DIA MUNDIAL DE ORAÇÃO

PELA SANTIFICAÇÃO DOS PADRES

 

 

O Dia de Santificação, celebrado na Festa do Sagrado Coração de Jesus, prevê momentos diferentes:

 

A - Entre os Padres: um Encontro de espiritualidade e confraternização, no presbitério, com a presença do Bispo, possivelmente com esta articulação:

Reflexão sobre o tema proposto pelo Papa na sua Encíclica “Ecclesia

   de Eucharistia”.

Aprofundamento em grupos e plenário.

Momento de oração diante do Ssmo. exposto.

Almoço de confraternização.

 

B - Com os fiéis (no mesmo dia do Sdo. Coração, ou por motivos pastorais

                  no Domingo seguinte):

Hora de adoração pela santificação dos padres.

Celebração Eucarística da festa do Sdo. Coração.

 

Observações

 

Os subsídios propostos visam ajudar os diferentes momentos.

Podem ser usados totalmente ou em parte, na medida que podem servir.

Uma personalização dos mesmos, com todas as adaptações necessárias, é sempre útil e recomendada.

 

 

 

ENCONTRO DOS PRESBÍTEROS

 

          Pe. Mário Venturini,  inspirado pelo Coração de Jesus, lançou desde 1948, a iniciativa do Dia de Santificação Sacerdotal. Sua proposta foi que os Padres da diocese se reunissem, para aprofundar a própria espiritualidade e para viver uma experiência de fraterna comunhão no presbitério, ao redor do Bispo.

           João Paulo II assumiu esta iniciativa e quis relançá-la para todos os padres do mundo, recomendando que o tema do encontro fosse a mensagem da Quinta Feria Santa, neste ano é a Encíclica Ecclesia de Eucharistia.

 

 

Encontro sobre a Encíclica “Ecclésia de Eucharistia”

 

Dinâmica da manhã sacerdotal: 1º Apresentação da Encíclica - 2º Grupos - 3º Plenário – 4º Momento Eucarístico – Almoço de confraternização.

 

1º Momento: Apresentação Da Encíclica

 

Este ano o Santo Padre não se contentou de enviar uma carta aos padres na Quinta-feira Santa, enviou uma Encíclica de seis capítulos sobre a Eucaristia,  apresentada como “a principal e central razão de ser do sacramento do Sacerdócio...” porque o ”sacrifício eucarístico permanece o centro e a raiz de toda a vida do presbítero”(31). Sustentado pela celebração quotidiana, o presbítero “será capaz de vencer toda a dispersão ao longo do dia, encontrando no sacrifício eucarístico o verdadeiro centro da sua vida e do seu ministério, a energia espiritual necessária para enfrentar as diversas tarefas pastorais”.

Com esta encíclica o Papa deseja “despertar um ‘enlevo‘ eucarístico...” dado que “a Igreja vive de Jesus eucarístico, por ele é nutrida, por ele é iluminada”(6) e “propor à Igreja, com renovado ardor, a centralidade da Eucaristia. Dela vive a Igreja, nutre-se deste pão vivo” (7).

O lº capítulo resume o “Mistério da fé”: O Papa diz que é “dom por excelência dado por Jesus, que doou a si mesmo”, demonstrando “um amor levado ao extremo, um amor sem medida” (11). “Jesus deu o seu corpo entregue por nós, e o seu sangue derramado por nós”. E “este sacrifício volta a estar presente... em cada comunidade que o oferece pela mão do ministro consagrado” (12). Na Eucaristia Jesus assume o sacrifício espiritual da Igreja, e os fiéis “oferecem a Deus a vítima divina e a si mesmos juntamente com ela” (13). “A eficácia salvífica do sacrifício realiza-se plenamente na Comunhão... A Eucaristia é verdadeiro banquete”(16). Nele “Cristo comunica-nos também o seu Espírito”, para que “sejamos em Cristo um só corpo e um só espírito”(17). A Eucaristia é também “penhor da futura glória... remédio de imortalidade, antídoto para não morrer(18),... que exprime e consolida a comunhão com a Igreja celeste” Nela “unimo-nos à Liturgia Celeste” (19). “Isso não enfraquece, mas estimula o nosso sentido de responsabilidade pela terra presente” (20).

