"A proteção da Vida – Dom de
Deus"
Entrevista com Pe Lodi e Dra
Dolly
Edna: A Escola da Fé e o Pastoralis convidaram o Pe Lodi e
a Dra Dolly para tratar de
um dos assuntos mais urgentes da atualidade “A proteção da Vida – Dom de Deus”.
Todos sabemos
que o homem foi criado para ser feliz e por isto, antes de qualquer Lei Humana,
nossa vida é pautada pelo que chamamos de Lei Natural, plantada no cerne do
coração do homem para que ele alcançasse a felicidade plena. Desta forma, não é
possível imaginar que uma lei, que não seja coerente com a Lei Natural, garanta
ao homem a paz em sua consciência, porque indiscutivelmente esta permitirá a
agressão ao que Deus viu que era bom ao homem.
Diante deste contexto, mesmo que
haja, no âmbito do Direito Civil, possibilidades legais para deixar de proteger
a vida, veremos nesta entrevista, que todo e qualquer atentado contra este Dom
de Deus vai também contra a Lei Natural, fazendo que as pessoas que cometem
este ato sofram conseqüências muito penosas.
Veremos também nesta entrevista,
como nós católicos devemos agir para não só não pecarmos contra este mandamento
de Deus, mas também promovermos e preservarmos a vida que dEle recebemos tão gratuitamente. O Pe Lodi e a Dra Dolly
também nos apresentarão um panorama geral sobre como estão as
iniciativas pró-vida no Brasil e nos darão dicas preciosas para que, dentro da
caridade cristã, nós saibamos como agir com todas as pessoas que cometeram ou
que sofrem tentações para cometer este ato de violência contra a natureza
humana.
E, para darmos início a esta
entrevista tão interessante, gostaríamos que o Pe Lodi
e a Dra Dolly falassem um
pouco sobre si, para que nossos ouvintes e leitores conheçam um pouco mais
sobre os senhores. O senhor pode começar, Pe Lodi?
Pe Lodi:
Boa tarde! Sou o Pe Luiz Carlos Lodi da Cruz –
“procura-se vivo ou morto, de preferência morto (risos) pelos defensores do
aborto”. Sou o Presidente do Pró-Vida de Anápolis e estou, desde 1996, à frente
desta Instituição, subordinada à Diocese de Anápolis. E, nós cuidamos das
gestantes que estão em tentação ou perigo de praticar o aborto; fazemos
palestras educativas (e) programas de rádio; usamos a internet como meio de
divulgação da cultura da vida; e também atuamos junto às Câmaras Legislativas
para tentar impedir a aprovação de leis que venham atentar contra a Vida e a
Família e a aprovar leis que venham a incentivar a cultura da vida, protegendo
a dignidade humana. Estas são basicamente nossas frentes de atuação, sem falar,
obviamente, da oração, sem a qual nós não podemos vencer esta batalha
espiritual.
Dra Dolly: Boa tarde a todos, realmente é uma alegria nós
estarmos aqui falando com vocês hoje. Eu venho de São José dos Campos,
Edna: Muito interessante o
trabalho que os senhores desenvolvem! Gostaríamos de saber quais foram as motivações que os levaram a abraçar o ideal de defesa da
vida? O senhor poderia começar nos falando, pe Lodi?
Pe Lodi:
Pois não! Em 1995, quando estava em pauta o Projeto de Lei 20/91 que pretendia
obrigar os hospitais públicos à prática do aborto. E, quando parecia que não
havia nenhuma reação à altura, eu fiquei literalmente em pânico e conversei com
meu Bispo, que na época era D. Manoel Pestana Filho, sobre a situação grave e
sugeri que fizéssemos uma caravana até Brasília. Esta
caravana foi feita em 1996, em outubro, reuniu 3.000 pessoas na Esplanada dos
Ministérios e este foi o pontapé inicial para que nós freqüentássemos o
Congresso, quase que semanalmente, para impedir a aprovação do aborto e para
que nós iniciássemos com mais dinamismo uma assistência às grávidas, aos bebês
nascidos dessas grávidas, e que nós nos propuséssemos a educar a população e,
sobretudo os jovens e adolescentes nas escolas. Tudo começou a partir
daí, desse grande perigo que nós sentimos. Daí surgiu o
Pró-Vida de Anápolis, com personalidade jurídica a partir de março de
97.
Edna: Dra
Dolly?
Dra Dolly: Sim. O nosso trabalho em defesa da vida foi
iniciado, particularmente, quando lá na Câmara Municipal de São José dos Campos
e lá também no Executivo começou-se a levar dentro do Conselho Municipal de
Saúde a questão do aborto como sendo a questão da saúde da mulher. Quando nós
vimos que tudo isto já estava entrando dentro de nossa cidade como uma questão
de direito da mulher, saúde da mulher – e nós sabemos que o aborto nunca trata
da saúde da mulher, pelo contrário, quando se fala em aborto, nós estamos
falando em controle populacional. Nós sentimos que precisávamos então ter uma
organização, ter uma estrutura para que pudéssemos ir até o Prefeito Municipal,
os Vereadores; para que pudéssemos colocar também a população ciente daquilo
que estava ocorrendo. O que nós sabemos é que o povo brasileiro não deseja o
aborto como um direito. Aliás, a última enquete que
foi feita aqui no Brasil detectou que 97% dos brasileiros são contrários ao
aborto. E nós sabíamos que isto já era uma pressão de grupos muito
pequenininhos que não expressam realmente a população brasileira, no sentido de
estar, em cada município, em cada local, liberando o aborto, fazendo com que o
aborto fosse algo muito simples, como desligar uma lâmpada: apaga aqui e acende
ali. E nós sabemos que não é assim: quando se fala em abortar é realmente
extinguir uma vida. Então a partir daí nós decidimos a fazer um trabalho
sistematizado em relação a toda esta cultura da morte que vem avançando sobre o
nosso país: em cada cidade e em cada estado. E também avança fora do Brasil:
nós vemos hoje o Uruguai, a Bolívia, a Argentina, o Chile,
vemos todos os países sendo atacados por esta cultura da morte. Então,
nós queremos defender a vida do ser humano, a vida do homem, não só a vida da
mulher, mas a vida de todos, inclusive a do bebê.
