O QUE É PRÉ-CATEQUESE INFANTIL?
(Arquidiocese
do Rio de Janeiro)
Trabalho de iniciação cristã realizado, através de
atividades lúdicas e diversificadas, com crianças de 4 a 7 anos. "(...)
poderá haver formação religiosa na Paróquia para crianças na faixa etária de 4
- 7 anos, através da Catequese Infantil, subdividida em grupos separados (4-5
anos; 6-7 anos). Este período de formação não pode ser considerado obrigatório
para os catequizandos." (Diretório Pastoral de Catequese 2.8.).
Atenção: - Que a Pré-Catequese Infantil
não seja uma repetição daquilo que a criança já vê na Pré-Escola. - Não devemos
tratar de forma aprofundada e sistemática temas que serão trabalhados na
Catequese de preparação à 1ª Eucaristia.
Objetivo: Levar a criança a descobrir que
é amada por Deus e que este criou tudo por Amor. A descoberta de Deus Pai
Criador. "O homem não pode viver sem amor. Ele é chamado a amar a Deus e
ao próximo, mas para amar verdadeiramente, deve ter a certeza que Deus lhe quer
bem." (Carta do Papa às Crianças no Ano da Família).
Despertar nos pequeninos o amor a Jesus; à sua Palavra e à
sua Igreja. Semear no coração da criança, através de variados recursos didáticos,
o amor a Deus e ao próximo. Cultivar nas crianças o gosto pela vida na
comunidade. Criar alternativas de aproximação com as famílias, visando
evangelizá-las, inclusive, através dos pequeninos.
Como? O trabalho na Catequese Infantil deve ser
realizado, sobretudo, de forma ocasional, levando em consideração as características
desta faixa etária. O catequista deve estar atento aos acontecimentos presentes
e às "novidades" trazidas pelas crianças. "Desde o ensino oral
dos Apóstolos e das cartas que circulam entre as Igrejas até os meios mais
modernos, a catequese nunca deixou de procurar as vias e os meios adaptados
para desempenhar sua missão..." (CT 46). Os encontros devem sempre conter
cantos com gestos , histórias, dinâmicas ou brincadeiras, material visual,
atividades práticas, etc. Se possível, que as crianças fiquem sentadas em roda.
( As atividades planejadas devem girar em torno de um único tema que será
trabalhado a cada encontro. A Palavra de Deus, a vida de Jesus, sempre que possível,
tudo deve ser apresentado de forma ilustrada.
Formação - Como em toda a Catequese, os
catequistas que desejam trabalhar com esta faixa etária, precisam buscar a
formação adequada. "Qualquer atividade pastoral que não conte para a sua
realização, com pessoas realmente formadas e preparadas, coloca em risco a sua
qualidade" (DGC 234). Torna-se necessário que o catequista, além da formação
doutrinal, procure conhecer: as características do desenvolvimento da criança
(psicopedagogia); noções de didática e planejamento; como evangelizar através
da música e de histórias; como usar atividades diversificadas de forma catequética;
etc.
Dimensões:
SER - A mais profunda: humana e cristã
SABER - O que transmite e a quem
SABER FAZER - Como
transmite
(DGC 238)
Planejamento - Ponto de partida :o
objetivo a ser atingido. Considerando a realidade local; a previsão do número
de encontros, as principais datas litúrgicas e civis (Dia das Mães, ...dos
Pais,... das Crianças, Aniversariantes do mês, Atuação nas Missas..).
O planejamento da Catequese Infantil deve ser parte integrante do planejamento
global de toda a Catequese. Portanto, não deve ser feito isoladamente, mas,
junto à coordenação geral.
ENCONTROS
OBJETIVO
ROTEIRO /TEMPO
AMBIENTE ALEGRE
MATERIAL
TEMA CENTRAL
AVALIAÇÃO
O QUE É PRÉ-CATEQUESE INFANTIL?
Trabalho de iniciação cristã realizado, através de
atividades lúdicas e diversificadas, com crianças de 4 a 7 anos. "(...)
poderá haver formação religiosa na Paróquia para crianças na faixa etária de 4
- 7 anos, através da Catequese Infantil, subdividida em grupos separados (4-5
anos; 6-7 anos). Este período de formação não pode ser considerado obrigatório
para os catequizandos." (Diretório Pastoral de Catequese 2.8.).
Atenção: - Que a Pré-Catequese Infantil
não seja uma repetição daquilo que a criança já vê na Pré-Escola. - Não devemos
tratar de forma aprofundada e sistemática temas que serão trabalhados na
Catequese de preparação à 1ª Eucaristia.
Objetivo: Levar a criança a descobrir que
é amada por Deus e que este criou tudo por Amor. A descoberta de Deus Pai
Criador. "O homem não pode viver sem amor. Ele é chamado a amar a Deus e
ao próximo, mas para amar verdadeiramente, deve ter a certeza que Deus lhe quer
bem." (Carta do Papa às Crianças no Ano da Família).
Despertar nos pequeninos o amor a Jesus; à sua Palavra e à
sua Igreja. Semear no coração da criança, através de variados recursos didáticos,
o amor a Deus e ao próximo. Cultivar nas crianças o gosto pela vida na
comunidade. Criar alternativas de aproximação com as famílias, visando
evangelizá-las, inclusive, através dos pequeninos.
Como? O trabalho na Catequese Infantil deve ser
realizado, sobretudo, de forma ocasional, levando em consideração as características
desta faixa etária. O catequista deve estar atento aos acontecimentos presentes
e às "novidades" trazidas pelas crianças. "Desde o ensino oral
dos Apóstolos e das cartas que circulam entre as Igrejas até os meios mais
modernos, a catequese nunca deixou de procurar as vias e os meios adaptados
para desempenhar sua missão..." (CT 46). Os encontros devem sempre conter
cantos com gestos , histórias, dinâmicas ou brincadeiras, material visual,
atividades práticas, etc. Se possível, que as crianças fiquem sentadas em roda.
( As atividades planejadas devem girar em torno de um único tema que será
trabalhado a cada encontro. A Palavra de Deus, a vida de Jesus, sempre que possível,
tudo deve ser apresentado de forma ilustrada.
