O
erro de Lutero
Dr. Rafael Vitola Brodbeck
Sustentam alguns contemporâneos, mesmo
dentre os protestantes, que o único erro de Martinho Lutero teria sido conduzir
a Reforma fora da Igreja. São esses os que dizem que, se as ações do monge
agostiniano que iniciou a maior revolução eclesiástica jamais vista fossem
feitas dentro da Igreja, haveria uma justa reforma e hoje a Cristandade
Ocidental continuaria unida.
Discordamos de tal tese.
Reconhecendo que certa disciplina eclesial realmente devesse passar por uma
série de correções – o que foi feito de modo muito eficaz pelo Concílio de
Trento –, não podemos admitir que se queira atribuir a Lutero somente o título
de cismático. Mais do que combater abusos dos filhos e membros da Igreja – e
não da própria, pois é santa e indefectível –, o reformador afastou-se da
doutrina ensinada por Cristo, da Revelação, constituindo-se herege. Era, pois,
impossível a Lutero manter-se dentro da Igreja com suas próprias idéias
contrárias à ortodoxia. Ao lutar contra algumas práticas acerca das
indulgências, negou a validade destas últimas. Pretendendo combater certas
tendências quase-pelagianas de alguns monges – as quais nunca foram aprovadas
pela Igreja, diga-se de passagem! –, negou o livre-arbítrio. E em tudo, para
justificar suas teorias, negou o ensino dos Papas e da Tradição, apegando-se só
à Escritura – no momento em que esta própria o desmente, arranca sete livros do
cânon do Antigo Testamento, tenta impugnar a Epístola de São Tiago, e, do que
sobra, reinterpreta livremente, ao sabor de suas preferências, por vezes
invocando os mesmos autores da Tradição que ele mesmo não aceita, evidentemente
tirados de seu contexto.
O erro de Lutero não foi ter se
separado da Igreja para fazer a Reforma, e sim partir de premissas heréticas
para conduzi-la, o que necessariamente o colocaria fora da comunhão. Como
advogar que o monge Martinho poderia guiar seu protesto dentro da Igreja se na
base deste estava a rejeição do primado de São Pedro e seus sucessores, os
Papas, do sacerdócio hierárquico distinto do sacerdócio comum dos fiéis, da
mudança substancial na Eucaristia – da qual vive a Igreja –, da Tradição como
regra de fé e prática, do Magistério de seus legítimos pastores? É inerente à
Reforma Protestante estar fora e contra “a Igreja de Deus vivo, coluna e
sustentáculo da verdade.” (2 Tm 3,15)
Em que consistiu o movimento luterano?
Na pregação de que basta a fé para a salvação; na confusão entre a certeza de
estar salvo e a virtude teologal da esperança; na negação do livre-arbítrio,
qualificando toda graça como obrigatoriamente eficaz; na noção de que a Missa é
uma mera ceia comemorativa do sacrifício da Cruz, e que nela Cristo Se faz
presente sem alteração das substâncias do pão e do vinho; no conceito de que a
justificação é extrínseca, declaratória, forense, como se a graça não
transformasse o pecador de fato, mas apenas juridicamente, à maneira de uma
capa que o recobriria para que Deus o declarasse justo; na sustentação de que
toda doutrina, para ser parte da Revelação, para ser verdadeira, deve estar
necessariamente na Bíblia; na crença de que todos podem interpretar o dado
revelado igual e diretamente, sem a intermediação do Magistério.
Ora, tudo isso nada mais é do que o
rechaçar puro, explícito e pertinaz da Fé da Igreja. Conclui-se, pois, que é da
natureza da Reforma Protestante, da essência dos planos e idéias de Lutero
estar fora da Igreja santa e católica. Quis ele colocar-se nessa situação: a
Igreja apenas declarou o que era óbvio. E para uma reforma sem rompimento com a
Igreja deveria Lutero abdicar de sua teologia equivocada.