Edna: E, quais são as principais
iniciativas Pró-Vida que temos no Brasil?
Dra Dolly: Veja, hoje no Brasil, graças a Deus, existem
entidades, associações e grupos que fazem a defesa da
vida, que fazem a formação, que fazem este trabalho para atingir a população
através de todos os meios de comunicação. Então hoje nós podemos falar que do
Rio Grande do Sul até lá na Paraíba, até lá em Rondônia existe um trabalho em
defesa da vida. Mas ainda é preciso caminhar muito porque ainda nós não fazemos
um trabalho sistematizado, único. Ainda é um trabalho pulverizado. Mas nós
sentimos, de uma maneira muito forte, que cada vez mais as pessoas se
conscientizam deste ataque à vida que está havendo aqui no nosso país. Então, hoje
nós estamos aqui realizando o Encontro Nacional dos Movimentos em Defesa da
Vida. Temos representantes de muitos estados brasileiros. Todos
estamos discutindo estes ataques, discutindo as estratégias, vendo
realmente quais são os nossos planos para este ano eleitoral, para os próximos
anos, enfim, nós estamos nos unindo e esta nem é uma questão de religião. Nós
temos que dizer que esta é uma questão da pessoa humana. Então, ali podemos
dizer que há pessoas católicas, evangélicas, espíritas... sabemos
também que hoje existe também uma frente parlamentar em defesa da vida que une
também espíritas. Sabemos também que a cada pessoa que a gente consegue levar
esta mensagem: “olha, o homem está em perigo”. “A vida humana está em perigo”,
a gente sente que há uma reação e uma adesão. Então, o principal movimento que
nós temos hoje é: “informar, informar”, e como diz o prof. Humberto Vieira:
“continuar informando”.
Edna: Que bom! Dra. Dolly e como está a Campanha “Brasil sem Aborto”?
Dra Dolly: Veja, esta é uma campanha que nós esperamos que
atinja todos os estados do Brasil. É uma campanha em que nós pretendemos fazer
que haja uma conscientização muito grande do povo, através de adesivos, de
eventos que iremos realizar, de modo que se veja quem no Congresso Nacional fez
e faz um trabalho de defesa à vida. Porque infelizmente nós sabemos que o
Parlamento age sob pressão: quando há grupos promorte
que fazem pressão, então eles votam neste sentido; quando há grupos Pró-Vida
que fazem também pressão para que a vida vença, eles também agem desta maneira.
E existe um grupo grande de setenta e tantos deputados inscritos neste
movimento que nós vamos fazer com que esta renovação da Câmara dos Deputados,
seja uma renovação para melhor. Onde nós possamos colocar lá dentro, pessoas
que defendam a vida, porque pessoas que defendem os interesses da morte, há muitas também. Então nós queremos através desta
campanha “Brasil sem aborto”, mostrar para o povo brasileiro quem defende a
vida; quem ataca a vida.
E a partir daí, do ano que vem,
pois este ano nós já não esperamos votação de nenhum projeto de lei
significativo, nós realmente podemos ter um Parlamento que defenda a vida e
quem sabe, nós consigamos colocar na nossa Constituição Federal que a vida deve
ser preservada desde a concepção, o que até hoje nós não conseguimos.
Edna: Pe Lodi,
considerando a existência de uma Frente Parlamentar em Defesa da Vida, como o
senhor avalia este trabalho?
Pe Lodi:
Pergunta difícil, não é? Eu acho que é uma ótima idéia, mas o mundo não vive só
de idéias, não é? Uma coisa é você ter os parlamentares que estão juntos
dizendo que são contra o aborto e defendem a vida; outra coisa é ver se eles
efetivamente propõem Projeto de Lei; comparecem nas horas das votações; se eles
emitem pareceres favoráveis quando nomeados relatores; se não tomam atitudes
dúbias; se não utilizam, por ventura, isto é só uma eventualidade, a frente
como um meio de projeção, mas sem estar de fato em consonância com o pensamento
da Frente. Tudo isto deve ser avaliado.
Em suma, é uma coisa que vejo com
bons olhos; não existia até hoje e foi criado, e foi criado com um nome bom:
“Em Defesa da Vida – contra o aborto”, porque até as feministas dizem que são a
favor da vida – da vida delas, de outros, mas não das crianças. O “da Vida –
Contra o Aborto”, então foi bem explícito. Mas, eu estou esperando e estou
esperando para poder dar a nota depois e ver a coerência dos políticos que
compõem esta Frente. (risos)
Edna: Pe.
Lodi, em relação aos valores vigentes na sociedade,
tem-se a impressão de que a “Defesa da Vida” é uma causa que está na contra-mão, pois vivemos em um
contexto anti-cristão de extensão global. O senhor
poderia nos sugerir algumas ações práticas para conseguir uma maior adesão das
pessoas a esta bandeira?