No 2º capítulo expõe como “A Eucaristia edifica a Igreja”, estando “no centro do processo de crescimento... Cada um de nós recebe o Cristo, mas também Cristo recebe cada um de nós... Nós vivemos por ele...A Eucaristia apresenta-se como fonte e simultaneamente vértice da evangelização”(22). “Tem um efeito unificador: ... Formamos um só corpo porque todos participamos do mesmo pão”(23). O Papa lembra também que “o culto prestado à Eucaristia fora da Missa é de um valor inestimável na vida da Igreja” e “compete aos pastores, inclusive pelo testemunho pessoal, estimular o culto eucarístico” (25).

No 3º capítulo fala da “apostolicidade da Eucaristia e da Igreja”. “Se a Eucaristia é centro e vértice da vida da igreja, o é igualmente do ministério sacerdotal... É a principal e central razão de ser do sacramento do sacerdócio, que nasceu efetivamente no momento da instituição da Eucaristia..., que permanece o centro e a raiz de toda a vida do presbítero..., como também da sua centralidade na pastoral em prol das vocações sacerdotais” (31). O Papa lamenta que haja tantas comunidades sem sacerdote e exorta à oração pelas vocações (32).

No 4º capítulo fala da “Eucaristia e da comunhão eclesial”: “A Eucaristia se apresenta como o sacramento culminante para levar à perfeição a comunhão com Deus Pai através da identificação com o seu Filho Unigênito por obra do Espírito Santo... Por isso mesmo é conveniente cultivar continuamente na alma o desejo do Sacramento da Eucaristia. Daqui nasceu a prática da “Comunhão espiritual”(34). Nos relacionamentos ecumênicos, o Papa lembra que “a celebração da Eucaristia não pode ser ponto de partida da comunhão... Uma exigência intrínseca da Eucaristia é que seja celebrada na comunhão e, concretamente, na integridade dos seus vínculos”(35). Do mesmo modo, “para uma digna recepção da Eucaristia, se deve fazer antes a confissão dos pecados, quando alguém está consciente de pecado mortal”(37). “Deriva dela uma continua exigência de conversão” (37). Observa que “A Eucaristia cria comunhão e educa para a comunhão com toda a Igreja” (40). Recomenda a Missa dominical, porque “é o lugar privilegiado, onde a comunhão é anunciada e fomentada”.

No capítulo 5º fala do “Decoro da celebração eucarística” para que seja celebrada “num ambiente digno de tão grande mistério”. Lembra a cura do decoro nos templos, nas alfaias, nas celebrações e a necessidade de observar as normas litúrgicas.

No capítulo 6º, “Na escola de Maria, mulher eucarística” lembra Maria com S. João na primeira Igreja, a “analogia entre o fiat de Maria e o amem que cada fiel pronuncia quando recebe o Corpo do Senhor”, concluindo: “Recebemos o dom da Eucaristia, para que a nossa vida, à semelhança da de Maria, seja toda ela um magnificat”. O Papa conclui: “Cada esforço de santidade, cada iniciativa para realizar a missão da Igreja, cada aplicação dos planos pastorais deve extrair a força de que necessita do mistério eucarístico e orientar-se para ele como o seu ponto culminante.”

 

2º Momento: estudo em grupos

 

Textos de reflexão

 

Iº Grupo - Culto Eucarístico: nº 25: “O culto prestado à Eucaristia fora da missa é de um valor inestimável na vida da Igreja e está ligado intimamente com a celebração do sacrifício eucarístico... Compete aos pastores, inclusive pelo testemunho pessoal, estimular o culto eucarístico, de modo particular a exposições do Santíssimo Sacramento e também as visitas de adoração a Cristo presente sob as espécies eucarísticas.”

