A
organização na catequese supõe vários níveis de atuação, desde a menor das
comunidades até o nível arquidiocesano, e mesmo, nacional. Passa também pela
necessidade de pequenas ações que ajudam a estruturar todo o trabalho, de modo
a colaborarmos com a graça de Deus que inspira a prática catequética.
Em relação a isso, afirma o Diretório Geral para a Catequese
(DGC) em seu número 272:
"A
coordenação da catequese é uma tarefa importante no âmbito de uma Igreja
particular. Ela pode ser considerada:
- no interior da própria catequese, entre as suas diversas formas,
dirigidas às diferentes idades e ambientes sociais;
- com referência aos laços que a catequese mantém com as outras formas
do ministério da Palavra e com outras ações evangelizadoras.
A coordenação da catequese não é um fato meramente estratégico,
voltado para uma mais incisiva eficácia da ação evangelizadora, mas possui uma
dimensão teológica de fundo.
A ação evangelizadora deve ser bem coordenada porque ela visa à
unidade da fé, a qual, por sua vez, sustenta todas as ações da Igreja".
Não podemos perder de vista que a função de coordenar tem em vista a
realização do Projeto de Deus, o serviço a Deus, feito na alegria,
simplicidade, humildade e entusiasmo.
Não
podemos esquecer também que "a organização da pastoral catequética tem
como ponto de referência o Bispo e a diocese. O Secretariado diocesano de
catequese é "... o órgão através do qual o Bispo, chefe da Comunidade e
mestre da doutrina, dirige e preside toda a atividade catequética realizada na
diocese" (DGC 265).
O
coordenador da catequese deve formar sempre uma equipe de coordenação que
busque atingir três processos:
a) Animação: Esta
equipe deverá criar condições para que todos participem do trabalho com seus
esforços e conquistas. Animar significa “gerar vida”. Um coordenador desanimado
influência negativamente sobre o grupo. Não se pode um otimismo alienante, mas
uma sadia e cristã visão da realidade, tendo me vista a busca do melhor para a
comunidade. Entusiasmado significa “cheio de Deus”!
b) Comunhão fraterna:
Devemos incentivar o bom nível de relacionamento interpessoal no grupo de
catequistas. A experiência de comunhão, torna-se sinal de conversão e caridade
dentro da comunidade. Conviver com a diferença dos outros só traz
enriquecimento, quando é partilhada de maneira construtiva e numa visão de fé.
c) Mobilização: Vivenciamos
o lema “a união faz a força”, quando todos estão unidos pelo mesmo ideal, ainda
que haja diferenças pessoais. Para que a comunidade se mobilize
necessitamos de:
q Organização: Planejar de forma
participativa, com avaliações constantes.
q Articulação: Todos os níveis devem
estar articulados e a coordenação deve orientar e supervisionar os trabalhos,
sempre na linha da co-responsabilidade.
q Interação: Busca de um bom
relacionamento entre toda a equipe.
Algumas sugestões para a organização paroquial:
a)
Em relação à “secretaria”:
O Manter os dados em dia: catequistas,
catequizandos, turmas, dados da Região do Setor e da Arquidiocese;
O Organizar fichas para os catequistas,
com informações importantes (data de nascimento, endereço, telefone, datas e/ou
local de batismo, comunhão, crisma e matrimônio, se for o caso...)
O O mesmo se diz em relação aos
catequizandos;
O Comunicar imediatamente a todos os
catequistas, as informações recebidas, através de circular, quadro de avisos ou
caderno de anotações;
O Preencher e entregar, se possível,
antes do prazo a informações que forem pedidas. Assim, evita-se o esquecimento
e a possibilidade de perder o material;
O Manter um quadro de avisos com
informações úteis para a catequese, além do simpático mural de aniversariantes,
mensagens, e outras criatividades que possam surgir.
b) Em relação ao grupo de catequistas:
O Formar uma equipe de coordenação em
todos os níveis e em todas as comunidades catequéticas;
O Animar o planejamento participativo,
envolvendo todo o grupo de catequistas, sabendo ouvir críticas e sugestões e
manifestando objetivos claros e bom conteúdo nas reuniões;
O Zelar pela formação do grupo,
atingindo também os auxiliares e catequistas de outros núcleos, e não só da
Matriz!