Pe Lodi:
Olha a gente pode fazer a cada dia qualquer tipo de ação prática: até um
aconselhamento, uma conversa para sua vizinha, para sua colega de escola ou de
trabalho, ou para seus próprios pais, ou seus amigos. A gente constrói a
cultura da vida no dia-a-dia. Estas pequenas ações, por exemplo: você dar os
parabéns porque a sua amiga teve um teste positivo de gravidez, enquanto as
outras amigas – da onça – estão dizendo “que pena! Por que você ficou
grávida?”; este “parabéns” que você está dando para
ela, para que ela se alegre com isto, porque é mais um ser que está sendo
gerado, por meio dela, mas por obra direta de Deus, não é? Que coisa linda!
Tudo isto serve para que a mentalidade vá mudando!
Você sabe escrever? Manda uma
cartinha para um jornal. Você tem uma voz boa? Use a Rádio Maria ou outra para
promover a cultura da vida. Você tem uma turma de catequistas (catequese)? Fale
sobre este assunto com seus catequisandos. Você é
professor? Fale na sala de aula. Você sofre? Ofereça o seu sofrimento a Deus,
pedindo a Ele pela vida humana, porque Nosso Senhor sofreu e morreu para que
tivéssemos vida e vida em abundância.
Portanto, nenhum de nós pode
dizer “eu não vou fazer nada”, né? Ou
melhor “eu não posso fazer nada”. Se não quiser fazer nada é porque realmente
não quis (risos) , mas não, de fato, porque não pôde.
Edna: É verdade! Dra Dolly, ao
mesmo tempo que, muitas pessoas lucram com a venda dos fármacos e
anticoncepcionais, vemos também outras pessoas que acabam vivendo momentos de
impasse ao ter de fazer escolhas que podem, inclusive, comprometer sua posição
profissional ao ter de optar pela Defesa da Vida. Como a
senhora analisa esta situação?
Dra Dolly: Eu vejo que a classe médica foi uma das primeiras
classes a sofrer o lobby da cultura da morte. Há mais de 15 anos aqui no Brasil
são investidos milhões de dólares ao ano para que se faça uma conscientização
da classe médica, da classe política, dos meios de comunicação... Porque na
verdade se parte de uma posição de cima para baixo, se pega toda liderança,
aqueles que estão à frente, que têm alguma forma de poder. Faz-se então uma
conscientização às avessas dessas pessoas, para que elas possam implementar
toda esta cultura da morte. Então nós vemos que o Ministério da Saúde no Brasil
está implementando, já há alguns anos, toda esta questão da Norma Técnica em
que se pode fazer o aborto em caso de estupro ou em caso de risco de vida da
mãe; a questão da distribuição da pílula do dia seguinte; mesmo a distribuição
de camisinha nas escolas, dentro realmente de uma ética utilitarista. O que nos
falta, eu entendo, são pessoas que possam estar falando não da ética
utilitarista, mas da personalista, da pessoa humana como centro do mundo. E
realmente colocar que todas estas questões fazem parte de um programa muito bem
gedrado, muito bem arquitetado em mega-escritórios:
existem planejadores, existem os executores, existem aqueles que depois vão
rever todo o planejamento, de modo que se faça um grande controle do número da
população mundial – nós não estamos falando só do
Brasil, estamos falando do mundo.
É claro que nós também somos a
favor de uma paternidade responsável; do casal, a seu
tempo, ter um controle do número de filhos que pode ter dentro das suas
circunstâncias, dentro da sua vida – claro que contando sempre com a graça de
Deus – mas sem nunca interromper, de uma maneira drástica, com qualquer outro
meio, a sua abertura à vida. Então, por um lado nós sentimos que o povo não
sabe do que se trata da pílula do dia seguinte, por exemplo, que é uma bomba
atômica hormonal no corpo da mulher; ela corresponde a uma quantidade muito
grande de hormônio, além daquela pílula anticoncepcional que ela tomaria ou
toma normalmente dia-após-dia dentro de um ciclo
menstrual. Mesmo esta pílula anticoncepcional, essa “boazinha” e “simplezinha”que já é comum para
todo mundo, que se pega em posto de saúde como se fosse uma balinha que se
chupa todo dia, nos Estados Unidos para um médico fazer a prescrição dessa
pílula anticoncepcional, ele pede à paciente que assine um termo de
responsabilidade com duas folhas frente e verso de efeitos colaterais e de
conseqüências do uso dessa pílula que vai desde aneurisma cerebral, trombose,
ataques cardíacos, cânceres diversos, falência renal, problemas de fígado,
enfim o paciente nos Estados Unidos tem que assinar esse termo de
responsabilidade para tomar esta pílula comum, enquanto que aqui no Brasil se
distribui como balinha. E o povo não sabe. O povo está ainda sem a consciência
do que é que está acontecendo com ele.
Por outro lado, a classe médica
foi e tem sido alvo desses grupos que procuram fazer com que sua consciência
seja anestesiada e existe este “anestesiamento”.
Então, o que falta? Acho que faltam profetas, profetas da vida, faltam
evangelizadores da vida, que possam mostrar para o povo que a solução não está
numa pílula anticoncepcional ou numa pílula do dia seguinte que mata uma vida
humana. Mas a solução está sim, de nós começarmos a falar do método natural, do
método Billings; começarmos a falar de castidade para
o jovem. Começarmos a falar da qualidade de um casamento, da força e do valor
do casamento, da fidelidade conjugal. Estão faltando realmente evangelizadores
da vida e é onde esperamos conscientizar, falando, falando e realmente quem
sabe, começaremos a mudar esse jogo.
