PREPARAÇÃO DA V CONFERÊNCIA GERAL - ROTEIROS
DAS REUNIÕES
A Comissão
Episcopal da CNBB encarregada de coordenar a preparação, no Brasil, da V
Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e Caribenho elaborou os
Roteiros das Reuniões Preparatórias.
Tais reuniões são pedidas aos diversos grupos e organizações da
vida eclesial nas dioceses e paróquias, bem como às organizações eclesiais de
nível Regional e Nacional (associações católicas, pastorais, movimentos,
organismos eclesiais e outros).
1.º O Dirigente de
cada reunião prepare o lugar da reunião com a bíblia aberta sobre uma mesinha,
um crucifixo e duas velas acesas. Se
possível, também colocar uma imagem de Nossa Senhora ou do Santo Padroeiro do
lugar, ou do grupo.
2º. Preparar um
cartaz ou faixa com os dizeres: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida” (Jo
14,6).
3º. Se os
participantes da reunião ainda não se conhecem, podem se apresentar no início
da reunião.
4º. Para cada
reunião, é necessário ter o Documento de Participação e o Roteiro
correspondente à reunião. Ao todo são
seis Roteiros. Usar de criatividade na escolha da dinâmica para a realização
das reuniões.
5º. Cada reunião
refere-se a uma parte do Documento de Participação e a um certo número de parágrafos.
6º. As perguntas do
Roteiro de cada reunião são destinadas a
facilitar a reflexão sobre o tema proposto.
Elas devem ser respondidas durante a reunião, com a participação de
todos; alguém anota numa folha as respostas. Para cada reunião, usar uma folha
diferente para as respostas; anotar o número do parágrafo do Documento de
Participação ao qual se refere a resposta.
7º. As folhas com as
respostas serão entregues na paróquia ou na coordenação do grupo, movimento,
associação, etc, que faz a reunião. Todas essas folhas serão recolhidas,
através das dioceses e por elas, encaminhadas ao Regional da CNBB.
8º. Os Roteiros para
as reuniões, com as perguntas a serem respondidas, podem ser baixados da
Internet (cf. www.cnbb.org.br/celam/vconferencia)
9º . Todas as reuniões devem ser
feitas até o fim de abril de 2006, encaminhando logo a seguir as folhas com as
respostas à diocese.
Primeiro
Roteiro
(Documento de Participação –
páginas,
Introdução
D1: Sejam todos bem-vindos à nossa
reunião; a Igreja no Brasil, junto com toda a Igreja da América Latina e do
Caribe, prepara-se para a realização da V Conferência Geral do Episcopado
Latino-Americano, no início de 2007. Também nós estamos reunidos com este mesmo
objetivo, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
T2: Amém!
Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo!
L13: O Papa Bento XVI já escolheu o tema
para a V Conferência: Discípulos e missionários de Jesus Cristo para que nele
nossos povos tenham vida. “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida” (Jo 14,6).
Escolheu também Aparecida como lugar para a realização da V Conferência e quer
estar pessoalmente presente.
L24: Esse é o tempo para recordarmos
os cinco séculos de evangelização do nosso Continente, desde que os primeiros
missionários trouxeram para cá o Evangelho de Jesus.
L1: Tempo
de agradecer a Deus pela fé cristã recebida e de aprofundar nossa relação de
discípulos com Jesus Cristo, Caminho, Verdade e Vida.
L2: Tempo
de olhar para os novos e grandes desafios que devemos enfrentar no trabalho
evangelizador e de renovar nosso espírito missionário, olhando para tantos
missionários e missionárias santos, que deram a vida por Jesus Cristo
D: Em nossa reunião, somos também chamados a
participar da preparação do grande acontecimento da V Conferência, oferecendo
nossas reflexões e sugestões. Rezemos juntos:
T: Amado Jesus, Senhor nosso, com a alegria e
confiança agradecemos porque nos convidaste a conhecer-te, a viver contigo e
anunciar-te. Tu que conheces profundamente nossa realidade pessoal, familiar,
social e comunitária, vens ao nosso encontro e nos dizes: “eu sou o caminho, a
verdade e a vida”. Através destes
encontros, concede que nos sintamos mais próximos de ti, como teus discípulos e
missionários. Dá-nos a graça de seguir
pelo caminho que traçaste no Evangelho e de acolher tuas orientações,
caminhando juntos até a plenitude, que se encontra
Reflexão
sobre o tema
L1: Cada homem e mulher, em particular
os mais jovens, são sedentos e peregrinos da felicidade, da fraternidade, da
liberdade, da justiça e da paz.