O Visitar e/ou fazer reuniões em outras
comunidades, evitando que tudo seja centralizado apenas na Matriz. Há grupos
que se sentem felizes em acolher os catequistas da comunidade. Aproveitemos
estes momentos!
O Realizar reuniões mensais com
todos os coordenadores de catequese na paróquia, para assuntos gerais;
O Incentivar os catequistas de grupos de
catequese específicos para que se reúnam mensalmente para planejamento dos
encontros;
O Cuidar para que cada grupo trabalhe
com o material da Arquidiocese e a programação feita pela comunidade;
O Criar ambiente fraterno, alegre e
responsável para que a convivência do grupo seja o maior testemunho de
comunidade catequética.
O Apresentar os catequistas ao sacerdote
e afirmar constantemente que a catequese deve ser feita em união com as
diretrizes arquidiocesanas e paroquiais;
O Incentivar a participação de todos nos
eventos regionais, setoriais e arquidiocesanos. Nunca deixar sua paróquia sem
uma representação de catequistas.
O Sugerir ao pároco que a comunidade
custeie o estudo de alguns catequistas nas Escolas de especializadas de
Catequese.
c) Em relação à estrutura material:
O A catequese precisa ao menos de uma
“salinha” para o mínimo de estrutura de suas atividades;
O Criar alternativas (rifas, festas,
bingos,...) para que as comunidades possam adquirir o material didático
necessário para o trabalho catequético;
O Atualizar o quadro de avisos da
catequese, sempre que for necessário;
O Montar, uma “biblioteca da catequese”,
com doações ou compra de material, para que os catequistas possam encontrar
subsídios para seu trabalho pastoral;
O Criar materiais próprios da
comunidade, aproveitando os talentos que Deus deu a pessoas da comunidade,
mesmo que estas não sejam catequistas.
Concluindo...
Organizar
o trabalho catequético exige muita capacidade de abnegação e alegre doação . E
um dos grandes instrumentos da equipe de coordenação deve ser o diálogo amigo,
verdadeiro e fraterno. Caminhar para a unidade da comunidade, respeitando a
diversidade, exige que evitem rótulos preconceituosos, que se busque em
conjunto o Reino de Deus, ainda que por caminhos diferentes.
“Um dos
grandes meios que temos para nos comunicar, de encontrar o caminho de pessoa a
pessoa é a palavra. A linguagem é a arma mais poderosa e mais eficiente que o
homem possui. É com a palavra que nos comunicamos com o próximo. Uma palavra
pode: agradar, ferir, convencer, estimular, entristecer, instruir, enganar,
louvar, criticar ou aborrecer as pessoas a quem for dirigida. A linguagem é o
instrumento essencial das relações humanas. Na comunicação entre as pessoas é
tão importante quanto a enxada para o lavrador ou o torno para o mecânico. Se
ela é tão importante, devemos cercá-la de todos os cuidados possíveis.
Devemos nos esforçar para que nossas palavras pelo tom, oportunidade e
adequação sejam e um meio de comunicação. Nunca estamos prontos e acabados.
Conversão deve ser atitude constante do cristão e o outro nos ajuda a ver onde
precisamos crescer. Diálogo na catequese não é só uma questão metodológica, ela
deriva de um certo modo de compreender Deus e a vida. É um especialíssimo
caminho de santidade.” (Me. Maria Helena Cavalcanti)
A FORMAÇÃO PARA O SERVIÇO
DA CATEQUESE
1. Necessidade da formação catequética
A formação dos catequistas é atualmente uma das tarefas mais urgentes
de nossas comunidades, pois, “o catequista é de certo modo, o intérprete da
Igreja junto aos catequizandos” (DCG 35).
“Qualquer atividade pastoral que não conte para sua realização, com
pessoas realmente formadas e preparadas, coloca em risco a sua qualidade” (DGC
234), portanto, é preciso contar com uma adequada pastoral de catequese que
possa:
·
suscitar vocações para a catequese;
·
distribuir melhor os catequistas entre os diversos setores;
·
organizar a formação dos catequistas (de base e permanente);
·
atender pessoal e espiritualmente os catequistas e formar um grupo de
catequistas integrado à vida da comunidade.