Edna: Pe Lodi,
o senhor poderia comentar um pouco sobre o uso da pílula à luz da Doutrina da
Igreja?
Pe Lodi:
A Doutrina da Igreja diz que é imoral e deve se excluir qualquer tipo de ato
que, em previsão do ato conjugal, durante o ato conjugal ou depois da
realização de suas conseqüências naturais tenha como fim ou como meio tornar
impossível a procriação. Ou seja, antes do ato conjugal, o que seria isto, por
exemplo? Preservativo ou diafragma. Durante o ato conjugal, o que seria isto? O
coito interrompido ou onanismo. Após o ato conjugal, talvez a lavagem vaginal.
Qualquer tipo de coisa que você use para tornar este ato sexual infecundo é um
pecado chamado: anticoncepção. O que não é pecado é você praticar o ato sexual
em dias que você já sabe de antemão que são
provavelmente inférteis. O casal não tem a obrigação de praticar no dia fértil
ou no dia infértil: ele pode praticar em qualquer dia. Mas mesmo quando ele
pratica em dias inférteis, ele tem que dizer consigo
mesmo “eu posso – posso – me tornar pai”... “eu posso
me tornar mãe”... “eu tenho que ter uma abertura,
ainda que implícita, à vida. Então o casal mesmo quando se utiliza dos períodos
infecundos para praticar a continência periódica, vulgarmente conhecida como
“método natural”, esse casal não ofende a Deus se fizer isto primeiro por
motivos graves, quais sejam: dificuldades de ordem financeira, ou dificuldades
de ordem de saúde, ou dificuldade genética com grande possibilidade de gerar
crianças com deficiências. Se o casal tem motivos graves para espaçar o
nascimento do outro, né? Se o casal assume também a
possibilidade de, caso ocorra uma gravidez, apesar disso, acolher esse filho
com amor e com alegria, né? Então, esta continência
periódica passa ser uma virtude. Continência é uma virtude, parte da
temperança. O casal assim demonstra que se ama porque sabe se abster. O amor se
prova pelo tempo, pelo sacrifício, se prova pela abstinência. Então a
continência periódica, ao invés de ser um “método de se evitar filho”, palavra
muito grosseira que às vezes se usa: “Ah, eu evito filhos usando o método
natural”... puxa que coisa horrorosa, não é? A continência periódica passa a
ser “não... eu pratico a continência periódica a fim
de sempre que houver alguma necessidade grave, espaçar o nascimento do outro, né? Mas os filhos são sempre benvindos,
né?”.. “Quantos filhos você
quer ter?”... “bem, eu penso grande, né?
(risos) Eu quero aqueles que Deus quiser me dar. Nem mais e
nem menos, porque eu sempre rezo no Pai-Nosso ‘Seja feita a Vossa vontade na
Terra, como ela é feita pelos anjos no céu’”.
Por isto a Igreja considera e
sempre considerou imoral qualquer tipo de método que fosse anticoncepcional. O
que o Papa Paulo VI escreveu na Humanae Vitae não tem nada de novo, o Papa Pio XI havia escrito na encíclica
Casti Connubii e nós já
podemos ver isto nos primeiros séculos do cristianismo. E também os
protestantes eram contra. Até a década de 30 não havia nenhuma igreja
protestante que fosse a favor de métodos anticoncepcionais, depois é que eles
mudaram de posição. E com maior razão a Igreja se opõe aos anticoncepcionais
quando eles além disto são abortivos. É bom lembrar,
como lembrou bem a Dra Dolly,
que a pílula anticoncepcional “boazinha” (entre aspas): essa
pílula de estrógeno e progesterona que se compra nas farmácias para evitar a
procriação além de provocar enfarto do miocárdio, trombose cerebrais, trombose
da veia hepática, cânceres de mama, obesidade, problemas psicológicos como
depressão, frigidez, envelhecimento precoce, ela também causa aborto, porque
quando ela não consegue impedir a ovulação, e são muitos os casos que ela não
consegue por causa da reduzida dose e são cada vez mais reduzidas que os
fabricantes usam. Quando ela não consegue impedir a ovulação e quando a
mulher ovula apesar de usar tal pílula, então se ela
tiver relação sexual naquele dia, ela concebe. E o ser humano concebido na
trompa, no terço distal da trompa não consegue se aninhar no útero, porque por
efeito da pílula o útero está sem aquela camada fofinha para receber a criança.
Então a mulher aborta sem saber que está abortando. Aborto que pode ser
confundido com algo parecido com o sangramento menstrual. Portanto a pílula
anticoncepcional atualmente, nas doses em que ela é utilizada, ela é cada vez
mais abortiva dos que as pílulas mais antigas, que eram
sobretudo anticoncepcionais que tinham uma dose maior de hormônio para
evitar a contracepção. Então a anticoncepção deve ser
abominada e varrida da face da terra por muitos motivos, o maior deles é
a ofensa a Deus, outro é a possibilidade de aborto, e um terceiro a devastação
da saúde da mulher e um outro é impedir o amor, porque não existe amor
contraceptivo. Não existe amor entre dois, só entre três. O Pai ama o Filho, o
Filho ama o Pai, mas o amor de ambos, das duas Pessoas Divinas não permanece
egoisticamente fechado entre Eles: dos dois procede
uma terceira Pessoa. Qual é Ela? O Espírito Santo. O Espírito Santo é o fruto
do amor entre o Pai e o Filho. O que vale para a Santíssima Trindade, vale para o casal cristão também. Nenhum dos dois pode
dizer “eu te amo”, se um dos dois, voluntária e decididamente, quiserem se
tornar estéreis, né? A sua união conjugal não passa
de um ato de egoísmo, praticado a dois, mas egoísmo.