Formação - Como em toda a Catequese, os
catequistas que desejam trabalhar com esta faixa etária, precisam buscar a
formação adequada. "Qualquer atividade pastoral que não conte para a sua
realização, com pessoas realmente formadas e preparadas, coloca em risco a sua
qualidade" (DGC 234). Torna-se necessário que o catequista, além da formação
doutrinal, procure conhecer: as características do desenvolvimento da criança
(psicopedagogia); noções de didática e planejamento; como evangelizar através
da música e de histórias; como usar atividades diversificadas de forma catequética;
etc.
Dimensões:
SER - A mais profunda: humana e cristã
SABER - O que transmite e a quem
SABER FAZER - Como transmite
(DGC 238)
Planejamento - Ponto de partida :o
objetivo a ser atingido. Considerando a realidade local; a previsão do número
de encontros, as principais datas litúrgicas e civis (Dia das Mães, ...dos
Pais,... das Crianças, Aniversariantes do mês, Atuação nas Missas..).
O planejamento da Catequese Infantil deve ser parte integrante do planejamento
global de toda a Catequese. Portanto, não deve ser feito isoladamente, mas,
junto à coordenação geral.
ENCONTROS
OBJETIVO
ROTEIRO /TEMPO
AMBIENTE ALEGRE
MATERIAL
TEMA CENTRAL
AVALIAÇÃO
O QUE É PRÉ-CATEQUESE INFANTIL?
Trabalho de iniciação cristã realizado, através de
atividades lúdicas e diversificadas, com crianças de 4 a 7 anos. "(...)
poderá haver formação religiosa na Paróquia para crianças na faixa etária de 4
- 7 anos, através da Catequese Infantil, subdividida em grupos separados (4-5
anos; 6-7 anos). Este período de formação não pode ser considerado obrigatório
para os catequizandos." (Diretório Pastoral de Catequese 2.8.).
Atenção: - Que a Pré-Catequese Infantil
não seja uma repetição daquilo que a criança já vê na Pré-Escola. - Não devemos
tratar de forma aprofundada e sistemática temas que serão trabalhados na
Catequese de preparação à 1ª Eucaristia.
Objetivo: Levar a criança a descobrir que
é amada por Deus e que este criou tudo por Amor. A descoberta de Deus Pai
Criador. "O homem não pode viver sem amor. Ele é chamado a amar a Deus e
ao próximo, mas para amar verdadeiramente, deve ter a certeza que Deus lhe quer
bem." (Carta do Papa às Crianças no Ano da Família).
Despertar nos pequeninos o amor a Jesus; à sua Palavra e à
sua Igreja. Semear no coração da criança, através de variados recursos didáticos,
o amor a Deus e ao próximo. Cultivar nas crianças o gosto pela vida na
comunidade. Criar alternativas de aproximação com as famílias, visando
evangelizá-las, inclusive, através dos pequeninos.
Como? O trabalho na Catequese Infantil deve ser
realizado, sobretudo, de forma ocasional, levando em consideração as características
desta faixa etária. O catequista deve estar atento aos acontecimentos presentes
e às "novidades" trazidas pelas crianças. "Desde o ensino oral
dos Apóstolos e das cartas que circulam entre as Igrejas até os meios mais
modernos, a catequese nunca deixou de procurar as vias e os meios adaptados
para desempenhar sua missão..." (CT 46). Os encontros devem sempre conter
cantos com gestos , histórias, dinâmicas ou brincadeiras, material visual,
atividades práticas, etc. Se possível, que as crianças fiquem sentadas em roda.
( As atividades planejadas devem girar em torno de um único tema que será
trabalhado a cada encontro. A Palavra de Deus, a vida de Jesus, sempre que possível,
tudo deve ser apresentado de forma ilustrada.
Formação - Como em toda a Catequese, os
catequistas que desejam trabalhar com esta faixa etária, precisam buscar a
formação adequada. "Qualquer atividade pastoral que não conte para a sua
realização, com pessoas realmente formadas e preparadas, coloca em risco a sua
qualidade" (DGC 234). Torna-se necessário que o catequista, além da formação
doutrinal, procure conhecer: as características do desenvolvimento da criança
(psicopedagogia); noções de didática e planejamento; como evangelizar através
da música e de histórias; como usar atividades diversificadas de forma catequética;
etc.
Dimensões:
SER - A mais profunda: humana e cristã
SABER - O que transmite e a quem
SABER FAZER - Como transmite
(DGC 238)
Planejamento - Ponto de partida :o
objetivo a ser atingido. Considerando a realidade local; a previsão do número
de encontros, as principais datas litúrgicas e civis (Dia das Mães, ...dos
Pais,... das Crianças, Aniversariantes do mês, Atuação nas Missas..).
O planejamento da Catequese Infantil deve ser parte integrante do planejamento
global de toda a Catequese. Portanto, não deve ser feito isoladamente, mas,
junto à coordenação geral.
ENCONTROS
OBJETIVO
ROTEIRO /TEMPO
AMBIENTE ALEGRE
MATERIAL
TEMA CENTRAL
AVALIAÇÃO
ESTRUTURA PARA ENCONTROS
Alguns aspectos são fundamentais na organização de
qualquer encontro:
Objetivo a ser atingido - Diante do tema a ser trabalhado,
devemos estabelecer um objetivo a ser atingido; algum ensinamento, atitude e/ou
comportamento ao qual a criança/grupo deve chegar.
Ambiente alegre e acolhedor - Incluir sempre músicas e
atividades que promovam a integração.
Planejamento de todas as atividades de acordo com o tema
central -Todas as partes do encontro (músicas, dinâmica, história, versículo a
ser guardado, atividade prática, oração, etc.) precisam girar em torno do tema
a ser trabalhado e devem estar encadeadas entre si.
Tempo de duração - Estar atento ao tempo de duração do
encontro, para que as atividades sejam bem distribuídas.
Organização e preparo do material necessário - Separar e
preparar com antecedência o material a ser utilizado durante o encontro.
Avaliação - Ao final do encontro, torna-se necessário
avaliar: se o objetivo foi atingido; se a mensagem foi bem compreendida; se as
atividades e o material foram adequados; se o tempo foi bem utilizado... Tal
avaliação será muito importante para a melhor organização do próximo encontro.
Acolhida
É a hora do entrar no terreno. É a hora do sentir-se
amado, querido, importante; do "Que bom, que bom que você veio!"
Precisa ser sempre alegre, cheia de beijos e abraços, como quando recebemos os
amigos.
Deve ser festiva , com músicas cheias de gestos e animação.