“É bom demorar-se com ele, inclinando sobre o seu peito como o discípulo predileto (Jo 13,25), deixar-se tocar pelo amor infinito do seu coração... Desta prática,... deram-nos o exemplo numerosos Santos. De modo particular, distinguiu-se nisto santo Afonso Maria de Ligório, que escrevia: ‘A devoção de adorar Jesus sacramentado é, depois dos sacramentos, a primeira de todas as devoções a mais agradável a Deus e a mais útil para nós’” (n 25). A nota 49 diz: ”Durante o dia, os fiéis não deixem de visitar o Santíssimo Sacramento, que se deve conservar nas igrejas, no lugar mais digno e com as honras devidas segundo as leis litúrgicas; cada visita é prova de gratidão, sinal de amor e dever de adoração a Cristo ali presente” (Paulo VI, enc “.Mysterium fidei”).

 

Questionamentos: 1ºEstamos de acordo? - 2º Como a vivemos pessoalmente? – 3º Como está no nosso povo? – 4º O que se poderia fazer?

 

IIº Grupo - Celebração Diária e Pastoral Vocacional - “Se a Eucaristia é centro e vértice da vida da Igreja, o é igualmente do ministério sacerdotal... é a principal e central razão de ser do sacramento do Sacerdócio, que nasceu efetivamente no momento da Instituição da Eucaristia e juntamente com ela.”

Muitas são as atividades pastorais do presbítero... Grava sobre ele o perigo da dispersão pelo grande número e diversidade de tarefas. O concílio Vat. II individuou como vínculo, que dá unidade à sua vida e às suas atividades, a caridade pastoral. Esta, acentua o Concílio, ‘flui sobretudo do sacrifício eucarístico, que permanece o centro e a raiz de toda a vida do presbítero’. Compreende-se, assim, quão importante seja para a sua vida espiritual, e depois para o bem da Igreja e do mundo, que o sacerdote ponha em prática a recomendação conciliar de celebrar diariamente a Eucaristia, ‘porque, mesmo que não possa ter presença dos fiéis, é ato de Cristo e da Igreja’. Deste modo, ele será capaz de vencer toda a dispersão ao longo do dia, encontrando no sacrifício eucarístico, verdadeiro centro da sua vida e do seu ministério, a energia espiritual necessária para enfrentar as diversas tarefas pastorais. Assim, os seus dias tornar-se-ão verdadeiramente eucarísticos.”

Da centralidade da Eucaristia na vida e no ministério dos sacerdotes deriva também a sua centralidade na pastoral em prol das vocações sacerdotais. Primeiro porque a oração pelas vocações encontra nela o lugar de maior união com a oração de Cristo, Sumo e Eterno Sacerdote; e, depois, porque a solícita atenção dos sacerdotes pelo ministério eucarístico, juntamente com a promoção da participação consciente, ativa e frutuosa dos fiéis na Eucaristia, constituem exemplo eficaz e estímulo para uma resposta generosa dos jovens ao apelo de Deus.” (n 31).

 

Questionamentos: 1ª Estamos de acordo? - 2ª Qual é o foco central das nossas preocupações pastorais? – 3º Em quais dias não celebramos e quais as causas? – 3º Como estamos promovendo a Pastoral Vocacional?

 

IIIº Grupo - O Decoro da Celebração – “Tal como a mulher da unção de Betânia, a Igreja não temeu ‘desperdiçar’, investindo o melhor dos seus recursos para exprimir o seu enlevo e adoração diante do dom incomensurável da Eucaristia. À semelhança dos primeiros discípulos encarregados de preparar ‘a grande sala’, ela sentiu-se impelida... a celebrar a Eucaristia num ambiente digno de tão grande mistério... desenvolvendo a liturgia cristã... Se a idéia de banquete inspira familiaridade, a Igreja nunca cedeu à tentação de banalizar esta intimidade com seu Esposo, recordando-se que ele é também o seu Senhor e que, embora banquete, permanece sempre um banquete sacrifical... banquete sagrado”(48).

“A fé da Igreja no mistério eucarístico”... se expressou, ao longo da história... “também mediante uma série de expressões exteriores, tendentes a evocar e sublinhar a grandeza do acontecimento celebrado”, chegando “a delinear um estatuto especial de regulamentação da liturgia eucarística... desenvolveu-se um rico patrimônio de arte... O mesmo se pode dizer da música sacra”. (n 49)... É preciso prestar atenção às normas que regulamentam a construção dos edifícios sacros... da arte sacra e da disciplina litúrgica” (n 50,51).

