PREPARAÇÃO DA V CONFERÊNCIA GERAL - ROTEIROS DAS REUNIÕES

A Comissão Episcopal da CNBB encarregada de coordenar a preparação, no Brasil, da V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e Caribenho elaborou os Roteiros das Reuniões Preparatórias.

Tais reuniões são pedidas aos diversos grupos e organizações da vida eclesial nas dioceses e paróquias, bem como às organizações eclesiais de nível Regional e Nacional (associações católicas, pastorais, movimentos, organismos eclesiais e outros).

 

ORIENTAÇÕES PARA AS REUNIÕES

 

1.º     O Dirigente de cada reunião prepare o lugar da reunião com a bíblia aberta sobre uma mesinha, um crucifixo e duas velas acesas.  Se possível, também colocar uma imagem de Nossa Senhora ou do Santo Padroeiro do lugar, ou do grupo.

2º.     Preparar um cartaz ou faixa com os dizeres: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida” (Jo 14,6).

3º.     Se os participantes da reunião ainda não se conhecem, podem se apresentar no início da reunião.

4º.     Para cada reunião, é necessário ter o Documento de Participação e o Roteiro correspondente à reunião.  Ao todo são seis Roteiros. Usar de criatividade na escolha da dinâmica para a realização das reuniões.

5º.     Cada reunião refere-se a uma parte do Documento de Participação e a um certo número de parágrafos.

6º.     As perguntas do Roteiro de cada  reunião são destinadas a facilitar a reflexão sobre o tema proposto.  Elas devem ser respondidas durante a reunião, com a participação de todos; alguém anota numa folha as respostas. Para cada reunião, usar uma folha diferente para as respostas; anotar o número do parágrafo do Documento de Participação ao qual se refere a resposta.

7º.     As folhas com as respostas serão entregues na paróquia ou na coordenação do grupo, movimento, associação, etc, que faz a reunião. Todas essas folhas serão recolhidas, através das dioceses e por elas, encaminhadas ao Regional da CNBB.

8º.     Os Roteiros para as reuniões, com as perguntas a serem respondidas, podem ser baixados da Internet (cf. www.cnbb.org.br/celam/vconferencia)

.    Todas as reuniões devem ser feitas até o fim de abril de 2006, encaminhando logo a seguir as folhas com as respostas à diocese.


Primeiro Roteiro

O ANSEIO DE FELICIDADE, VERDADE, FRATERNIDADE E PAZ

(Documento de Participação – páginas, 13 a 20 – Números: 1 a 20)

 

Introdução

 

D1:    Sejam todos bem-vindos à nossa reunião; a Igreja no Brasil, junto com toda a Igreja da América Latina e do Caribe, prepara-se para a realização da V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano, no início de 2007. Também nós estamos reunidos com este mesmo objetivo, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

T2:    Amém! Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo!

L13: O Papa Bento XVI já escolheu o tema para a V Conferência: Discípulos e missionários de Jesus Cristo para que nele nossos povos tenham vida. “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida” (Jo 14,6). Escolheu também Aparecida como lugar para a realização da V Conferência e quer estar pessoalmente presente.

L24: Esse é o tempo para recordarmos os cinco séculos de evangelização do nosso Continente, desde que os primeiros missionários trouxeram para cá o Evangelho de Jesus.

L1:    Tempo de agradecer a Deus pela fé cristã recebida e de aprofundar nossa relação de discípulos com Jesus Cristo, Caminho, Verdade e Vida.

L2:    Tempo de olhar para os novos e grandes desafios que devemos enfrentar no trabalho evangelizador e de renovar nosso espírito missionário, olhando para tantos missionários e missionárias santos, que deram a vida por Jesus Cristo em nosso Continente.

D:     Em nossa reunião, somos também chamados a participar da preparação do grande acontecimento da V Conferência, oferecendo nossas reflexões e sugestões. Rezemos juntos:

T:      Amado Jesus, Senhor nosso, com a alegria e confiança agradecemos porque nos convidaste a conhecer-te, a viver contigo e anunciar-te. Tu que conheces profundamente nossa realidade pessoal, familiar, social e comunitária, vens ao nosso encontro e nos dizes: “eu sou o caminho, a verdade e a vida”.  Através destes encontros, concede que nos sintamos mais próximos de ti, como teus discípulos e missionários.  Dá-nos a graça de seguir pelo caminho que traçaste no Evangelho e de acolher tuas orientações, caminhando juntos até a plenitude, que se encontra em Deus Pai e na consolação do Espírito Santo. Amém.

