JESUS SABIA QUE ERA DEUS?
(D. ESTEVÃO TAVARES BETTENCOURT, OSB)
Ultimamente têm-se formulado perguntas a respeito
do que Jesus, como homem, sabia ou não sabia. Assim, por exemplo, indaga-se:
Jesus sabia que era Deus?... Deus feita 'homem?... Sabia que Ele tinha uma
missão a cumprir como Salvador, e que daria a sua vida em resgate do gênero
humano? Ou será que Jesus ignorou até o fim da vida a sua verdadeira identidade
e o alcance da tarefa que o Pai lhe assinalara? Ter-se-á iludido, como os
Profetas podiam iludir-se, aponto de clamar desesperado no alto da Cruz:
"Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?" (Mc 1.,5,34; Si 22,1s).
Pensava Ele que o Reino de Deus viria plenamente já na primeira geração de seus
discípulos, quando na verdade a Igreja é que continuaria a sua obra, na
expectativa da consumação do reino?
Para tais
perguntas os teólogos têm procurado as devidas respostas, partindo de
meticulosa análise dos escritos do Novo Testamento. Estes, considerados segundo
os parâmetros da crítica moderna, permitem afirmar quatro proposições de grande
valor para a solução ao problema, proposições elaboradas pela Comissão
Teológica Internacional, {A Comissão Internacional compõe-se de eminentes
teólogos de várias partes do mundo, nomeados pelo Papa. Tem por objetiva Mudar
as atuais questões candentes de Teologia, de modo que periodicamente publica um
documento relativo a algum problema do momento} que as publicou em 1985.
Ei-las:
I. Primeira proposição: Ele tinha consciência de ser Deus
Eis o texto oficial desta Proposição: "A vida de Jesus atesta a
consciência da sua relação filial com o pai. o seu comportamento e as suas
palavras, que são os do `servidor' perfeito, implicam uma autoridade que supera
a dos antigos profetas e que pertence a deus só. Jesus derivava essa
incomparável autoridade da sua singular relação com deus, que ele chamava `meu
Pai'. ele tinha consciência de ser o filho único de Deus,' e, neste sentido, de
ser ele mesmo Deus".
Esta Proposição afirma duas coisas:
1) Jesus tinha a consciência de ser Ele mesmo Deus e, por conseguinte,
2) Jesus exercia seu ministério com incomparável autoridade, que superava
a dos antigos Profetas e toca a Deus só.
Aprofundemos cada uma destas duas sentenças
1) A consciência de ser Deus.., A leitura dos Evangelhos evidencia com
muita clareza que Jesus tratava Deus como Abbá (cf. Mc 14,36), ou seja, como
Pai em sentido muito íntimo ou em sentido único. Por isto Ele dizia a Madalena:
"Subo a meu Pai e vosso Pai" (Jo 20,17); era, pois, intransferível a
sua relação com o Pai, a tal ponto que Ele afirmava:
"Tudo me foi entregue por meu Pai, e ninguém conhece o Filho senão o
Pai, e ninguém conhece o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser
revelar" (Mt 11,27).
Quando Pedro confessou: "Tu és o Cristo (Messias) o Filho do Deus
vivo", Jesus logo observou: "Bem-aventurado és tu, Simão, filho de
Jonas, porque não foram a carne e o sangue (o bom senso humano) que to
revelaram, mas o meu Pai, que está nos céus" (Mt 16,16s).
É de notar o uso enfático da expressão "Eu sou" por parte de
Jesus. Faz eco ao "Eu sou" (Javé) com que Deus se revelou a Moisés
(cf. Ex 3,14). O Eu que falava e legislava soberanamente em Jesus, tinha a
mesma dignidade do Eu de Javé:
Jo 8,28: "Quando tiverdes elevado o Filho do Homem, conhecereis que
Eu sou.
Jo 8,57: "Em verdade, em verdade eu vos digo: antes que Abraão
existisse, Eu sou".
