DIA
MUNDIAL DE ORAÇÃO
PELA
SANTIFICAÇÃO DOS PADRES
O Dia de Santificação, celebrado
na Festa do Sagrado Coração de Jesus, prevê momentos diferentes:
A - Entre os
Padres: um Encontro de espiritualidade e confraternização, no
presbitério, com a presença do Bispo, possivelmente com esta articulação:
Reflexão sobre o tema proposto
pelo Papa na sua Encíclica “Ecclesia
de Eucharistia”.
Aprofundamento em grupos e
plenário.
Momento de oração diante do Ssmo. exposto.
Almoço de confraternização.
B - Com os fiéis (no mesmo dia do Sdo. Coração, ou por
motivos pastorais
no Domingo
seguinte):
Hora de adoração pela santificação dos padres.
Celebração Eucarística da festa do Sdo. Coração.
Observações
Os subsídios propostos visam ajudar os diferentes
momentos.
Podem ser usados totalmente ou em parte, na medida que
podem servir.
Uma personalização dos mesmos,
com todas as adaptações necessárias, é sempre útil e recomendada.
ENCONTRO DOS PRESBÍTEROS
Pe. Mário
Venturini, inspirado pelo Coração de
Jesus, lançou desde 1948, a iniciativa do Dia
de Santificação Sacerdotal. Sua proposta foi que os Padres da diocese se
reunissem, para aprofundar a própria espiritualidade e para viver uma
experiência de fraterna comunhão no presbitério, ao redor do Bispo.
João Paulo II assumiu esta iniciativa e quis
relançá-la para todos os padres do mundo, recomendando que o tema do encontro
fosse a mensagem da Quinta Feria Santa, neste ano é a Encíclica Ecclesia de
Eucharistia.
Encontro sobre a Encíclica “Ecclésia de
Eucharistia”
Dinâmica da manhã sacerdotal: 1º Apresentação da Encíclica - 2º Grupos - 3º Plenário – 4º Momento
Eucarístico – Almoço de confraternização.
1º Momento: Apresentação Da Encíclica
Este ano o Santo Padre não se
contentou de enviar uma carta aos padres na Quinta-feira Santa, enviou uma
Encíclica de seis capítulos sobre a
Eucaristia, apresentada como “a
principal e central razão de ser do sacramento do Sacerdócio...” porque o
”sacrifício eucarístico permanece o centro e a raiz de toda a vida do
presbítero”(31). Sustentado pela celebração quotidiana, o presbítero “será
capaz de vencer toda a dispersão ao longo do dia, encontrando no sacrifício
eucarístico o verdadeiro centro da sua vida e do seu ministério, a energia
espiritual necessária para enfrentar as diversas tarefas pastorais”.
Com esta encíclica o Papa deseja
“despertar um ‘enlevo‘ eucarístico...” dado que “a Igreja vive de Jesus
eucarístico, por ele é nutrida, por ele é iluminada”(6) e “propor à Igreja, com
renovado ardor, a centralidade da Eucaristia. Dela vive a Igreja, nutre-se
deste pão vivo” (7).
O lº capítulo resume o “Mistério da fé”: O Papa
diz que é “dom por excelência dado por Jesus, que doou a si mesmo”,
demonstrando “um amor levado ao extremo, um amor sem medida” (11). “Jesus deu o
seu corpo entregue por nós, e o seu sangue derramado por nós”. E “este
sacrifício volta a estar presente... em cada comunidade que o oferece pela mão
do ministro consagrado” (12). Na Eucaristia Jesus assume o sacrifício
espiritual da Igreja, e os fiéis “oferecem a Deus a vítima divina e a si mesmos
juntamente com ela” (13). “A eficácia salvífica do sacrifício realiza-se
plenamente na Comunhão... A Eucaristia é verdadeiro banquete”(16). Nele “Cristo
comunica-nos também o seu Espírito”, para que “sejamos em Cristo um só corpo e
um só espírito”(17). A Eucaristia é também “penhor da futura glória... remédio
de imortalidade, antídoto para não morrer(18),... que exprime e consolida a
comunhão com a Igreja celeste” Nela “unimo-nos à Liturgia Celeste” (19). “Isso
não enfraquece, mas estimula o nosso sentido de responsabilidade pela terra
presente” (20).