“Compreende-se a grande responsabilidade que têm sobretudo os sacerdotes na celebração eucarística, à qual preside in persona Christi, assegurando um testemunho e um serviço não só à comunidade que participa diretamente, mas também à Igreja universal... Infelizmente...não faltaram abusos, que foram motivo de sofrimento para muitos... Sinto o dever de fazer um apelo para que as normas litúrgicas sejam observadas, com grande fidelidade na celebração eucarística... A ninguém é permitido aviltar este mistério que está confiado às nossas mãos. É demasiado grande para que alguém possa permitir-se de trata-lo a seu livre arbítrio” (n 52).

 

Questionamentos: -1º Estamos de acordo? – 2º Como cuidamos do decoro, respeito, observância das normas? – 3º Como educamos o povo: (equipe administrativa, litúrgica, cantores, crianças)? – 4º Quais os problemas maiores?

 

3º Momento: Plenário

 

          É o momento de colocar em comum as reflexões feitas nos grupos e os questionamentos que saíram.

 

4º Momento: Adoração

 

Esquema

1º Exposição com um canto apropriado.

2º Momento de silêncio para um diálogo pessoal com Cristo Eucaristia.

3º Proclamação da Palavra de Deus: 1Cor 11,13-29. (Segue um momento de silêncio)

3º Como reflexão pode ser lida, por um leitor, o n. 25 da Encíclica.

4º Orações espontâneas. Pai-Nosso e, em seguida, a Oração Sacerdotal

 

Oração sacerdotal de Jesus.

 

Animador: “Vamos fazer nossas algumas expressões da oração feita por Jesus no fim da última ceia e relatada por S. João no cap. 17. Repetimos os pedidos de Jesus pelos seus discípulos, na certeza de que Ele os repete conosco junto do Pai. Rezemos em dois coros.”

 

A – Pai, chegou a hora./ Glorifica teu filho, para que teu filho te glorifique./ A fim de que dê a vida eterna a todos os que lhe deste.

B – Eu te glorifiquei na terra / realizando a obra que me deste para fazer.

A - Pai, manifestei o teu nome aos homens/ que, do mundo, me deste / e eles guardaram a tua palavra.

B - Pai Santo, guarda-os em teu nome,/ para que eles sejam um, como nós somos um / e tenham em si a minha alegria em plenitude./ Eu não rogo que os tires do mundo,/ mas que os guarde do maligno.

A - Consagra-os pela verdade: a tua palavra é a verdade./ Assim como tu me enviaste ao mundo,/ eu também os enviei ao mundo./ Eu me consagro por eles,/ a fim de que também eles sejam consagrados na verdade.

B - Eu não rogo somente por eles,/ mas também por aqueles/ que vão crer em mim pela palavra deles./ Que todos sejam um,/como tu, Pai, estás em mim, e eu em ti./ Que eles estejam em nós,/ a fim de que o mundo creia que tu me enviaste.

A - Eu neles e tu em mim,/ para que sejam perfeitamente unidos/ e o mundo conheça que os amaste/ antes da criação do universo.

B - Pai, quero que estejam comigo aqueles que me deste,/ para que contemplem a minha glória./ Eu lhes fiz conhecer o teu nome,/ e o farei conhecer ainda,/ para que o amor com que me amaste/ esteja neles e eu mesmo esteja neles.

Todos - Amém.

 

Canto e bênção do Ssmo.

 

Após a bênção poder-se-ia rezar a oração de Pe. Venturini a  Maria, Mãe do Sacerdote

 


Reunidos diante de vós,

ó Imaculada Virgem Maria,

com alegria vos proclamamos

“Mãe do Sacerdote”,

e invocamos vosso auxílio.

 

Vós sois a Mãe de Cristo,

único e eterno Sacerdote,

fonte e plenitude do sacerdócio

para todo o povo de Deus.

 

A vossa divina maternidade

chamou-vos perto da Cruz

para unir-vos, de forma singular,

à oferta imaculada

que Cristo vosso Filho fez ao Pai.

 

Naquela hora suprema

Jesus vos confiou no discípulo João

em particular os ministros sagrados.

 

Por isso, invocando-vos como Mãe do Sacerdote,

Vos pedimos acolher no vosso coração

os ministros da Igreja

e dar toda proteção.