L1: Há em nós uma fome de amor e justiça, de liberdade e
verdade, sede de contemplação, de beleza e de paz, ambição de plenitude humana,
ânsia pelo lar e pela fraternidade, desejos de vida e felicidade. Em definitivo
teremos isso só em Deus.
L1: Nesta busca de sentido
de nossa existência experimentamos as maiores satisfações e as mais
amargas frustrações. É nesta busca que se abre o caminho de nossas sede de Deus
e transparece a nossa vocação para o céu.
L2: Contudo, já neste mundo
buscamos a realização da humanidade: ser imagem e semelhança de Deus
trino.
L1: Também não se pode negar que nesta busca houve extravios,
pois, homens e mulheres procuraram sua realização por caminhos errados;
buscando a sua realização fora dos caminhos do bem.
L2: Também vale a pena registrar que
muitos deram a sua vida para a implantação da fraternidade e paz, tornando-se
verdadeiros mártires da grande causa de Deus.
L1: Com efeito, Deus não nos abandona à nossa sorte. Já no AT nos oferece um código
para a vida justa e feliz nos dez mandamentos e na promessa de salvação.
L2: Por meio de suas obras e palavras, Deus se revela como
nosso Pai e Pastor. Com o povo da Aliança
emerge uma nova relação com Deus: uma relação pessoal de um Deus que
fala “face a face, como um homem fala com um amigo” (Ex 33,11).
L1: Dos dez mandamentos emana
a legislação que regula as
relações humanas e a relação da humanidade com a terra e os bens.
L2: A promessa de salvação se realiza plenamente no Mistério
da Encarnação do Filho de Deus, que se fez nosso irmão e salvador. Ele sacia
nossa sede de amizade tornando-se irmão e chamando-nos de amigos.
L1: Nas bem-aventuranças oferece um novo código de vida e de
felicidade, esboçando assim o rosto de Jesus, sem medo e temor. Sua paixão e
ressurreição são a caridade suprema de si mesmo pela humanidade.
L2: Somos chamados a viver as bem-aventuranças como
testemunhas e colaboradores de Cristo.
L1: A Igreja manifesta na vida de seus membros a felicidade de
ser apóstolos, testemunhas e colaboradores de Cristo, eleitos e chamados para
segui-lo, dar testemunho dele como caminho, verdade e vida (cf.Jo 14,6). Isto
na Igreja significa abraçar a cruz e na fidelidade buscar a implantação do
Reino.
L2: Na certeza da vitória com Cristo, o cristianismo nasceu e
se espalhou como Boa Nova para a humanidade.
L1: É dentro deste contexto de boa nova que surgiram as
primeiras comunidades cristãs, mostrando-se um só coração e uma só alma (cf At
4, 32).
L2: Apesar de contestações e perseguições, o cristianismo se
expandiu como uma verdadeira explosão de alegria, trazendo no seu bojo a
proclamação da verdade a respeito de Deus e a respeito da dignidade humana.
L1: Com a ação e a força do Espírito
Santo a Igreja foi para além das portas do império romano a proclamar o que lhes tinha sido ordenado: “Ide e fazei
que todos os povos se tornem meus discípulos, batizando-os para consagrá-los ao
Pai, ao Filho e ao Espírito Santo e ensinando-os a pôr em prática tudo quanto
vos ordenei. E eis que estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos!” (Mt
28,18-20).
L2: Nesta ação a Igreja sempre foi
acompanhada do martírio, pois, morrer por causa da fidelidade a Cristo foi a
forma sublime de ser testemunha da Encarnação e Páscoa do Senhor.