Jo 13,19: "Eu vo-lo digo agora, antes que aconteça, a fim de que,
quando acontecer, vos creiais que Eu sou".
Jo 8,24: "Se não crerdes que Eu sou, morrereis em vossos
pecados".
A fórmula Eu sou, além de fazer ressoar o nome de Javé revelado em Ex
3,1416, evoca passagens do Antigo Testamento (na tradução grega dos LXX), em
que "Eu sou" significa "Eu sou Deus, •o único Deus":
vejam-se:
Is 43,10: "Possais compreender que Eu sou; antes de mim nenhum Deus
foi formado e, depois de mim, não haverá nenhum". - Is 41,4: "Eu,
Javé, sou o primeiro, e com os últimos ainda serei o mesmo". - Ia 48,129:
"Ouve-me, Jacó, Israel, a quem chamei: Eu sou. Sou o primeiro e sou também
o último. A minha mão fundou a terra, a minha destra estendeu os céus".
2) Autoridade de Jesus... Em conseqüência, a autoridade que Jesus
atribuía a si, é a do próprio Deus: "Passarão o céu e a terra. Minhas palavras,
porém, não passarão" (Mc 13,31).
A atitude dos homens em relação a Jesus decide a salvação eterna dos
mesmos: "Eu vos digo: todo aquele que se declarar por mim diante dos
homens, o Filho :do Homem também se declarará por ele diante dos anjos de Deus;
aquele, porém, que me houver renegado diante dos homens, será :renegado diante
dos anjos de Deus" (Lc 12,89; cf. Mc 8,38; Mt 1:0,32).
Para seguir Jesus, é preciso amá-Lo mais do que qualquer bem terreno:
"Aquele que ama pai ou mãe mais do que a mim, não é digno de mim. E
aquele que ama filho ou filha mais do que a mim, não é digno de mim... Aquele
que acha a sua vida, perdê-la-á; masquem perde a vida por causa de mim, a
encontrará" (Mt 10,37.39). Não existe Mestre além de Jesus; cf. Mt 23,8.
c) Os primeiros cristãos sabiam... A Igreja nascente, desde os seus
primeiros anos, e não em conseqüência de um desenvolvimento tardio, professava
Jesus como Filho do Pai, igual ao Pai em perfeição; veja-se, por exemplo, o
hino litúrgico citado por São Paulo na sua epístola aos Filipenses (escrita em
63 ou antes):
"Cristo tinha a condição divina; mas não considerou o ser igual a
Deus como algo a que se apegasse ciosamente. Esvaziou-se a si mesmo, e assumiu
a condição de servo, tornando-se semelhante aos homens... até a morte, e morte
de Cruz!" (FI 2,6-8).
Particularmente significativas são as "fórmulas de missão"
"Deus enviou o seu próprio Filho" (Rm 8,3; G14,4).
A filiação divina de Jesus está no centro da pregação dos Apóstolos, que a
deviam entender como explicitação do apelativo Abbá (Pai muito caro) que Jesus
dirigia ao Pai.
II. Segunda Proposição: Jesus, como filho de Deus feito
homem, sabia ter sido enviado pelo pai para dar a própria vida em favor dos
homens
Eis o texto oficial: " Jesus sabia qual era a finalidade da sua
missão: anunciar o reino de deus e torná-lo presente na sua pessoa, nos seus
atos e nas suas palavras, a fim de que o mundo fosse reconciliado com Deus e
renovado. livremente ele aceitou a vontade do pai: dar a própria vida pela
salvação de todos os homens; ele sabia ter sido enviado pelo pai para servir e
dar a própria vida 'em favor de muitos` (Mc 14,24)".
Esta Proposição continua os dizeres da anterior: Jesus, além de conhecer
sua identidade transcendental, sabia que, como homem, viera ao mundo para
entregar sua vida pela salvação de todos os homens. Donde se depreende isto?
