5º) AS CRUZADAS ESQUECIDAS
SÉCULOS XI E XII
(Pe Ignácio, dos padres escolápios)
ALMORÁVIDES: Do árabe al-murabit
[homens do ribat, convento] eram
homens do deserto bérberes do Saara que no século XI fundaram a IV dinastia em
Marrocos. O ribat, rebita ou rabat é convento árabe. Eram pois monges-soldados, saídos dentre os
sanhaya ou zanagas povo de origem nômade e bérbere do Saara. Os Sanhaya habitavam as terras da atual Mauritânia e Mali
desde o rio Senegal até o rio Níger, tendo como fronteira o antigo reino de
Gana e eram povos pastores nômades, bérberes.
Entre as tribos que compunham os sanhaya (ver mapa), a mais
poderosa das tribos invasoras descendia das tribos de Lamtuna [homens do véu] do curso superior do Niger, atualmente os
tuaregs. Após deter o avanço dos negros do
sul, a confederação liderada pelos lantuma tomou como capital Audagost
hoje talvez Tagourâret, perto de 500km
ao oeste de Tombuctou [18 km ao norte da atual Tâmchekket no sul da
Mauritânia] que podia controlar a rota das caravanas de norte ao sul da região.
Foram convertidos no tempo da expansão do Islam, mas nada sabiam além da
fórmula do credo shahada: Não
existe Deus além de Alá e Maomé é o seu profeta. Nada sabiam sobre a Charia
[ou Sharia] e sobre as leis do Islam. A Sharia [literalmente caminho para o
manancial] é a lei islâmica tradicional, também conhecida como lei de Alá. Para
os sunitas a fonte da lei islâmica é o Alcorão e a Hadith. SUNA
significa um caminho. Logo Suna do profeta significa os caminhos do
profeta ou aquilo que é traduzido como tradições do Profeta. Significa também
ditos e feitos do profeta durante os 23 anos como tal, e mensageiro de Alá. A
Suna é pois a segunda fonte da lei islâmica após o Corão. HADITH: Os
registros validados desse caminho constituem um exemplo moral para os
muçulmanos. Mas só a convalidada pelos sábios e estudiosos se transforma em
Hadith. Fiqh: A lei,
do ponto de vista jurídico, recebe o nome de fiqh, e é,
pois, o conjunto de leis dadas pelos sábios, segundo as diferentes escolas ou maddhab,
quatro delas na rama suni e uma na chii.
A escola maliki é a comum para o norte e o oeste da África. E a escola hanbali para a Arábia. Elas coincidem no
essencial, mas divergem nas Hadith particulares. Voltando à nossa história era
o ano 1004 quando, voltando de uma peregrinação à Meca Yahia Ben Ibrahim Al
Gudai, chefe da confederação dos Sanhaya se entrevistou em Kairuán com um
prestigioso alfaqui [segundo a fiqh, douto na lei maometana] com vistas a elevar o
nível da consciência religiosa de seu povo. Finalmente foi escolhido Abdalah
Ben Yasin al Gazuli como pregador no seio das tribos Sanhaya, segundo a
doutrina Malaquita. Os malaquitas tinham como livro norma o Mudawana
escrito por Malik, que entre outras coisas defende a poligamia [até 4 mulheres],
a virgindade, o repúdio e o direito ao contrato matrimonial da djer
[filha impúbere], Era uma doutrina sunita que foi pregada com rigor e que como
não fosse aceita pelos de Sanhaya, Abdalah retirou-se ao Bilad al Sudan [terra
de negros, não o Sudan atual] e com um punhado de fiéis retirou-se a um Ribat
[mosteiro fortificado] numa ilha da desembocadura do rio Senegal; daí o
nome de morabitun [homens do rabit]. La Rápita na Espanha recebe o nome
dos rabits maometanos, considerados como lugares de purificação e formação do
muçulmano exemplar, através de uma disciplina férrea, de privações, de castigos
e golpes pela mínima falta. Da exemplaridade e da propaganda resultou a
excelente reputação de Abdalah e seu ribat de modo que cresceu o número de
monges soldados que se integraram ao ribat para depurar-se. Em 1042, 3 mil Almorávides marcham contra
diversas tribos vizinhas. Impunham como religião a rama suni pregada pelo Islam
Malaki. Como costume, se a tribo não era islâmica, enviava mensageiros para que
aceitassem o Islam. Abdalah ordenava o ataque e Yahaya ibn Umar, seu lugartenente, comandava
seus Lamtuna como chefe militar. Lamtuna significa homens do véu que em nenhuma
circunstância tirariam de seu rosto dos quais descendem os atuais tuareges.
Após a conquista, o imã [puxador da reza] tomava o quinto do botim.