A Igreja sempre afirmou justamente o
contrário do ensino luterano:
- A fé sem as obras é morta. “De que
aproveitará, irmãos, a alguém dizer que tem fé, se não tiver obras? Acaso
esta fé poderá salvá-lo? (...) Assim também a fé: se não tiver obras, é
morta por si mesma. Mas alguém dirá: ‘Tu tens fé, e eu tenho obras.’ Mostra-me
a tua fé sem obras e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras. Crês que há
um só Deus. Fazes bem. Também os demônios crêem e tremem. Queres ver, ó homem
vão, como a fé sem obras é estéril? Abraão, nosso pai, não foi justificado
pelas obras, oferecendo o seu filho Isaac sobre o altar? Vês como a fé cooperava
com as suas obras e era completada por eles. (...) Vede como o homem é
justificado pelas obras e não somente pela fé? (...) Assim como o corpo sem
a alma é morto, assim também a fé sem obras é morta.” (Tg 2,14.17-22.24.26)
- É absolutamente impossível a alguém,
sem especial graça atual de Deus, saber-se salvo. Portanto, a certeza da
salvação, excetuado algum caso extraordinário, é, no mais das vezes, presunção,
seja da própria santidade sem qualquer referência à graça santificante, seja da
ação desta. Por outro lado, não devemos desesperar da salvação, se cremos em
Cristo e vivemos como Ele manda. Nem certeza nem desespero, mas esperança de
que, pela graça de Deus livremente correspondida por nossa vontade e
inteligência seremos salvos. Para enfrentar o desespero, Lutero pecou pela
sustentação do erro diametralmente oposto. São Paulo mesmo, grande animador dos
cristãos, que os exortava a nunca perder a esperança da salvação, não tinha a
certeza de ser salvo: “De nada me acusa a consciência; contudo, nem por
isso sou justificado. Meu juiz é o Senhor. Por isso, não julgueis antes
do tempo; esperai que venha o Senhor. (...) Então cada um receberá de Deus
o louvor que merece.” (1 Co 4,4-5a.6d) Se tivéssemos certeza da salvação –
e para Lutero, que confunde fé com esperança e confiança, crer é saber-se
salvo, ao passo em que a doutrina católica afirma que ela é a adesão do
intelecto movido pela vontade e iluminado pela graça à Revelação de Deus –,
estaríamos descansados. Mas a Bíblia diz: “vós que sempre fostes obedientes,
trabalhai na vossa salvação com temor e tremor.” (Fl 2,12)
- A graça de Deus é o princípio da
salvação, é o convite a ser salvo, e sem ela ninguém pode nem sequer dar o
primeiro passo em direção a Ele. Tal fato, todavia, não anula a necessária
colaboração do homem à ação da graça, que se faz pelo livre-arbítrio. Se é erro
o pelagianismo – doutrina que defende ser o homem capaz de salvar-se por sua
própria natureza, excluindo a graça ou considerando-a mero estímulo a modo de
exemplo, atribuindo valor absoluto ao livre-arbítrio –, e também o
semi-pelagianismo – heresia digamos “mais moderada”, a qual pretende que a
graça salve, mas o primeiro movimento da salvação entende partir do
livre-arbítrio –, é igualmente equivocado o luteranismo, e sua forma mais
radical, o calvinismo, negadores da liberdade, os quais consideram à graça
ações que a ultrapassam. A soteriologia de Lutero, aliás, é produto de outra
confusão sua: como mesmo após o Batismo permanece uma tendência ao pecado – a
concupiscência –, o reformador alemão pensa que o que continua a existir no
homem mesmo batizado e regenerado é o próprio pecado – daí sua máxima do que o
homem é simul justus et peccator, da qual nos ocuparemos mais adiante ao
falar da justificação forense de Lutero.