Perguntas
(anotar as respostas):
1. Quais os anseios mais profundos da
vocação humana?
2. Que podemos fazer concretamente
para nos sentirmos felizes?
3. Como podemos viver as
bem-aventuranças?
4. Por que ser amigo de Jesus Cristo
nos faz profundamente felizes?
5. O que temos que fazer para que a
nossa sociedade caminhe para a felicidade?
Iluminação bíblica: Mt 5, 1-12
(Bem-aventuranças)
(partilha)
Conclusão
D: Rezemos a oração que Jesus nos ensinou – Pai Nosso .....
D: Saudemos a Virgem Maria, Mãe da Igreja e Patrona dos povos da América Latina e do
Caribe.
T: Ave
Maria, cheia de graça.....
D: Nossa Senhora Aparecida
T: Rogai
por nós.
D: Nossa Senhora de Guadalupe
T: Rogai
por nós.
D: Nossa Senhora de Caacupê
T: Rogai
por nós.
D: Nossa Senhora de Luján
T: Rogai
por nós.
D: Nossa Senhora de Copacabana
T: Rogai
por nós.
D: Nossa Senhora de Chiquinquirá
T: Rogai
por nós.
D: Rezemos pela V Conferência Geral do
Episcopado Latino-Americano e Caribenho:
O salmista nos
recorda que “se o Senhor não edifica a casa, em vão trabalham os construtores” (cf Sl 127,1). Por
isso rezemos juntos pelo bom êxito da preparação e da realização da V
Conferência Geral.
T: Senhor Jesus Cristo, com alegria e
confiança nós te agradecemos porque nos convidaste a conhecer-te, a viver
contigo e a anunciar-te aos nossos irmãos e irmãs.
Concede-nos
a graça de sermos teus discípulos verdadeiros e de nos colocarmos ao teu
serviço como missionários/as dedicados/as e generosos/as. Ajuda-nos a
permanecer em teu caminho, a conhecer e abraçar tua verdade, para alcançarmos a
vida que vem de ti.
Abençoa o povo brasileiro e todos os
povos da América Latina e do Caribe; fortalece-nos na vivência da fé em união
com tua Igreja, para podermos contribuir eficazmente na edificação de uma
sociedade justa e solidária; concede a proteção e a paz aos nossos povos.
Inspira e fortalece tua Igreja na
preparação da V Conferência Geral e concede-lhe a graça de um novo
florescimento missionário, para que teu Evangelho possa iluminar a vida de todas as pessoas e de todos os
povos. Tu que vives com o Pai, na unidade do Espírito Santo. Amém.
1. Onde será feita nossa próxima
reunião?
2. Quando faremos a reunião?
3. Quem fica encarregado de preparar a
próxima reunião?
4. Na próxima reunião cada um de nós
pode convidar mais uma ou duas pessoas para se unirem a nós.
Segundo
Roteiro
(Documento de Participação –
páginas,
Introdução
D1: Sejam todos bem-vindos à nossa
reunião; a Igreja no Brasil, junto com toda a Igreja da América Latina e do
Caribe, prepara-se para a realização da V Conferência Geral do Episcopado
Latino-Americano, no início de 2007. Também nós estamos reunidos com este mesmo
objetivo, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
T2: Amém! Bendito
seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo!
L13: O Papa Bento XVI já escolheu o tema
para a V Conferência: Discípulos e missionários de Jesus Cristo para que nele
nossos povos tenham vida. “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida” (Jo 14,6).
Escolheu também Aparecida como lugar para a realização da V Conferência e quer
estar pessoalmente presente.
L24: Esse é o tempo para recordarmos
os cinco séculos de evangelização do nosso Continente, desde que os primeiros
missionários trouxeram para cá o Evangelho de Jesus.
L1: Tempo
de agradecer a Deus pela fé cristã recebida e de aprofundar nossa relação de
discípulos com Jesus Cristo, Caminho, Verdade e Vida.