 

Mostrai-vos Mãe de todos os padres:

confirmai os fervorosos no amor,

consolai os atribulados,

e dai novo fervor aos cansados.

Curai os que têm o coração ferido,

para que todos permaneçam

no Coração Sacerdotal de Jesus

ou voltem para ele.

Acompanhai os que deixam o ministério,

para que continuem a crer no seu amor.

 

No árduo caminho da formação

guiai os jovens, que Jesus está chamando

para torná-los seus discípulos

e enviá-los a anunciar o Reino.

Ajudai-os a crescer no amor do vosso Filho

e na dedicação generosa a seus irmãos.

 

Intercedei, enfim, ó Mãe de misericórdia

para que todos os Padres,

sustentados até o fim pela vossa ajuda,

cantem eternamente convosco

o hino de louvor na liturgia do Céu. Amém!


 

 

 

 

 


HORA SANTA PELA SANTIFICAÇÃO DOS PADRES

E PELAS VOCAÇÕES

 

 

Introdução

 

Animador: Unidos em oração, oferecemos esta Hora Santa pelos sacerdotes do mundo inteiro. São eles encarregados de nos alimentar espiritualmente com a pregação do Evangelho e com os Sacramentos, e de nos guiar na caminhada rumo à vida eterna. À luz da Encíclica do Papa sobre a Eucaristia, vamos pedir santidade para todos os padres, ministros e vocacionados da nossa comunidade e do mundo inteiro. Neste Ano Vocacional queremos pedir a graça de uma santidade sempre maior para os nossos padres. Que eles possam avançar nas águas mais profundas do amor a Cristo e de dedicação aos irmãos.

Vamos fazer a exposição, colocando Cristo Eucaristia no meio de nossa assembléia em oração.

 

Um canto de exposição apropriado.

 

Animador: O Papa nos exorta a estar com Jesus Eucarístico: “inclinados sobre o seu peito como o discípulo predileto, deixar-nos tocar pelo amor infinito do seu coração” (25).

Permaneçamos alguns momentos em silêncio, adorando, agradecendo e pedindo o que desejamos para nós e para os padres.

 

(alguns minutos de silêncio)

 

1º Momento: Batismo, fonte de todas as vocações

 

Animador: Diante de Jesus agradecemos a vida cristã que recebemos e a vocação que nos deu. Pensando na vocação de nossos padres, tomamos consciência da vocação que todos juntos temos para a santidade e o serviço da Igreja. É o Batismo que torna o povo de Deus um povo sacerdotal, profético e real.

Vamos ouvir a Palavra de Deus. É São Paulo que nos fala do nosso Batismo, fonte de uma nova vida.

 

Leitor: Rm 6,4-11.

 

Animador: Deixemos que a Palavra de Deus ressoe nos nossos corações.

 

(momento de silêncio)

 

Animador: Refletiremos agora um pouco sobre o nosso Batismo, ajudados pelo documento base do Ano Vocacional (DB, 84-86).

Leitor 1: Pelo Batismo somos incorporados e configurados a Jesus Cristo. Pela água da fonte batismal as pessoas são enxertadas em Cristo, inseridas no seu Corpo para, na diversidade de carismas, servirem à comunidade e à humanidade.

Leitor 2: O Batismo significa e realiza uma incorporação, mística, mas real, no corpo crucificado e glorioso de Jesus. Portanto, o Batismo é a fonte da comum dignidade dos cristãos e da legitimidade da diversidade das vocações e dos ministérios.

Leitor 1: O cristão, pelo Batismo, é vocacionado, chamado pelo Pai a ser ouvinte da Palavra. Ungido pelo Espírito para a missão é inserido na Igreja.

Leitor 2: O mesmo Espírito que ungiu Jesus nos unge e nos consagra para vivermos uma vida nova. A missão de Jesus dá sentido, acompanha e impulsiona o envio missionário do cristão ao mundo.

 

Animador: De pé, em dois coros, rezemos a oração do Ano Vocacional.

 

Lado A - Ó Trindade Amada, Pai, Filho e Espírito Santo: Vós chamais os homens e as mulheres para serem santos e santas, no amor.