- A Santa Missa não é uma mera
comemoração do sacrifício de Cristo na Cruz, mas o próprio sacrifício, tornado
real e novamente presente. Não se trata, outrossim, de novo sacrifício – e
Lutero, nova confusão, para combater esse erro da pluralidade de sacrifícios,
quando um só bastou (o que fez bem), pelejou contra a noção católica,
inconteste desde os tempos apostólicos e claramente ensinada pelos Padres
Antigos, de que a Missa é um sacrifício (o que fez mal). Cruz e Missa são um só.
O ataque de Lutero não procede. Pensou ele que, quando a Igreja diz que a Missa
é um sacrifício, estava ela afirmando que este era um novo, como se o da Cruz
não fosse, para ela, suficiente. Para atacar um erro – que, lembramos, não
havia, porque a Igreja sempre pregou que a Missa não era um novo, mas o mesmo
sacrifício tornado presente –, inventou Lutero outro erro. Faltou ao heresiarca
mais estudo da doutrina da Igreja. Leu, não entendeu, e atacou o que pensou ter
entendido. No Rio Grande do Sul diz-se que semelhante comportamento é típico de
quem “mirou no que viu e atirou no que não viu.” Cremos que, no caso, Lutero
mirou até no que não viu! Males que a falta de humildade traz...
- Na Missa, que além de ceia é também
sacrifício, a presença de Cristo se dá pela mudança das substâncias –
transubstanciação – do pão e do vinho em Seu Corpo e Sangue. “Tomai e comei,
isto é meu corpo” e “bebei deles todos, porque isto é meu
sangue, o sangue da Nova Aliança[1][1], derramado por muitos homens em remissão dos
pecados” (Mt 26,25.27c-28), disse Jesus. Noutro discurso explicitou: “E
o pão, que eu hei de dar, é a minha carne para a salvação do mundo.
(...) Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do Filho do
homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós mesmos. Quem come
a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no
último dia. Pois a minha carne é verdadeiramente uma comida e o meu
sangue, verdadeiramente uma bebida. Quem come a minha carne e bebe
o meu sangue permanece em mim e eu nele.” (Jo 6,51c.53-56) Desse modo,
terminada a Missa, Nosso Senhor continua na hóstia consagrada.
- A justificação se dá de fato, não só de
direito! Pela graça, o homem é real e progressivamente transformado. Uma vez
justo, ele o é de verdade, não apenas por uma declaração jurídica de Deus. Mais
do que uma capa que reveste o pecador, a graça o muda interiormente. O índice
doutrina anexo à Bíblia editada pela Ave-Maria, no verbete “justificar” assim
dispõe: “Afirmam os protestantes que justificar tem sempre o sentido de
‘declarar justo’. Não há dúvida de que assim seja entre os autores profanos, e
que o mesmo suceda na Sagrada Escritura sempre que o sujeito do verbo for um
ser finito, porque apenas Deus pode conferir a justiça. Porém, quando se trata
de Deus, o verbo inúmeras vezes significa tornar justos os homens
(transformando-os de um estado a outro): Is 53,11; At 13,38ss; II Cor 5,21.
Note-se ainda que o juízo de Deus é sempre conforme a realidade e ninguém pode
ser declarado justo sem sê-lo realmente. Quando Deus justifica o ímpio, é
necessário que o encontre justo ou o justifique. Do contrário, ou Deus estaria
declarando justo que o não é ou estaria realmente justificando. Não se encontra
um texto em que um homem justificado por Deus é ainda chamado pecador. Segundo
São Paulo, a justificação é uma ‘justificação de vida’, isto é, confere a vida
sobrenatural: Rom 5,8.”
