SOBRE A FIDELIDADE À VOCAÇÃO
(palestra para seminaristas,
julho 2007)
Pe. Francisco Faus
I. Vocação e correspondência
1.1 Toda vocação é, essencialmente, uma iniciativa
de Deus, assim como toda a obra de Redenção é iniciativa do Amor de Deus: Nós
amamos porque ele nos amou primeiro (1 Jo 4, 19). A prova de que Deus
nos ama é que Cristo morreu por nós, quando éramos ainda pecadores ( Rom 5,
8), Ele deu tudo “antes”, sempre dá tudo antes.
1.2 A nossa vocação cristã é um dom do
Amor de Deus, um dom eterno, prévio: Bendito seja o Deus e Pai de nosso
Senhor Jesus Cristo,que nos abençoou com toda bênção espiritual nos Céus, em
Cristo. Nele, Deus nos escolheu, antes da criação do mundo, pra sermos santos e
íntegros diante dele, no amor [...]. ele nos predestinou a adoção como
filhos, por obra de Jesus Cristo, para o louvor da sua graça gloriosa (Ef
1, 3-6). Bento XVI comenta esse pensamento, dizendo: “O primeiro gesto divino,
revelado e concretizado em Cristo, é a eleição dos que crêem, fruto de uma
iniciativa livre e gratuita de Deus [...]. Comovo-me ao meditar esta verdade:
desde toda a eternidade, estamos diante do olhar de Deus e Ele decidiu
salvar-nos. E esta chamada tem como conteúdo a nossa santidade” (Audiência
geral, 6/7/2005).
1.3 A nossa vocação
para o sacerdócio é também um dom, um grande dom eterno e gratuito do Amor
de Deus. A vocação dos Apóstolos mostra isso de maneira clara, diáfana. Todos eles
são “surpreendidos” por Cristo, que os procura e chama (Não fostes vós que
me escolhestes...: Jo 15, 16); e lhes faz ver que os tinha escolhido desde
toda a eternidade (p.e. mal vê Simão,
irmão de André, fala-lhe como a um conhecido íntimo, e lhe dá o nome novo que
trazia desde sempre no coração, Cefas: Jo 1, 42). Neste sentido, São Paulo,
usando uma expressão já clássica entre os Profetas do A. T., falará da sua
vocação, dizendo: Mas quando aprouve àquele que me reservou desde o ventre
de minha mãe, e me chamou pela sua graça... (Gal 1, 15).
1.4 Essa vocação
é, por definição, um “seguimento”, consiste em “seguir” a Cristo:
Segue-me (cf. Mt 9,9; Mc 1, 17; Lc 18, 22, etc, etc.). A resposta
à chamada divina, é o início de uma nova vida: todos os planos
anteriores ficam para trás, definitivamente (Abandonaram a barca e seu pai e
o seguiram (Mt 4, 22); Atracando as barcas à terra, deixaram tudo
e o seguiram [Levi] deixando tudo, levantou-se e o seguiu (5,
26), etc.).
1.5 A partir do
momento em que correspondem à vocação, já não há planos pessoais, nem há
um roteiro pré-estabelecido por Cristo, que vá servir de pauta detalhada para o novo
caminho da vida. O caminho é o próprio Cristo, dia a dia, e o roteiro
são, em cada momento, os seus passos. Eis que nós deixamos tudo para te
seguir – dirá Pedro –. Que haverá então para nós? (Não sabia o que
viria, nem Cristo lhe explicou com detalhes: Jesus disse-lhe apenas que não
ficaria sem nada, mas teria o cem por um: cf. Mt 19, 29).
1.6 E, na hora da
grande crise, após o discurso do Pão vivo, quando muitos abandonam o Senhor, Jesus
também não explica nada aos Apóstolos desconcertados. Limita-se a pedir-lhes de
novo confiança na chamada, abandono e entrega total em suas mãos: Vós também
quereis ir embora? – diz-lhes. E Pedro responde: Senhor, a quem iríamos
nós? Tu tens palavras de vida eterna, e nós cremos e sabemos que tu és o
Santo de Deus (Jo 6, 67-69).