Lado B - Fazei brotar em nossas comunidades aquela variedade de vocações, de serviços e de ministérios, segundo a riqueza da graça recebida no Batismo.

A - Que a vossas Igreja, povo de Deus, Assembléia dos chamados, seja fiel a sua vocação.

B - Animai os jovens vocacionados e vocacionadas.

A - Dai aos cristãos leigos e leigas coragem, audácia e firmeza para que, no cotidiano da vida, construam a justiça, a solidariedade e a paz.

B - Às irmãs e aos irmãos de vida consagrada dai coerência e transparência para serem, nesta terra, sinal do amor e da ternura da Trindade.

A - Olhai para os nossos diáconos: sejam eles imagens vivas do Cristo Servo.

B - Que os nossos padres e bispos, segundo o exemplo de Cristo Bom Pastor, cuidem com carinho e amor de todas as pessoas a eles confiadas.

A - Fazei enfim, que todos os batizados, sob o olhar carinhoso da Mãe Aparecida, a vocacionada do Pai, com renovado ardor missionário avancem, sem medo, pelos caminhos da vida e da esperança, na busca do Reino definitivo.

T. Amém.

 

Canto: Te amarei (ou outro apropriado).

 

2º Momento: A Eucaristia dom do Coração de Jesus

 

Animador: O Batismo nos torna Igreja e a Igreja, como diz o Papa, vive da Eucaristia. Diante deste grande dom, adoremos e agradeçamos, deixando que Jesus nos fale como em Cafarnaum aos seus discípulos.

 

Leitor: Jo 6, 51-56 (momento de silêncio)

 

Animador: Ajudados pela Encíclica do Papa meditemos o grande amor de Jesus por nós.

Leitor 1: “Jesus, na noite em que foi entregue, instituiu o sacrifício eucarístico do seu corpo e sangue... Quando a Igreja celebra a Eucaristia, memorial da morte e ressurreição do seu Senhor, este acontecimento central de salvação torna-se realmente presente e realiza-se também a obra de nossa redenção... Assim cada fiel pode tomar parte nela, alimentando-se dos seus frutos inexauríveis...”(n.11).

Todos: Nós acreditamos, Senhor, neste grande dom de amor.

Leitor 2: “A Missa torna presente o sacrifício da cruz... de modo que o único e definitivo sacrifício redentor de Cristo se atualiza incessantemente no tempo (n 12)... Ao entregar à Igreja o seu sacrifício, Cristo quis também assumir o sacrifício espiritual da Igreja, chamada, por sua vez, a oferecer-se a si própria juntamente com o sacrifício de Cristo...” (n 13).

Todos: Nós acreditamos, Senhor, neste grande dom de amor.

Leitor 3: “A eficácia salvífica do sacrifício realiza-se plenamente na Comunhão... A Eucaristia é verdadeiro banquete, onde Cristo se oferece como alimento (n14)... É “o seu corpo no estado glorioso de ressuscitado. Pela Eucaristia assimila-se, por assim dizer, o segredo da ressurreição... assimila e consolida a comunhão com a Igreja celeste... ” (n.16-19).

Todos: Nós acreditamos, Senhor, neste grande dom de amor.

 

Animador: Com as palavras de uma oração tradicional da Igreja, rezemos a Jesus Eucaristia alternando em 2 coros:

 

A – Alma de Cristo, santificai-me!

B – Corpo de Cristo, salvai-me!

A – Sangue de Cristo, inebriai-me!

B – Água do lado de Cristo, lavai-me!

A – Paixão do Senhor, confortai-me!

B – Ó bom Jesus, ouvi-me!

A – Nas vossas chagas, escondei-me!

B – Não permitais que eu me separe de vós!

A – Do inimigo maligno, defendei-me!

B – Na hora da morte, chamai-me!

A – E mandai-me ir para Vós,

B – para que vos louve com os vossos santos,

A- Pelos séculos dos séculos. Amém.

 

Canto: Eu quis comer esta Ceia (ou outro semelhante).