 

Reflexão sobre o tema

 

L1: Cada homem e mulher, em particular os mais jovens, são sedentos e peregrinos da felicidade, da fraternidade, da liberdade, da justiça e da paz.

L1:    Há em nós uma fome de amor e justiça, de liberdade e verdade, sede de contemplação, de beleza e de paz, ambição de plenitude humana, ânsia pelo lar e pela fraternidade, desejos de vida e felicidade. Em definitivo teremos isso só em Deus.

T:      Queremos a felicidade

L1:    Nesta busca de sentido  de nossa existência experimentamos as maiores satisfações e as mais amargas frustrações. É nesta busca que se abre o caminho de nossas sede de Deus e transparece a nossa vocação para o céu.

L2:    Contudo, já neste mundo  buscamos a realização da humanidade: ser imagem e semelhança de Deus trino.

T:      Queremos a fraternidade

L1:    Também não se pode negar que nesta busca houve extravios, pois, homens e mulheres procuraram sua realização por caminhos errados; buscando a sua realização fora dos caminhos do bem.

L2: Também vale a pena registrar que muitos deram a sua vida para a implantação da fraternidade e paz, tornando-se verdadeiros mártires da grande causa de Deus.

T:      Queremos a paz

L1:    Com efeito, Deus não nos abandona  à nossa sorte. Já no AT nos oferece um código para a vida justa e feliz nos dez mandamentos e na promessa de salvação.

L2:    Por meio de suas obras e palavras, Deus se revela como nosso Pai e Pastor. Com o povo da Aliança  emerge uma nova relação com Deus: uma relação pessoal de um Deus que fala “face a face, como um homem fala com um amigo” (Ex 33,11).

T:      Deus é nosso Pai e Pastor

L1:    Dos dez mandamentos emana  a legislação que regula  as relações humanas e a relação da humanidade com a terra e os bens. 

L2:    A promessa de salvação se realiza plenamente no Mistério da Encarnação do Filho de Deus, que se fez nosso irmão e salvador. Ele sacia nossa sede de amizade tornando-se irmão e chamando-nos de amigos.

T:      Somos todos irmãos e irmãs

L1:    Nas bem-aventuranças oferece um novo código de vida e de felicidade, esboçando assim o rosto de Jesus, sem medo e temor. Sua paixão e ressurreição são a caridade suprema de si mesmo pela humanidade.

T:      Bem-aventurados os que promovem a paz

L2:    Somos chamados a viver as bem-aventuranças como testemunhas e colaboradores de Cristo.

L1:    A Igreja manifesta na vida de seus membros a felicidade de ser apóstolos, testemunhas e colaboradores de Cristo, eleitos e chamados para segui-lo, dar testemunho dele como caminho, verdade e vida (cf.Jo 14,6). Isto na Igreja significa abraçar a cruz e na fidelidade buscar a implantação do Reino.

T:      Somos a Igreja, povo de Deus, buscando o Reino

L2:    Na certeza da vitória com Cristo, o cristianismo nasceu e se espalhou como Boa Nova para a humanidade.

L1:    É dentro deste contexto de boa nova que surgiram as primeiras comunidades cristãs, mostrando-se um só coração e uma só alma (cf At 4, 32).

T:      Eles eram assíduos na fração do pão

L2:    Apesar de contestações e perseguições, o cristianismo se expandiu como uma verdadeira explosão de alegria, trazendo no seu bojo a proclamação da verdade a respeito de Deus e a respeito da dignidade humana.

L1: Com a ação e a força do Espírito Santo a Igreja foi para além das portas do império romano a proclamar o  que lhes tinha sido ordenado: “Ide e fazei que todos os povos se tornem meus discípulos, batizando-os para consagrá-los ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo e ensinando-os a pôr em prática tudo quanto vos ordenei. E eis que estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos!” (Mt 28,18-20).

