Tema:
21: “CREIO NO PERDÃO DOS PECADOS”.
INTRODUÇÃO:
O mistério glorioso da ressurreição de Jesus traz
ao mundo o presente excepcional da paz – a saudação do ressuscitado a seus
discípulos -, e o perdão dos pecados que Cristo anuncia e outorga aos Apóstolos
no mesmo dia da ressurreição. São como as duas faces da mesma moeda: o perdão
que gera a paz e a paz que brota do perdão dos pecados.
O perdão dos pecados marca a missão de Cristo no mundo,
pois como diz São Paulo: “se entregou por nossos pecados e ressuscitou por
nossa justificação” (Romanos 4,25), com o resultado da paz que nos
consegue, porque “Ele é a nossa paz” (Efésios
2,14). Jesus significa Salvador: vem salvar o povo de seus pecados. Em
consonância com esta missão, o Senhor tinha exercido sua misericórdia com os
pecadores, mas era imprescindível que tal poder se concedesse aos homens. Por
isso quis comunicá-lo a sua Igreja, e na aparição da tarde da ressurreição
disse aos Apóstolos: “Recebei o Espírito Santo: a quem perdoardes os
pecados, ficarão perdoados” (João 20,23). Na Igreja, portanto, existe o
perdão dos pecados em virtude de uma condescendência infinita de Deus para com
a humanidade.
O Símbolo dos Apóstolos professa a fé no perdão dos pecados:
“Creio... no perdão dos pecados”, que no símbolo niceno-constantinopolitano
se explícita dizendo: “Confesso que há um só batismo, para a remissão dos
pecados”. Mais adiante se explicitará o papel do batismo na remissão do pecado
e também o do sacramento da penitência.
IDÉIAS PRINCIPAIS:
1. Somos
pecadores
O homem nasce com o pecado original, herdado dos
primeiros pais, Adão e Eva. Ainda
mais, ao largo da vida, todos
pecamos: ofendemos a Deus porque não cumprimos o que Ele nos pede; ofendemos
também a nossos irmãos e, com isso, ofendemos a Deus. O ser humano tem uma
grande necessidade do perdão de Deus.
2. Cristo
perdoava os pecados
Enquanto Jesus Cristo esteve na terra, perdoava os
pecados daqueles que se
arrependiam. No Evangelho se
destaca este poder de Cristo, que podia exercê-lo por ser verdadeiro Deus, além
de homem verdadeiro. “Tem confiança, filho, teus pecados te são perdoados”
(Mateus 9,2), diz ao paralítico. E à mulher pecadora, que se apresenta na casa
de Simão, lhe diz: “Teus pecados ficam perdoados” (Lucas 7,48).
3. Cristo
entrega o poder de perdoar os pecados à Igreja
Quando na tarde da ressurreição Cristo dá o
Espírito Santo a seus Apóstolos, lhes deu
justamente o poder de perdoar
os pecados: “Recebei o Espírito Santo. Aqueles a quem perdoardes os pecados,
ser-lhes-ão perdoados; aqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos”
(João 20,22-23). A Igreja exerce este poder sobretudo no batismo e na
penitência.
4. Há um só
batismo para o perdão dos pecados
No momento da ascensão ao céu, Jesus disse a seus
Apóstolos: “Ide pelo mundo inteiro
e pregai o Evangelho
a toda a criatura. Quem crer e for batizado, será salvo; quem não crer, será
condenado” (Marcos
16,15-16). Cristo quis vincular o perdão dos pecados à fé e ao batismo. O
batismo é o primeiro sacramento que perdoa os pecados e os apaga completamente,
ainda que não livre o ser humano da debilidade de sua natureza nem da
concupiscência.
5. O
sacramento da penitência
Sendo tão radical o efeito do batismo, caberia
pensar em uma posterior inocência
definitiva; porém, a liberdade
do ser humano é frágil e faz-se necessário o perdão. Cristo conhecia nossa
condição e dispôs outro meio de reconciliação para os que tiverem caído depois
do batismo: o sacramento da penitência que nos reconcilia com Deus e com a
Igreja.
6. A Igreja
pode perdoar os pecados, em nome de Jesus
Não há nenhum pecado, por grave que seja, que a
Igreja não possa perdoar. Cristo nos
remiu do pecado oferecendo sua
vida pela humanidade e quis que na Igreja estivessem abertas as
portas do perdão a quem se arrepende de seus pecados. Na Igreja, o poder de perdoar os pecados pelo sacramento da penitência,
possuem unicamente os que receberam a potestade sacerdotal no Sacramento
da Ordem, a saber: os bispos e os presbíteros (os padres).
7. Temos de
agradecer este dom de Cristo a sua Igreja
Que fácil fica dar graças a Deus por ter dado a sua
Igreja o poder de perdoar os
pecados! São João Crisóstomo
dizia: “Os sacerdotes receberam um poder que Deus não deu nem aos anjos, nem
aos arcanjos... Deus sanciona lá no alto tudo o que os sacerdotes façam aqui
embaixo”. E Santo Agostinho: “Se na Igreja não houvesse remissão dos pecados,
não existiria nenhuma esperança, nenhuma expectativa de uma vida eterna e de
uma libertação eterna. Demos graças a Deus que deu à Igreja semelhante dom”.
8. PROPÓSITOS
DE VIDA CRISTÃ
·
Buscar com freqüência, e bem arrependidos, o
sacramento da penitência.
·
Dar muitas graças a Deus pelo
imenso dom de Cristo a sua Igreja: a missão e o poder de perdoar
verdadeiramente os pecados.
Autor: Jayme Pujoll e
Jesus Sanches Biela
Fonte: Livro "Curso de Catequesis" da
Editora Palabra, España
Tradução: Pe. Antonio
Carlos Rossi Keller