L2: Tempo
de olhar para os novos e grandes desafios que devemos enfrentar no trabalho
evangelizador e de renovar nosso espírito missionário, olhando para tantos
missionários e missionárias santos, que deram a vida por Jesus Cristo
D: Em nossa reunião, somos também chamados a
participar da preparação do grande acontecimento da V Conferência, oferecendo
nossas reflexões e sugestões. Rezemos juntos:
T: Amado Jesus, Senhor nosso, com a alegria e
confiança agradecemos porque nos convidaste a conhecer-te, a viver contigo e
anunciar-te. Tu que conheces profundamente nossa realidade pessoal, familiar,
social e comunitária, vens ao nosso encontro e nos dizes: “eu sou o caminho, a
verdade e a vida”. Através destes
encontros, concede que nos sintamos mais próximos de ti, como teus discípulos e
missionários. Dá-nos a graça de seguir
pelo caminho que traçaste no Evangelho e de acolher tuas orientações,
caminhando juntos até a plenitude, que se encontra
Reflexão
sobre o tema
L1: Os
primeiros evangelizadores ao chegarem em terras latino- americanas e caribenhas
encontraram aqui um povo que já possuía as sementes do Verbo.
L2: Sua
cultura considerava a relação com o transcendente. Eram muitos os valores que
os caracterizavam e que os predispunham
a uma recepção mais aberta ao Evangelho. A presença do Criador se fazia ver no
jeito deste povo viver, ao que os missionários acrescentaram a consciência de
sua dignidade como filhos e filhas de Deus.
L1: A
religiosidade destes povos ganhou força com a presença da Virgem de Guadalupe
que, em sinais maravilhosos, mostrou a bondade do Pai. “Na figura de Maria –
desde o princípio da cristianização do Novo Mundo e à luz do Evangelho de Jesus
Cristo – encarnaram-se autênticos valores culturais indígenas”5
L2: Ainda
em nossos dias admiramos os exemplos de tantos missionários e missionárias que
deram a vida neste continente em favor da evangelização, plantando a vida
cristã em nossos povos latino-americanos.
L1: Conforme
Puebla, “a geração de povos e culturas é sempre dramática, envolta em luzes e
sombras” e a “evangelização como tarefa
humana, está submetida às vicissitudes históricas, mas sempre busca
transfigurá-las com o fogo do Espírito no caminho de Cristo, centro e sentido
da história universal, de todos e de cada um dos homens”.6 Por isso, recordamos com gratidão os
intrépidos lutadores pela justiça, evangelizadores da paz, como Antonio de
Montesinos, Bartolomeu de
L2: A
cultura humana vai evoluindo em cada tempo. Nossos povos sofreram as
conseqüências de projetos aceitos por aquele tempo e que nós hoje abominamos,
como a escravidão e as ditaduras políticas, dentre outras.
L1: As
verdades fundamentais da fé cristã, porém, marcaram a história destes povos: a
verdade sobre Deus e sobre o ser humano. Muitos profetas levantaram sua voz e
alguns perderam até a vida pelo compromisso evangelizador em defesa dos
pequenos.
L2: Nosso
continente latino-americano e caribenho tem buscado a unidade da fé na
evangelização promovendo encontros gerais do episcopado. Desde 1955, quando foi
instalado o CELAM –Conselho Episcopal Latino Americano.
L1: Principalmente,
a partir das Conferências Gerais periódicas, a Igreja na América Latina
perscruta os sinais dos tempos e está disposta a evangelizar, a fim de
contribuir para a construção de uma nova sociedade, mais justa e fraterna,
clamorosa exigência de nossos povos, dando prioridade aos mais pobres e
esquecidos.7
L2: Não
queremos negar nossas fraquezas, nas quais se manifesta a força de Cristo
(cf.2Cor 12,9), mas tampouco podemos desconhecer os sinais de esperança.
L1: Percebemos
em nosso continente uma Igreja viva e atuante, sempre aberta à graça de Deus,
para prosseguir na missão evangelizadora, por isso, a América Latina é chamada
de “continente da esperança”.
D: Temos
muitos desafios, porém os sinais de esperança nos animam na caminhada:
L2: Noventa
por cento dos habitantes deste continente crêem em Deus.
