A ACOLHIDA NAS CELEBRAÇÕES
Pe.
Marcelino Sivinski
Sempre mais em nossas celebrações
vão acontecendo acolhidas fraternas, carinhosas e marcadas pela alegria.
Pessoas na entrada da igreja ou capela acolhem bem os irmãos e os saúdam com
simpatia e prazer, dando uma atenção especial às crianças, aos idosos e às
pessoas com deficiência. Entregam folhas de canto, velas, flores, fitas e
outros objetos que serão utilizados na celebração. Muitas vezes, é uma equipe
de acolhida que em nome da comunidade assume esse serviço, inspirada na atitude
da Mãe de Jesus, nas bodas de Cana, não permitindo que nada falte para que a
oração transcorra num clima tranqüilo e participativo.
Não faz muito tempo, recebi uma
carta muito significativa do Rubens Pereira de Paula, escrevendo o seguinte:
Com o devido respeito, peço vênia, para fazer uma
sugestão, que no meu modo de entender, talvez possa em longo prazo, atrair mais
fiéis para a nossa Igreja. Assistimos às celebrações da Igreja católica e
aceitamos as diferentes formas de ritos, nos quais já estamos acostumados,
talvez, desde que como eu, do nascimento há 75 anos, que indiscutivelmente são
belíssimos e de conformidade com os ensinamentos da Sagrada Escritura.
Entretanto, entendo que deveria ser acrescentada, principalmente, nas
celebrações das santas missas, uma colhida mais humana do celebrante,
que, queiram ou não, exerce a liderança de fato na comunidade. Essa
acolhida consistiria numa congratulação com os presentes, que ali foram para
rogar, agradecer, orar deixando de lado as atribulações cotidianas, enfrentando
o mau tempo, transporte, enfermidade e outras coisas, para ali estar junto aos
irmãos.... Um agrado para muitos que pelos mais diferentes motivos estão ali
presentes. Aí sim, após essa acolhida humana, iniciar a celebração, em nome do
Pai... Como fazem a maioria dos sacerdotes, é muito formal, insípida e não
atrairá ninguém para o nosso culto. Respeitosamente....
Agradeço de coração pela
avaliação e pelas sugestões do senhor Rubens. Na verdade, precisamos rever a
acolhida, investir em equipes e no jeito de acolher as pessoas e no modo de
constituir a assembléia para a celebração.
É Deus mesmo que nos reúne e
acolhe em seu amor pelos gestos, pelo olhar, pela saudação e pela acolhida dos
ministros e da equipe de acolhida. Através deles Deus quer manifestar a sua
ternura, o seu carinho e a sua alegria de Pai que acolhe seus filhos e suas
filhas.
Nós somos o povo de Deus, corpo
de Cristo e templo do Espírito Santo. Em cada rosto e olhar é Cristo que nos
acolhe. Em cada abraço e aperto de mão somos recebidos
pelo Senhor. As pessoas, pouco a pouco, vão chegando para a celebração e a
presença e a ação do Espírito vão juntando os corações e criando laços que nos
entrelaçam com Ele, com os irmãos e com o Pai. Por isso, em cada celebração
dizemos: Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.
O Cristo ressuscitado nos acolhe
e nos comunica a sua força pascal através da acolhida dos irmãos. Nós
comunicamos a vida do Ressuscitado às pessoas no gesto de acolhimento.
Os ritos iniciais têm como
objetivo a acolhida humana, simples e fraterna. A acolhida é o começo da
celebração e deve ajudar a criar o clima de oração. Deve motivar a abertura do
coração para o encontro Deus. A acolhida reúne as pessoas no carinho de Deus e
cria na força do Espírito Santo a assembléia litúrgica.
A acolhida bem feita e a
celebração participada nos ajudam a vivenciar o que está escrito na carta aos Efésios: Vivendo segundo a verdade, no amor, cresceremos
sob todos os aspectos em relação a Cristo, que é a cabeça. É dele que o corpo
todo recebe coesão e harmonia, mediante toda sorte de articulações e, assim,
realiza o seu crescimento, construindo-se no amor, graças à atuação devida a
cada membro (Ef 4,15-16).
Perguntas para reflexão pessoal e
em grupos:
1) Como é feita a acolhida ao povo em nossas celebrações?
2) Quem nos acolhe na pessoa dos ministros e das pessoas da
equipe de celebração?
3) Portanto, o que é preciso fazer para garantir uma boa
acolhida nas celebrações?