DECRETO GELASIANO
Tradução: Carlos Martins
Nabeto
Muito se discute sobre a autoria do presente documento: para
alguns, seria documento original do papa Dâmaso
[366-384], oriundo do Concílio Regional de Roma de 371, já que seu conteúdo se
identifica perfeitamente com os dados existentes sobre seu temperamento,
pensamento e relacionamento interno e externo; para outros, teria sido redigido
pelo papa Gelásio [492-496], em razão da nota
acrescentada no início do cap. III, existente em uma
recensão mais breve; para outros, ainda, seria obra de algum clérigo, muito
provavelmente do início do séc. VI, que teria se servido de outro documento de
base, este sim, da lavra de Dâmaso, que conteria o
fundamento para os 3 primeiros capítulos.
Seja
como for, de particular importância para nós é o capítulo II, que traz a lista
completa dos livros que integram o Antigo e Novo Testamento. Repare-se que os
livros deuterocanônicos (chamados de
"apócrifos" pelos protestantes e, por este motivo, excluídos de suas
Bíblia) encontram-se integrados ao cânon sagrado, fazendo eco, talvez (caso
considere-se este decreto posterior ao papa Dâmaso),
às decisões tomadas pelos concílios regionais de Cartago e Hipona.
De
importância secundária é a aprovação da literatura de certos padres
comprometidos com a ortodoxia (o que suportará a Sagrada Tradição) e a
condenação dos escritos de hereges e cismáticos,
cujas opiniões de muitos deles são revividas ainda nos dias de hoje (ex.:
arianismo, nestorianismo etc.), com a expansão de
inumeráveis seitas cristãs e não-cristãs.
I. [RELAÇÕES DA SANTÍSSIMA
TRINDADE]
Foi dito:
1. Primeiramente, deve-se discutir
os sete dons do Espírito se encontram em Cristo:
2. Entretanto, a revelação de
Cristo é denominada de diversas maneiras:
3. Quanto ao Espírito Santo, não proveio apenas do Pai ou apenas
do Filho, mas do Pai e do Filho; por isso está escrito: "Ele
deleitou-se no mundo, o Espírito do Pai não está nele"; e novamente: "Entretanto,
todo aquele que não possui o Espírito de Cristo, não lhe pertence".
Assim, compreende-se que o Espírito Santo seja referido como provindo do Pai e
do Filho, sendo que o próprio Filho, no Evangelho, diz que o Espírito Santo "procede
do Pai" e "por Mim Ele é aceito e anunciado a vós".
II. [CÂNON DA SAGRADA
ESCRITURA]
Também foi dito:
Agora verdadeiramente devemos discutir sobre as Divinas
Escrituras, quais são aceitas pela Igreja Católica no universo e quais devem
ser rejeitadas.
1. Esta é a ordem do Antigo Testamento: Gênese, 1 livro;
Êxodo, 1 livro; Levítico, 1 livro; Números, 1 livro;
Deuteronômio, 1 livro; Josué, 1 livro; Juízes, 1 livro; Rute,
1 livro; Reis, 4 livros; Crônicas, 2 livros; 150 Salmos, 1 livro; 3 livros de
Salomão: Provérbios, 1 livro; Eclesiastes, 1 livro; Cântico dos Cânticos, 1
livro; Outros: Sabedoria, 1 livro; Eclesiástico, 1 livro.
2. Semelhantemente, esta é a ordem dos profetas: Isaías, 1
livro; Jeremias, 1 livro, contendo o Cinoth, isto é, suas lamentações; Ezequiel, 1 livro;
Daniel, 1 livro; Oséias, 1 livro; Amós, 1 livro; Miquéias, 1 livro; Joel, 1
livro; Obadias, 1 livro; Jonas, 1 livro; Nahum, 1 livro; Habacuc, 1 livro;
Sofonias, 1 livro; Ageu, 1 livro; Zacarias, 1 livro; Malaquias, 1 livro.