São muitos os dizeres em que Jesus exprime o sentido de sua missão:
Mc 10,45: "O Filho do Homem não veio para ser servido, mas para
servir e dar sua vida em resgate por muitos (todos)". Ele veio
"chamar os pecadores" (Mc 2,17), "procurar e salvar o que estava
perdido" (Lc 19,10), veio "trazer o fogo sobre a terra" (Lc
12,49).
Segundo São João, Jesus sabe que "veio" do Pai (Jo 5,43;
8;12.42; 16,28). A sua missão não lhe foi imposta por força; ele a abraça
espontaneamente, a ponto de fazer dela o seu alimento (Jo 4,34), a única coisa
que Lhe interessa (Jo 5,30; 6,38). Afirmando que veio do Pai (cf. Mc 2,17; Lc
10,16), Jesus implicitamente professava a sua preexistência; sim, antes de
existir como homem no mundo, Ele existia junto a Deus, e era Deus, como diz São
João em Jo 1,1.18.
A sua missão redentora, Jesus quis exercê-la em total despojamento de si
e de interesses particulares; quis, sim, assemelhar-se aos homens em tudo,
exceto no pecado: obedeceu até a morte (cf. FI 2,6-9; Hb 5,18), enfrentou as
tentações que os homens sofrem (Mt 4,1-11; Lc 4,1-13). Não quis recorrer às
legiões angélicas que, na hora do perigo mortal, Ele poderia obter (cf. Mt
26,53). Quis, como homem, "crescer em sabedoria, idade e graça" (Lc
2,52).
Os primeiros cristãos compreenderam, sem demora, que a filiação divina de
Cristo tinha um sentido salvífico. É o que se lê nas epístolas de São Paulo: o
aniquilamento do filho (F12,7) tem em mira o nosso reerguimento: tomar-nos
justos (2Cor 5,21), ricos (2Cor 8,9), - Aquele que não conhecera o pecado,
Deus o fez pecador por causa de nós, a fim de que, por ele, nos tornemos
justiça de Deus" (2Cor “Conheceis a generosidade de Nosso Senhor Jesus
Cristo, que por causa de vos se fez pobre, embora fosse rico, para vos
enriquecer com a sua pobreza” (2Cor 8,9) -
filhos mediante o Espírito Santo (Rm 8,14s; GI 4,5s); veja-se
especialmente “
Hb 2,4s: "Já que os filhos têm em comum o sangue e a carne, também
ele participou igualmente da mesma condição, a fim de, por sua morte, reduzir à
impotência aquele que detinha o poder da morte, isto é, o diabo, e libertar os
que, por meio da morte, passavam a vida inteira numa situação de
escravos".
III. Terceira Proposição: "Jesus quis fundar a igreja
para continuar pelos séculos a sua missão salvífica°
Eis o texto oficial: " Para realizar a sua missão salvífica, Jesus
quis reunir os homens em vista do reino e convocá-los em torno de si. Em
conseqüência, Jesus realizou atos concretos que, tomados em seu conjunto, só
podem ser interpretados como a preparação da igreja (que havia de ser
constituída definitivamente por ocasião dos acontecimentos da páscoa e de
pentecostes. É, por conseguinte, necessário afirmar que Jesus quis fundar a
igreja".
Esta Proposição complementa as anteriores: Jesus não somente sabia que
era Deus Filho feito homem (1a Proposição), vindo ao mundo para desempenhar uma
missão salvífica em favor de todos os homens (2a Proposição); mas também, para
desempenhar a sua obra redentora até o fim dos séculos, quis instituir a sua
Igreja (3ª Proposição).
Não se pode dizer que Jesus anunciou o fim do mundo para breve e, por
isto, não pensou em fundar a Igreja. Muito ao contrário; diversos textos do
Evangelho incutem a longa duração da obra iniciada por Jesus; tenhamos em
vista:
Mt 13,24-30. 36-43: a parábola do joio e do trigo acena à presença de
bons e maus no campo do semeador e à paciência necessária para aguardar o tempo
da messe ou o fim da história universal.
