EXISTE AVALIAÇÃO NO ENSINO RELIGIOSO? COMO ACONTECE?

 

(Profa. Ângela Holanda – Maceió/ AL)

(www.cnbb.org.br)

 

 

A abordagem avaliativa no contexto escolar remete a concepção de ensino aprendizagem construída na formação acadêmica e pedagógica de cada educador. Essa concepção interfere e influencia no fazer pedagógico e no cotidiano escolar. O ponto de partida para conceber a avaliação no ensino, está nos questionamentos que são elaborados frente à avaliação que se pretende implantar para a formação básica do cidadão.

Nesta ótica, a avaliação é condição para análise do educador e do educando, provocando reflexões sobre as práticas e processos de aprendizagem, não podendo ser compreendida como um ato meramente de aprovação e reprovação.

Neste contexto, o ensino religioso como área de conhecimento e componente da matriz curricular integrante da Base Nacional Comum do Ensino Fundamental também inclui no desenvolvimento do cotidiano escolar a avaliação, num conjunto de ações que tem a função de aprofundar os conhecimentos, propondo questionamentos para informar, esclarecer, opinar, discernir, participar e decidir orientando os educandos (as) para o exercício da cidadania.

Logo, a definição dos planos com seus objetivos, conteúdos e prática didática são elementos essenciais para dar sentido ao processo avaliativo no ensino religioso. Na pedagogia desses procedimentos incluem-se os princípios éticos, estéticos e políticos para a construção do pensamento crítico, criativo e sensível, de modo que cada educando construa sua identidade e autonomia.  Só há avaliação quando ocorre o ensino, pois esta é parâmetro da aprendizagem dos educandos.

Nos Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Religioso apresentam-se elementos que norteiam a prática avaliativa, classificando-a em avaliação inicial, processual, formativa e final. Em cada eixo temático, Culturas e Tradições Religiosas, Textos e Livros Sagrados, Teologias, Ritos e Ethos, há uma caracterização didática com encaminhamentos pra avaliação da aprendizagem conforme blocos de conteúdos trabalhados nesses eixos e explicitados como resultado da avaliação onde cada educando e  educanda possa:

          crescer no respeito às diferenças do outro, chegando a ser motivo de reverência;

          estabelecer o diálogo, convivendo de forma pacífica, aprofundando as razões históricas da sua própria tradição religiosa;

          construir seu entendimento sobre o fenômeno religioso;

          entender o sentido da vida a partir das respostas elaboradas pelas tradições religiosas, desenvolvendo o diálogo com segurança e sem proselitismo.

A avaliação nestes termos decorre da postura do (a) educador (a) em relação ao(a)  educando(a) e dos instrumentos utilizados durante o desenvolvimento das aulas para obtenção da aprendizagem destes.