3. Semelhantemente, esta é a ordem dos [livros] históricos:
Jó, 1 livro; Tobias, 1 livro; Esdras, 2 livros;
Ester, 1 livro; Judite, 1 livro; Macabeus, 2 livros.
4. Semelhantemente, esta é a ordem das Escrituras do Novo
Testamento, sustentadas e veneradas pela santa e católica Igreja romana: 4
livros dos Evangelhos: segundo Mateus, 1 livro; segundo Marcos, 1 livro;
segundo Lucas, 1 livro; segundo João, 1 livro; também os Atos dos Apóstolos, 1
livro; as epístolas do apóstolo Paulo, em número de 14: aos Romanos, 1 epístola;
aos Coríntios, 2 epístolas; aos Efésios,
1 epístola; aos Tessalonicenses, 2 epístolas; aos Gálatas, 1 epístola; aos Filipenses, 1 epístola; aos Colossenses,
1 epístola; a Timóteo, 2 epístolas; a Tito, 1
epístola; a Filemon, 1 epístola; aos Hebreus, 1
epístola; também o Apocalipse de João, 1 livro; também as epístolas canônicas,
em número de 7: do apóstolo Pedro, 2 epístolas; do apóstolo Tiago, 1 epístola;
do apóstolo João, 1 epístola; do outro João, o ancião, 2 epístolas; do apóstolos Judas, o zelota, 1
epístola. Aqui se encerra o cânon do Novo Testamento.
III. [PRIMAZIA DA SANTA IGREJA
CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA]
Também foi dito:
(Alguns manuscritos, de
recensão mais breve, começam este ponto com o seguinte cabeçalho: "Aqui
inicia o decreto 'sobre os livros que devem ou não devem ser recebidos',
redigido pelo papa Gelásio e 70 dos mais eruditos
bispos, reunidos em concílio apostólico na cidade de Roma")
1. Após termos discutido sobre os
Escritos dos profetas e as Escrituras evangélicas e apostólicas acima,
sobre os quais a Igreja Católica está fundada pela graça de Deus, também
achamos necessário dizer, embora a Igreja Católica universalmente esteja
difundida sobre todo o mundo, sendo a única noiva de Cristo, que à Santa Igreja
romana é dado o primeiro lugar sobre as demais igrejas, não por decisão sinodal, mas sim pela voz do Senhor, nosso Salvador, pois
no Evangelho obteve a primazia: "Tu és Pedro" - Ele disse - "e
sobre esta pedra edificarei a Minha Igreja e as portas do Inferno não
prevalecerão contra ela; e te darei as chaves do Reino dos Céus e tudo o que
ligardes sobre a Terra será também ligado no Céu, e tudo o que desligardes
sobre a Terra será também desligado no Céu".
2. Acrescente-se também a presença do bem-aventurado
apóstolo Paulo, "o vaso escolhido", que não em oposição - como
afirmam as heresias dos tolos - mas na mesma data e no mesmo dia, foi coroado
com a morte gloriosa juntamente com Pedro, na cidade de Roma, padecendo sob
Nero César; e igualmente eles fizeram a supra mencionada Santa Igreja romana
especial para Cristo, o Senhor, e deram preferência de suas presenças e
triunfos dignos de veneração perante todas as demais cidades existentes sobre a
Terra.
3. Portanto, primeira é a cátedra da Igreja romana, do
apóstolo Pedro, por não haver qualquer mancha, ruga ou qualquer outro
[defeito]. Porém, o segundo lugar foi concedido, em nome do bem-aventurado
Pedro, a Marcos, seu discípulo e autor do Evangelho, para Alexandria. Ele mesmo
escreveu a Palavra da Verdade, no Egito, conforme [ouvira do] apóstolo Pedro;
lá foi gloriosamente consumada [sua vida] no martírio. O terceiro lugar é
guardado por Antioquia, do bem-aventurado e venerável apóstolo Pedro, que ali
viveu antes de vir à Roma e onde pela primeira vez foi
ouvido o nome da nova raça: "cristãos".