O objetivo principal da formação do catequista é o de prepará-lo para
comunicar a mensagem cristã, àqueles que desejam entregar-se a Jesus
Cristo. A finalidade da formação requer, portanto, que o catequista se torne o
mais capacitado possível a realizar sua missão.
2. Critérios para a formação do catequista
O Diretório Geral para a Catequese no nº 237, apresenta alguns
critérios inspiradores para formação do catequista:
· formar catequistas com fé profunda; clara
identidade cristã e eclesial; profunda sensibilidade social
· capazes de transmitir não apenas um ensinamento,
mas também uma formação cristã integral, desenvolvendo “tarefas de iniciação,
de educação e de ensinamento”. São necessários catequistas que sejam ao mesmo
tempo, mestres, educadores e testemunhas.
· capazes de superar “tendências unilaterais
divergentes” e de oferecer uma catequese plena e completa. Isto é,
precisamos saber conjugar fé e vida, num sentido social e eclesial.
· há também necessidade de se investir na formação
específica para o leigo, grande maioria na catequese.
· e, por último, o DGC aponta para a
importância fundamental da formação pedagógica. “Seria muito difícil para o
catequista improvisar, na sua ação, um estilo e uma sensibilidade para os quais
não tivesse sido iniciado durante a sua própria formação.” (DGC 237).
3. Dimensão da formação
Além dos critérios inspiradores, a formação do catequista possui as
seguintes dimensões: SER, SABER E SABER FAZER.
“A mais profunda se refere ao próprio ser do catequista, à sua dimensão humana e cristã. A formação de fato deve ajudá-lo a amadurecer, antes de mais nada, como pessoa, como fiel e como apóstolo. Depois há o que o catequista deve saber para cumprir bem a sua tarefa. (...) Enfim há a dimensão do saber fazer, já que a catequese é um ato de comunicação. A formação tende a fazer do catequista um “educador do homem e da vida do homem” (DGC 238).
O catequista precisa estar em contínua formação humana e cristã. Por
isso, não bastam os cursinhos de início de ano. Estes são muito mais momentos
de sensibilização para o trabalho catequético e não indicadores de
que, ao participar destes encontros, o catequista esteja em condições de
realizar bem a tarefa pastoral.
4. Elementos da formação
A formação deve levar em conta o duplo movimento de fidelidade: a Deus
e ao homem.
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DOUTRINAL
BÍBLICA
LITÚRGICA Fidelidade a Deus
ESPIRITUAL
FORMAÇÃO ![]()
PEDAGÓGICA
ANTROPOLÓGICA SOCIOLÓGICA
Fidelidade ao homem
METODOLÓGICA
A missão que o Catequista é chamado a realizar exige:
a) intensa vida sacramental e espiritual;
b) familiaridade com a oração;
c) profunda admiração pela mensagem cristã;
d) uma atitude de caridade, humildade e prudência que permita ao
Espírito Santo realizar sua obra fecunda nos catequizandos.
Sendo a catequese um processo permanente de educação da fé, também a
formação do catequista deve ser permanente, pois o catequista terá sempre
coisas para aprender em toda a sua vida. “Além de testemunha, o catequista deve
ser mestre que ensina a fé. Uma formação bíblico-teológica lhe fornecerá um
conhecimento orgânico da mensagem cristã articulada a partir do mistério
central da fé, que é Jesus Cristo” (DGC 240).
5. Conteúdos a serem aprofundados
O conteúdo desta formação doutrinal é exigido pelas diversas partes
que compõem todo o projeto orgânico de catequese:
v As três grandes etapas de história da salvação:
Antigo Testamento, Vida de Jesus Cristo e História da Igreja;
v Os grandes núcleos da mensagem cristã: Símbolo,
Liturgia, Vida Moral e Oração.
A Sagrada Escritura deverá ser como a alma desta formação e o
Catecismo da Igreja Católica o ponto de referência doutrinal fundamental, juntamente
com os materiais catequéticos publicados. Além disso, precisamos conhecer os
documentos do Magistério da Igreja. A leitura e reflexão destes livros
deverão estar sempre presentes na vida do catequista.
Para uma formação integral, “é necessário que o catequista entre em
contato, pelo menos, com alguns elementos fundamentais da psicologia (...) As
ciências sociais procuram o conhecimento do contexto sócio-cultural em que o
homem vive e pelo qual é fortemente influenciado” (DGC 242).