Edna: Padre, uma conseqüência
disto também poderia ser a esterelização da mulher?
Do anticonceptivo, no caso da...
Pe Lodi:
Se ela ficar estéril permanentemente?
Edna: sim.
Pe Lodi:
Não conheço, mas também não descarto esta possibilidade. Parece que a Dra Dolly conhece este caso.
Dra Dolly: sim, na literatura médica que nós já tivemos a
oportunidade de verificar uma das conseqüências do uso continuado da pílula
anticoncepcional é a esterelidade.
Edna: Nossa,
que interessante! E, em sua opinião, para evitarmos a esterelização e o aborto, como poderíamos viabilizar ações
Pró-Vida na rede pública de saúde?
Dra Dolly: Veja, hoje todo o nosso
sistema de saúde já está contaminado por esta cultura da morte, como já
falamos: distribuição de pílulas anticoncepcionais, distribuição de pílulas
abortivas, distribuição daquele aparelhinho, o DIU, que também é abortivo,
reconhecido pela literatura médica. Então quando nós vemos em nosso sistema de
saúde, implementado pelo Ministério da Saúde e depois em nossos municípios
(porque o SUS é municipalizado, né?),
nós sentimos que existe já toda uma cultura implementada. Do que precisamos?
Precisamos que o povo tome consciência dos objetivos desse grande controle populacional.
O povo tomando consciência tem a possibilidade de pressionar os seus
vereadores, deputados estaduais, deputados federais a elaborarem legislação que
defendam a vida e que realmente suprimam estas questões. Da mesma forma, eu
acredito que nós podemos, de uma maneira bem mais
elaborada e sistematizada, começarmos já, inclusive é uma das discussões que eu
gostaria de fazer hoje ou amanhã neste nosso Encontro Nacional (de Lideranças
Pró-Vida) ações realmente que inviabilizem a distribuição desses produtos
abortivos dentro de nosso território nacional, porque se a nossa Constituição
defende a vida em seu artigo 5o, então não há como uma portaria do Ministério
da Saúde começar a fazer valer a morte para o nosso povo. Então medidas
judiciais devem sim ser tomadas. Mas nós vemos assim que existe uma reação do
povo, como por exemplo: há uma ação no Supremo Tribunal Federal chamada DPF 54
(Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental). Essa ação se encontra ainda
no Supremo Tribunal Federal dependendo ainda de uma sentença de mérito onde se
quer fazer valer a morte das crianças anencéfalas. A anencefalia, como nós sabemos, é uma patologia do ser
humano que implica numa ausência maior ou menor do cérebro da criança. Isto não
quer dizer que aquela criança que está dentro do útero materno, com anencefalia, seja um cadáver. Pelo contrário: ela respira, ela se movimenta, ela chora, ela deglute, ela
tem circulação sangüínea, batimento cardíaco, enfim. Mas se quer com essa ação
que essa criança seja morta, como se fosse uma antecipação terapêutica do
parto. Gente, antecipar o parto nesse caso é abortar, é matar! E terapêutica
para quem? Uma terapia é algo que vai trazer um benefício, e o benefício é de
quem? Não há benefício. Então nós vemos que quando esta ação foi dada entrada
no Supremo Tribunal Federal, houve toda uma mobilização da área jurídica
brasileira: juristas de Brasília, de São Paulo, do Rio de Janeiro, do Rio
Grande do Sul, enfim, todos se movimentaram no sentido que se fosse feito todo
um trabalho para que não fosse admitida aquela ação. Em parte, nós tivemos o
Procurador-Geral da República Cláudio Fontelles que
deu um parecer totalmente contrário à procedência daquela ação, que fez então
que uma liminar que o Ministro Marco Aurélio tinha deferido, sem ouvir ainda
qualquer outra parte, fosse então caçada. E agora está para uma sentença de
mérito. Não sabemos quando, não é verdade? Então o que é que nos sentimos? A
base de tudo é isto que nós estamos fazendo agora: é levando para o povo, todos
estes ataques à vida e a partir daí o povo realmente começar a se unir, a se
juntar em torno desta questão. Porque, olha, é muito
importantes realmente o povo se juntar em sindicatos, em associações, em
agremiações esportivas, etc., mas antes de tudo vem a vida, porque se não há a
vida, não há nada mais: não há dinheiro, não há política, não há clube, não há
lazer, não há família, não há igreja, não há nada! Então é preciso mostrar ao
povo que esta questão da vida é uma questão primeira que vem antes de qualquer
outro interesse do ser humano.
Edna: Dra
Dolly, e o aborto no caso de estupro, é permitido a sua prática?