T:      Ide também vós e fazei discípulos meus

L2:    Nesta ação a Igreja sempre foi acompanhada do martírio, pois, morrer por causa da fidelidade a Cristo foi a forma sublime de ser testemunha da Encarnação e Páscoa do Senhor.

T:      Somos criados para a felicidade

 

Perguntas (anotar as respostas):

1.       Quais os anseios mais profundos da vocação humana?

2.       Que podemos fazer concretamente para nos sentirmos felizes?

3.       Como podemos viver as bem-aventuranças?

4.       Por que ser amigo de Jesus Cristo nos faz profundamente felizes?

5.       O que temos que fazer para que a nossa sociedade caminhe para a felicidade?

 

Iluminação bíblica: Mt 5, 1-12 (Bem-aventuranças)

(partilha)

 

Conclusão

 

D:     Rezemos a oração que Jesus nos ensinou – Pai Nosso .....

D:     Saudemos a Virgem Maria, Mãe da Igreja e  Patrona dos povos da América Latina e do Caribe.

T:      Ave Maria, cheia de graça.....

D:     Nossa Senhora Aparecida

T:      Rogai por nós.

D:     Nossa Senhora de Guadalupe

T:      Rogai por nós.

D:     Nossa Senhora de Caacupê

T:      Rogai por nós.

D:     Nossa Senhora de Luján

T:      Rogai por nós.

D:     Nossa Senhora de Copacabana

T:      Rogai por nós.

D:     Nossa Senhora de Chiquinquirá

T:      Rogai por nós.

D:     Rezemos pela V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e Caribenho:

O salmista nos recorda que “se o Senhor não edifica a casa, em vão  trabalham os construtores” (cf Sl 127,1). Por isso rezemos juntos pelo bom êxito da preparação e da realização da V Conferência Geral.

T:      Senhor Jesus Cristo, com alegria e confiança nós te agradecemos porque nos convidaste a conhecer-te, a viver contigo e a anunciar-te aos nossos irmãos e irmãs.

         Concede-nos a graça de sermos teus discípulos verdadeiros e de nos colocarmos ao teu serviço como missionários/as dedicados/as e generosos/as. Ajuda-nos a permanecer em teu caminho, a conhecer e abraçar tua verdade, para alcançarmos a vida que vem de ti.

         Abençoa o povo brasileiro e todos os povos da América Latina e do Caribe; fortalece-nos na vivência da fé em união com tua Igreja, para podermos contribuir eficazmente na edificação de uma sociedade justa e solidária; concede a proteção e a paz aos nossos povos.

         Inspira e fortalece tua Igreja na preparação da V Conferência Geral e concede-lhe a graça de um novo florescimento missionário, para que teu Evangelho possa iluminar  a vida de todas as pessoas e de todos os povos. Tu que vives com o Pai, na unidade do Espírito Santo. Amém.

 

Lembretes

 

1.      Onde será feita nossa próxima reunião?

2.      Quando faremos a reunião?

3.      Quem fica encarregado de preparar a próxima reunião?

4.      Na próxima reunião cada um de nós pode convidar mais uma ou duas pessoas para se unirem a nós.


Segundo Roteiro

COM A CHEGADA DO EVANGELHO VIVEMOS NOSSA FÉ COM GRATIDÃO

(Documento de Participação – páginas, 21 a 32 – Números: 21 a 35)

 

Introdução

 

D1:    Sejam todos bem-vindos à nossa reunião; a Igreja no Brasil, junto com toda a Igreja da América Latina e do Caribe, prepara-se para a realização da V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano, no início de 2007. Também nós estamos reunidos com este mesmo objetivo, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

T2:    Amém! Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo!

L13: O Papa Bento XVI já escolheu o tema para a V Conferência: Discípulos e missionários de Jesus Cristo para que nele nossos povos tenham vida. “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida” (Jo 14,6). Escolheu também Aparecida como lugar para a realização da V Conferência e quer estar pessoalmente presente.

L24: Esse é o tempo para recordarmos os cinco séculos de evangelização do nosso Continente, desde que os primeiros missionários trouxeram para cá o Evangelho de Jesus.

L1:    Tempo de agradecer a Deus pela fé cristã recebida e de aprofundar nossa relação de discípulos com Jesus Cristo, Caminho, Verdade e Vida.