É importante que os pequeninos se cumprimentem uns aos
outros; que verifiquem quem está faltando; que haja manifestação da falta que
fazem aqueles que não compareceram. Afinal de contas, já formamos uma
comunidade! Comunidade de Jesus! E lembramos bem do que diz o nosso Mestre:
"Assim é a vontade do Pai celeste, que não se perca um só destes
pequeninos." (Mt 18,14). Cada um é muito importante!
A oração inicial deve ser parte integrante da acolhida;
onde agradecemos a Deus a presença de cada um e paramos para acolher, em
especial, a Sua própria presença; convidando-O a permanecer em todo o encontro.
Uma oração simples, direta e objetiva; sem brigas pelo silêncio absoluto. É
preciso que o catequista ore de fato. Sua atenção a Deus precisa ser maior do
que a preocupação com a quietude de todos. Rezamos, também, a oração que Jesus
nos ensinou (Pai Nosso).
Lembre-se: Dependendo de como se sente acolhida, é que a
criança deixará, ou não, alguém "pisar" no solo do seu coração!
Partindo do concreto - É a hora de preparar o terreno. Observando as características
desta faixa etária e seguindo o exemplo de Jesus, que, para falar do Reino, se
utilizou da pesca, da rede, do fermento, da lâmpada, etc., todo encontro deve
partir da experiência, do entendimento de algo concreto, que possa ajudar a
criança a compreender, em seguida, o abstrato. Experiência concreta significa
que a criança precisa ver, ouvir, tocar, entender como funciona, falar, etc.
Pode ser através de um teatro de fantoches, de uma brincadeira, uma história
bem contada e dramatizada, de um desafio a ser resolvido, do funcionamento de
um aparelho, de um objeto, etc. A experiência concreta deve estar, intimamente,
relacionada ao tema principal do encontro; àquilo que se almeja como principal
ensinamento do dia e se quer que fique guardado no coração.
Lembre-se: É preferível que nos empenhemos
em plantar bem um só ensinamento a cada dia, do que lançarmos vários, correndo
o risco de que nenhum deles se aprofunde no coração.
A chave
É a hora de cavar o buraquinho. Lembremos que a
curiosidade é uma das marcas desta faixa etária! Trata-se de uma frase; uma
pergunta lançada, cuja resposta estará na Palavra de Deus a ser lida.
Despertada a dúvida (ou, a curiosidade), esta será saciada pela Palavra de
Deus. Jesus costumava fazer isto muitas vezes, lembra? "Quem dizem os
homens que eu sou?" (Mt 16,13); "Qual destes foi o próximo daquele
que caiu nas mãos dos ladrões?" (Lc 10,36); "A que direi que é
semelhante o Reino de Deus?" ( Lc 13,20); "Se um filho pedir pão,
qual o pai entre vós que lhe dará uma pedra?" ( Lc 11,11) ... Depois de
termos partido do concreto, lançamos para a criança uma dúvida ou, uma pergunta
e apresentamos o livro (Bíblia) onde iremos encontrar a resposta. A resposta,
na verdade, é aquele versículo, previamente escolhido, que gostaríamos que ela
guardasse no coração.
Lembre-se: A pergunta servirá como um "abrir
caminhos" para a Palavra de Deus.
Semeando a palavra - Desenvolvimento do tema
É a tão esperada hora de plantar a semente! É ela que contém
tudo o que a criança precisa saber e viver.
Não pode ser jogada de qualquer jeito, mas... com todo
jeito, respeitando os limites de compreensão dos pequeninos.
É importante que seja apresentada de forma ilustrada (em
quadrinhos, por exemplo) ou dramatizada.
Tudo para que possa ser melhor compreendida.
Quando não se tratar de uma passagem bíblica que conte uma
história completa (Zaqueu, Jesus encontrado no templo, Filho Pródigo, Ovelha
Perdida, etc.), devem ser tomados, no máximo, 2 ou 3 versículos, sendo
traduzidas, sem distorção de sentido, as palavras mais difíceis.
É a hora de trabalhar mais claramente o tema do encontro.
Tema que, na verdade, já vem sendo trabalhado desde o início nas músicas, na
experiência concreta, no versículo escolhido...
Lembre-se:
Quando o semeador saiu a semear, a semente era a
Palavra(cf. Mc 4,14). A Palavra de Deus é viva e eficaz (Hb4,12 a), não volta
sem ter produzido o seu efeito (Is 55, 11b). Então, o que é que a criança
precisa levar no coração? A Palavra.
"Experimentondo orando"
É a hora de regar a semente. É o pedido a Deus, com música,
desenhos, gestos, atitudes, etc., de uma experiência daquilo que a Palavra
anunciou; do tema trabalhado.
No início, as pequenas orações devem ser conduzidas, até
que as crianças se sintam à vontade e comecem a fazer orações espontâneas.
É a hora do Espírito Santo! É a hora em que falamos com
Deus, através do verso de uma música, do oferecimento de um desenho ou de um
gesto concreto. Algo que realmente faça sentido.
Lembre-se: Disse o Apóstolo Paulo: "Eu plantei, Apolo regou, mas
Deus quem deu o crescimento."(I Co 3,6). Apresentar e levar os pequeninos
a este diálogo direto com Deus é fundamental.
Atividade prática
É hora de abrir caminhos para os frutos.
Atividade que permita, de forma bem dinâmica e participativa,
que a criança perceba que o que foi ensinado precisa ser vivido com os colegas,
com a família, na escola, onde for.
Tais atividades podem ser de modelagem, recorte e colagem,
desenho, ensaio de dramatizações ou músicas a serem apresentadas, construção de
murais, maquetes, dinâmicas ou jogos...
Lembre-se: O importante é participar e
perceber que, cada vez que aprendemos algo com Jesus, uma atitude precisa ser
tomada!
Guardando de cor
Trata-se de uma frase conclusiva. Uma frase que traduza
aquilo de mais importante sobre o encontro e que precisa ser guardado de cor ,
ou seja, no coração.
Esta frase pode ser parte de um dos versículos lidos, o
verso de uma música, parte da oração feita ou, sobretudo, uma conclusão a que
um dos pequeninos chegou.
Com o tempo, esta frase deve ser escrita numa tira de
papel e levada para casa, onde poderá ser colocada na porta da geladeira e,
assim, evangelizar toda a família.
Lembre-se: A evangelização da criança
precisa ser cultivada pela família, porém, muitas vezes, a evangelização da família
começa pela criança. É preciso levar sempre algo para casa.