IV. [ESCRITOS E AUTORES
ECLESIÁSTICOS QUE PODEM SER LIDOS]
E embora "nenhum outro fundamento possa ser
estabelecido exceto aquele que já o foi, Cristo
Jesus", também para a edificação da Santa Igreja romana, logo após os
livros do Antigo e do Novo Testamentos, que acima enumeramos, estão também de
acordo com o cânon, não sendo proibida a aceitação dos seguintes escritos:
1. Do Santo Sínodo de Nicéia, onde 318 bispos presididos
pelo imperador Constantino Magno condenaram o herege Ário;
do Santo Sínodo de Constantinopla, presidido por Teodósio
de Augusto, no qual o herege Macedônio livrou-se de merecer a condenação; do
Santo Sínodo de Éfeso, no qual Nestório
foi condenado, com o consentimento do bem-aventurado papa Celestino, presidido
por Cirilo de Alexandria sobre a cátedra do
magistrado e por Arcádio, bispo enviado da Itália; do Santo Sínodo da
Calcedônia, presidido por Marciano Augusto e por Anatólio, bispo de
Constantinopla, no qual as heresias nestorianas e eutiquianas, juntamente com Dióscoro
e seus simpatizantes, foram todos condenados.
2. Mas se houve, também, a convocação de concílios de menor
autoridade (que estes quatro) pelos santos padres, decretamos
que estes devem ser mantidos e recebidos. Abaixo, acrescentamos as obras dos
santos padres que são recebidas pela Igreja Católica: as obras do
bem-aventurado Cecílio Cipriano, mártir e bispo de Cartago; as obras do
bem-aventurado Gregório Nanzianzeno, bispo; as obras
do bem-aventurado Basílio, bispo da Capadócia; as
obras do bem-aventurado João, bispo de Constantinopla; as obras do
bem-aventurado Teófilo, bispo de Alexandria; as obras do bem-aventurado Cirilo, bispo de Alexandria; as obras do bem-aventurado
bispo Hilário Pictaviense; as obras do bem-aventurado
Ambrósio, bispo de Milão; as obras do bem-aventurado Agostinho, bispo de Hipona; as obras do bem-aventurado Jerônimo, sacerdore; as obras do bem-aventurado Próspero, homem
extremamente religioso.
3. Também a carta do bem-aventurado papa Leão
destinada a Flaviano, bispo de Constantinopla,
onde, se houver alguma parte do texto disputada, não sendo aquela que foi
recebida desde a antiguidade por todos, seja anátema; também as obras e cada um
dos tratados dos padres ortodoxos, desde que não se desviem em nada do
[ensinamento] comum da Santa Igreja romana, e que não tenham nunca se separado
da fé ou adoração, mantendo-se em comunhão pela graça de Deus até o último dia
de suas vidas, decretamos que sejam lidos; também os decretos e cartas oficiais
que os bem-aventurados papas, a partir de Roma, enviaram em consideração aos
mais diversos padres, em várias épocas, devem ser sustentados com admiração.
4. Também os atos dos santos mártires, que receberam a
glória a partir de suas múltiplas torturas e seus maravilhosos triunfos de
estabilidade. Qual católico duvidaria que a maioria deles sofreria ainda mais
agonias com todas as suas forças, tudo pela graça de Deus e auxílio dos demais?