Além destes conhecimentos, precisamos aprender alguns elementos da
ciência da comunicação: dinâmicas de grupo, utilização dos recursos didáticos e
meios audiovisuais e também aproveitar das riquezas da informática.
Por fim, é importante que o catequista conheça o valor do
planejamento, da avaliação e alguns princípios de metodologia.
Como se vê, a formação do catequista é algo complexo e dinâmico.
Precisamos de humildade e entusiasmo para aprender sempre.
6. Sugestões de atividades formativas
Não podemos esquecer que a formação do catequista acontece, em
primeiro lugar, na comunidade cristã. “É nesta que os catequistas
experimentam a própria vocação e alimentam constantemente a própria
sensibilidade apostólica”(DGC 246).
Para isso o coordenador procurará...
Ø ... motivar o grupo de catequistas para reuniões
mensais de preparação dos encontros catequéticos. Deve-se ver o melhor dia e
horário para cada grupo (catequese infantil, iniciação eucarística,
perseverança, adultos, especial, ...), ainda que sejam em dias diferentes para
cada grupo.
Daí a necessidade de haver coordenadores específicos para cada grupo.
Ø ... garantir um encontro anual para o
“grupão” de catequistas se reunir e aprofundar algum tema necessário para a sua
formação integral;
Ø ... incentivar a participação dos
catequistas em cursos da paróquia, ou em encontros formativos da região, setor
e arquidiocese.
Vamos
aprender a trabalhar com representatividade? Se não der para enviar todos,
insista para que, ao menos um catequista esteja presente nestes momentos e
torne-se agente multiplicador na comunidade.
Ø ... não esquecer dos auxiliares, que se
preparam para ser catequistas: eles merecem uma atenção especial, a mesma qualidade de formação.
Ø ... incentivar a participação dos
catequistas na Escola da Fé Paroquial.
“Formar os formadores”, esta deve ser uma meta constante da
equipe de coordenação da catequese. Logo, a formação “possibilitará o
crescimento do catequista no equilíbrio afetivo, no senso crítico, na unidade
interior, na capacidade de relações e de diálogo, no espírito construtivo e no
trabalho de grupo” (DGC 239). Iintegrar o conhecimento numa vida correta,
inspirada pelos valores do Evangelho para anunciar a Palavra de Deus, é a meta
do catequista.
7. Conclusão:
Ninguém nasce catequista. Aqueles que são chamados a esta missão
tornam-se bons catequistas através da prática, da reflexão e da preparação
adequada. Para colaborar na formação de discípulos de Cristo, o catequista deve
ser, em primeiro lugar, um discípulo amoroso, humilde, alegre e fiel.
A fé foi colocada por Deus no coração do homem. A tarefa do catequista
é a de cultivar este Dom, alimentá-lo e ajudá-lo a crescer primeiro em seu
coração para que deixe transbordar esta experiência de vida cristã para os
irmãos.
Siglas utilizadas:
DCG – Diretório Catequético Geral, Sagrada Congregação para o Clero,
1971.
DGC – Diretório Geral para a Catequese, Sagrada Congregação para o
Clero, 1997.
MINISTÉRIO DA COORDENAÇÃO
1.
Introdução
A
Catequese nos últimos anos deu passos significativos. Em toda parte percebe-se
um fervilhar de novas experiências e métodos mais adequados que nos orientem na
caminhada. Este processo de renovação depara-se com alguns desafios: a
catequese não pode ser uma simples iniciativa baseada na boa vontade, na
improvisação. Disso decorre a necessidade de pensar, organizar e atualizar a
catequese, buscar novos rumos, animar os catequistas, criar um clima
humano-afetivo. Surge assim a missão do coordenador do qual depende, em
grande parte, a dinâmica e a renovação da catequese numa comunidade.
“A
atividade pastoral não pode processar-se às cegas. O apóstolo não corre em
busca do incerto, nem golpeia no ar”. (Paulo VI)
Coordenação
vem da palavra “co-ordinatione” que significa: dispor certa ordem ou
método”, organizar o conjunto, por em ordem o desconjunto. É uma
“co-operação”, uma ação de “co-responsabilidade entre os iguais”. A coordenação
promove a união de esforços, de objetivos comuns e de atividades comunitárias,
evitando o paralelismo, o isolamento na ação catequética. A coordenação tem por
finalidade criar relações, facilitar a participação, desenvolver a
sociabilidade, levar à cooperação, comprometer na co-responsabilidade, realizar
a interação e tornar eficaz o conjunto da caminhada catequética.