As mesmas concepções são apresentadas mediante a parábola do grão de
mostarda que cresce lentamente a ponto de tornar-se grande árvore (Mt 13,31 s),
a parábola da rede que traz à terra peixes bons e maus, dos quais se fará a
triagem (Mt 13,47-49). Em vista da duração de sua obra, Jesus quis convocar os
discípulos, que Ele chamava "pequeno rebanho" (Lc 12,32), rebanho do
qual Ele era o pas tor (Mc 14,27; Jo 10,1-29; Mt 10,16). A convocação é apresentada
sob a imagem de um chamado para o banquete de núpcias (Lc 14,16-24; Mc 2;19).
Ela dá origem a uma nova família, da qual Deus mesmo é o Pai e na qual todo são
irmãos (Mt 23,9; Mc 3,34). Os discípulos de Jesus constituem a cidade em cima
da montanha, visível ao longe (Mt 5,14).
Essa família convocada ou Convocação (Eklesía - Igreja) é por Jesus
dotada de uma estrutura que deve garantir a sua boa ordem até o fim dos tempos.
Assim Jesus escolheu os Doze (Mc 3,1419; Mt 10,1-4; Lc 6,12-16), que Ele instruiu
e preparou assiduamente para a missão futura; deu-lhes por Chefe o Apóstolo
Pedro (Mt 16,16-19; Lc 22,31s; Jo 21,15-17). Além dos doze apóstolos, Jesus
chamou 72 discípulos (Lc 10,1 -12), que enviou também a pregar. O número 12 é o
das tribos de Israel, que devem ser convocadas, ao passo, que 72 (ou 70) é, na
Bíblia, o número tradicional das nações pagãs (cf. Gn 10,1-32); por
conseguinte, o povo de Deus, inaugurado por Jesus, deve constar de judeus e
pagãos ou, com outras palavras, é aberto a todos os homens (cf. Mt8,11s).
A Igreja tem também a sua oração própria, que Jesus lhe ensinou: o Pai
Nosso (cf. Lc 11,2-4). Ela recebeu principalmente o rito da Ceia, centro da
Nova Aliança (Lc 22,20) e da nova comunidade reunida em torno da fração do pão
(Lc 22,19). Àqueles que Jesus convocou; Ele ensinou outrossim um novo modo de
agir ou uma Ética mais perfeita, diversa da dos antigos escribas e fariseus (Mt
5,21-48) diversa da dos pagãos (Mt 5,47) e diversa da dos grandes deste mundo
(Lc 22,25-27). No Evangelho segundo São João, os discípulos são simbolizados
pelos ramos da videira que é Cristo, sem o qual não é possível dar fruto (Jo
15,16). É a livre doação de Jesus em prol dos seus amigos (Jo 10,18; 15,13) que
fundamenta tal comunhão de vida. Os eventos de Páscoa ficam sendo a fonte da
Igreja.(Jo 19,34): "Eu, quando for exaltado acima da terra, atrairei todos
a mim" (Jo 12,32).
Os primeiros cristãos entenderam o desígnio de Cristo, professando a
convicção de que a Igreja é inseparável de Cristo; Ele é a Cabeça do Corpo que
é a Igreja: l Cor12,27;12,12;CI1,18;3,15;Ef 1,22s... Vê-se, pois, que a
história do Cristianismo se funda sobre a intenção e a vontade, de Jesus, de
fundar a sua Igreja.
IV. Quarta Proposição: A consciência de Cristo, Salvador de
todos os homens, implica em Jesus o amor a cada ser humano.
Eis o texto oficial: " A consciência que cristo tem, de ser enviado
pelo pai para a salvação do mundo e para a convocação de to dos os homens no
povo de deus, implica, de modo misterioso, o amor a todos os homens, de tal
modo que todos podemos dizer: o Filho de Deus me amou e se entregou por mim'
(Gl 2,20) ".