L2:    Tempo de olhar para os novos e grandes desafios que devemos enfrentar no trabalho evangelizador e de renovar nosso espírito missionário, olhando para tantos missionários e missionárias santos, que deram a vida por Jesus Cristo em nosso Continente.

D:     Em nossa reunião, somos também chamados a participar da preparação do grande acontecimento da V Conferência, oferecendo nossas reflexões e sugestões. Rezemos juntos:

T:      Amado Jesus, Senhor nosso, com a alegria e confiança agradecemos porque nos convidaste a conhecer-te, a viver contigo e anunciar-te. Tu que conheces profundamente nossa realidade pessoal, familiar, social e comunitária, vens ao nosso encontro e nos dizes: “eu sou o caminho, a verdade e a vida”.  Através destes encontros, concede que nos sintamos mais próximos de ti, como teus discípulos e missionários.  Dá-nos a graça de seguir pelo caminho que traçaste no Evangelho e de acolher tuas orientações, caminhando juntos até a plenitude, que se encontra em Deus Pai e na consolação do Espírito Santo. Amém.

 

Reflexão sobre o tema

 

L1:    Os primeiros evangelizadores ao chegarem em terras latino- americanas e caribenhas encontraram aqui um povo que já possuía as sementes do Verbo.

L2:    Sua cultura considerava a relação com o transcendente. Eram muitos os valores que os caracterizavam  e que os predispunham a uma recepção mais aberta ao Evangelho. A presença do Criador se fazia ver no jeito deste povo viver, ao que os missionários acrescentaram a consciência de sua dignidade como filhos e filhas de Deus.

L1:    A religiosidade destes povos ganhou força com a presença da Virgem de Guadalupe que, em sinais maravilhosos, mostrou a bondade do Pai. “Na figura de Maria – desde o princípio da cristianização do Novo Mundo e à luz do Evangelho de Jesus Cristo – encarnaram-se autênticos valores culturais indígenas”5

L2:    Ainda em nossos dias admiramos os exemplos de tantos missionários e missionárias que deram a vida neste continente em favor da evangelização, plantando a vida cristã em nossos povos latino-americanos.

L1:    Conforme Puebla, “a geração de povos e culturas é sempre dramática, envolta em luzes e sombras” e  a “evangelização como tarefa humana, está submetida às vicissitudes históricas, mas sempre busca transfigurá-las com o fogo do Espírito no caminho de Cristo, centro e sentido da história universal, de todos e de cada um dos homens”.6 Por isso, recordamos com gratidão os intrépidos lutadores pela justiça, evangelizadores da paz, como Antonio de Montesinos, Bartolomeu de la Casas, Juan de Zumárraga, Vasco de Quiroga, Juan del Valle, Julian Garcés, José de Anchieta, Manuel da Nóbrega e tantos outros mais próximos de nós poderiam se lembrados.

L2:    A cultura humana vai evoluindo em cada tempo. Nossos povos sofreram as conseqüências de projetos aceitos por aquele tempo e que nós hoje abominamos, como a escravidão e as ditaduras políticas, dentre outras.

L1:    As verdades fundamentais da fé cristã, porém, marcaram a história destes povos: a verdade sobre Deus e sobre o ser humano. Muitos profetas levantaram sua voz e alguns perderam até a vida pelo compromisso evangelizador em defesa dos pequenos.

L2:    Nosso continente latino-americano e caribenho tem buscado a unidade da fé na evangelização promovendo encontros gerais do episcopado. Desde 1955, quando foi instalado o CELAM –Conselho Episcopal Latino Americano.

L1:    Principalmente, a partir das Conferências Gerais periódicas, a Igreja na América Latina perscruta os sinais dos tempos e está disposta a evangelizar, a fim de contribuir para a construção de uma nova sociedade, mais justa e fraterna, clamorosa exigência de nossos povos, dando prioridade aos mais pobres e esquecidos.7

L2:    Não queremos negar nossas fraquezas, nas quais se manifesta a força de Cristo (cf.2Cor 12,9), mas tampouco podemos desconhecer os sinais de esperança.

L1:    Percebemos em nosso continente uma Igreja viva e atuante, sempre aberta à graça de Deus, para prosseguir na missão evangelizadora, por isso, a América Latina é chamada de “continente da esperança”.