No 2º capítulo expõe como “A Eucaristia edifica a Igreja”, estando
“no centro do processo de crescimento... Cada um de nós recebe o Cristo, mas
também Cristo recebe cada um de nós... Nós vivemos por ele...A Eucaristia
apresenta-se como fonte e simultaneamente vértice da evangelização”(22). “Tem
um efeito unificador: ... Formamos um só corpo porque todos participamos do
mesmo pão”(23). O Papa lembra também que “o culto prestado à Eucaristia fora da
Missa é de um valor inestimável na vida da Igreja” e “compete aos pastores,
inclusive pelo testemunho pessoal, estimular o culto eucarístico” (25).
No 3º capítulo fala da “apostolicidade da Eucaristia e da Igreja”. “Se a
Eucaristia é centro e vértice da vida da igreja, o é igualmente do ministério
sacerdotal... É a principal e central razão de ser do sacramento do sacerdócio,
que nasceu efetivamente no momento da instituição da Eucaristia..., que
permanece o centro e a raiz de toda a vida do presbítero..., como também da sua
centralidade na pastoral em prol das vocações sacerdotais” (31). O Papa lamenta
que haja tantas comunidades sem sacerdote e exorta à oração pelas vocações
(32).
No 4º capítulo fala da “Eucaristia e da comunhão eclesial”: “A
Eucaristia se apresenta como o sacramento culminante para levar à perfeição a
comunhão com Deus Pai através da identificação com o seu Filho Unigênito por
obra do Espírito Santo... Por isso mesmo é conveniente cultivar continuamente
na alma o desejo do Sacramento da Eucaristia. Daqui nasceu a prática da
“Comunhão espiritual”(34). Nos relacionamentos ecumênicos, o Papa lembra que “a
celebração da Eucaristia não pode ser ponto de partida da comunhão... Uma
exigência intrínseca da Eucaristia é que seja celebrada na comunhão e,
concretamente, na integridade dos seus vínculos”(35). Do mesmo modo, “para uma
digna recepção da Eucaristia, se deve fazer antes a confissão dos pecados,
quando alguém está consciente de pecado mortal”(37). “Deriva dela uma continua
exigência de conversão” (37). Observa que “A Eucaristia cria comunhão e educa
para a comunhão com toda a Igreja” (40). Recomenda a Missa dominical, porque “é
o lugar privilegiado, onde a comunhão é anunciada e fomentada”.
No capítulo 5º fala do “Decoro da celebração eucarística” para que
seja celebrada “num ambiente digno de tão grande mistério”. Lembra a cura do
decoro nos templos, nas alfaias, nas celebrações e a necessidade de observar as
normas litúrgicas.
No capítulo 6º, “Na escola de Maria, mulher eucarística” lembra
Maria com S. João na primeira Igreja, a “analogia entre o fiat de Maria e o amem
que cada fiel pronuncia quando recebe o Corpo do Senhor”, concluindo:
“Recebemos o dom da Eucaristia, para que a nossa vida, à semelhança da de
Maria, seja toda ela um magnificat”. O Papa conclui: “Cada esforço de
santidade, cada iniciativa para realizar a missão da Igreja, cada aplicação dos
planos pastorais deve extrair a força de que necessita do mistério eucarístico
e orientar-se para ele como o seu ponto culminante.”
2º Momento: estudo em grupos
Textos de reflexão
Iº Grupo - Culto Eucarístico: nº 25: “O
culto prestado à Eucaristia fora da missa é de um valor inestimável na vida da
Igreja e está ligado intimamente com a celebração do sacrifício eucarístico...
Compete aos pastores, inclusive pelo testemunho pessoal, estimular o culto
eucarístico, de modo particular a exposições do Santíssimo Sacramento e também
as visitas de adoração a Cristo presente sob as espécies eucarísticas.”