· Cresce a consciência de ser Igreja,
a vitalidade da fé naqueles que participam das alegres celebrações litúrgicas e
da vida nas paróquias, das comunidades eclesiais de base, dos movimentos
eclesiais e de outros itinerários de iniciação e de formação cristã.
L1: Muitos
e variados gestos da piedade popular
· O despertar para a missionariedade,
com vocações missionárias no próprio país e
com os chamados/as para a missão ad gentes, também no meio dos
leigos/as
L2: A
organização pastoral
· As devoções marianas
L1: Os
ministérios leigos
· O diaconato permanente
L2: A
formação permanente
· O despertar dos jovens para a
pertença à Igreja
L1: O
crescimento das vocações para o ministério ordenado e a pastoral presbiteral
· A atenção à pastoral familiar
L2: O
revigoramento de uma pastoral social que procura responder às necessidades
urgentes de nossos povos, sob a influência da opção preferencial pelos pobres
· O desejo de vida comunitária na
Igreja diocesana (comunhão e participação)
· O ecumenismo vai ganhando corpo
D: Que
outros sinais de esperança podemos perceber em nossa comunidade?
Perguntas (anotar as respostas):
1. Como que a obra evangelizadora
possibilita conhecer a verdade sobre Deus e sobre o ser humano?
2. Como os leigos têm assumido o papel
de protagonistas na evangelização e promoção humana?
3. Que significa respeito à dignidade
humana?
4. Como sua comunidade celebra a vida
de fé? Que lugar ocupa nela a Eucaristia?
5. Quais têm sido os principais
elementos de fé que permitem viver o Evangelho
e construir a comunidade?
(partilha)
Conclusão
D: Rezemos a oração que Jesus nos ensinou – Pai Nosso .....
D: Saudemos a Virgem Maria, Mãe da Igreja e Patrona dos povos da América Latina e do
Caribe.
T: Ave
Maria, cheia de graça.....
D: Nossa Senhora Aparecida
T: Rogai
por nós.
D: Nossa Senhora de Guadalupe
T: Rogai
por nós.
D: Nossa Senhora de Caacupê
T: Rogai
por nós.
D: Nossa Senhora de Luján
T: Rogai
por nós.
D: Nossa Senhora de Copacabana
T: Rogai
por nós.
D: Nossa Senhora de Chiquinquirá
T: Rogai
por nós.
D: Rezemos pela V Conferência Geral do
Episcopado Latino-Americano e Caribenho:
O salmista nos
recorda que “se o Senhor não edifica a casa, em vão trabalham os construtores” (cf Sl 127,1). Por
isso rezemos juntos pelo bom êxito da preparação e da realização da V
Conferência Geral.
T: Senhor Jesus Cristo, com alegria e
confiança nós te agradecemos porque nos convidaste a conhecer-te, a viver
contigo e a anunciar-te aos nossos irmãos e irmãs.
Concede-nos
a graça de sermos teus discípulos verdadeiros e de nos colocarmos ao teu
serviço como missionários/as dedicados/as e generosos/as. Ajuda-nos a
permanecer em teu caminho, a conhecer e abraçar tua verdade, para alcançarmos a
vida que vem de ti.
Abençoa o povo brasileiro e todos os
povos da América Latina e do Caribe; fortalece-nos na vivência da fé em união
com tua Igreja, para podermos contribuir eficazmente na edificação de uma
sociedade justa e solidária; concede a proteção e a paz aos nossos povos.
Inspira e fortalece tua Igreja na
preparação da V Conferência Geral e concede-lhe a graça de um novo
florescimento missionário, para que teu Evangelho possa iluminar a vida de todas as pessoas e de todos os
povos. Tu que vives com o Pai, na unidade do Espírito Santo. Amém.
1. Onde será feita nossa próxima
reunião?
2. Quando faremos a reunião?
3. Quem fica encarregado de preparar a
próxima reunião?
4. Na próxima reunião cada um de nós
pode convidar mais uma ou duas pessoas para se unirem a nós.