Dra Dolly: Se nós estamos falando de leis, nós estamos falando
de Código Penal e Constituição, nós podemos dizer que a nossa Constituição
defende a vida. A vida é um direito absoluto, fundamental, cláusula Pétrea da
nossa Constituição. Por outro lado, o nosso código penal de 1940 criminaliza o aborto. O aborto é um crime, mas ao mesmo
tempo abre duas situações em que ele pode ser feito sem ser penalizado. É o
caso do aborto decorrente de estupro e o aborto decorrente de perigo de vida da
mãe. Vou falar rapidamente do perigo de vida, que hoje dentro da Medicina, esse
perigo de vida é muito teórico, porque a Medicina avançou de uma forma tal de
1940 até hoje 2006, que praticamente não existe uma possibilidade de uma
gravidez trazer um risco de vida à mãe. Então podemos dizer que quando falam
que há necessidade de interromper a gestação por causa do perigo de vida, é uma
questão que pode ser totalmente contornada pela Medicina hoje. Então nós
percebemos que existem médicos que forçam uma situação para um aborto, sendo
que hoje até mesmo câncer uterino, cardiopatias graves, etc
são contornáveis dentro de uma gestação.
Quanto ao estupro. Existe também
a possibilidade no Código Penal de que seja realizado este aborto por médico,
desde que a gravidez seja resultante de um estupro. Mas da nossa experiência,
de tantas mulheres que nós já atendemos, nós podemos sentir o seguinte: o
aborto além de ser um mal para a criança, porque extermina a sua vida, este mal
é ainda maior para a mãe. O aborto traz conseqüências trágicas para a mulher,
tanto físicas, quanto psicológicas. Na parte física traz toda a questão do
endométrio, da esterelidade, de infecções, de morte,
de hemorragias. Quanto ao aspecto psicológico, esse vai muito mais além e
talvez até o padre possa nos contar de experiências suas de confessionário,
porque a culpa que a mulher traz de ter matado um outro ser humano, sendo este
ser humano seu próprio filho, é tão grande (é tão grande) que a mulher tem n
possibilidades: ou ela se torna suicida; ou deprimida; ou anoréxica;
ou com bulimia; com transtornos psíquicos graves; ela tem uma rejeição física e
emocional ao pai da criança que foi abortada; ela chega até mesmo a ser mais
agressiva com os outros filhos; enfim uma mulher, que mata o próprio filho
ainda dentro do útero materno, tem uma dificuldade muito grande de se perdoar.
E por causa desta falta de perdão, ela tem conseqüências físicas e psicológicas
gravíssimas. Dos casos atendidos, nós já chegamos a ter mulheres em que nós não
conseguimos chegar antes do aborto realizado, mas somente logo depois, e a
gente percebe tudo isto nelas pois percebe todas as
conseqüências da falta de perdão. Ao passo de mulheres que nós já atendemos, mesmo meninas de 10 anos. Já são várias meninas
estupradas que nós atendemos. Essas meninas tiveram seus filhos e hoje essas
crianças, resultado de um estupro, são as pessoas mais amadas da família;
parecem polarizar a família pois esta lhe dedica amor,
atenção e carinho. Há um caso de uma mãe com filho de vinte e tantos anos, e
que hoje ele é o suporte financeiro e material daquela mãe estuprada. Então nós
podemos dizer que hoje a nossa lei ainda, o Código Penal e não a Constituição
Federal,
Pe Lodi: não pune, né? (risos)
Dra Dolly: permite não punindo em caso de estupro. Mas na vida
real o que acontece é o seguinte: se a lei não pune, a mulher vai se punir
sempre. Então o aborto nunca vai ser uma solução para uma violência. Não
podemos confundir a violência do ato do estupro com o estuprador e ao mesmo
tempo a criança. Se o estuprador não recebe a pena de morte, porque aquela
criança inocente vai receber?
Edna: Pe Lodi,
em seu ponto de vista, que tipo de ações poderíamos
desenvolver em nossos estabelecimentos de ensino para promovermos uma educação
Pró-Vida?
Pe Lodi:
Só observar o sexto mandamento: “Não pecar contra a castidade”, pois os castos
não abortam. Quando a gente observa este mandamento e quando a gente respeita o
nosso corpo como templo do Espírito Santo, a gente não vai fazer dele um
simples brinquedo ou um objeto de prazer e nem vai fazer isto com o corpo
alheio. E este respeito com o próprio corpo e o alheio tem como conseqüência o
respeito pela vida gerada no encontro destes dois corpos – vida esta que só
pode ser gerada dentro ou depois de um casamento, certo?
Então, eu não acredito em uma mudança de mentalidade e que todos se tornem
Pró-Vida de uma hora para outra sem que haja uma formação para a castidade.
Isto a gente pode aproveitar, seja numa escola paroquial, seja numa escola
pública, porque isto ai é de Direito Natural. Todos nós temos o direito e o
dever de praticar a castidade, sem a qual a sociedade não subsiste e Deus não é
glorificado e a vida não é honrada. Então, um dos assuntos preferidos para mim
é este: a castidade. Se me perguntarem “você quer falar sobre o aborto ou sobre
o namoro, por exemplo?” “Não, vamos falar sobre o namoro ou vamos falar sobre o
matrimônio”, tudo isto aqui é muito mais importante, pois mais vale prevenir do
que remediar.
Edna: Com certeza! Padre, qual a
mensagem que o senhor deixaria para o ouvinte ou para o
leitor que por ventura cometeu um aborto ou que conhece alguém que cometeu ou
que venha a cometer. O que fazer nestes casos?