-
A Revelação não foi guardada só pela Bíblia. Cristo nem ordenou aos Seus
que escrevessem, mas que pregassem! A doutrina verdade é a pregada pelos
Apóstolos, por eles ensinada através da Bíblia e também oralmente. Essa
pregação oral é a Tradição, sempre defendida por todos os escritores
cristãos dos primeiros séculos, unanimemente sustentada pelos Padres
Antigos, desde o princípio do cristianismo. A Bíblia mesmo manda que
creiamos na Tradição – Lutero cai, em erro de sua própria (i)lógica interna. “Intimamo-vos,
irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que eviteis a convivência de todo
irmão que leve ociosa e contrária à tradição que de nós tendes
recebido.” (2 Ts 3,6) “Ficai firmes e conservai os ensinamentos que de nós
aprendestes, seja por palavra, seja por carta nossa.” (2 Ts 2,15) “A
nossa pregação não provém de erro.” (1 Ts 2,3) Os livros da Bíblia,
aliás, só foram compostos totalmente muitos anos depois do início da pregação
apostólica: onde estava a doutrina verdadeira nessa época, se não na Igreja, na
Tradição oral? Por último, lembremos que só no IV século é que um sínodo de
Bispos – i.e., a autoridade da Igreja, guiada pelo Papa, os quais
foram negados por Lutero! – declarou quais eram os livros da Bíblia, e quais
eram espúrios. Nesse tempo todo, só a Tradição oral a fonte segura da doutrina
revelada – e com o advento da Sagrada Escritura, não deixou aquela de continuar
sendo, sob pena de Deus desdizer-Se. Para crermos na Bíblia, portanto, temos de
crer primeiramente na Tradição e no Magistério da Igreja. “Eu não creria nos
Evangelhos se não me levasse a isso a autoridade da Igreja Católica.”
(Santo Agostinho. Contra epistulam Manichaei quam vocant fundamenti, 5,6: PL
42,176) “Sobre os dogmas e querigmas preservados pela Igreja, alguns nós
possuímos ensinamento escrito e outros recebemos da tradição dos Apóstolos,
transmitidos pelo mistério. Com respeito à observância, ambos são da mesma
força. Ninguém que seja versado mesmo um pouco no proceder eclesiástico, deverá
contradizer qualquer um deles, em nada. Na verdade, se tentarmos rejeitar os
costumes não escritos como não tendo grande autoridade, estaríamos
inconscientemente danificando os Evangelhos em seus pontos vitais; ou, mais
ainda, estaríamos reduzindo o querigma a uma única expressão.” (São Cipriano de
Cartago. O Espírito Santo, 27,36) “‘Cristo Senhor, em que se consuma
toda a revelação do Sumo Deus, ordenou aos Apóstolos que o Evangelho, prometido
antes pelos profetas, completado por ele e por sua própria boca promulgado,
fosse por eles pregado a todos os homens como fonte de toda a verdade salvífica
e de toda a disciplina de costumes, comunicando-lhes dons divinos.’ A
transmissão do Evangelho, segundo a ordem do Senhor, fez-se de duas maneiras: oralmente
‘pelos apóstolos, que na pregação oral, por exemplos e instituições,
transmitiram aquelas coisas que ou receberam das palavras, da convivência e das
obras de Cristo ou aprenderam das sugestões do Espírito Santo’; por escrito
‘como também por aqueles apóstolos e varões apostólicos que, sob a inspiração
do mesmo Espírito Santo, puseram por escrito a mensagem da salvação.’”