“É bom demorar-se com ele,
inclinando sobre o seu peito como o discípulo predileto (Jo 13,25), deixar-se
tocar pelo amor infinito do seu coração... Desta prática,... deram-nos o
exemplo numerosos Santos. De modo particular, distinguiu-se nisto santo Afonso
Maria de Ligório, que escrevia: ‘A devoção de adorar Jesus sacramentado é,
depois dos sacramentos, a primeira de todas as devoções a mais agradável a Deus
e a mais útil para nós’” (n 25). A nota 49 diz: ”Durante o dia, os fiéis não deixem de visitar o Santíssimo Sacramento,
que se deve conservar nas igrejas, no lugar mais digno e com as honras devidas
segundo as leis litúrgicas; cada visita é prova de gratidão, sinal de amor e
dever de adoração a Cristo ali presente” (Paulo VI, enc “.Mysterium fidei”).
Questionamentos:
1ºEstamos de acordo? - 2º Como a vivemos pessoalmente? – 3º Como está no nosso
povo? – 4º O que se poderia fazer?
IIº Grupo - Celebração Diária e Pastoral
Vocacional - “Se a Eucaristia é centro e vértice da vida da Igreja,
o é igualmente do ministério sacerdotal... é a principal e central razão de ser
do sacramento do Sacerdócio, que nasceu efetivamente no momento da Instituição
da Eucaristia e juntamente com ela.”
Muitas são as atividades
pastorais do presbítero... Grava sobre ele o perigo da dispersão pelo grande
número e diversidade de tarefas. O concílio Vat. II individuou como vínculo,
que dá unidade à sua vida e às suas atividades, a caridade pastoral. Esta,
acentua o Concílio, ‘flui sobretudo do sacrifício eucarístico, que permanece o
centro e a raiz de toda a vida do presbítero’. Compreende-se, assim, quão
importante seja para a sua vida espiritual, e depois para o bem da Igreja e do
mundo, que o sacerdote ponha em prática a recomendação conciliar de celebrar
diariamente a Eucaristia, ‘porque, mesmo que não possa ter presença dos fiéis,
é ato de Cristo e da Igreja’. Deste modo, ele será capaz de vencer toda a
dispersão ao longo do dia, encontrando no sacrifício eucarístico, verdadeiro
centro da sua vida e do seu ministério, a energia espiritual necessária para
enfrentar as diversas tarefas pastorais. Assim, os seus dias tornar-se-ão
verdadeiramente eucarísticos.”
Da centralidade da Eucaristia na
vida e no ministério dos sacerdotes deriva também a sua centralidade na
pastoral em prol das vocações sacerdotais. Primeiro porque a oração pelas
vocações encontra nela o lugar de maior união com a oração de Cristo, Sumo e
Eterno Sacerdote; e, depois, porque a solícita atenção dos sacerdotes pelo
ministério eucarístico, juntamente com a promoção da participação consciente,
ativa e frutuosa dos fiéis na Eucaristia, constituem exemplo eficaz e estímulo
para uma resposta generosa dos jovens ao apelo de Deus.” (n 31).
Questionamentos: 1ª
Estamos de acordo? - 2ª Qual é o foco central das nossas preocupações
pastorais? – 3º Em quais dias não celebramos e quais as causas? – 3º Como
estamos promovendo a Pastoral Vocacional?
IIIº Grupo - O Decoro da Celebração – “Tal
como a mulher da unção de Betânia, a Igreja não temeu ‘desperdiçar’, investindo
o melhor dos seus recursos para exprimir o seu enlevo e adoração diante do dom
incomensurável da Eucaristia. À semelhança dos primeiros discípulos
encarregados de preparar ‘a grande sala’, ela sentiu-se impelida... a celebrar
a Eucaristia num ambiente digno de tão grande mistério... desenvolvendo a
liturgia cristã... Se a idéia de banquete inspira familiaridade, a Igreja nunca
cedeu à tentação de banalizar esta intimidade com seu Esposo, recordando-se que
ele é também o seu Senhor e que, embora banquete, permanece sempre um banquete
sacrifical... banquete sagrado”(48).
“A fé da Igreja no mistério
eucarístico”... se expressou, ao longo da história... “também mediante uma
série de expressões exteriores, tendentes a evocar e sublinhar a grandeza do
acontecimento celebrado”, chegando “a delinear um estatuto especial de
regulamentação da liturgia eucarística... desenvolveu-se um rico patrimônio de
arte... O mesmo se pode dizer da música sacra”. (n 49)... É preciso prestar
atenção às normas que regulamentam a construção dos edifícios sacros... da arte
sacra e da disciplina litúrgica” (n 50,51).
