JESUS, CAMINHO, VERDADE E
VIDA.
NOS ENVIA EM MISSÃO
Dom Sérgio Castriani,
CSSp
Bispo Prelado de Tefé - AM
Presidente da Comissão para a Ação
Missionária e Cooperação Intereclesial
Na apresentação das orientações
gerais do Projeto Nacional de Evangelização ( Doc. 72) Dom Odilo Pedro Scherer,
secretário geral da CNBB, conclama cada católico a tornar-se missionário e cada
comunidade a se deixar animar e orientar por uma nova missionariedade. Trata-se
portanto de um projeto que quer envolver a todos e é a sua dimensão missionária
que o torna tarefa comum aos batizados e batizadas na nossa Igreja.
O texto de orientações gerais do
projeto apresenta o seu objetivo específico: “Anunciar o Evangelho de Jesus
Cristo, sua pessoa, vida, morte e ressurreição para proporcionar o Encontro
Pessoal com Cristo, na comunidade, e ajudar cada pessoa na adesão a ele e no
compromisso de segui-lo, realizando a tarefa missionária por ele confiada à
Igreja”. Se o encontro pessoal com Jesus é meta, o seu seguimento e a
realização da missão em comunhão com a Igreja é conseqüência necessária, e
sinal de que o encontro foi autêntico e verdadeiro. O fruto do encontro pessoal
e da adesão é o seguimento e a missão. Se o primeiro Congresso Missionário do
Brasil teve com lema: Igreja no Brasil, tua Vida é Missão, podemos dizer;
discípulo e discípula de Jesus, tua vida é Missão.
O projeto é missionário na sua
motivação mais profunda que é a de anunciar Jesus aos homens e mulheres de
nosso tempo, para que a partir do encontro com Ele vivamos a nossa dignidade
humana fundamental em comunidade buscando a transformação do mundo segundo os
desígnios de Deus para que o seu Reino venha. O que deve animar a realização do
projeto é o desejo profundo, que vem do Espírito, de que todos possam viver o
amor de Deus que se manifestou em Jesus Cristo. É a misericórdia que brota do
coração de Jesus e que não nos deixa indiferentes diante da miséria, da dor, da
exclusão e da injustiça que nos motiva a anunciá-lo e a propor o seu caminho
como verdade e vida.
O projeto é missionário na sua
estratégia. Com um novo ardor missionário, vibrante e alegre quer proclamar a
Palavra a todos com uma linguagem direta, simples e eficaz tendo como grande
meta a santidade. Reconhece que os missionários merecem receber o que precisam
para realizar a missão, isto é necessitam de formação e acompanhamento. É
missionário na sua urgência quando reconhece que é hora de um verdadeiro
despertar para o entusiasmo missionário. Num tempo de mudanças rápidas e
profundas, estas precisam ser enfrentadas com uma ação missionária e profética
da Igreja.
Quando é que nos tornamos missionários?
As orientações gerais nos dizem que isto acontece quando a partir do encontro
pessoal com Cristo Jesus, nos colocamos a serviço de todos, particularmente dos
distantes e daqueles que não o conhecem. Duas atitudes chaves aparecem aqui:
primeiro o serviço, em seguida a abertura a todos, de maneira especial aos que
não conhecem Jesus. Segundo o texto que dá as orientações gerais para o projeto
estas atitudes explicam todo o significado da palavra Missão. Tornar-se
missionário é ouvir a Palavra, o Verbo encarnado nos dizer: “ como o Pai me
enviou, também eu vos envio” ( Jo20, 21b)
Quais as conseqüências do
seguimento missionário, segundo as orientações gerais? Conversão e profecia. O
missionário rompe corajosamente com o que vai contra o projeto do Reino e
torna-se uma voz profética em defesa da vida, da dignidade humana e da
fraternidade. O missionário é sempre um profeta em contínua conversão.
O projeto apresenta então pistas
de ação. Três delas são mais diretamente missionárias:
- Promover as Santas Missões Populares e ações missionárias na própria paróquia, cidade e regiões carentes do Brasil, especialmente na Amazônia e Nordeste. (23)
- Desenvolver projetos de cooperação missionária em todos os níveis. (25)
- Fazer visitas missionárias a vizinhos, parentes e necessitados de
todo tipo.
A CNBB, reeditará um manual de orientações para evangelizadores em missões populares e roteiros para visitas domiciliares.