Encerramento
A despedida também precisa ser alegre, com música e oração
simples, de preferência, já decorada (Ave Maria, Santo Anjo...), pois, a esta
altura, torna-se mais difícil obter silêncio e concentração.
Lembre-se: Se você lhe disser que conta
com ela na próxima semana e que foi muito bom ter tido a sua companhia, a criança
poderá voltar para casa mais feliz.
Sugestões para Encontros
Objetivo
Despertar na criança a consciência de que Deus é amor e de
que quanto mais amamos, mais o conhecemos.
Acolhida
Músicas com gestos: Que bom que você veio; O Amor
de Deus é Maravilhoso.
Oração Inicial
Partindo do concreto
Dinâmica do spray - Pedir que fechem os olhos e
vaporizar um pouco de spray na sala. Perguntar sobre o que sentem e levar à
comparação: "Não podemos ver a Deus, mas podemos senti-lo. Nem tudo o que
existe de fato, pode ser visto ou tocado."
A chave
E agora? Como poderemos conhecer a Deus se não podemos vê-lo?
A palavra
Resposta: I Jo 4, 7-8.16 Quanto mais
amamos, mais conhecemos a Deus.
Experimentando orando
Música com gestos: "Deus é bom pra mim (2x)
Contente estou; caminhando eu vou... Deus é bom pra mim"
Oração: "Obrigado, meu Deus, porque o senhor me ama e
é bom para mim.
Me ajude a lhe conhecer melhor e a experimentar o Seu
amor, para que eu também possa amar a todas as pessoas."
Atividade prática
Convidar os pais para o encerramento deste dia. Colocar ou
desenhar um tronco vazio.Distribuir bolas (feitio coração).
Perguntar aos pais: Como quer que o coração de seu filho saia deste encontro?
Sopram, na medida em que pensam.
Depois de cheio, os pais colocam no coração o nome do(a)
filho (a) e as crianças o penduram no tronco.
Os pais são convidados a contemplar o tronco cheio de corações
e a refletir sobre como Deus também deseja ver seus filhos cheios de sua graça,
porque Deus é amor.
Guardando
Quanto mais amamos, mais conhecemos a Deus.
Encerramento
As crianças ensinam para os pais os gestos da música
"Deus é bom pra mim".
Todos dão as mãos e rezam o Pia Nosso, pedindo que possam levar este amor para
casa.
Objetivo
Despertar a consciência de que, em cada encontro, Jesus
nos fará conhecer mais a Deus.
Acolhida
Cartaz bem bonito de Jesus com as crianças.
Músicas com gestos: "Eu tenho um amigo que me
ama"/ "Jesus Cristo está passando por aqui".
Partindo do concreto
Olhos vendados, diante de uma caixa com vários objetos. A
catequista pega um dos objetos e vai dando pistas (grande, de madeira, serve
para...). Ao acertar, a criança dá a vez para outro.
A chave
Embora nós não possamos ver a Deus, temos alguém que vai
nos dar as "pistas" e vai nos ajudar a conhecê-lo melhor . Quem será
esta pessoa, que pode nos fazer conhecer a Deus e ao seu amor?
Semeando a palavra
Resposta: João 14,8s - Apresentar a
passagem em quadrinhos ou de forma dramatizada, enfatizando o desejo de
conhecer o Pai (Deus) e a resposta (Só Jesus pode nos fazer conhecer a Deus).
Experimentando orando
Música: "Fica comigo, Jesus, tua presença é paz. ... é
luz ... Senhor, tua presença é amor." Cantar com a mão no coração, pedindo
paz; sabedoria (para aprender o que é bom) e amor. Primeiro, para si, depois,
para a sua casa.
Atividade prática
Fazer um lembrete bem enfeitado, com o dia e a hora dos
encontros da catequese, pois neles Jesus vai nos ajudar a conhecer a Deus.
Colar num ímã e pedir que o entreguem aos pais, para que o coloquem na
geladeira. O ímã também servirá para prender a frase do dia:
Guardando
"Fica comigo, Jesus." ou "Eu quero conhecer
Jesus."
Encerramento
Todos rezam juntos o Pai Nosso, pedindo que Jesus passe
pelas suas casas.
Em formato de trem, cantam a música "Jesus Cristo está passando por
aqui".
Objetivo
Despertar na criança a consciência de que ela é conhecida
e amada por Deus, pois Ele a criou.
Acolhida
Músicas com gestos: Quem fez? Não há Deus maior!
Etc. Oração Inicial
Partindo do concreto
Passeio em volta do local, pedindo que observem toda a
natureza (céu, sol, nuvens, chuva, plantas, animais...
- Apresentar um grande painel em branco e várias figuras,
já recortadas, para serem aplicadas por cada criança no painel. (Não use
figuras de pessoas.)
- Perguntar qual delas seria a mais importante e, por fim,
anunciar que a mais importante não está no painel, mas na sala, falando o nome
de cada criança.
A chave
Por que será que de tudo o que Deus criou, as pessoas
(cada um de nós) são as mais importantes?
Semeando a palavra
Resposta: Gn 2,4-5.7 Porque para o homem
e para a mulher, para cada um de nós, Deus quis dar a sua própria Vida. Assim
como soprou a vida no boneco de barro, Ele quer soprar seu Espírito em cada um
de nós, para experimentarmos aquilo que Ele experimenta: paz, amor, alegria,
bondade...
Mostrar um boneco de papel bem fino ou algum tipo de
boneco inflável . Soprar sobre o boneco, fazendo-o balançar, mostrando a
diferença entre antes e depois do assopro. Assim somos nós: ganhamos a vida de
Deus.
Experimentando orando
Retomar a música Quem fez? Ressaltar
os versos: Deus me fez pra me amar e Deus me fez pra te amar . Ou, cantar
"Vem, Espírito Santo". Agradecer a vida e o amor e pedir que saibamos
amar aos outros.
Atividade prática
Fazer / recortar 2 bonecos de papel para cada criança, um
para ser afixado no painel junto com a frase "Sopra em mim, Senhor, o teu
amor" ou "Deus me criou para amar"; o outro para ser levado para
casa e entregue a alguém da família com a mesma mensagem. Este último poderá
ficar na porta da geladeira durante a semana. O boneco pode ser feito com
aplicações de papéis coloridos no lugar das roupas; lã nos cabelos, etc.
Guardando
"Deus me ama e me criou para amar." ou
"Sopra em mim, Senhor, o teu amor."
Encerramento
Todos rezam juntos o Pai Nosso, pedindo que possam voltar
para casa cheios de paz e amor.