“Compreende-se a grande
responsabilidade que têm sobretudo os sacerdotes na celebração eucarística, à
qual preside in persona Christi, assegurando
um testemunho e um serviço não só à comunidade que participa diretamente, mas
também à Igreja universal... Infelizmente...não faltaram abusos, que foram
motivo de sofrimento para muitos... Sinto o dever de fazer um apelo para que as
normas litúrgicas sejam observadas, com grande fidelidade na celebração
eucarística... A ninguém é permitido aviltar este mistério que está confiado às
nossas mãos. É demasiado grande para que alguém possa permitir-se de trata-lo a
seu livre arbítrio” (n 52).
Questionamentos: -1º
Estamos de acordo? – 2º Como cuidamos do decoro, respeito, observância das
normas? – 3º Como educamos o povo: (equipe administrativa, litúrgica, cantores,
crianças)? – 4º Quais os problemas maiores?
3º Momento: Plenário
É
o momento de colocar em comum as reflexões feitas nos grupos e os
questionamentos que saíram.
4º Momento: Adoração
Esquema
1º Exposição com um canto
apropriado.
2º Momento de silêncio para um
diálogo pessoal com Cristo Eucaristia.
3º Proclamação da Palavra de
Deus: 1Cor 11,13-29. (Segue um
momento de silêncio)
3º Como reflexão pode ser lida,
por um leitor, o n. 25 da Encíclica.
4º Orações espontâneas.
Pai-Nosso e, em seguida, a Oração Sacerdotal
Oração sacerdotal de Jesus.
Animador: “Vamos
fazer nossas algumas expressões da oração feita por Jesus no fim da última ceia
e relatada por S. João no cap. 17. Repetimos os pedidos de Jesus pelos seus
discípulos, na certeza de que Ele os repete conosco junto do Pai. Rezemos em
dois coros.”
A – Pai, chegou a hora./ Glorifica teu filho, para que teu
filho te glorifique./ A fim de que dê a vida eterna a todos os que lhe deste.
B – Eu te glorifiquei na terra / realizando a obra que me
deste para fazer.
A - Pai, manifestei
o teu nome aos homens/ que, do mundo, me deste / e eles guardaram a tua
palavra.
B - Pai Santo, guarda-os em teu nome,/ para que eles sejam
um, como nós somos um / e tenham em si a minha alegria em plenitude./ Eu não
rogo que os tires do mundo,/ mas que os guarde do maligno.
A - Consagra-os pela verdade: a tua palavra é a verdade./
Assim como tu me enviaste ao mundo,/ eu também os enviei ao mundo./ Eu me
consagro por eles,/ a fim de que também eles sejam consagrados na verdade.
B - Eu não rogo somente por eles,/ mas também por aqueles/
que vão crer em mim pela palavra deles./ Que todos sejam um,/como tu, Pai,
estás em mim, e eu em ti./ Que eles estejam em nós,/ a fim de que o mundo creia
que tu me enviaste.
A - Eu neles e tu em mim,/ para que sejam perfeitamente
unidos/ e o mundo conheça que os amaste/ antes da criação do universo.
B - Pai, quero que estejam comigo aqueles que me deste,/
para que contemplem a minha glória./ Eu lhes fiz conhecer o teu nome,/ e o
farei conhecer ainda,/ para que o amor com que me amaste/ esteja neles e eu
mesmo esteja neles.
Todos - Amém.
Canto e bênção do Ssmo.
Após a bênção poder-se-ia rezar a oração de Pe. Venturini a Maria, Mãe do Sacerdote
Reunidos diante
de vós,
ó Imaculada
Virgem Maria,
com alegria vos
proclamamos
“Mãe do
Sacerdote”,
e invocamos
vosso auxílio.
Vós sois a Mãe
de Cristo,
único e eterno
Sacerdote,
fonte e
plenitude do sacerdócio
para todo o
povo de Deus.
A vossa divina
maternidade
chamou-vos
perto da Cruz
para unir-vos,
de forma singular,
à oferta
imaculada
que Cristo
vosso Filho fez ao Pai.
Naquela hora
suprema
Jesus vos
confiou no discípulo João
em particular
os ministros sagrados.
