Pregnancy, Protecting Health” Alan Guttmacher
Institute, 1991, p.35.
b) 14-16%: Jones & Forrest. “Contraceptive Failure in the United States”
Family Planning Perspectives 21(3): 103-109. 1989.
c) 12%: U.S. Dept.
HHS. “Your Contraceptive Choices
For Now, For later”, Family Life Inforrnation Exchange, Bethesda, MD.
d) 18.4%: Mulher menor de 18 no
primeiro ano de uso do preservativo. Grady et ai. “Contraceptive
Failure in the U.S.” Family Plannig Perspecfives 18(5): 204-207. 1986.
e) IQ-20%: McCoy & Wibblesman. The New Teenage Body Book. The Body Press, Los Angeles, 1987, p.210.
f) 10%: Seligman & Gesnell. “A Warning to Women on AIDS” Newsweek, 31 de
agosto, 1987, p. 12.
g) 3-15%: Kolata.
“Birth Control” New York Times Health, 12 de janeiro, 1989.
a) de 26%: 11% se rompe, 15% se solta. Wegersna & Oud. “Safety and Acceptability of Condoms for Use
by Homosexual Man as a Prophylactic Against Transmission of HIV During
Anogenital Sexual Intercourse”. British
Medical Joumal. 1 1 de julio, 1987, p.94.
b) 30%: Pollner. “Experts Hedge on Condom Value” Medical World
News, 28 de agosto, 1988, p.60.
Percentagem
de falha do preservativo em usuários habituais:
a) 10%:
1/10 esposas de portadores de HIV que reportam o uso habitual do preservativo
ficaram infectadas. Fischl.
“Evaluation of Heterosexual Partners, Children and Household Contacts of
Adults with AIDS” Journal of the American Medical Association 257: 640-644,
1987, h) 17%: Goerdent. “What Is Safe
Sex?” New England Joumal of Medicine.316 (21): 1339-1342, 1987.
Impacto da estratégia nos adolescentes, segundo olsen
& weed, Instituto de Pesquisa e Avaliação, Salt Lake City.
a)
Aumento de 50-120 gravidezes/1000 atendidas em programas de “Educacion
anticonceptiva” aumenta a freqüência de sexo em adolescentes.
b) Em 14
anos: aumento de 1.5%. Em nenhuma clínica se obtiveram menores índices de
gravidez.
Se a
“camisinha” falha para prevenir a AIDS em 10% e se expõem ao perigo 100.000
adolescentes temos 10.000 infectados.
Se a propaganda para o uso do preservativo aumenta o índice de atividade
sexual em 15%, se exporão ao perigo 115.000 adolescentes: 11.500 infectados
A
distribuição de preservativos gera um falso sentido de segurança:
a) Jovens
que crêem que são eficazes: 43% tiveram atividade genital.
b) Os que
não crêem que sejam muito eficazes: 30% tiveram. (American Teens Speak. 1986).
A campanha pró-camisinha aumenta a pressão social sobre os
jovens para ter sexo e as possibilidades de contágio. Assim afirma uma pesquisa feita a jovens:
a) 61%
dizem que a pressão social é a razão pela qual os meninos não esperam para ter
relações sexuais.
b) 80% dos adolescentes sexualmente ativos afirmam
que foram "iniciados" muito cedo.
c) 84% das meninas de 16 anos para baixo querem que
em suas escolas lhes ensinem a dizer “não” à relação sexual sem ferir os
sentimentos da outra pessoa. (The
Parents' Coalifion for Responsible Sex Education, Março de 1991).
K. Abril
e W. Schreiner e colaboradores indicaram uma percentagem de 8% falhas no uso
dos preservativos. “Quale é il grado
effetivo di protezione dalé HIV Del profilattico?” In Medicina e Morale, 44
(1994) 5, 903-904.
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Cities, UNAIDS, Lusaka, 13 setembre 1999.
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Segundo
K. R. Davis e S. C. Weller a percentagem é de 13%. “The
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[1] Luc Montagnier. “AIDS Natureza do Vírus”, em Atas da IV Reunião Internacional da AIDS, 1989, p.52.
[2] CDC. “Preservativos for
prevention of sexually transmitted diseases”. MMWR. N. 37, 1988, pp.
133-134, cit. por Ernesto Aguilar – Alvarer Bay, “Campañas que matan”, ISTMO, México-DF., Março-Abril 2003, p. 35.
[3] F. Guillén, I. Aguinaga., “Efectividad
de los preservativos em la prevención de la infección por HIV em casais de
pessoas soropositivas”. Méd. Clin. N. 105, 1995, p. 542, cit. Por Ernesto Aguilar, loc. Cit.
[4] Cit. Por Ernesto Aguilar Alvarez Bay, loc. Cit.
[5] OMS., 20 de janeiro de 1992, n°. 17.
[6] José Javier Ávila Martinez., www.piensaunpoco.com
[7] Ernesto Aquilez – Alvarez Bay. “Istmo”. México, DF, Março a Abril de 2003, p. 38.
[8] Aceprensa. Madrid, 22 de outubro 2003, p.3.
[9] VII Congreso Nacional Sobre el SIDA, maio de 2003, Bilbao, Espanha.
[10] LifeSite Daily News (lsn@lifesite.net)
[11] LifeSite Daily News (lsn@lifesite.net)
[12] “Intervenção de Sua Eminência Cardeal Cláudio Hummes, Chefe da Delegação da Santa Sé na Reunião Plenária de Alto Nível da Assembléia Geral Dedicada ao Segmento dos Resultados do Vigésimo Sexto Período Extraordinário de Sessões”. ONU, Nova York, 22 de setembro de 2003.