Canto: Eu tenho paz como um rio
Agora é com você!!
O TEATRO
Excelente recurso de transmissão da mensagem cristã para crianças. A
criatividade, a fantasia, a imaginação, a curiosidade..., são características
desta faixa etária e estão (ou, deveriam estar) todas presentes no teatro
infantil. Contudo, este recurso deve ser utilizado na catequese para todas as
idades.
O teatro é um meio de comunicação muito importante em todas as culturas pelo
seu poder de levar ao conhecimento e à interiorização da mensagem apresentada.
Este recurso foi muito utilizado pelos jesuítas na catequese indígena e foi
instrumento de grande eficácia e valor educativo.
Para bem aproveitar o teatro na transmissão da Boa Nova de Jesus, não podemos
perder de vista que nada será mais importante do que a própria mensagem. É para
que ela chegue, seja assimilada e caia em cada coração, que devemos trabalhar.
Se perdemos este objetivo de vista, tudo o mais perde o sentido e será apenas
mais uma exibição.
Construção do Texto
Todo teatro parte de um texto que, neste caso, pode ser uma passagem bíblica,
um sociodrama (situações condizentes à realidade da criança), um conto infantil
adaptado para atingir o objetivo catequético/evangelizador, uma história
inventada, etc. Em alguns casos, torna-se necessário o papel do narrador. O
importante é não esquecer de elementos que caracterizam o teatro infantil e
atraem a atenção das crianças:
Dinamismo / Movimento / Participação do público;
Diálogos curtos com vocabulário de fácil compreensão;
Música/ sonoplastia / onomatopéias;
Suspense / surpresas;
Humor;
Fantasia / Figurino / Cenário sugestivo;
Curta duração.
O dinamismo e o humor não dispensam os cuidados que devem ser tomados para
que não sejam cometidos abusos com o que é sagrado.
Mesmo não sendo um ator, todo catequista pode (e deve)
usar o recurso do teatro. Aqui vão algumas dicas:
Desinibição
Descontração / Naturalidade / Não temer o ridículo / Sair
de si para assumir o outro / etc.
Também não significa "ser ridículo", exagerado,
extravagante, rir à toa, etc. Apenas assuma o papel.
Oficina: Você é Maria recebendo a notícia do anjo. / Você é
Zaqueu, subindo na árvore. / Você é Golias..., tomando uma pedrada de Davi. /
Você é Jonas, sendo engolido pelo peixe. / Todos nós somos as águas na hora da
tempestade. / E agora, somos as águas da tempestade acalmada.
Improvização
Observar as várias possibilidades. / Fazer com o que se
tem na hora. / Às vezes, basta um gesto ou um acessório. / Não cair na mesmice
.
A improvisação requer conhecimento do todo e não pode
atrapalhar a continuidade.
Expressão corporal
Corpo: Há inúmeras possibilidades de expressão. / O corpo fala : pelas mãos;
pelos ombros; pelas pernas... Basta você começar a treinar! Chama-se
"fazer laboratório".
Trata-se de observar gestos e detalhes para poder
reproduzir. E, lembre-se "Não sou eu, é o outro."
Oficina: Você é um leão!/ Você é um soldado./ Você é um moleque levado!
/ Você é uma criança muito educada./ Você é um macaco! Você é uma árvore./ Você
é um jovem, cheio de ginga. / Você é um velhinho cansado./ Você é uma velhinha
irritada. Oficina: "Tempestade Acalmada"
Expressão facial
Rosto - cartão de visitas! Denuncia o que sentimos e até o que pensamos.
Observar no espelho as várias possibilidades de cada parte (sobrancelhas,
olhos, boca, nariz...).
Oficina: Cara de assustado; cara de felicidade; cara de desconfiado;
cara de muito irritado; cara triste; cara de nojo; cara de desanimado; cara de
quem ama Jesus.
Expressão Vocal
Voz: canal por onde passam sentimentos/emoções. /
É preciso evitar falas mecanicamente decoradas e procurar passar, pela voz, o
sentimento presente: alegria, preocupação, tristeza, medo, segurança, dor... É
preciso evitar vozes estridentes, que irritem os ouvidos ou prejudiquem a
comunicação da mensagem. Usar pausas, quando necessário, para chamar a atenção,
ou
# altos e baixos;
# graves e agudos, para variar de homem para mulher; de adulto para criança;
# usar onomatopéias, procurar imitar a voz dos animais.
Construção das Personagens
Construir uma personagem é somar todos os pontos acima e aplicá-los ao papel a
ser desempenhado. E mais, é procurar caracterizar da melhor forma possível a
personagem, através de figurino e/ou acessórios.
Obs.: O figurino não deve atrapalhar ou impedir o
movimento e a expressão, pois já sabemos que o mais importante é a mensagem.
Modalidades de teatro
Há várias modalidades de teatro e, de cada uma delas, podemos
aproveitar sugestões para usar o teatro na catequese.
Tradicional
Teatro formal: com texto, cenário, figurino, palco, tudo organizado. O
público assiste, sem ter participação direta.
Vanguarda
Não há palco definido. Atores se misturam ao público; o público se
desloca para onde ocorrem as cenas; grande capacidade de dinamismo e de atrair
a atenção. O público também pode participar.
Mambembe
É o estilo versátil, que vai às ruas, praças, hospitais... É preciso
prever que será preciso improvisar locais para apresentação, para armar cenário,
para se vestir, etc.
Sociodrama
Dramatização de situações cotidianas. O texto é improvisado. Mediante
a intenção daquilo que se quer transmitir, combina-se a situação e são distribuídos
os papéis.
Bibliodrama
É a encenação de textos bíblicos. Para crianças, tais encenações são
muito importantes, porém, são necessárias adaptações no vocabulário e condensação
de passagens muito longas. É preciso evitar a apresentação de fatos bíblicos de
difícil interpretação ou que exijam um conhecimento mais aprofundado da História
da Salvação. Cabe repetir os cuidados que devem ser tomados para que não haja
deturpação do sentido do texto.
Fantoches
Diálogos curtos. Falar bem alto, devagar e claramente. É preciso
treinar o manejo. Quem maneja, não deve deixar nenhuma parte do seu corpo
aparecer. Os demais bonecos se voltam para aquele que fala e só o que fala deve
se mexer. A boca abre na mesma proporção da quantidade de sílabas.