 

3º Momento: O padre, ministro da Eucaristia

 

Animador: Para que a comunidade tenha a Eucaristia e possa viver dela é necessário a presença e o ministério do padre. Neste terceiro momento da nossa Adoração queremos refletir sobre a missão do padre e rezar para a sua santidade. O Papa escreve na encíclica: “A assembléia que se reúne para a celebração da Eucaristia necessita absolutamente de um sacerdote ordenado que a ela presida, para poder ser verdadeiramente uma assembléia eucarística. Por outro lado, a comunidade não é capaz de dotar-se por si só do ministro ordenado. Este é um dom que ela recebe através da sucessão episcopal que remonta aos Apóstolos” (n. 29). É o projeto de Jesus. Escutemos o que ele fala aos seus apóstolos.

 

Leitor: Jo 15, 12-20 (momento de silêncio).

 

Animador: Reflitamos junto com o Papa.

Leitor 1: Se a Eucaristia é centro e vértice da vida da Igreja, o é igualmente do ministério sacerdotal. Por isso, com espírito repleto de gratidão a Jesus Cristo nosso Senhor, volto a afirmar que a Eucaristia é a principal e central razão de ser do sacramento do Sacerdócio, que nasceu efetivamente no momento da instituição da Eucaristia e juntamente com ela. (n. 31).

Todos: Santificai, Senhor, os nossos padres!

Leitor 2: É importante para a vida espiritual do padre, e depois para o bem da Igreja e do mundo, que o sacerdote ponha em prática a recomendação conciliar de celebrar diariamente a Eucaristia, porque, mesmo que não possa ter a presença dos fiéis, é ato de Cristo e da Igreja. (n. 31).

Todos: Santificai, Senhor, os nossos padres!

Leitor 3: O padre será capaz de vencer toda a dispersão ao longo do dia, encontrando no sacrifício eucarístico, verdadeiro centro da sua vida e do seu ministério, a energia espiritual necessária para enfrentar as diversas tarefas pastorais.

Todos: Santificai Senhor os nossos padres!

Leitor 4: Da centralidade da Eucaristia, na vida e no ministério dos sacerdotes, deriva também a sua centralidade na pastoral em prol das vocações sacerdotais. Com freqüência, Jesus serve-se do exemplo de zelosa caridade pastoral dum sacerdote, para semear e fazer crescer no coração do jovem o germe da vocação ao sacerdócio.

Todos: Santificai, Senhor, os nossos padres!

 

Animador: Somente na docilidade ao Espírito e a sua graça santificante, o padre viverá todas as exigências do sacerdócio de Cristo, tornando-se, assim, seu verdadeiro ministro. Cristo não quer “usar” o padre apenas como instrumento. Antes de tudo, quer que este instrumento, que é fonte de graça para os fiéis, seja o primeiro a se beneficiar dela.  Ele não quis chamar os seus apóstolos de servos, mas sim amigos.

Rezemos, irmãos e irmãs, pela santificação de todos os padres, para que eles saibam cultivar uma verdadeira amizade com Cristo, na intimidade da oração e na contemplação do seu Coração Sacerdotal na Eucaristia.

Jesus, na Última Ceia, rezou pelos apóstolos e por todos os padres. Neste momento, queremos fazer reviver a sua oração através dos nossos lábios e do nosso coração (cf. Jo 17):

 

A – Pai, chegou a hora./ Glorifica teu filho, para que teu filho te glorifique./ A fim de que dê a vida eterna a todos os que lhe deste.

B – Eu te glorifiquei na terra / realizando a obra que me deste para fazer.

A - Pai, manifestei o teu nome aos homens/ que, do mundo, me deste / e eles guardaram a tua palavra.

B - Pai Santo, guarda-os em teu nome,/ para que eles sejam um, como nós somos um / e tenham em si a minha alegria em plenitude./ Eu não rogo que os tires do mundo,/ mas que os guarde do maligno.

A - Consagra-os pela verdade: a tua palavra é a verdade./ Assim como tu me enviaste ao mundo,/ eu também os enviei ao mundo./ Eu me consagro por eles,/ a fim de que também eles sejam consagrados na verdade.

B - Eu não rogo somente por eles,/ mas também por aqueles/ que vão crer em mim pela palavra deles./ Que todos sejam um,/como tu, Pai, estás em mim, e eu em ti./ Que eles estejam em nós,/ a fim de que o mundo creia que tu me enviaste.