1.7 A fidelidade à
vocação tem, pois, essas características inequívocas:
a) é uma resposta confiante, baseada na fé,
mesmo que tudo fique na escuridão;
b) é uma renúncia total à “vida própria” e às
“coisas próprias”;
c) é a disposição de seguir Jesus aonde
quer que fores (Mt 8, 19), sem “roteiro prévio”, sem “seguro de
imprevistos”, sem “condições” (coisa que Jesus, hiperbolicamente, expressa a um
que queria segui-lo: Um dos seus discípulos disse-lhe: “Senhor, deixa-me ir
primeiro enterrar meu pai”. Jesus, porém, respondeu: “Segue-me e deixa que nos
mortos enterrem seus mortos: Mt 8, 21-22).
1.8 A fidelidade,
a correspondência à vocação, só pode ser entendida através dessa “ótica
evangélica”. Haverá sempre – como veremos depois –, a tentação de aplicar à
vocação e às dificuldades ou problemas que o caminho da vocação apresenta, uma “ótica
humana”, análoga à ótica com que se analisam os problemas relativos a
escolhas meramente mundanas (p.e. a escolha de profissão, do tipo de lazer, de hobby,
etc.); ou, então, a tentação de buscar nas ciências humanas (psicologia,
sociologia, etc.) a resposta aos problemas que se experimentam no caminho
vocacional, respostas que só podem ser alcançadas pela fé e o amor, ou seja,
que só Deus nos pode dar.
II. Características da fidelidade à vocação de seguimento de
Cristo
2.1 A) A fé. A fé está em primeiro
lugar, é importante repisá-lo. Sei em quem acreditei – diz São Paulo em
momentos difíceis –, e estou certo de que ele é poderoso para guardar até
aquele dia o bem a mim confiado (2
Tim 1,12).
2.2 Neste sentido, falando da vocação de São
José, Bento XVI diz que a ele (como a Maria) se poderiam aplicar as palavras de
Jesus ressuscitado a Pedro, que recolhe o último capítulo de São João: Serás
levado para onde não queres ir (Jo 21, 18).
E comenta: “José não tomou posse da sua vida: deu-a. Não realizou um
plano que tivesse elaborado com luzes próprias e posto em prática com a sua
vontade, mas entregou-se às mãos dos desígnios divinos, entregou a sua vontade
à vontade de outro, a uma vontade maior, à própria Vontade divina. Pois é
exatamente quando isso acontece, quando o homem se perde a si mesmo, que ele se
encontra a si mesmo [...]. Assim José, o homem que se perde a si mesmo, o homem
que renuncia, que por assim dizer segue por antecipação o Crucificado,
mostra-nos o caminho da fidelidade” (Homilias sobre os santos,
Quadrante 2007, pp. 19-20).
2.3 B) A renúncia à vida própria, à
vontade própria. Há uma passagem do Evangelho que, vista na perspectiva da
vocação, lança uma grande luz. No final do Sermão da Montanha, como um grande
fecho do discurso, Jesus diz:
– Nem todo aquele que me diz: “Senhor,
Senhor!”, entrará no Reino dos Céus, mas aquele que põe em prática a vontade de
meu Pai que está nos Céus. E, a
seguir, faz uma consideração que todo aquele que foi chamado com uma vocação de
seguimento de Cristo, numa entrega total, deveria meditar: – Naquele dia [o do Juízo], muitos
vão me dizer: “Senhor, Senhor, não foi em teu nome que profetizamos? Não foi em
teu nome que expulsamos demônios? E não foi em teu nome que fizemos muitos
milagres? Então, eu lhes declararei: “Jamais vos conheci. Afastai-vos de mim,
vós que praticais a iniqüidade”. (Mt 7, 21-23).