Cuidado para que os bonecos não fiquem caídos sobre a cortina ou olhando para o
alto! Há vários tipos de fantoches e você mesmo pode fazer um.
Cenário
O cenário, basicamente, pode ser composto por um painel ao
fundo e por uma cortina. Um cenário mais completo contém móveis, árvores,
objetos, divisórias, etc. Podem, também ser usadas placas, indicando lugares
"IGREJA"; "CASA"; "FLORESTA".
O importante é que seja sugestivo, que ajude a transportar a criança para o
local onde se passa a cena. Muitas vezes, uma simples mudança na arrumação,
resolve.
O TEATRO
Excelente recurso de transmissão da mensagem cristã para crianças. A
criatividade, a fantasia, a imaginação, a curiosidade..., são características
desta faixa etária e estão (ou, deveriam estar) todas presentes no teatro
infantil. Contudo, este recurso deve ser utilizado na catequese para todas as
idades.
O teatro é um meio de comunicação muito importante em todas as culturas pelo
seu poder de levar ao conhecimento e à interiorização da mensagem apresentada.
Este recurso foi muito utilizado pelos jesuítas na catequese indígena e foi
instrumento de grande eficácia e valor educativo.
Para bem aproveitar o teatro na transmissão da Boa Nova de Jesus, não podemos
perder de vista que nada será mais importante do que a própria mensagem. É para
que ela chegue, seja assimilada e caia em cada coração, que devemos trabalhar.
Se perdemos este objetivo de vista, tudo o mais perde o sentido e será apenas
mais uma exibição.
Construção do Texto
Todo teatro parte de um texto que, neste caso, pode ser uma passagem bíblica,
um sociodrama (situações condizentes à realidade da criança), um conto infantil
adaptado para atingir o objetivo catequético/evangelizador, uma história
inventada, etc. Em alguns casos, torna-se necessário o papel do narrador. O
importante é não esquecer de elementos que caracterizam o teatro infantil e
atraem a atenção das crianças:
Dinamismo / Movimento / Participação do público;
Diálogos curtos com vocabulário de fácil compreensão;
Música/ sonoplastia / onomatopéias;
Suspense / surpresas;
Humor;
Fantasia / Figurino / Cenário sugestivo;
Curta duração.
O dinamismo e o humor não dispensam os cuidados que devem ser tomados para
que não sejam cometidos abusos com o que é sagrado.
Mesmo não sendo um ator, todo catequista pode (e deve)
usar o recurso do teatro. Aqui vão algumas dicas:
Desinibição
Descontração / Naturalidade / Não temer o ridículo / Sair
de si para assumir o outro / etc.
Também não significa "ser ridículo", exagerado,
extravagante, rir à toa, etc. Apenas assuma o papel.
Oficina: Você é Maria recebendo a notícia do anjo. / Você é
Zaqueu, subindo na árvore. / Você é Golias..., tomando uma pedrada de Davi. /
Você é Jonas, sendo engolido pelo peixe. / Todos nós somos as águas na hora da
tempestade. / E agora, somos as águas da tempestade acalmada.
Improvização
Observar as várias possibilidades. / Fazer com o que se
tem na hora. / Às vezes, basta um gesto ou um acessório. / Não cair na mesmice
.
A improvisação requer conhecimento do todo e não pode
atrapalhar a continuidade.
Expressão corporal
Corpo: Há inúmeras possibilidades de expressão. / O corpo fala : pelas mãos;
pelos ombros; pelas pernas... Basta você começar a treinar! Chama-se
"fazer laboratório".
Trata-se de observar gestos e detalhes para poder
reproduzir. E, lembre-se "Não sou eu, é o outro."
Oficina: Você é um leão!/ Você é um soldado./ Você é um moleque levado!
/ Você é uma criança muito educada./ Você é um macaco! Você é uma árvore./ Você
é um jovem, cheio de ginga. / Você é um velhinho cansado./ Você é uma velhinha
irritada. Oficina: "Tempestade Acalmada"
Expressão facial
Rosto - cartão de visitas! Denuncia o que sentimos e até o que pensamos.
Observar no espelho as várias possibilidades de cada parte (sobrancelhas,
olhos, boca, nariz...).
Oficina: Cara de assustado; cara de felicidade; cara de desconfiado;
cara de muito irritado; cara triste; cara de nojo; cara de desanimado; cara de
quem ama Jesus.
Expressão Vocal
Voz: canal por onde passam sentimentos/emoções. /
É preciso evitar falas mecanicamente decoradas e procurar passar, pela voz, o
sentimento presente: alegria, preocupação, tristeza, medo, segurança, dor... É
preciso evitar vozes estridentes, que irritem os ouvidos ou prejudiquem a
comunicação da mensagem. Usar pausas, quando necessário, para chamar a atenção,
ou
# altos e baixos;
# graves e agudos, para variar de homem para mulher; de adulto para criança;
# usar onomatopéias, procurar imitar a voz dos animais.
Construção das Personagens
Construir uma personagem é somar todos os pontos acima e aplicá-los ao papel a
ser desempenhado. E mais, é procurar caracterizar da melhor forma possível a
personagem, através de figurino e/ou acessórios.
Obs.: O figurino não deve atrapalhar ou impedir o
movimento e a expressão, pois já sabemos que o mais importante é a mensagem.
Modalidades de teatro
Há várias modalidades de teatro e, de cada uma delas, podemos
aproveitar sugestões para usar o teatro na catequese.
Tradicional
Teatro formal: com texto, cenário, figurino, palco, tudo organizado. O
público assiste, sem ter participação direta.
Vanguarda
Não há palco definido. Atores se misturam ao público; o público se
desloca para onde ocorrem as cenas; grande capacidade de dinamismo e de atrair
a atenção. O público também pode participar.
Mambembe
É o estilo versátil, que vai às ruas, praças, hospitais... É preciso
prever que será preciso improvisar locais para apresentação, para armar cenário,
para se vestir, etc.
Sociodrama
Dramatização de situações cotidianas. O texto é improvisado. Mediante
a intenção daquilo que se quer transmitir, combina-se a situação e são distribuídos
os papéis.
Bibliodrama
É a encenação de textos bíblicos. Para crianças, tais encenações são
muito importantes, porém, são necessárias adaptações no vocabulário e condensação
de passagens muito longas. É preciso evitar a apresentação de fatos bíblicos de
difícil interpretação ou que exijam um conhecimento mais aprofundado da História
da Salvação. Cabe repetir os cuidados que devem ser tomados para que não haja
deturpação do sentido do texto.