Por isso,
invocando-vos como Mãe do Sacerdote,
Vos pedimos
acolher no vosso coração
os ministros da
Igreja
e dar toda
proteção.
Mostrai-vos Mãe
de todos os padres:
confirmai os
fervorosos no amor,
consolai os
atribulados,
e dai novo
fervor aos cansados.
Curai os que
têm o coração ferido,
para que todos
permaneçam
no Coração
Sacerdotal de Jesus
ou voltem para
ele.
Acompanhai os
que deixam o ministério,
para que
continuem a crer no seu amor.
No árduo caminho
da formação
guiai os
jovens, que Jesus está chamando
para torná-los
seus discípulos
e enviá-los a
anunciar o Reino.
Ajudai-os a
crescer no amor do vosso Filho
e na dedicação
generosa a seus irmãos.
Intercedei,
enfim, ó Mãe de misericórdia
para que todos
os Padres,
sustentados até
o fim pela vossa ajuda,
cantem
eternamente convosco
o hino de
louvor na liturgia do Céu. Amém!
HORA SANTA PELA SANTIFICAÇÃO DOS
PADRES
E PELAS
VOCAÇÕES
Introdução
Animador: Unidos em oração, oferecemos esta Hora Santa pelos
sacerdotes do mundo inteiro. São eles encarregados de nos alimentar
espiritualmente com a pregação do Evangelho e com os Sacramentos, e de nos
guiar na caminhada rumo à vida eterna. À luz da Encíclica do Papa sobre a
Eucaristia, vamos pedir santidade para todos os padres, ministros e
vocacionados da nossa comunidade e do mundo inteiro. Neste Ano Vocacional
queremos pedir a graça de uma santidade sempre maior para os nossos padres. Que
eles possam avançar nas águas mais profundas do amor a Cristo e de dedicação
aos irmãos.
Vamos fazer a exposição,
colocando Cristo Eucaristia no meio de nossa assembléia em oração.
Um canto de exposição
apropriado.
Animador: O Papa nos exorta a estar com Jesus Eucarístico:
“inclinados sobre o seu peito como o discípulo predileto, deixar-nos tocar pelo
amor infinito do seu coração” (25).
Permaneçamos alguns momentos em
silêncio, adorando, agradecendo e pedindo o que desejamos para nós e para os
padres.
(alguns minutos de silêncio)
1º Momento: Batismo, fonte de todas as
vocações
Animador: Diante de Jesus agradecemos a vida cristã que
recebemos e a vocação que nos deu. Pensando na vocação de nossos padres,
tomamos consciência da vocação que todos juntos temos para a santidade e o
serviço da Igreja. É o Batismo que torna o povo de Deus um povo sacerdotal,
profético e real.
Vamos ouvir a Palavra de Deus. É
São Paulo que nos fala do nosso Batismo, fonte de uma nova vida.
Leitor: Rm 6,4-11.
Animador: Deixemos que a Palavra de Deus ressoe nos nossos
corações.
(momento de silêncio)
Animador: Refletiremos agora um pouco sobre o nosso Batismo,
ajudados pelo documento base do Ano Vocacional (DB, 84-86).
Leitor 1: Pelo Batismo somos incorporados e configurados a
Jesus Cristo. Pela água da fonte batismal as pessoas são enxertadas em Cristo,
inseridas no seu Corpo para, na diversidade de carismas, servirem à comunidade
e à humanidade.
Leitor 2: O Batismo significa e realiza uma incorporação,
mística, mas real, no corpo crucificado e glorioso de Jesus. Portanto, o Batismo
é a fonte da comum dignidade dos cristãos e da legitimidade da diversidade das
vocações e dos ministérios.
Leitor 1: O cristão, pelo Batismo, é vocacionado, chamado
pelo Pai a ser ouvinte da Palavra. Ungido pelo Espírito para a missão é
inserido na Igreja.
Leitor 2: O mesmo Espírito que ungiu Jesus nos unge e nos
consagra para vivermos uma vida nova. A missão de Jesus dá sentido, acompanha e
impulsiona o envio missionário do cristão ao mundo.
Animador: De pé, em dois coros, rezemos a oração do Ano Vocacional.
Lado A - Ó Trindade Amada, Pai, Filho e Espírito Santo: Vós
chamais os homens e as mulheres para serem santos e santas, no amor.