Pe Lodi:
Contar com a misericórdia divina, porque onde foi grande o pecado, diz São
Paulo, superabundou a graça. Então tudo aquilo que nós
perdemos em Adão, Cristo recuperou para nós com sobras. Por isto nenhum de nós
pode fazer como Judas, que achou que o seu pecado era tão grande que já
ultrapassava a misericórdia de Deus. Não! Não ultrapassa. A misericórdia de
Deus é enorme. Procure seu confessor, vá e se ajoelhe diante daquele homem que é pecador como você, mas que recebeu um poder que você não
recebeu de poder dizer “Eu te absolvo dos teus pecados, em nome do Pai, do
Filho e do Espírito Santo”, conte para ele o que foi que aconteceu, peça
a ele a absolvição e uma penitência proporcional a este seu pecado. Se seu
pecado foi de aborto, diretamente provocado, seguindo seu efeito então você tem além disto a sanção da excomunhão e talvez só possa ser
levantada pelo seu Bispo Diocesano ou por alguém a quem o Bispo tenha dado esta
faculdade, o Cônego Penitenciário talvez, mas tudo começa com o padre. Vá
conversar com ele para expor o seu problema, para pedir a salvação. Só há um
pecado que não tem saída: é o pecado contra o Espírito Santo. Por favor, não
cometa este pecado. Se você já cometeu o aborto, que tem perdão, não cometa um
outro pecado que não tem perdão: que é você não querer ser perdoado. Não queira
se afastar da fonte da misericórdia.
Edna: Pe Lodi,
o senhor poderia comentar sobre a vida de Sta Gianna Beretta Molla?
Pe Lodi:
Santa Gianna Beretta Molla era uma médica italiana que deu a vida pela a da sua
filha, que hoje é médica como a mãe: Gianna Emanuella. E ela foi aconselhada por amigos “da onça” a
fazer um aborto, a fim de se livrar de um fibroma no útero. Ela disse “não, de
jeito nenhum. Vou levar a minha gestação até o fim”. Ela sempre teve gestações
perigosas e complicadas, mas como médica fiel ao juramento de Hipócrates, fiel
a sua fé cristã, fiel a sua vocação natural à maternidade, nunca sequer passou
pela cabeça dela de evitar filhos, quanto mais de matar um filho já concebido.
Então ela disse: “olha, eu como mãe, tenho que dar a vida pelo filho e não tem
nada a ver”. Então ela morreu, não em decorrência do parto diretamente, mas ela
morreu uma semana depois. E o bonito é que a filha dela, quando esteve no
Brasil em 1997 no Encontro Nacional do Papa com as Famílias, ela agradeceu à
mãe por ter dado a vida a ela duas vezes: pela geração e pelo martírio. Então
Santa Gianna Beretta Molla é invocada sob o título de Mãe e Mártir. E é um
modelo e um exemplo para todas as mães, pois nós estamos aqui para dar a vida
uns pelos outros, e com maior razão a mãe tem que dar a vida pelo filho.
Edna: Pe Lodi,
como envolver mais efetivamente as igrejas, sendo esta uma oportunidade
efetivamente ecumênica de ação evangelizadora?
Pe Lodi:
É a gente precisava de unir as mãos, não só entre si, né? Dar as mãos, mas unir as duas mãos para rezar, né? (risos) para fazer a oração, a nossa voz chegar até
Deus, que é o Autor e Senhor da vida e que pode tudo, inclusive pode contra os
que se acham poderosos aqui na terra e deveríamos fazer isto com urgência, né? Quem não pode fazer nada além de rezar, não pode fazer
apenas o máximo. A oração é aquilo que está na base e no fundamento de tudo.
Então vamos também, e se você pertence à Igreja, chame os seus amigos para que
eles possam rezar com você. E se você e ele já rezam juntos,
então que dessa oração parta uma oração conjunta, por exemplo, de
conscientização em quem você pode e em quem você não pode votar nas próximas
eleições, porque terem defendido ou não a vida humana, por terem falado ou não
em favor do aborto, da eutanásia, da prostituição e de outros atentados à vida
e à família. Então isto é o que nós precisamos fazer.
Edna: E que conselhos, o senhor
Pe Lodi, daria aos nossos jovens?
Pe Lodi:
Olha, quando eu era jovem, não que eu não seja, quando eu era mais jovem
(risos) um padre com quem eu me confessava constantemente dizia “Se você
guardar a castidade, você vai ter uma grande alegria que os impuros não
conhecem”. É a alegria da pureza. Esta alegria está acima do prazer da
impureza, como o céu está acima da terra. Se os impuros soubessem da alegria de
serem puros, desejariam ser puros nem que fosse por egoísmo, só para gozar
dessa alegria (risos). Agora eu digo para vocês, “é verdade! É verdade!”, mas
eu lanço a você jovem um desafio: não acredite em mim não. EXPERIMENTE! Faça a
experiência da castidade. Experimente ser diferente de todo mundo. Experimente
não ser “Maria vai com as outras”. Experimente vir e remar contra a maré e ir contra
a correnteza. Diga: “Todos estão contra mim, mas eu estou com Deus. E eu e Ele somos maioria absoluta”. E a renovação de uma sociedade
passa por uma juventude ousada. Uma juventude que diz assim: “olha,
simplesmente todos são contra mas, eu sou a favor.
Todos dizem ‘Barrabás!’, mas eu digo ‘Cristo!’. Todos
dizem ‘Morte!’, mas eu digo ‘Vida!’. Todos dizem ‘preservativos’ e eu digo
‘Castidade’. E assim por diante. Nós não devemos nos envergonhar daquele que
não se envergonhou de dar a vida por nós, pendurados numa cruz.
Edna: Pe Lodi,
gostaria que o senhor deixasse uma mensagem para nossos internautas
no Pastoralis, para os ouvintes da Rádio Maria, e
também para nossos alunos e aqueles que tem acesso ao
material da Escola da Fé. O que o senhor diria para eles?