Fantoches
Diálogos curtos. Falar bem alto, devagar e claramente. É preciso
treinar o manejo. Quem maneja, não deve deixar nenhuma parte do seu corpo
aparecer. Os demais bonecos se voltam para aquele que fala e só o que fala deve
se mexer. A boca abre na mesma proporção da quantidade de sílabas.
Cuidado para que os bonecos não fiquem caídos sobre a cortina ou olhando para o
alto! Há vários tipos de fantoches e você mesmo pode fazer um.
Cenário
O cenário, basicamente, pode ser composto por um painel ao
fundo e por uma cortina. Um cenário mais completo contém móveis, árvores,
objetos, divisórias, etc. Podem, também ser usadas placas, indicando lugares
"IGREJA"; "CASA"; "FLORESTA".
O importante é que seja sugestivo, que ajude a transportar a criança para o
local onde se passa a cena. Muitas vezes, uma simples mudança na arrumação,
resolve.
O TEATRO
Excelente recurso de transmissão da mensagem cristã para crianças. A
criatividade, a fantasia, a imaginação, a curiosidade..., são características
desta faixa etária e estão (ou, deveriam estar) todas presentes no teatro
infantil. Contudo, este recurso deve ser utilizado na catequese para todas as
idades.
O teatro é um meio de comunicação muito importante em todas as culturas pelo
seu poder de levar ao conhecimento e à interiorização da mensagem apresentada.
Este recurso foi muito utilizado pelos jesuítas na catequese indígena e foi
instrumento de grande eficácia e valor educativo.
Para bem aproveitar o teatro na transmissão da Boa Nova de Jesus, não podemos
perder de vista que nada será mais importante do que a própria mensagem. É para
que ela chegue, seja assimilada e caia em cada coração, que devemos trabalhar.
Se perdemos este objetivo de vista, tudo o mais perde o sentido e será apenas
mais uma exibição.
Construção do Texto
Todo teatro parte de um texto que, neste caso, pode ser uma passagem bíblica,
um sociodrama (situações condizentes à realidade da criança), um conto infantil
adaptado para atingir o objetivo catequético/evangelizador, uma história
inventada, etc. Em alguns casos, torna-se necessário o papel do narrador. O
importante é não esquecer de elementos que caracterizam o teatro infantil e
atraem a atenção das crianças:
Dinamismo / Movimento / Participação do público;
Diálogos curtos com vocabulário de fácil compreensão;
Música/ sonoplastia / onomatopéias;
Suspense / surpresas;
Humor;
Fantasia / Figurino / Cenário sugestivo;
Curta duração.
O dinamismo e o humor não dispensam os cuidados que devem ser tomados para
que não sejam cometidos abusos com o que é sagrado.
Mesmo não sendo um ator, todo catequista pode (e deve)
usar o recurso do teatro. Aqui vão algumas dicas:
Desinibição
Descontração / Naturalidade / Não temer o ridículo / Sair
de si para assumir o outro / etc.
Também não significa "ser ridículo", exagerado,
extravagante, rir à toa, etc. Apenas assuma o papel.
Oficina: Você é Maria recebendo a notícia do anjo. / Você é
Zaqueu, subindo na árvore. / Você é Golias..., tomando uma pedrada de Davi. /
Você é Jonas, sendo engolido pelo peixe. / Todos nós somos as águas na hora da
tempestade. / E agora, somos as águas da tempestade acalmada.
Improvização
Observar as várias possibilidades. / Fazer com o que se
tem na hora. / Às vezes, basta um gesto ou um acessório. / Não cair na mesmice
.
A improvisação requer conhecimento do todo e não pode
atrapalhar a continuidade.
Expressão corporal
Corpo: Há inúmeras possibilidades de expressão. / O corpo fala : pelas mãos;
pelos ombros; pelas pernas... Basta você começar a treinar! Chama-se
"fazer laboratório".
Trata-se de observar gestos e detalhes para poder
reproduzir. E, lembre-se "Não sou eu, é o outro."
Oficina: Você é um leão!/ Você é um soldado./ Você é um moleque levado!
/ Você é uma criança muito educada./ Você é um macaco! Você é uma árvore./ Você
é um jovem, cheio de ginga. / Você é um velhinho cansado./ Você é uma velhinha
irritada. Oficina: "Tempestade Acalmada"
Expressão facial
Rosto - cartão de visitas! Denuncia o que sentimos e até o que pensamos.
Observar no espelho as várias possibilidades de cada parte (sobrancelhas,
olhos, boca, nariz...).
Oficina: Cara de assustado; cara de felicidade; cara de desconfiado;
cara de muito irritado; cara triste; cara de nojo; cara de desanimado; cara de
quem ama Jesus.
Expressão Vocal
Voz: canal por onde passam sentimentos/emoções. /
É preciso evitar falas mecanicamente decoradas e procurar passar, pela voz, o
sentimento presente: alegria, preocupação, tristeza, medo, segurança, dor... É
preciso evitar vozes estridentes, que irritem os ouvidos ou prejudiquem a
comunicação da mensagem. Usar pausas, quando necessário, para chamar a atenção,
ou
# altos e baixos;
# graves e agudos, para variar de homem para mulher; de adulto para criança;
# usar onomatopéias, procurar imitar a voz dos animais.
Construção das Personagens
Construir uma personagem é somar todos os pontos acima e aplicá-los ao papel a
ser desempenhado. E mais, é procurar caracterizar da melhor forma possível a
personagem, através de figurino e/ou acessórios.
Obs.: O figurino não deve atrapalhar ou impedir o
movimento e a expressão, pois já sabemos que o mais importante é a mensagem.
Modalidades de teatro
Há várias modalidades de teatro e, de cada uma delas, podemos
aproveitar sugestões para usar o teatro na catequese.
Tradicional
Teatro formal: com texto, cenário, figurino, palco, tudo organizado. O
público assiste, sem ter participação direta.
Vanguarda
Não há palco definido. Atores se misturam ao público; o público se
desloca para onde ocorrem as cenas; grande capacidade de dinamismo e de atrair
a atenção. O público também pode participar.
Mambembe
É o estilo versátil, que vai às ruas, praças, hospitais... É preciso
prever que será preciso improvisar locais para apresentação, para armar cenário,
para se vestir, etc.
Sociodrama
Dramatização de situações cotidianas. O texto é improvisado. Mediante
a intenção daquilo que se quer transmitir, combina-se a situação e são distribuídos
os papéis.