Para essa
missão se requer um trabalho de grupo, e não de uma só pessoa.
A catequese renova-se mais rapidamente, especialmente no mundo urbano,
quando uma comunidade investe na equipe de coordenação e esta assume sua missão
articuladora, animadora da catequese .
2. O
Exemplo de Jesus
Nesse
sentido o MINISTÉRIO DA COORDENAÇÃO reveste-se de uma mística, de uma
espiritualidade, de uma missão. Coordenar é integrar, animar, avaliar, revisar,
celebrar, incentivar a caminhada da catequese. O ministério da coordenação é o
serviço que mantém viva a caminhada da catequese em sintonia com as
opções diocesanas, paroquiais, e segundo as exigências de uma catequese
renovada. E o coordenador encontra seu modelo, sua inspiração e a fonte de
graça para exercer seu ministério na Pessoa de Jesus.
Sabemos
que Jesus Cristo não quis assumir sua missão sozinho. Fez-se cercar do grupo
dos doze (Mc 3,13). Com eles vai criando sua comunidade. Os Evangelhos nos
mostram que várias atitudes de Jesus caracterizam-se por um amor cordial e
concreto pelas pessoas. Vejamos algumas situações:
a)
Jesus conhece as pessoas e as aceita
como são. Parte daquilo que são os discípulos, e não daquilo que
deveriam ser para conduzir cada um a um crescimento cada vez mais
profundo (Jo 20, 27; Lc 22, 61; Lc 24, 13-35).
b)
Jesus exerce sua autoridade com
caridade. É aquele que serve ( Jo 13, 1-20). “Eu não vim para
ser servido, mas para servir” (Mc 10, 45). Para Jesus, todos têm uma
caminhada a fazer, uma conversação a realizar, uma esperança a construir. A
grande norma do grupo é o mandamento do amor.
c)
Jesus situa-se dentro da comunidade e a
dirige com amor. A presença de Jesus é viva no meio da comunidade.
Ensina a partilhar e ser solidário em tudo (Jo 6, 1-15).
d)
Jesus fala da necessidade de sua paixão
e convida seus discípulos a partilhar sua Cruz, vivida e assumida na
fé e na esperança, porque passando por ela constrói-se o Reino (Lc 9, 22-26).
e)
Jesus criou uma comunidade para a
Missão. A comunidade é um caminho de crescente fraternidade e
abertura para a missão. O apóstolo Paulo nos alerta (Rm 12, 9-21) para que
tenhamos os mesmos sentimentos de Jesus Cristo. Isto é, que a nossa missão de
coordenadores não seja uma forma de vanglória e nem um fardo nos ombros dos
outros, mas que seja uma continuidade da missão de Jesus Cristo na edificação
do Reino.
3. Perfil do Coordenador
O Ministério da Coordenação é o serviço que suscita e integra através
de ações concretas as forças vivas da catequese: pároco, catequistas,
pais, catequizandos e as outras pastorais.
Este ministério deve ser exercido com alegria, como uma fonte de
espiritualidade, como um serviço em prol do Reino: animando os catequistas,
abrindo novos horizontes, atualizando-se continuamente, estando em sintonia com
as orientações diocesanas, criando um clima de acolhida, partilha e
confiança. Desse modo, a catequese surge como luz na comunidade.
Existem
diversas maneiras de exercer o ministério da coordenação. Dentre elas
destacamos as seguintes:
·
Coordenação centralizadora –
sobressai a função. Não divide tarefas. Não confia totalmente no grupo.
Normalmente uma coordenação centralizada é autoritária, por vezes distante da
caminhada da catequese e dos reais problemas dos catequistas, dos
catequizandos, dos pais e da comunidade cristã. Numa coordenação centralizada,
com facilidade surgem os descontentamentos, as divisões, os subgrupos, o
desânimo e as desistências.