(Catecismo da Igreja Católica, 75-76) “Dá-se o nome de Tradição à doutrina
revelada por Deus que não está contida na Escritura, tendo-se conservado por
diversos meios. Por isso se diz que a Tradição é ‘complemento’ da Sagrada
Escritura; assim, por ex., nem tudo o que Nosso Senhor Jesus Cristo fez ou
disse foi escrito, e no entanto foi transmitido infalivelmente, graças à
assistência do Espírito Santo. A Tradição chegou até nós por meio da pregação,
da própria vida da Igreja, dos escritos dos Padres da Igreja, da Liturgia e de
outras formas...” (ARCE, Pablo; SADA, Ricardo. op cit.; p. 48)
-
Se cada um pode livremente interpretar a Bíblia, qual das interpretações
conflitantes é a autêntica? Sempre que um protestante interpreta algum trecho
da Sagrada Escritura afirma ser guiado pelo Espírito Santo. E é por isso quem
se a interpretação do pastor conflita com a do fiel ou de outro pastor, logo
surge uma nova “igreja”, dizendo-se portadora da verdade – sendo que a
primitiva, de onde esta se originou, também afirmava o mesmo. Mais de 40.000
verdades umas contra as outras??!! O “Espírito Santo” protestante é
esquizofrênico? Para a Igreja Católica, única fundada por Cristo, a leitura da
Bíblia deve conformar-se com a interpretação do Magistério. “Ninguém pode
compreender a Sagrada Escritura se não tiver alguém que o preceda e lhe mostre
o caminho.” (São Jerônimo) O Espírito Santo que inspirou a Bíblia ilumina
os Bispos e o Papa, pastores da Sua Igreja, para o correto entendimento da
doutrina naquela contida: “Antes de tudo, sabei que nenhuma profecia da
Escritura é de interpretação pessoal.” (2 Pe 1,20) Sobre os textos da
Bíblia, ela mesmo diz que em certos trechos das cartas de São Paulo “há
algumas passagens difíceis de entender, cujo sentido os espíritos ignorantes
ou pouco fortalecidos deturpam, para a sua própria ruína, como o fazem
também com as demais Escrituras.” (2 Pe 3.16) Para evitar essas
interpretações pessoais – já se disse que cada protestante é seu próprio papa,
dado que afirmam, pelo livre-exame da Bíblia, ter a interpretação correta, a
qual se diferencia das de outros que sustentam igualmente terem sido inspirados
ou iluminados pelo Espírito Santo –, Cristo Jesus fundou uma Igreja sobre os
Apóstolos, ordenando-lhes: “Ide e ensinai todos os povos” (Mt 28,20).
Prometeu também a eles e seus sucessores, os Bispos em comunhão com o Papa: “Quem
vos ouve[2][2] a mim ouve” (Lc 10,16); “o Espírito Santo vos[3][3] ensinará todas[4][4] as coisas” (Jo 14,26); e “ficará eternamente
convosco” (v. 16). Para quem pretendia ter como regra de fé somente a
Bíblia, como Lutero, parece que ele não foi fiel nem ao menos à sua própria
tese teológica, à sua própria heresia!
A diferença entre os erros protestantes
e a verdade católica não para por aí. Do livre-exame e da Sola Scriptura
luteranos saem verdadeiros absurdos, alguns dos quais contrários ao ensino do
próprio Lutero, mas defendidos pelos seus continuadores na heresia: negação do
culto às imagens, rejeição do culto dos santos e da Virgem, caráter meramente
simbólico da Eucaristia – Lutero defendia uma presença real (deturpada, mas
real) –, crença de que o Papa é a Besta do Apocalipse etc. Isso que não estamos
falando do antagonismo notório entre as visões culturais protestante
(especialmente a calvinista) e católica, suas noções em filosofia e
antropologia, totalmente incompatíveis com o pensamento da Igreja.
Assim, uma reforma de Lutero
dentro da Igreja só seria possível se não houvesse em sua obra e pregação erros
teológicos manifestos. O erro de Martinho Lutero não foi fazer a Reforma fora
da Igreja, mas pretender reformar a doutrina revelada por Cristo.
“De fato, não há dois
(evangelhos): há apenas pessoas que semeiam a confusão entre vós e querem
perturbar o Evangelho de Cristo. Mas, ainda que alguém – nós ou um anjo baixado
do céu – vos anunciasse um evangelho diferente do que vos temos anunciado, que
ele seja anátema. Repito aqui o que acabamos de dizer: se alguém pregar
doutrina diferente da que recebemos, seja ele excomungado!” (Gl 1,7-9)