São palavras
fortes, mas límpidas. Ser fiel não é fazer o “meu plano bom e bem intencionado”,
nem “fazer o bem do meu jeito”, nem “viver a vocação como eu desejo vivê-la”, mas
realizar o plano e o bem que a Vontade de Deus me pede, assumir o “modo” de
seguir a Cristo que ele deseja e me indica com palavras de obediência, com
acontecimentos, com fatos, com contrariedades, com alegrias e inspirações inesperadas...
Já disse alguém
que, se queremos ser fiéis, devemos estar dispostos a não ser o “santo” que nós
desejaríamos, mas o “santo” que Deus quer que sejamos, e que quase nunca
coincide com o”nosso”.
C) A
decisão de seguir Jesus aonde for, sem condições
2.4 Na prática, esta exigência da fidelidade
autêntica é a mais difícil. Mas, sem ela, não há fidelidade.
2.5 Exemplo dessa decisão incondicional é,
sobretudo Maria (como também José, como víamos). Deus a chama na Anunciação, e depois
Deus a “leva”, a vai conduzindo sem lhe dar explicações: Que fazer com José, que sofre agoniado ao
perceber a gravidez dela? Será possível que Deus queira que seu Filho Unigênito
nasça num estábulo, como um miserável? Por que o Redentor, que terá o trono
de Davi, seu pai (Lc 1, 32) se oculta e vive durante quase trinta anos a
vida de um pobre carpinteiro de uma aldeia minúscula? Por que Jesus não explica
de modo convincente por que ficou no Templo e deixou Maria e José agoniados
durante três dias? Por que se deixa apanhar, condenar num juízo iníquo,
maltratar horrivelmente, ser humilhado, destruído, e morre entre desprezos e
risadas?
Não esqueçamos
que Maria “passou” por isso tudo, que este foi o caminho da sua
vocação traçado por Deus, não por ela. Pensemos um pouco. Se nós
passássemos pela quinta parte desses acontecimentos perturbadores, desses
sofrimentos, dessas humilhações..., que faríamos? A quantas andariam a nossa fé
e o nosso amor à vocação? Por muito menos, por muitíssimo menos, já houve, ao
longo da história da Igreja, muitos que duvidaram da vocação, que a negaram,
que se revoltaram contra ela e acabaram despejando o seu ressentimento de
fracassados, o seu ódio de “enganados”
contra a Igreja ou contra a instituição da Igreja onde Deus lhes abriu o caminho vocacional..., se não é que se revoltaram
contra o próprio Deus...
2.6 No entanto, Maria não cessou jamais de dizer fiat!
O Evangelho nos mostra que lhe custou entender acontecimentos dolorosos e
aparentemente absurdos (no Nascimento, p.e.), e diz explicitamente que, quando
Jesus se deixou ficar três dias no Templo, Maria e José não compreenderam o que
ele lhes dissera (Lc 2, 50). Mas, com tudo isso, Maria não perdeu a fé nem
a certeza da vocação. Nessas horas duras, o que fez foi aproximar-se ainda mais
de Deus Pai com a oração, com o desejo de compreender melhor a sua Vontade.
Meditou, orou, para assim poder renovar melhor o seu fiat, a sua
fidelidade, a sua disposição de ser sempre aquela escrava do Senhor que
deseja que, na sua vida, se realize apenas a sua palavra, o seja, que
Deus tenha a palavra e marque o rumo em tudo. Maria conservava todas estas
coisas, meditando-as no seu coração. Sua mãe guardava todas estas coisas no seu
coração (cf. Lc 1, 19 e 2, 51).