Terceiro
Roteiro
Documento de participação –
Páginas,
Introdução
D1: Sejam todos bem-vindos à nossa
reunião; a Igreja no Brasil, junto com toda a Igreja da América Latina e do
Caribe, prepara-se para a realização da V Conferência Geral do Episcopado
Latino-Americano, no início de 2007. Também nós estamos reunidos com este mesmo
objetivo, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
T2: Amém! Bendito
seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo!
L13: O Papa Bento XVI já escolheu o tema
para a V Conferência: Discípulos e missionários de Jesus Cristo para que nele
nossos povos tenham vida. “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida” (Jo 14,6).
Escolheu também Aparecida como lugar para a realização da V Conferência e quer
estar pessoalmente presente.
L24: Esse é o tempo para recordarmos
os cinco séculos de evangelização do nosso Continente, desde que os primeiros
missionários trouxeram para cá o Evangelho de Jesus.
L1: Tempo
de agradecer a Deus pela fé cristã recebida e de aprofundar nossa relação de
discípulos com Jesus Cristo, Caminho, Verdade e Vida.
L2: Tempo
de olhar para os novos e grandes desafios que devemos enfrentar no trabalho
evangelizador e de renovar nosso espírito missionário, olhando para tantos
missionários e missionárias santos, que deram a vida por Jesus Cristo
D: Em nossa reunião, somos também chamados a
participar da preparação do grande acontecimento da V Conferência, oferecendo
nossas reflexões e sugestões. Rezemos juntos:
T: Amado
Jesus, Senhor nosso, com a alegria e confiança agradecemos porque nos
convidaste a conhecer-te, a viver contigo e anunciar-te. Tu que conheces
profundamente nossa realidade pessoal, familiar, social e comunitária, vens ao
nosso encontro e nos dizes: “eu sou o caminho, a verdade e a vida”. Através destes encontros, concede que nos
sintamos mais próximos de ti, como teus discípulos e missionários. Dá-nos a graça de seguir pelo caminho que
traçaste no Evangelho e de acolher tuas orientações, caminhando juntos até a
plenitude, que se encontra
Reflexão
sobre o tema
D: Hoje,
nesta primeira parte, vamos refletir sobre: DISCÍPULOS E MISSIONÁRIOS DE JESUS
CRISTO, PARA QUE NELE NOSSOS POVOS TENHAM VIDA (nº
L1: A preparação para a V Conferência é uma ocasião para
refletir sobre a profundidade de nosso encontro com Jesus Cristo vivo. Nossa
convicção está nisso: só ele pode realizar os anseios mais profundos e mais
nobres do ser humano. É ele o fundamento do discipulado e da missão; ele é a
verdadeira novidade que supera todas as expectativas da humanidade; ele é o
ponto de partida de toda a ação pastoral e quem nos introduz nas dimensões mais
profundas da vida, para chegarmos a uma nova compreensão da pessoa humana, do
mundo, da história e até mesmo de Deus.
T: A partir desse encontro, queremos fazer um
discernimento a respeito da qualidade cristã de nossa vida, das celebrações
litúrgicas, do trabalho catequético, da ação social e solidária e de nossas
esperanças mais profundas.
L2: Ser e formar discípulos de Cristo (DP 44-65). Discípulo é aquele que, sendo chamado
por Jesus Cristo, responde generosamente à vontade de segui-lo na comunidade de
fiéis e, em comunidade, faz o discernimento de sua missão na Igreja e na
sociedade. Esta eleição e este chamado de Jesus são pessoais e pedem ouvidos de
discípulos (Is 50,4), atentos para escutar e prontos para obedecer: trata-se de
uma resposta de amor a um chamado de amor.
L1: O discípulo entra em comunhão de vida e de missão com
Jesus Cristo, aquele que ensina com sabedoria e autoridade e, a partir desta
profunda experiência de comunhão, o discípulo coloca-se em missão, à luz do
modo de viver e de pensar de Jesus Cristo. “Já não sou eu que vivo, mas é
Cristo que vive em mim” (Gl 20). A essa vida no espírito se chega mediante o
Batismo, se consolida para a comunhão e missão pelo sacramento da Confirmação e
se fortalece quando o discípulo participa da Eucaristia. Através da Reconciliação,
o discípulo arrependido volta à comunhão e renova seu compromisso de amizade
com o Senhor e as pessoas humanas.