D:     Temos muitos desafios, porém os sinais de esperança nos animam na caminhada:

L2:    Noventa por cento dos habitantes deste continente crêem em Deus.

·   Cresce a consciência de ser Igreja, a vitalidade da fé naqueles que participam das alegres celebrações litúrgicas e da vida nas paróquias, das comunidades eclesiais de base, dos movimentos eclesiais e de outros itinerários de iniciação e de formação cristã.

L1:    Muitos e variados gestos da piedade popular

·   O despertar para a missionariedade, com vocações missionárias no próprio país e  com os chamados/as para a missão ad gentes, também no meio dos leigos/as

L2:    A organização pastoral

·   As devoções marianas

L1:    Os ministérios leigos

·   O diaconato permanente

L2:    A formação permanente

·   O despertar dos jovens para a pertença à Igreja

L1:    O crescimento das vocações para o ministério ordenado e a pastoral presbiteral

·   A atenção à pastoral familiar

L2:    O revigoramento de uma pastoral social que procura responder às necessidades urgentes de nossos povos, sob a influência da opção preferencial pelos pobres

·   O desejo de vida comunitária na Igreja diocesana (comunhão e participação)

·   O ecumenismo vai ganhando corpo

D:     Que outros sinais de esperança podemos perceber em nossa comunidade?

 

Perguntas (anotar as respostas):

1.      Como que a obra evangelizadora possibilita conhecer a verdade sobre Deus e sobre o ser humano?

2.      Como os leigos têm assumido o papel de protagonistas na evangelização e promoção humana?

3.      Que significa respeito à dignidade humana?

4.      Como sua comunidade celebra a vida de fé? Que lugar ocupa nela a Eucaristia?

5.      Quais têm sido os principais elementos de fé que  permitem viver o Evangelho e construir a comunidade?

Iluminação bíblica: Jo 1, 43 – 51

(partilha)

 

Conclusão

 

D:     Rezemos a oração que Jesus nos ensinou – Pai Nosso .....

D:     Saudemos a Virgem Maria, Mãe da Igreja e  Patrona dos povos da América Latina e do Caribe.

T:      Ave Maria, cheia de graça.....

D:     Nossa Senhora Aparecida

T:      Rogai por nós.

D:     Nossa Senhora de Guadalupe

T:      Rogai por nós.

D:     Nossa Senhora de Caacupê

T:      Rogai por nós.

D:     Nossa Senhora de Luján

T:      Rogai por nós.

D:     Nossa Senhora de Copacabana

T:      Rogai por nós.

D:     Nossa Senhora de Chiquinquirá

T:      Rogai por nós.

D:     Rezemos pela V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e Caribenho:

O salmista nos recorda que “se o Senhor não edifica a casa, em vão  trabalham os construtores” (cf Sl 127,1). Por isso rezemos juntos pelo bom êxito da preparação e da realização da V Conferência Geral.

T:      Senhor Jesus Cristo, com alegria e confiança nós te agradecemos porque nos convidaste a conhecer-te, a viver contigo e a anunciar-te aos nossos irmãos e irmãs.

         Concede-nos a graça de sermos teus discípulos verdadeiros e de nos colocarmos ao teu serviço como missionários/as dedicados/as e generosos/as. Ajuda-nos a permanecer em teu caminho, a conhecer e abraçar tua verdade, para alcançarmos a vida que vem de ti.

         Abençoa o povo brasileiro e todos os povos da América Latina e do Caribe; fortalece-nos na vivência da fé em união com tua Igreja, para podermos contribuir eficazmente na edificação de uma sociedade justa e solidária; concede a proteção e a paz aos nossos povos.

         Inspira e fortalece tua Igreja na preparação da V Conferência Geral e concede-lhe a graça de um novo florescimento missionário, para que teu Evangelho possa iluminar  a vida de todas as pessoas e de todos os povos. Tu que vives com o Pai, na unidade do Espírito Santo. Amém.