2.7 Esta é a
perspectiva cristã. No caminho da vocação, Deus é quem vai na frente como Bom
Pastor: Eu sou o Caminho (Jo 14, 6). A pessoa que vive da fé,
acredita nele, crê na Providência e, quando aparece na vida a Cruz, a
injustiça, o cansaço, a solidão, a incompreensão, a sensação de inutilidade e
fracasso..., não desanima nem abandona o caminho, não renega da vocação nem se recusa
a continuar. Pelo contrário, imita Maria. E então descobre que cada fato, cada circunstância
ou acontecimento, mesmo que seja incompreensível e escuro, acaba se tornando – para
quem reza e luta por ser fiel – numa “noite transparente”, que, com a luz do
Espírito Santo, permite ver mais longe, enxergar estrelas novas que lhe orientarão
os novos trechos do caminho (caminho de santidade) e que lhe darão sentido e
alegria. Vê, em suma, melhor do que antes, o rosto de Cristo! E compreende que foi
chamado a seguir a Nosso Senhor, e que isso significa tomar a Cruz com amor,
com generosidade, até se tornar “outro Cristo” ou, como dizia Santo Agostinho e
São Josemaria Escrivá gostava de repetir, ipse Christus, o próprio
Cristo.
2.8 Como é penoso ver pessoas entregues a Deus que
vêem as coisas de modo meramente humano, sem a claridade da fé, e, por isso,
mesmo sem querer, falsificam a idéia cristã da fidelidade. Com olhos “carnais”, essas pobres almas que
perderam o sentido sobrenatural da vocação, nos dirão que é impossível dizer sim
até à morte, porque é impossível saber o que virá ao longo da vida, que rumo vão
tomar as coisas, que surpresas desagradáveis acontecerão... Coisas – dirão ainda – que, se nós tivéssemos sabido
de antemão, nunca teríamos dito um sim para sempre. Esses psicologismos,
esses raciocínios egoístas, mundanos, sem fé, dão vontade de chorar, como a São
Paulo: Já vos disse muitas vezes, e agora o repito, chorando: há muitos por
aí que se comportam como inimigos da cruz de Cristo... Apreciam só as coisas
terrenas (Filip 3, 18-19).
2.9 Aquele que, pela misericórdia de Deus, tem
fé, logo percebe que os que criticam, os que atacam caminhos santos de vocação
e entrega (que talvez foram durante anos o caminho deles), sempre se
desmascaram (que Deus os ajude e os salve!), pois todo bom cristão percebe, com
o coração apertado, que na realidade eles consideram a Cruz de Cristo como um
mal: escandalizam-se com a castidade, com a pobreza, com a obediência, com
o desprendimento – Quem ama o pai ou
a mãe mais do que a mim, não é digno de mim (Mt 10, 37) – , com a
humildade, com a mortificação..., em suma, escandalizam-se com a santidade
cristã e, portanto, com Cristo, que se humilhou a si mesmo, fazendo-se
obediente te a morte e morte de cruz (Filip 2, 8).
III. As provas da fidelidade
3.1 Deus põe à prova a nossa fidelidade, para
fortalecê-la e torná-la mais sobrenatural, e isso não é um mal, é um bem: Considerai
uma grande alegria, meus irmãos – diz
São Tiago, na sua Carta –, quando tiverdes de passar por diversas provações,
pois sabeis que a prova da fé produz em vós a constância [perseverança, fidelidade].
Ora, a constância deve levar a uma obra perfeita: que vos torneis perfeitos
e íntegros, sem falta ou deficiência alguma (Tg 1, 2-4). E, em termos
análogos, São Paulo escreve que nos ufanamos também de nossas tribulações,
sabendo que a tribulação gera a constância, a constância leva a uma virtude provada
e a virtude provada desabrocha em esperança. E a esperança não decepciona,
porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que
nos foi dado (Rom 5, 3-5).
3.2 Há, na vida, provações, tentações, que são
queridas ou permitidas por Deus. Essas provações podem ser interiores,
espirituais ou psicológicas: aridez, angústia, amargura, depressão; podem ser corporais,
como uma doença física ou um acidente que nos deixa limitados fisicamente; ou
podem ser externas, como uma perseguição, uma calúnia, uma injustiça,
uma grave dificuldade financeira, etc.