Lado B - Fazei brotar em nossas comunidades aquela variedade de
vocações, de serviços e de ministérios, segundo a riqueza da graça recebida no
Batismo.
A - Que a vossas Igreja, povo de Deus, Assembléia dos
chamados, seja fiel a sua vocação.
B - Animai os jovens vocacionados e vocacionadas.
A - Dai aos cristãos leigos e leigas coragem, audácia e
firmeza para que, no cotidiano da vida, construam a justiça, a solidariedade e
a paz.
B - Às irmãs e aos irmãos de vida consagrada dai coerência
e transparência para serem, nesta terra, sinal do amor e da ternura da
Trindade.
A - Olhai para os nossos diáconos: sejam eles imagens vivas
do Cristo Servo.
B - Que os nossos padres e bispos, segundo o exemplo de
Cristo Bom Pastor, cuidem com carinho e amor de todas as pessoas a eles
confiadas.
A - Fazei enfim, que todos os batizados, sob o olhar
carinhoso da Mãe Aparecida, a vocacionada do Pai, com renovado ardor
missionário avancem, sem medo, pelos caminhos da vida e da esperança, na busca
do Reino definitivo.
T. Amém.
Canto: Te amarei (ou outro apropriado).
2º Momento: A Eucaristia dom do Coração de
Jesus
Animador: O Batismo nos torna Igreja e a Igreja, como diz o
Papa, vive da Eucaristia. Diante deste grande dom, adoremos e agradeçamos,
deixando que Jesus nos fale como em Cafarnaum aos seus discípulos.
Leitor: Jo 6, 51-56 (momento de silêncio)
Animador: Ajudados pela Encíclica do Papa meditemos o grande
amor de Jesus por nós.
Leitor 1: “Jesus, na noite em que foi entregue, instituiu o
sacrifício eucarístico do seu corpo e sangue... Quando a Igreja celebra a
Eucaristia, memorial da morte e ressurreição do seu Senhor, este acontecimento
central de salvação torna-se realmente presente e realiza-se também a obra de
nossa redenção... Assim cada fiel pode tomar parte nela, alimentando-se dos
seus frutos inexauríveis...”(n.11).
Todos: Nós acreditamos,
Senhor, neste grande dom de amor.
Leitor 2: “A Missa torna presente o sacrifício da cruz... de
modo que o único e definitivo sacrifício redentor de Cristo se atualiza
incessantemente no tempo (n 12)... Ao entregar à Igreja o seu sacrifício,
Cristo quis também assumir o sacrifício espiritual da Igreja, chamada, por sua
vez, a oferecer-se a si própria juntamente com o sacrifício de Cristo...” (n
13).
Todos: Nós acreditamos,
Senhor, neste grande dom de amor.
Leitor 3: “A eficácia salvífica do sacrifício realiza-se
plenamente na Comunhão... A Eucaristia é verdadeiro banquete, onde Cristo se
oferece como alimento (n14)... É “o seu corpo no estado glorioso de
ressuscitado. Pela Eucaristia assimila-se, por assim dizer, o segredo da
ressurreição... assimila e consolida a comunhão com a Igreja celeste... ”
(n.16-19).
Todos: Nós acreditamos,
Senhor, neste grande dom de amor.
Animador: Com as palavras de uma oração tradicional da
Igreja, rezemos a Jesus Eucaristia alternando em 2 coros:
A – Alma de Cristo, santificai-me!
B – Corpo de Cristo, salvai-me!
A – Sangue de Cristo, inebriai-me!
B – Água do lado de Cristo, lavai-me!
A – Paixão do Senhor, confortai-me!
B – Ó bom Jesus, ouvi-me!
A – Nas vossas chagas, escondei-me!
B – Não permitais que eu me separe de vós!
A – Do inimigo maligno, defendei-me!
B – Na hora da morte, chamai-me!
A – E mandai-me ir para Vós,
B – para que vos louve com os vossos santos,
A- Pelos séculos dos séculos. Amém.
Canto: Eu quis comer esta Ceia (ou outro semelhante).
