Meus queridos irmãos,
Minhas amadas e lindas irmãs,
Do projeto “Queremos ver Jesus” quero lhes falar sobre sua alma
, seu coração !
Anos atrás, quando ainda Bispo Auxiliar da querida Arquidiocese de São
Paulo, pouco antes de ser enviado para a bem-amada Blumenau, na bela e Santa
Catarina, no metrô, vivi diálogo com senhor que me disse ter 38 anos, quando,
no banco, a meu lado, ele se assentou:
— Bom dia! Aceita um jornal?
— Sim, obrigado. (Era a “Folha da Igreja Universal do Reino”).
— Mas, digo-lhe eu, esta Igreja é nova. O que você era antes?
— Católico, não muito praticante! Na Igreja Universal, há dois anos,
me encontrei com Jesus; ele transformou minha vida, a vida de minha família,
por isso, como posso, trabalho por ele.
O encontro impactou-me: ficou na nossa querida Igreja 36 anos e não se
encontrou com Jesus; em 2 anos, na “Universal” se torna evangelizador até de
Bispo no metrô!
Sinto dor no corpo todo pensando na diminuição de católicos no Brasil
e avanço de outras Igrejas!
Isto e muito mais , levou o Conselho Permanente, o
CONSEP, concretizando as “Diretrizes”, a elaborar este Projeto dinâmico,
missionário, “Queremos ver Jesus”. Projeto que, entre nós, é atendimento
concreto ao veemente apelo do Anjo da Igreja de Roma a todas nossas Igrejas
espalhadas pelo mundo inteiro. O novo milênio exige , da
Igreja, nova evangelização. NOVA no ardor, nos métodos e manifestações. Exige
paixão e compaixão missionária!
O Projeto “Queremos ver Jesus” quer, no vigor do Espírito Santo,
despertar entusiasmo, paixão por Jesus, pelo Reino do Pai.
Sem este amor, o projeto não passará de corpo sem vida; um livro a
mais; objeto de discussão, não de adesão! Trata-se de levar as pessoas ao
encontro pessoal, fundante, com Jesus Cristo que nos salva, liberta-nos,
aconchega-nos ao peito e nos diz, ao ouvido do coração, ainda quando
miseráveis, perdidos e sempre: “você é meu, está salvo; creia, eu o ressuscito,
dou-lhe a vida!”
Longe de um espiritualismo alienado, intimista, o encontro proposto
pelo Projeto “Queremos ver Jesus” nos leva, com urgência, à vivência do amor
fraterno. Torna-nos missionários(as) arrancando-nos de um catolicismo
acomodado, missionariamente acanhado, de cuidado de ovelha bem nutrida fechada
em curral, para o encontro-acolhimento-busca fraterna com as 99 que estão
afastadas, abandonadas nos morros, favelas, escolas, fábricas, ruas, em todos
os ambientes.
Leva-nos à urgente vivência da comunidade eclesial e do trabalho de
formação de comunidades eclesiais, à imagem da descrita pelos Atos dos
Apóstolos. Comunidades com “fome e sede de justiça” que não toleram a blasfêmia
da miséria e fome reinantes no País e colaboram pelo advento de uma sociedade
justa e fraterna.
Para que este fogo novo tome conta de nossa Igreja, precisamos de
verdadeiro banho pentecostal.
Necessitamos de urgente mudança nos métodos pedagógicos de
evangelização; de estruturas mais dinâmicas, ágeis; sem medo de criar, de
mudar, de inovar. Vastos horizontes, sem medo de convocar, formar, enviar,
exorcizando a acomodação, a mediocridade.
O apelo é na direção de que Bispos, Presbíteros, Diáconos,
Religiosos(as), Leigos e Leigas empolgados por Jesus, pela causa do Reino, nas
Dioceses, agarremos este Projeto, concretização das Diretrizes e nos reunamos,
com Maria, em verdadeiro Cenáculo, implorando ao Pai e ao Filho nos mandem o
Espírito Santo renovador. O número dos reunidos no Cenáculo de AGORA não
precisa ser superior ao 1º Cenáculo. Lá estavam homens e mulheres frágeis, com
medo, como Pedro que por três vezes, negara o Mestre, mas, arrependido, por
três vezes professa amá-lo apaixonadamente. Recebido o Espírito Santo, com
destemor, foram à praça anunciando a salvação, libertação, ternura, paz, que
nos são dadas pelo Senhor Ressuscitado, vivo no meio de nós, que nos congrega
em comunidades que trabalham para que todos tenham vida, vida de gente, vida em
plenitude! (Jo, 10, 10).