Bibliodrama
É a encenação de textos bíblicos. Para crianças, tais encenações são
muito importantes, porém, são necessárias adaptações no vocabulário e condensação
de passagens muito longas. É preciso evitar a apresentação de fatos bíblicos de
difícil interpretação ou que exijam um conhecimento mais aprofundado da História
da Salvação. Cabe repetir os cuidados que devem ser tomados para que não haja
deturpação do sentido do texto.
Fantoches
Diálogos curtos. Falar bem alto, devagar e claramente. É preciso
treinar o manejo. Quem maneja, não deve deixar nenhuma parte do seu corpo
aparecer. Os demais bonecos se voltam para aquele que fala e só o que fala deve
se mexer. A boca abre na mesma proporção da quantidade de sílabas.
Cuidado para que os bonecos não fiquem caídos sobre a cortina ou olhando para o
alto! Há vários tipos de fantoches e você mesmo pode fazer um.
Cenário
O cenário, basicamente, pode ser composto por um painel ao
fundo e por uma cortina. Um cenário mais completo contém móveis, árvores,
objetos, divisórias, etc. Podem, também ser usadas placas, indicando lugares
"IGREJA"; "CASA"; "FLORESTA".
O importante é que seja sugestivo, que ajude a transportar a criança para o
local onde se passa a cena. Muitas vezes, uma simples mudança na arrumação,
resolve.
O TEATRO
Excelente recurso de transmissão da mensagem cristã para crianças. A
criatividade, a fantasia, a imaginação, a curiosidade..., são características
desta faixa etária e estão (ou, deveriam estar) todas presentes no teatro
infantil. Contudo, este recurso deve ser utilizado na catequese para todas as
idades.
O teatro é um meio de comunicação muito importante em todas as culturas pelo
seu poder de levar ao conhecimento e à interiorização da mensagem apresentada.
Este recurso foi muito utilizado pelos jesuítas na catequese indígena e foi
instrumento de grande eficácia e valor educativo.
Para bem aproveitar o teatro na transmissão da Boa Nova de Jesus, não podemos
perder de vista que nada será mais importante do que a própria mensagem. É para
que ela chegue, seja assimilada e caia em cada coração, que devemos trabalhar.
Se perdemos este objetivo de vista, tudo o mais perde o sentido e será apenas
mais uma exibição.
Construção do Texto
Todo teatro parte de um texto que, neste caso, pode ser uma passagem bíblica,
um sociodrama (situações condizentes à realidade da criança), um conto infantil
adaptado para atingir o objetivo catequético/evangelizador, uma história
inventada, etc. Em alguns casos, torna-se necessário o papel do narrador. O
importante é não esquecer de elementos que caracterizam o teatro infantil e
atraem a atenção das crianças:
Dinamismo / Movimento / Participação do público;
Diálogos curtos com vocabulário de fácil compreensão;
Música/ sonoplastia / onomatopéias;
Suspense / surpresas;
Humor;
Fantasia / Figurino / Cenário sugestivo;
Curta duração.
O dinamismo e o humor não dispensam os cuidados que devem ser tomados para
que não sejam cometidos abusos com o que é sagrado.
Mesmo não sendo um ator, todo catequista pode (e deve)
usar o recurso do teatro. Aqui vão algumas dicas:
Desinibição
Descontração / Naturalidade / Não temer o ridículo / Sair
de si para assumir o outro / etc.
Também não significa "ser ridículo", exagerado,
extravagante, rir à toa, etc. Apenas assuma o papel.
Oficina: Você é Maria recebendo a notícia do anjo. / Você é
Zaqueu, subindo na árvore. / Você é Golias..., tomando uma pedrada de Davi. /
Você é Jonas, sendo engolido pelo peixe. / Todos nós somos as águas na hora da
tempestade. / E agora, somos as águas da tempestade acalmada.
Improvização
Observar as várias possibilidades. / Fazer com o que se
tem na hora. / Às vezes, basta um gesto ou um acessório. / Não cair na mesmice
.
A improvisação requer conhecimento do todo e não pode
atrapalhar a continuidade.
Expressão corporal
Corpo: Há inúmeras possibilidades de expressão. / O corpo fala : pelas mãos;
pelos ombros; pelas pernas... Basta você começar a treinar! Chama-se
"fazer laboratório".
Trata-se de observar gestos e detalhes para poder
reproduzir. E, lembre-se "Não sou eu, é o outro."
Oficina: Você é um leão!/ Você é um soldado./ Você é um moleque levado!
/ Você é uma criança muito educada./ Você é um macaco! Você é uma árvore./ Você
é um jovem, cheio de ginga. / Você é um velhinho cansado./ Você é uma velhinha
irritada. Oficina: "Tempestade Acalmada"
Expressão facial
Rosto - cartão de visitas! Denuncia o que sentimos e até o que pensamos.
Observar no espelho as várias possibilidades de cada parte (sobrancelhas,
olhos, boca, nariz...).
Oficina: Cara de assustado; cara de felicidade; cara de desconfiado;
cara de muito irritado; cara triste; cara de nojo; cara de desanimado; cara de
quem ama Jesus.
Expressão Vocal
Voz: canal por onde passam sentimentos/emoções. /
É preciso evitar falas mecanicamente decoradas e procurar passar, pela voz, o
sentimento presente: alegria, preocupação, tristeza, medo, segurança, dor... É
preciso evitar vozes estridentes, que irritem os ouvidos ou prejudiquem a
comunicação da mensagem. Usar pausas, quando necessário, para chamar a atenção,
ou
# altos e baixos;
# graves e agudos, para variar de homem para mulher; de adulto para criança;
# usar onomatopéias, procurar imitar a voz dos animais.
Construção das Personagens
Construir uma personagem é somar todos os pontos acima e aplicá-los ao papel a
ser desempenhado. E mais, é procurar caracterizar da melhor forma possível a
personagem, através de figurino e/ou acessórios.
Obs.: O figurino não deve atrapalhar ou impedir o
movimento e a expressão, pois já sabemos que o mais importante é a mensagem.
Modalidades de teatro
Há várias modalidades de teatro e, de cada uma delas, podemos
aproveitar sugestões para usar o teatro na catequese.
Tradicional
Teatro formal: com texto, cenário, figurino, palco, tudo organizado. O
público assiste, sem ter participação direta.
Vanguarda
Não há palco definido. A