 

Lembretes

 

1.      Onde será feita nossa próxima reunião?

2.      Quando faremos a reunião?

3.      Quem fica encarregado de preparar a próxima reunião?

4.      Na próxima reunião cada um de nós pode convidar mais uma ou duas pessoas para se unirem a nós.


Terceiro Roteiro

DISCÍPULOS E MISSIONÁRIOS DE JESUS CRISTO

Documento de participação – Páginas, 33 a 56 – Números: 36 a 93)

 

Introdução

 

D1:    Sejam todos bem-vindos à nossa reunião; a Igreja no Brasil, junto com toda a Igreja da América Latina e do Caribe, prepara-se para a realização da V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano, no início de 2007. Também nós estamos reunidos com este mesmo objetivo, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

T2:    Amém! Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo!

L13: O Papa Bento XVI já escolheu o tema para a V Conferência: Discípulos e missionários de Jesus Cristo para que nele nossos povos tenham vida. “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida” (Jo 14,6). Escolheu também Aparecida como lugar para a realização da V Conferência e quer estar pessoalmente presente.

L24: Esse é o tempo para recordarmos os cinco séculos de evangelização do nosso Continente, desde que os primeiros missionários trouxeram para cá o Evangelho de Jesus.

L1:    Tempo de agradecer a Deus pela fé cristã recebida e de aprofundar nossa relação de discípulos com Jesus Cristo, Caminho, Verdade e Vida.

L2:    Tempo de olhar para os novos e grandes desafios que devemos enfrentar no trabalho evangelizador e de renovar nosso espírito missionário, olhando para tantos missionários e missionárias santos, que deram a vida por Jesus Cristo em nosso Continente.

D:     Em nossa reunião, somos também chamados a participar da preparação do grande acontecimento da V Conferência, oferecendo nossas reflexões e sugestões. Rezemos juntos:

T:      Amado Jesus, Senhor nosso, com a alegria e confiança agradecemos porque nos convidaste a conhecer-te, a viver contigo e anunciar-te. Tu que conheces profundamente nossa realidade pessoal, familiar, social e comunitária, vens ao nosso encontro e nos dizes: “eu sou o caminho, a verdade e a vida”.  Através destes encontros, concede que nos sintamos mais próximos de ti, como teus discípulos e missionários.  Dá-nos a graça de seguir pelo caminho que traçaste no Evangelho e de acolher tuas orientações, caminhando juntos até a plenitude, que se encontra em Deus Pai e na consolação do Espírito Santo. Amém.

 

Reflexão sobre o tema

 

D:     Hoje, nesta primeira parte, vamos refletir sobre: DISCÍPULOS E MISSIONÁRIOS DE JESUS CRISTO, PARA QUE NELE NOSSOS POVOS TENHAM VIDA (nº 39 a 65 do documento de participação).

L1:    A preparação para a V Conferência é uma ocasião para refletir sobre a profundidade de nosso encontro com Jesus Cristo vivo. Nossa convicção está nisso: só ele pode realizar os anseios mais profundos e mais nobres do ser humano. É ele o fundamento do discipulado e da missão; ele é a verdadeira novidade que supera todas as expectativas da humanidade; ele é o ponto de partida de toda a ação pastoral e quem nos introduz nas dimensões mais profundas da vida, para chegarmos a uma nova compreensão da pessoa humana, do mundo, da história e até mesmo de Deus.

T:      A partir desse encontro, queremos fazer um discernimento a respeito da qualidade cristã de nossa vida, das celebrações litúrgicas, do trabalho catequético, da ação social e solidária e de nossas esperanças mais profundas.

L2:    Ser e formar discípulos de Cristo (DP 44-65). Discípulo é aquele que, sendo chamado por Jesus Cristo, responde generosamente à vontade de segui-lo na comunidade de fiéis e, em comunidade, faz o discernimento de sua missão na Igreja e na sociedade. Esta eleição e este chamado de Jesus são pessoais e pedem ouvidos de discípulos (Is 50,4), atentos para escutar e prontos para obedecer: trata-se de uma resposta de amor a um chamado de amor.

L1:    O discípulo entra em comunhão de vida e de missão com Jesus Cristo, aquele que ensina com sabedoria e autoridade e, a partir desta profunda experiência de comunhão, o discípulo coloca-se em missão, à luz do modo de viver e de pensar de Jesus Cristo. “Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim” (Gl 20). A essa vida no espírito se chega mediante o Batismo, se consolida para a comunhão e missão pelo sacramento da Confirmação e se fortalece quando o discípulo participa da Eucaristia. Através da Reconciliação, o discípulo arrependido volta à comunhão e renova seu compromisso de amizade com o Senhor e as pessoas humanas.