3.3 Os seguidores
de Cristo sofreram todas essas tribulações. Basta pensar em São Paulo: Somos
afligidos de todos os lados, mas não vencidos pela angústia; postos em
apuros, mas não desesperançados; perseguidos, mas não desamparados; derrubados,
mas não aniquilados; por toda a parte e sempre levamos em nosso corpo a
mortificação de Jesus, para que também a vida de Jesus se manifeste em nossa
carne mortal (2 Cor 4, 8-11). Muitas
vezes esteve, por assim dizer, à beira de uma “quebra”, de um afundamento (cf.
2 Cor 1, 8-9), mas, com a ajuda de Deus, tirou da provação forças novas e maior
santidade. Todos lembramos que, em momentos de “desespero” por causa de uma
limitação que ele julgava importante, Paulo ouviu de Jesus: Basta-te a minha
graça, pois é na fraqueza que a força se realiza plenamente [...] Por
isso..., me comprazo nas fraquezas, nos insultos, nas dificuldades, nas
perseguições e nas angústias por causa de Cristo. Pois, quando sou fraco, então
sou forte (2 Cor 12, 9-10). A provação o fez crescer.
3.4 Mas, ao lado
das provações ou tentações queridas por Deus, há as tentações “provocadas”
ou “alimentadas” por nós. Essas constituem um sério perigo para a
fidelidade, pois, se não reagimos, se não nos “convertemos”, recorrendo à graça
e lutando sinceramente contra a nossa “cumplicidade”, podemos afundar-nos no
pecado, cair na cegueira da mente e do coração de que fala a Escritura (cf. Mt
13, 14-15), e acabar na infidelidade à vocação.
4.4 Não se trata
aqui de desenvolver o tema ascético da luta espiritual contra as tentações.
Mas, antes de terminar, sim parece útil recordar que, quase sempre, o caminho
que leva à infidelidade e ao abandono da vocação, tem a sua origem em alguma
das seguintes faltas de amor a Deus:
a) em primeiro
lugar, na tibieza, no desleixo da oração e da penitência; na desordem,
omissão, superficialidade e preguiça na vida espiritual;
b) na falta de
guarda vigilante – amorosa, face a Deus – do coração e dos sentidos.
Como dizia São Josemaria Escrivá, o coração foi feito para amar, e se aqueles
que dedicaram a vida a Deus não o preenchem com muito amor a Deus e às almas, o
coração se vinga e se enche de terra – de
carne e de egoísmo sentimental e sensual –; começa a procurar afetos humanos, e
a buscar no sexo compensações para preencher o vazio e a tristeza da vida que,
fora do amor de Deus, vai ficando sem sentido;
c) do orgulho, e sobretudo
do ressentimento, especialmente se a pessoa se sente incompreendida,
injustiçada, maltratada pelos seus superiores ou irmãos na vocação, e não é
capaz de praticar a compreensão, a desculpa e o perdão. Seria a hora de subir à
Cruz com Cristo e de santificar os sofrimentos morais, como Jesus,
esquecendo-se de si, perdoando e rezando. Quando a pessoa não se decide a
imitar a Nosso Senhor, o ressentimento fica como um espinho infeccionado na
alma, e acaba arruinando-a.
4.5 Para finalizar, não esqueçamos que Cristo nos
disse que, no final da nossa peregrinação terrena, quando chegar a hora de Ele
nos julgar, vai olhar sobretudo para a nossa fidelidade e a nossa entrega
ao próximo: Muito bem, servidor bom e fiel, entra na alegria do
teu Senhor (Mt 25, 21). Vinde, benditos de meu Pai, porque tive fome e
me destes de comer, etc. (Mt 25, 34 ss.).
4.6 Deus faça
que, como São Paulo, possamos dizer, ao terminar a nossa vida e missão neste
mundo: Combati o bom combate, terminei a minha corrida, fui fiel (2 Tim
4, 7).
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