L2: Portanto, a formação do discípulo de Jesus Cristo
deve ter como meta a identificação com ele até chegar a ter os sentimentos que
correspondem a quem está unido a Jesus Cristo (Fl 2,5).
T: Maria, Mãe de Jesus, nos ensina a sermos
discípulos, segundo o coração de Deus, a saber escutar e obedecer a vontade do
Pai.
Perguntas
(anotar as respostas):
1. O encontro com
Jesus Cristo é o fundamento do discipulado e da missão. Quais são os lugares e
momentos em que podemos fazer um encontro mais profundo com Jesus Cristo?
2. Por que podemos dizer que o
encontro com Jesus Cristo nos permite saber quem somos, donde viemos e para
onde vamos?
3. Por que pessoas batizadas abandonam
nossas comunidades e se filiam a outros grupos religiosos ou abandonam a
prática religiosa?
4. O que nos tem ajudado ou impedido
de formar-nos como verdadeiros discípulos de Jesus Cristo?
D: Nesta
segunda parte, vamos refletir sobre: DISCÍPULOS
L1: Ao
chamar seus discípulos, Jesus Cristo cria entre eles a comunhão fraterna, uma
comunidade unida a ele. Os discípulos são as pedras vivas com as quais a Igreja
se edifica e cresce. Esta comunhão se fortalece pela Eucaristia. Por isso, os
discípulos de Jesus Cristo não vivem sem o domingo e sem a participação ativa
na missa dominical. Eles sentem a necessidade de alimentar-se da Palavra e do
Corpo e Sangue do Senhor.
L2: Esta vocação e missão do discípulo à comunhão é um
dom que se constrói através da diversidade e pluralidade de nações, línguas,
raças e costumes. Para o discípulo de Jesus Cristo, as diferenças não dividem,
mas enriquecem a unidade. É indispensável, portanto, que os discípulos de Jesus
Cristo se formem e participem ativamente da vida da comunidade paroquial e
diocesana, segundo sua própria identidade, com uma formação sólida e
diferenciada, que possibilita uma maior profundidade do mistério de comunhão e
missão da Igreja.
L1: Ser
e formar missionários de Jesus Cristo (DP 78-83). Após sua ressurreição,
Jesus Cristo fez seus discípulos partícipes de sua missão: “Como o Pai me
enviou, eu também os envio ... Recebam o Espírito Santo” (Jo 20, 21-22). Todos
os fiéis são membros de Cristo vivo e são chamados a serem missionários e
colaboradores na edificação do Corpo de Cristo, para levá-lo à plenitude.
T: Por isso, a formação dos discípulos e sua ativa
participação na vida da comunidade é indispensável. Como Cristo Jesus, também
eles devem distinguir-se pelo amor misericordioso e preferencial pelos mais
pobres.
L2: Os rostos de inumana pobreza nos comovem e
interpelam (DP 84-93). A
experiência de comunhão do discípulo com Jesus Cristo na comunidade o prepara
para sair ao encontro de quem tem sede de Deus e não conhece seu rosto,
inclusive em regiões longínquas de nossa terra.
T: O encontro com Jesus prepara o discípulo
para ser pobre de espírito, capaz de abrir seu coração aos dons de Deus,
sentindo-se agradecido e colocando nele toda a sua confiança. O encontro com
Jesus prepara o discípulo para ser missionário.
L1: Os
discípulos de Jesus Cristo também se caracterizam pela defesa da vida humana
desde a concepção até sua morte natural; pelo fortalecimento da família; a
denúncia das campanhas antinatalistas e das políticas totalitárias dos
governos; pela participação na atividade política solidária para buscar a
justiça, a reconciliação e a paz na sociedade.
L2: Para
que seja eficaz esta ação cristã na sociedade, os discípulos de Jesus Cristo
devem ter presente o mistério da Cruz na própria vida e na vida alheia. Estão
dispostos a tomar a cruz e a seguir o Mestre, a exemplo de tantos irmãos e
irmãs que na América Latina e no Caribe marcaram o século XX com seu próprio sangue.