Esta proposição completa as anteriores: Jesus sabia que era Delis (1a
Proposição);... sabia que, era homem, tinha a missão de salvar todos os homens
mediante a sua morte (2ª Proposição); Jesus quis fundar e estruturar a sua
Igreja para perpetuar a sua obra até o fim dos séculos (3ª Proposição); Jesus
amou a cada um dos homens pessoalmente, e não apenas globalmente (4ª
Proposição).
Esta última verdade se deduz do zelo de Jesus por todo tipo de ser
humano: os perdidos (Lc 15,310 e 11-32), os publicanos e os pecadores (Mc 2,15;
7,36-50; Mt 9,1-8; Lc 15,1s), os homens e as mulheres (Lc 8,2s; 7-11-17;
13,10-17), os doentes (Mc 1,29-34), os possessos (Mc 1,21-28), os aflitos (Lc
6,21 b), os oprimidos (Mt 11,28)... No dia do juízo universal, será manifestado
até que ponto Jesus se tem identificado com os enfermos, os famintos, os
desnudos, os encarcerados... (Mt25,31-46).
Jesus é o Bom Pastor, que dá a vida por suas ovelhas (Jo 10,11); Ele as
conhece (Jo 10,14) e chama cada uma pelo seu nome (Jo 10,3). Por isto São Paulo
pode dizer: "Vivo na fé do Filho de Deus, que me amou e se entregou por
mim" (GI 2,20). A respeito dos irmãos de consciência fraca, sujeita a
escândalos sem fundamento, escrevia ainda o Apóstolo: "Não faças perecer
por causa do teu alimento alguém pelo qual Cristo morreu" (Rm 14,15; cf. 1
Cor 8,11; 2Cor 5,14s) . Esse mistério do amor gratuito e pessoal de Deus se
encontra no âmago da fé cristã: Deus amou a todos e a cada um dos homens de
modo a dar o seu próprio Filho (Jo 3,16). "Foi assim que conhecemos o
amor: Ele (isto é, Cristo) entregou a sua vida por nós" (1Jo, 3,16).
Precisamente por ter reconhecido esse amor pessoal por cada um, muitos
cristãos se dedicaram ao amor aos mais pobres sem discriminação. E continuam a
testemunhar esse amor, que sabe ver Jesus em cada um "destes meus irmãos
menores" (Mt 25,40). "Trata-se de cada homem, porque cada um foi
incluído no mistério da Redenção, e com cada um Cristo se uniu para sempre
através deste mistério" (João Paulo II, enc. Redemptor Hominis nº 13).
V. Conclusão:
A questão da consciência de Jesus pode ser discutida de maneira sutil e
complexa com o auxílio da psicologia do consciente, do subconsciente e do
inconsciente, sem que se chegue a resultado satisfatório. Na verdade, se cada
ser humano tem dificuldade para conhecer exatamente o que lhe vai no próprio
íntimo e mais dificuldade encontra para conhecer o que vai no íntimo de seus
contemporâneos, é claro que mais dificuldades ainda terá para dizer o que havia
no íntimo de Jesus Cristo, que viveu sua vida mortal há quase dois mil anos.
Por isto verifica-se que é mais sábio examinar atentamente as Escrituras,
que permitem lançar um olhar lúcido sobre aquilo que Jesus sabia a respeito de
si mesmo. Deste exame resultam as quatro Proposições que acabamos de explanar:
1) Jesus sabia que era Deus;
2) Jesus sabia que, feito homem, tinha na terra a missão de se entregar
pela salvação de todos os homens;
3) a fim de assegurar o bom desempenho de sua missão, Jesus quis fundar a
sua Igreja, que Ele entregou aos Apóstolos e a Pedro, cujos sucessores garantem
a incolumidade dessa obra até o fim dos séculos;
4) ao entregar-se por todos, Jesus viu e amou cada um dos membros da
família humana, desde os mais aquinhoados até os mais simples e sofredores.
Graças sejam dadas a Deus pelo seu inefável dom!" (2Cor 9,15).