Entretanto, conforme o velho costume da precaução, eles não devem ser lidos na
Santa Igreja romana, já que os nomes de seus autores não são apropriadamente
conhecidos, não sendo possível separá-los dos não-crentes e imbecis, ou porque
o que declaram está abaixo da ordem dos eventos que ocorreram; por exemplo: os
[atos dos] Ciricianos e Julitanos,
bem como os dos Georgianos, e os sofrimentos de outros como estes, que parecem
ter sido compostos por hereges. Em razão disto, como foi dito, para não darmos
pretexto para uma zombaria casual, não os lemos na Santa Igreja romana. Porém,
veneramos, juntos com a supramencionada Igreja, todos os mártires e seus
gloriosos sofrimentos, que são bem conhecidos de Deus e dos homens, com toda
devoção. Também as vidas dos padres Paulo, Antonio e Hilarião,
bem como todos os eremitas descritos pelo homem bem-aventurado que é Jerônimo,
recebemos com honra. Também os atos do bem-aventurado bispo
Silvestre, de cátedra apostólica, é permitido, ainda que o nome de quem
os escreveu seja desconhecido, já que sabemos que é lido por muitos católicos
na cidade de Roma e também pelo antigo uso das gerações que é imitado pela
Igreja. Também os escritos sobre a descoberta da cruz e certas outras novelas
que contam sobre a descoberta da cabeça do bem-aventurado João Batista, por
serem romances, alguns dos quais lidos pelos católicos; entretanto, quando
chegam às mãos dos católicos, devem [considerar] primeiro os dizeres do
bem-aventurado apóstolo Paulo: "Provai todas as coisas, retendo o que
for bom". Também Rufino, homem extremamente religioso, escreveu
diversas obras sobre os atos eclesiásticos, e algumas interpretando as
Escrituras; contudo, a partir do momento em que o venerável Jerônimo mostrou
que ele fez uso de certas liberdades arbitrárias em alguns desses livros,
acreditamos que os [livros] que são aceitáveis são aqueles que o bem-aventurado
Jerônimo, supra citado, considera como aceitáveis; e não apenas aqueles de
Rufino, mas também aqueles de qualquer homem que for lembrado por seu zêlo por Deus e pela religião da fé. Também algumas obras
de Orígenes que o bem-aventurado homem Jerônimo não rejeita, nós recebemos para
leitura; mas dizemos que o resto de sua autoria deve ser rejeitado. Também a
crônica de Eusébio de Cesaréia e os livros de sua
história da Igreja - embora haja muita coisa duvidosa no primeiro livro de sua
narração e, mais tarde, tenha escrito um livro louvando e desculpando o cismático Orígenes - sobre as suas narrações de feitos
memoráveis, que são úteis para a instrução, não dizemos a ninguém que devam ser
rejeitadas. Também louvamos Orósio, homem
extremamente erudito, que nos escreveu uma bem necessária história contra as
calúnias dos pagãos e sua "brevidade maravilhosa". Também a obra
pascal escrita pelo venerável homem Sedúlio, redigida
em versos complexos, merece significante louvor. Também a incrível e trabalhosa
obra de Juvêncio, nós não a rejeitamos, por estarmos impressionados.
V. [LISTA DE LIVROS E AUTORES
REJEITADOS (APÓCRIFOS)]
Os demais escritos que foram compilados ou reconhecidos
pelos hereges ou cismáticos, a
Igreja Católica, Apostólica e Romana não recebe de forma alguma; destes,
achamos correto citar abaixo alguns que passaram de geração a geração e que são
rejeitados pelos católicos:
1. Lista de livros apócrifos: primeiro, o sínodo de Sirmium, convocado por Constâncio César, filho de
Constantino, e moderado pelo prefeito Tauro, que foi,
é e sempre será condenado. A viagem em nome do apóstolo Pedro, que é chamado de
nono livro de São Clemente: apócrifo. Os atos em nome do apóstolo André:
apócrifo. Os atos em nome do apóstolo Tomé: apócrifo. Os atos em nome do
apóstolo Pedro: apócrifo. Os atos em nome do apóstolo Filipe: apócrifo. O
evangelho em nome de Matias: apócrifo. O evangelho em nome de Barnabé:
apócrifo. O evangelho em nome de Tiago Menor: apócrifo. O evangelho em nome do
apóstolo Pedro: apócrifo. O evangelho em nome de Tomé, usado pelos maniqueus: apócrifo. Os evangelhos em nome de Bartolomeu:
apócrifos. Os evangelhos em nome de André: apócrifos. Os evangelhos
falsificados por Luciano: apócrifos. Os evangelhos falsificados por Hesíquio: apócrifos. O livro sobre a infância do Salvador:
apócrifo. O livro da natividade do Salvador e de Maria ou "A
Parteira": apócrifo. O livro que é chamado de "O Pastor":
apócrifo. Todos os livros da pena de Leúcio,
discípulo do diabo: apócrifos. O livro chamado de "A Fundação":
apócrifo. O livro chamado de "O Tesouro": apócrifo. O livro das
filhas de Adão Leptogeneseos: apócrifo. O centão de Cristo incluído com versos de Virgílio: apócrifo.