·
Coordenação fraterna, democrática
– caracteriza-se pelo serviço pela animação, pela distribuição das tarefas,
pela confiança nos catequistas, pelo amor aos pais dos catequizandos, pela
vivência comunitária, pela preocupação com a formação dos catequistas, pelo
relacionamento humano, afetivo, carinhoso, alegre, mesmo nos erros e nas
tensões.
Acolhe as
sugestões, aceita com humildade as críticas, aponta sempre uma luz nas
horas de tensões. Acima de tudo, elabora um projeto catequético participativo
capaz de gerar um processo de educação da fé na comunidade.
4.
Atribuições da Coordenação
O Diretório Pastoral de Catequese do Rio de Janeiro (1999), afirma que
a Coordenação, em todos os níveis de atuação de nossa Arquidiocese,
deverá:
"7.1. Ser organizada em todos níveis de atuação com aceitação e
acompanhamento do responsável imediato: Comunidade Eclesial, Paróquia, Região,
Setor e Arquidiocese.
7.2. A nível paroquial poderá ser desdobrada em coordenações
específicas das diferentes faixas etárias: Pré-Catequese Infantil, Catequese de
primeiro e segundo estágio em preparação à Primeira Eucaristia, Catequese de
Perseverança, Catequese de Adolescentes, Catequese Especial, Catequese de
Adultos e Crismal entre outras, desde que todas trabalhem de forma integrada e
sob a orientação da Coordenação Geral e do Pároco.
7.3. Em todos os níveis de atuação, a Coordenação da Catequese deverá
apresentar os requisitos fundamentais para o exercício de sua missão: formação
condizente com sua tarefa, dinamismo, entusiasmo, espírito de comunhão e
participação, humildade, testemunho de vida, espiritualidade, vivência
sacramental, equilíbrio psicológico, capacidade de trabalhar em equipe,
afetividade, espírito de fé e oração."
Estas orientações podem ser desdobradas em outras, para todos os
níveis de coordenação catequética da paróquia:
· Elaborar, de maneira participativa, um
pequeno projeto para a catequese, privilegiando o objetivo, o conteúdo e a
metodologia;
· Repassar, aos grupos interessados,
qualquer inovação, exigência ou mudança nos rumos da catequese;
·
Participar das reuniões e demais eventos promovidos pela região, setor,
arquidiocese, sempre que solicitado. A participação em atividades
extra-paroquiais é fundamental para o crescimento da comunidade. Ter o hábito
de preparar um pequeno relatório sobre a realidade paroquial ou de outras
questões pedidas pelas coordenações regionais ou diocesanas;
· A equipe de coordenação precisa reunir-se
constantemente para rezar, estudar e aprofundar a situação da pastoral
catequética na comunidade;
· Avaliar freqüentemente o processo de educação da
fé na comunidade, através de visitas, encontros, assembléias.

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SOMOS ·
Animadores ·
Companheiros de trabalho · Colaboradores · Ponte · Catequista
em serviço |
NÃO SOMOS ·
Fiscais · Meninos
de recado · Ditadores · Burocratas · Espectadores |
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|
EM
RELAÇÃO ÀS PARÓQUIAS DEVEMOS: |
||
|
CONHECER · O
pároco · O
coordenador · Horário/
cronograma · Tipo
de materiais · Talentos
especiais · Critérios
de avaliação |
APARECER · Reuniões · Periodicamente nos eventos · Acompanhar nas solicitações OFERECER
· Presença, ouvido, ombro · Troca de experiências · Sugestões de material · Notícias · Canal de reivindicações |
|
|
EM RELAÇÃO AO SETOR E À
REGIÃO EPISCOPAL: · Trazer
o sucesso , a dificuldade · Divulgar
material · Sugerir,
tomar iniciativa · Conhecer
a equipe · Avaliar
criticamente tudo que faz · Pontualidade
nos prazos |
||
|
EM NÍVEL PESSOAL: · Ser
pontual, fraterno com as pessoas, ter cuidado com a sensibilidade do irmão. · Ser
atualizado, com textos, manuais catequéticos e diretrizes gerais da Igreja. · Fazer
constantes pesquisas para se aprimorar e atualizar. |
||
Reflexão:
· Que
outras atividades fazem parte do ministério da coordenação?
· Como
fazer do ministério da coordenação uma fonte de espiritualidade e de serviço à
catequese?
· Que
caminhos as coordenações precisam percorrer para a dinamização da Catequese na
comunidade?