3º Momento: O padre, ministro da Eucaristia
Animador: Para que a comunidade tenha a Eucaristia e possa
viver dela é necessário a presença e o ministério do padre. Neste terceiro
momento da nossa Adoração queremos refletir sobre a missão do padre e rezar
para a sua santidade. O Papa escreve na encíclica: “A assembléia que se reúne
para a celebração da Eucaristia necessita absolutamente de um sacerdote
ordenado que a ela presida, para poder ser verdadeiramente uma assembléia
eucarística. Por outro lado, a comunidade não é capaz de dotar-se por si só do
ministro ordenado. Este é um dom que ela recebe através da sucessão episcopal
que remonta aos Apóstolos” (n. 29). É o projeto de Jesus. Escutemos o que ele
fala aos seus apóstolos.
Leitor: Jo 15, 12-20 (momento de silêncio).
Animador: Reflitamos junto com o Papa.
Leitor 1: Se a Eucaristia é centro e vértice da vida da
Igreja, o é igualmente do ministério sacerdotal. Por isso, com espírito repleto
de gratidão a Jesus Cristo nosso Senhor, volto a afirmar que a Eucaristia é a
principal e central razão de ser do sacramento do Sacerdócio, que nasceu
efetivamente no momento da instituição da Eucaristia e juntamente com ela. (n.
31).
Todos: Santificai, Senhor, os nossos padres!
Leitor 2: É importante para a vida espiritual do padre, e
depois para o bem da Igreja e do mundo, que o sacerdote ponha em prática a
recomendação conciliar de celebrar diariamente a Eucaristia, porque, mesmo que
não possa ter a presença dos fiéis, é ato de Cristo e da Igreja. (n. 31).
Todos: Santificai, Senhor, os nossos padres!
Leitor 3: O padre será capaz de vencer toda a dispersão ao
longo do dia, encontrando no sacrifício eucarístico, verdadeiro centro da sua
vida e do seu ministério, a energia espiritual necessária para enfrentar as
diversas tarefas pastorais.
Todos: Santificai Senhor os nossos padres!
Leitor 4: Da centralidade da Eucaristia, na vida e no
ministério dos sacerdotes, deriva também a sua centralidade na pastoral em prol
das vocações sacerdotais. Com freqüência, Jesus serve-se do exemplo de zelosa
caridade pastoral dum sacerdote, para semear e fazer crescer no coração do
jovem o germe da vocação ao sacerdócio.
Todos: Santificai, Senhor, os nossos padres!
Animador: Somente na docilidade ao Espírito e a sua graça
santificante, o padre viverá todas as exigências do sacerdócio de Cristo,
tornando-se, assim, seu verdadeiro ministro. Cristo não quer “usar” o padre
apenas como instrumento. Antes de tudo, quer que este instrumento, que é fonte
de graça para os fiéis, seja o primeiro a se beneficiar dela. Ele não quis chamar os seus apóstolos de
servos, mas sim amigos.
Rezemos, irmãos e irmãs, pela
santificação de todos os padres, para que eles saibam cultivar uma verdadeira
amizade com Cristo, na intimidade da oração e na contemplação do seu Coração
Sacerdotal na Eucaristia.
Jesus, na Última Ceia, rezou
pelos apóstolos e por todos os padres. Neste momento, queremos fazer reviver a
sua oração através dos nossos lábios e do nosso coração (cf. Jo 17):
A – Pai, chegou a hora./ Glorifica teu filho, para que teu
filho te glorifique./ A fim de que dê a vida eterna a todos os que lhe deste.
B – Eu te glorifiquei na terra / realizando a obra que me
deste para fazer.
A - Pai, manifestei
o teu nome aos homens/ que, do mundo, me deste / e eles guardaram a tua
palavra.
B - Pai Santo, guarda-os em teu nome,/ para que eles sejam
um, como nós somos um / e tenham em si a minha alegria em plenitude./ Eu não
rogo que os tires do mundo,/ mas que os guarde do maligno.
A - Consagra-os pela verdade: a tua palavra é a verdade./
Assim como tu me enviaste ao mundo,/ eu também os enviei ao mundo./ Eu me
consagro por eles,/ a fim de que também eles sejam consagrados na verdade.
B - Eu não rogo somente por eles,/ mas também por aqueles/
que vão crer em mim pela palavra deles./ Que todos sejam um,/como tu, Pai,
estás em mim, e eu em ti./ Que eles estejam em nós,/ a fim de que o mundo creia
que tu me enviaste.