O livro que é chamado "Atos de Tecla e Paulo": apócrifo. O livro que
é chamado de "Nepos": apócrifo. Os livros
de Provérbios escritos por hereges e assinalados anteriormente com o nome de
Santo Sisto: apócrifo. A Revelação dita de Paulo:
apócrifo. A Revelação dita de Tomé: apócrifo. A Revelação dita de Estevão:
apócrifo. O livro chamado de "Assunção de Santa Maria": apócrifo. O
livro chamado de "A Penitência de Adão": apócrifo. O livro sobre Gog, o gigante que após o dilúvio lutou com o dragão,
segundo os hereges: apócrifo. O livro chamado "Testamento de Jó": apócrifo. O livro chamado "A Penitência de
Orígenes": apócrifo. O livro chamado "A Penitência de São
Cipriano": apócrifo. O livro chamado "A Penitência de Jamne e Mambre": apócrifo. O
livro chamado "A Fortuna dos Apóstolos": apócrifo. O livro chamado "Lusa dos Apóstolos": apócrifo. O livro
chamado "Cânon dos Apóstolos": apócrifo. "O Fisiólogo",
escrito por hereges e assinalado com o nome do bem-aventurado Ambrósio:
apócrifo. A "História" de Eusébio Pampilo:
apócrifo. As obras de Tertuliano: apócrifas. As obras
de Lactâncio, também conhecido como Firmiano: apócrifas. As obras de Africano: apócrifas. O
opúsculo "Potumiano e Gallo":
apócrifo. As obras de Montano, Priscila e Maximila: apócrifas. As obras de Fausto, o maniqueu: apócrifas. As obras de Comodiano:
apócrifas. As obras do outro Clemente de Alexandria: apócrifas. As obras de Táscio Cipriano: apócrifas. As obras de Arnóbio:
apócrifas. As obras de Ticônio: apócrifas. As obras
de Cassiano, sacerdote gaulês: apócrifas. As obras de Vitorino Petavionense: apócrifas. As obras de Fausto Regiense Galliaro: apócrifas. As
obras de Frumêncio Cego: apócrifas. A carta de Jesus
a Abgaro: apócrifa. A carta de Abgaro
a Jesus: apócrifa. A Paixão dos Ciricianos e Julitanos: apócrifa. A Paixão dos Georgianos: apócrifa. Os
escritos chamados de "Interdição de Salomão": apócrifos. Todos os filatérios que não provêm dos anjos, como pretendem alguns,
mas foram escritos em nome dos piores demônios: apócrifos.
2. Estas e outras obras similares, tais como as de Simão
Mago, Nicolau, Cerinto, Marcião,
Basílides, Ebion, Paulo de Samósata, Fotino e Bonóso, que sofrem de erros similares, bem como Montano e suas obscenas seguidoras, Apolinário, Valentino Maniqueu, Fausto
Africano, Sabélio, Ário,
Macedônio, Eunômio, Novato, Sabácio,
Calisto, Donato, Eustácio, Joviano,
Pelágio, Juliano de Eclanum,
Celéstio, Maximiano, Prisciliano da Espanha, Nestório
de Constantinopla, Máximo Cínico, Lampécio, Dióscoro, Êutiques, Pedro e o
outro Pedro - um desgraçou a Alexandria e o outro, a Antioquia - Acácio de
Constantinopla e seus partidários, e ainda todos os discípulos da heresia, dos
hereges e dos cismáticos, cujos nomes quase não foram
preservados, que ensinaram ou compilaram [o erro], confirmamos que não devem
meramente ser rejeitados mas também eliminados de toda
a Igreja Católica e Apostólica romana, sendo que os autores e seguidores desses
autores devem ser amaldiçoados com a corrente inquebrável
do anátema eterno.