L2:    Portanto, a formação do discípulo de Jesus Cristo deve ter como meta a identificação com ele até chegar a ter os sentimentos que correspondem a quem está unido a Jesus Cristo (Fl 2,5).

T:      Maria, Mãe de Jesus, nos ensina a sermos discípulos, segundo o coração de Deus, a saber escutar e obedecer a vontade do Pai.

 

Perguntas (anotar as respostas):

1.       O encontro com Jesus Cristo é o fundamento do discipulado e da missão. Quais são os lugares e momentos em que podemos fazer um encontro mais profundo com Jesus Cristo?

2.       Por que podemos dizer que o encontro com Jesus Cristo nos permite saber quem somos, donde viemos e para onde vamos?

3.       Por que pessoas batizadas abandonam nossas comunidades e se filiam a outros grupos religiosos ou abandonam a prática religiosa?

4.       O que nos tem ajudado ou impedido de formar-nos como verdadeiros discípulos de Jesus Cristo?

 

D:     Nesta segunda parte, vamos refletir sobre: DISCÍPULOS EM COMUNHÃO ECLESIAL (nº 66 a 93 do documento de participação).

L1:    Ao chamar seus discípulos, Jesus Cristo cria entre eles a comunhão fraterna, uma comunidade unida a ele. Os discípulos são as pedras vivas com as quais a Igreja se edifica e cresce. Esta comunhão se fortalece pela Eucaristia. Por isso, os discípulos de Jesus Cristo não vivem sem o domingo e sem a participação ativa na missa dominical. Eles sentem a necessidade de alimentar-se da Palavra e do Corpo e Sangue do Senhor.

L2:    Esta vocação e missão do discípulo à comunhão é um dom que se constrói através da diversidade e pluralidade de nações, línguas, raças e costumes. Para o discípulo de Jesus Cristo, as diferenças não dividem, mas enriquecem a unidade. É indispensável, portanto, que os discípulos de Jesus Cristo se formem e participem ativamente da vida da comunidade paroquial e diocesana, segundo sua própria identidade, com uma formação sólida e diferenciada, que possibilita uma maior profundidade do mistério de comunhão e missão da Igreja.

L1:    Ser e formar missionários de Jesus Cristo (DP 78-83). Após sua ressurreição, Jesus Cristo fez seus discípulos partícipes de sua missão: “Como o Pai me enviou, eu também os envio ... Recebam o Espírito Santo” (Jo 20, 21-22). Todos os fiéis são membros de Cristo vivo e são chamados a serem missionários e colaboradores na edificação do Corpo de Cristo, para levá-lo à plenitude.

T:      Por isso, a formação dos discípulos e sua ativa participação na vida da comunidade é indispensável. Como Cristo Jesus, também eles devem distinguir-se pelo amor misericordioso e preferencial pelos mais pobres.

L2:    Os rostos de inumana pobreza nos comovem e interpelam (DP 84-93). A experiência de comunhão do discípulo com Jesus Cristo na comunidade o prepara para sair ao encontro de quem tem sede de Deus e não conhece seu rosto, inclusive em regiões longínquas de nossa terra.

T:      O encontro com Jesus prepara o discípulo para ser pobre de espírito, capaz de abrir seu coração aos dons de Deus, sentindo-se agradecido e colocando nele toda a sua confiança. O encontro com Jesus prepara o discípulo para ser missionário.

L1:    Os discípulos de Jesus Cristo também se caracterizam pela defesa da vida humana desde a concepção até sua morte natural; pelo fortalecimento da família; a denúncia das campanhas antinatalistas e das políticas totalitárias dos governos; pela participação na atividade política solidária para buscar a justiça, a reconciliação e a paz na sociedade.

L2:    Para que seja eficaz esta ação cristã na sociedade, os discípulos de Jesus Cristo devem ter presente o mistério da Cruz na própria vida e na vida alheia. Estão dispostos a tomar a cruz e a seguir o Mestre, a exemplo de tantos irmãos e irmãs que na América Latina e no Caribe marcaram o século XX com seu próprio sangue.