A - Eu neles e tu em mim,/ para que sejam perfeitamente unidos/ e o mundo conheça que os amaste/ antes da criação do universo.

B - Pai, quero que estejam comigo aqueles que me deste,/ para que contemplem a minha glória./ Eu lhes fiz conhecer o teu nome,/ e o farei conhecer ainda,/ para que o amor com que me amaste/ esteja neles e eu mesmo esteja neles.

Todos - Amém.

 

Animador: Agora podemos apresentar espontaneamente, a Jesus vivo e presente diante de nós, as nossas orações. (orações espontâneas).

 

Animador: Rezemos juntos a oração que Jesus nos ensinou: Pai-Nosso...

 

Benção do ssmo. Sacramento

 

Tão sublime sacramento

Oração

Bênção

Aclamações: Bendito seja Deus...

 

Canto mariano final: Quero dizer meu sim (ou outro canto mariano)

 

 

CELEBRAÇÃO EUCARÍSTICA

DA FESTA DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS

 

Comentarista: Caríssimos irmãos e irmãs:

Na solenidade de hoje queremos destacar os três aspectos mais importantes da nossa celebração: o Sagrado Coração de Jesus, a Eucaristia e o Batismo, que neste Ano Vocacional descobrimos sempre mais como fonte de todas as vocações.

Do Coração de Cristo brota seu imenso e inesgotável amor, que o levou a dar a vida na cruz em resgate por todos aqueles que o Pai lhe tinha confiado.

Imolado por amor, tornou-se nosso alimento na Eucaristia. Deu aos seus apóstolos o mandato de celebrar em sua memória o sacrifício da nova e eterna aliança. Nós vivemos da Eucaristia. Mas, para que este sacramento continue a nos alimentar, é necessário que os  sacerdotes, homens escolhidos por uma vocação específica, realizem sobre o altar o sacrifício eucarístico.

          Lembrando o tema deste Ano Vocacional,“Batismo, fonte de todas as vocações”, pedimos ao Senhor que os nossos padres vivam com maior intensidade a vocação cristã, recebida no Batismo, para serem cada vez mais santos e fervorosos no seu ministério sacerdotal. Assim, poderão, a partir do próprio testemunho, ajudar melhor os fiéis a eles confiados, a viverem a própria vocação batismal.

          Por estas intenções vamos celebrar esta Santa Missa.

 

Ato Penitencial

 

Cel.: Cristo, Sumo e Eterno Sacerdote, deu sua vida para nos purificar  de nossos pecados. Ele é a água viva, na qual devemos mergulhar para alcançar a plena conversão à qual Deus nos apela. Peçamos o perdão de Deus, pelas muitas vezes que não correspondemos a este apelo de Deus e nos acomodamos na vida de pecado.   

 

Com.: Senhor, que ao ser batizado no Jordão, assumistes incondicionalmente a missão confiada pelo Pai, perdoai-nos por não assumirmos com entusiasmo e decisão nossa vocação de batizados, e tende piedade de nós!

Todos: Senhor, purificai-nos pela vossa água viva!

 

Com.: Cristo, que deixastes correr do vosso Coração transpassado água e sangue, para purificar e para alimentar a vida da Igreja, perdoai-nos quando ignoramos a vida da comunidade eclesial ou dela nos afastamos, e tende piedade de nós!

Todos: Cristo, purificai-nos pela vossa água viva!

 

Com.: Senhor, que pela ordenação destes aos padres a missão de vos representar no meio de nós, perdoai-nos por não ter rezado por eles, não tê-los ajudado em suas necessidades ou ter tornado até mais difícil o serviço deles, e tende piedade de nós!

Todos: Senhor, purificai-nos pela vossa água viva!

 

Cel.: Deus todo poderoso e cheio de amor, tende piedade de nós, perdoai os nossos pecados e tornai-nos dignos da mesa do vosso reino celeste.   Amém!

 

1ª Leitura - Os 11, 1.3-4. 8c-9

 

Com.:Deus é amor e por amor nos chamou à vida e nos quis para si. Cabe a cada um de nós deixar-se atrair por Deus numa resposta pessoal. Cristo manifestou