Pe Lodi:
Está certo! Acessem este site, leiam este material (risos). Ponham
em prática aquilo que vocês tiverem lido (risos) e passem a diante, né? Para que não morra nas mãos de vocês, mas produzam
frutos e produzam efeito em cascata. É o que eu tenho a dizer. (risos).
Edna: E a senhora, Dra Dolly, o que diria para o
público que teve a grande oportunidade de ouvi-la?
Dra Dolly: Eu gostaria de dizer que, eu tenho muita esperança
no nosso Brasil. Eu tenho muita esperança de que Nossa Senhora tenha assim um
amor muito grande pela nossa Pátria. Que o nosso anjo da guarda é um anjo da
guarda muito forte. E que nós como Nação e como Pátria, nós poderemos ser uma
Nação que vai iluminar o mundo. Este mundo da cultura da morte, do aborto, da
eutanásia, do homosexualismo, da prostituição do
jovem. Eu tenho uma esperança muito grande que com a força de Deus, com a
proteção de Nossa Senhora, nós teremos jovens que acatam aquele lema “quem ama,
espera”; “quem ama é fiel”. Então eu tenho uma esperança muito grande que
dentro de algum tempo, o nosso Brasil vai realmente florescer como o Papa já
falava daquela primavera da Igreja, que um derramamento muito grande do
Espírito Santo já está acontecendo, que vai se tornar
cada vez mais forte no nosso país. Que nós poderemos no opor a todas estas
forças do mal, que nós sabemos que atrás de tudo isto quem está é o demônio que
odeia o ser humano, porque é a Imagem e Criatura do próprio Deus. Então, eu
tenho esta esperança e eu conto com o jovem para que realmente não se deixe
levar pela onda. Que o jovem realmente seja autêntico e veja o perigo que corre
a nação, veja o perigo que corre toda a humanidade porque a humanidade está
Edna: e se quisermos saber mais
informações, termos mais esclarecimentos, tem algum site... como
podemos entrar em contato?
Dra Dolly: Veja, há vários sites, o site aqui do padre Lodi: www.providaanapolis.org.br; o site
www.providafamilia.org; valoresdavidafamilia; o mdv ... existem muitos sites que podem assim estar dando toda uma
conscientização para as pessoas. E se necessário for, pode estar entrando em
contato com a gente, mandando e-mail que nós estamos às ordens e estamos
prontos para realmente aprofundar todas as questões porque na verdade, nós
ficamos assim muito tranqüilos porque quem implementa toda esta cultura da
morte, precisa mentir, precisa enganar. Nós que defendemos a vida, só
precisamos falar a verdade. Então nós estamos abertos para quem quiser nos
conhecer e para quem quiser vir conosco e nos ajudar nesta batalha.
Edna: Em nome da da Escola da Fé e do Pastoralis,
agradecemos muito a sua presença. Realmente é uma graça de Deus, é um
privilégio muito grande tê-los aqui. Sabemos que a senhora vem de longe para
uma atividade do Pró-Vida em Brasilia, acho que não
estava na sua agenda, mas agradecemos muito a disponibilidade. Ao Pe Lodi também agradecemos a sua
presença e a sua generosidade em estar aqui conosco. Agradecemos
também à assessoria da nossa professora da Escola da Fé a Lidiane,
da nossa aluna da Escola da Fé e representante do Pastoralis
a Márcia e do Paulo Fernando do Pró-Vida e Pró-Família, que estiveram aqui
conosco neste bate papo, mas também agradecemos a Naite
e ao Pe Marcos Hurtado LC que participaram da
concepção desta entrevista, mas não puderam estar aqui hoje. Espero que
seja muito proveitoso para os que nos escutam e para os que nos lêem. Lembramos
também que Maria foi Mãe, e que Ela quis dar um sentido maior à vida.
Dra Dolly: e era mãe solteira!
Edna: e era mãe solteira.
Pe Lodi:
foi uma gravidez inesperada, né? Ou não planejada,
como hoje se diria, né? E dessa gravidez que salvou o
mundo... né? Puxa vida!
Então a gente percebe que coisa maravilhosa a vocação da mulher à maternidade.
Que Maria Santíssima nos proteja. Ela que gerou o Senhor e Autor da vida que
nos proteja nesta causa.
Edna: Pediria então que para
finalizar, esta entrevista, este bate-papo, o senhor pudesse nos dar uma
benção.
Pe Lodi:
É uma honra. Não mereço, mas agradeço. (risos)
Então vamos juntar as mãos, e
elevar os nossos corações aos céus, para receber esta benção.
O Senhor esteja convosco!
Todos: Ele está no meio de nós.
Pe Lodi:
Pela imposição de minhas mãos sacerdotais, pela invocação da
Bem-Aventurada da Sempre Virgem Maria, de São José seu castissimo
esposo, de S. Miguel, S. Gabriel, S. Rafael, de S. Luis Maria de G. de Montfort, de S. Luis Gonzaga, de Sta
Gianna Beretta Molla, de todos os anjos e santos, abençoe-vos, proteja-vos
e guarde-vos com toda benção do céu e da terra, do Deus Todo Poderoso, Pai,
Filho e Espírito Santo.
Todos: Amém
Pe Lodi:
Coração Imaculado de Maria,
Todos: livrai-nos da maldição do
aborto!
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Contatos por email:
Dra Dolly: maria.dolly@terra.com.br
Pe Lodi: pelodi@providaanapolis.org.br
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