A - Eu neles e tu em mim,/ para que sejam perfeitamente
unidos/ e o mundo conheça que os amaste/ antes da criação do universo.
B - Pai, quero que estejam comigo aqueles que me deste,/
para que contemplem a minha glória./ Eu lhes fiz conhecer o teu nome,/ e o
farei conhecer ainda,/ para que o amor com que me amaste/ esteja neles e eu
mesmo esteja neles.
Todos - Amém.
Animador: Agora podemos apresentar espontaneamente, a Jesus
vivo e presente diante de nós, as nossas orações. (orações espontâneas).
Animador: Rezemos juntos a oração que Jesus nos ensinou: Pai-Nosso...
Benção do ssmo. Sacramento
Tão sublime sacramento
Oração
Bênção
Aclamações: Bendito seja Deus...
Canto mariano final: Quero dizer meu sim (ou outro canto mariano)
CELEBRAÇÃO EUCARÍSTICA
DA FESTA
DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS
Comentarista: Caríssimos irmãos e irmãs:
Na solenidade de hoje queremos
destacar os três aspectos mais importantes da nossa celebração: o Sagrado
Coração de Jesus, a Eucaristia e o Batismo, que neste Ano Vocacional
descobrimos sempre mais como fonte de todas as vocações.
Do Coração de Cristo brota seu
imenso e inesgotável amor, que o levou a dar a vida na cruz em resgate por
todos aqueles que o Pai lhe tinha confiado.
Imolado por amor, tornou-se
nosso alimento na Eucaristia. Deu aos seus apóstolos o mandato de celebrar em
sua memória o sacrifício da nova e eterna aliança. Nós vivemos da Eucaristia.
Mas, para que este sacramento continue a nos alimentar, é necessário que
os sacerdotes, homens escolhidos por
uma vocação específica, realizem sobre o altar o sacrifício eucarístico.
Lembrando
o tema deste Ano Vocacional,“Batismo,
fonte de todas as vocações”, pedimos ao Senhor que os nossos padres vivam
com maior intensidade a vocação cristã, recebida no Batismo, para serem cada
vez mais santos e fervorosos no seu ministério sacerdotal. Assim, poderão, a
partir do próprio testemunho, ajudar melhor os fiéis a eles confiados, a
viverem a própria vocação batismal.
Por estas intenções vamos celebrar esta
Santa Missa.
Ato Penitencial
Cel.: Cristo, Sumo e Eterno Sacerdote,
deu sua vida para nos purificar de
nossos pecados. Ele é a água viva, na qual devemos mergulhar para alcançar a
plena conversão à qual Deus nos apela. Peçamos o perdão de Deus, pelas muitas
vezes que não correspondemos a este apelo de Deus e nos acomodamos na vida de
pecado.
Com.: Senhor, que ao ser batizado no
Jordão, assumistes incondicionalmente a missão confiada pelo Pai, perdoai-nos
por não assumirmos com entusiasmo e decisão nossa vocação de batizados, e tende
piedade de nós!
Todos: Senhor,
purificai-nos pela vossa água viva!
Com.: Cristo, que deixastes correr do
vosso Coração transpassado água e sangue, para purificar e para alimentar a
vida da Igreja, perdoai-nos quando ignoramos a vida da comunidade eclesial ou
dela nos afastamos, e tende piedade de nós!
Todos: Cristo,
purificai-nos pela vossa água viva!
Com.: Senhor, que pela ordenação destes
aos padres a missão de vos representar no meio de nós, perdoai-nos por não ter
rezado por eles, não tê-los ajudado em suas necessidades ou ter tornado até
mais difícil o serviço deles, e tende piedade de nós!
Todos: Senhor,
purificai-nos pela vossa água viva!
Cel.: Deus todo poderoso e cheio de
amor, tende piedade de nós, perdoai os nossos pecados e tornai-nos dignos da
mesa do vosso reino celeste. Amém!
1ª Leitura - Os 11, 1.3-4. 8c-9
Com.:Deus é amor e por amor nos chamou à vida e nos quis para si. Cabe a cada um de nós deixar-se atrair por Deus numa resposta pessoal. Cristo manifestou