Assim entre os anos 1055 e 1080 os almorávides conquistaram o norte da África e
em 1070 fundaram Marrakech que se converteria na capital de seu império. O
chefe militar Yusuf Ben Tashufin era um emir
[chefe político] que tinha declarado a jihad [guerra santa]. Após a morte de
Abdulah (1058) sucede no comando Abu Bakr ibn Umar (+ 1062) e a este seu primo Yusuf ibn Tashfin (1062-1106) que se
declara emir de Marrocos e funda a cidade de Marrakech e em 1082 estende seus
domínios até as portas de Argel. Em 1085 Alfonso VI toma Toledo e a queda desta
Taifa poderosa, põe aos muçulmanos a necessidade de buscar, ao outro lado do
Estreito, aliados islâmicos com os quais possam frear o avanço do rei
castelhano. Em julho de 1086 os almorávides, gente de vida austera, excelentes
combatentes, guerreiros da fé islâmica chamados pelo rei Al Mutamid de Sevilha
atravessam o estreito de Gibraltar e
desembarcam na Espanha por Algeciras. Era a segunda invasão islâmica da Península.
Os reis taifas pensaram que era melhor guardar os camelos dos almorávides ou
tuaregs, que os porcos dos cristãos, segundo dizem as crônicas. Yusuf pregou a
jihad e muitos dos taifas não responderam. Por isso demorou 3 meses em
percorrer a distância entre Algeciras e Badajoz, que em tempos normais só
demoraria 3 semanas.
MAPA DO IMPÉRIO AFRICANO DOS ALMORÁVIDES (de 1036 a 1070)

BATALHA DE SAGRAJAS (1086): Outros falam de Zalacas, lugar ao norte de Badajoz. Foi
onde se enfrentaram cristãos e almorávides no início do século XI. Yusuf
estava auxiliado pelos reis de Sevilha, Badajoz e Granada. O exército muçulmano estava dividido em tres corpos: o
primeiro de Abbad III al Mutamid de 15 mil homens. O segundo
dirigido por Yuso de 11 mil guerreiros e o terceiro de 4 mil africanos negros
com espadas índias e lanças/dardos. O
exército castelhano estava composto de 14 mil homens, entre os quais se
incluíam 2 mil cavaleiros. Na noite da
batalha, Yusuf decidiu mudar seu acampamento, após consultar seu horóscopo
estelar; e isso salvou sua vida. A cavalaria de Alfonso atacou de madrugada por
surpresa contra as tendas que se acreditava serem de Yusuf, organizados em
esquadrões de 40 a 60 cavaleiros,
podendo manobrar em bloco, e causando grande
quebranto ao inimigo. Se calcula que foram 19 esquadrões os que combateram. Esta
ação violentíssima causou grande mortandade causando uma fuga desordenada, que
o valor do rei sevilhano Al-Mutamid, ferido seis vezes logrou em parte evitar.
Yusuf foi informado da derrota dos taifas andaluzes mas só interveio no último
momento pois considerava inimigos todos os peninsulares, tanto muçulmanos como
cristãos. Os almorávides, como os tuareg do Saara e dos confins da Nigéria cobertos
os rostos com véus negros e atacaram ao ritmo ensurdecedor dos tambores de pele
de hipopótamo, com bandeiras despregadas, semeando o terror entre os inimigos. Além
disso, a tática de massas era uma novidade para os exércitos da época,
acostumados aos combates singulares. Longe do seu acampamento real, os cristãos
foram atacados pelas costas, ao som dos tambores de pele de hipopótamo, que
servia, ao mesmo tempo que infundia pavor, de referência para indicar os
movimentos das tropas. As maiores baixas foram no momento da retirada. Afonso
com 300 cavaleiros, se refugiou num monte próximo, que os almorávides não
conseguiram conquistar. Durante a noite o rei, ferido na perna, conseguiu
chegar a Coria (125 km ao norte do campo de batalha) e daí a Toledo (ver
segundo mapa). Era o dia 23 de outubro de 1086. Segundo cálculos mais rigorosos,
o exército cristão perdeu aproximadamente 300 mortos entre os cavaleiros e um
total de 7 mil no geralo, a metade do exército, porque os almorávides não
fizeram prisioneiros. As baixas almorávides foram também numerosas, se bem que não
contadas. Os de Yusuf cortaram as cabeças dos mortos cristãos e fizeram com
elas minaretes [torres nas mesquitas]
e os muezims [encarregados da oração]
chamaram de suas cimas durante três dias à oração. As cabeças foram mostradas
até no norte da África. Mas Yusuf foi incapaz de conquistar Toledo. Não tinham
nem máquinas, nem elementos para assaltar cidades amuradas. Então se dedicaram
a conquistar os restantes reinos taifas, a quem impuseram seus estandartes e
ressuscitaram o espírito da jihad. Os cristãos concentraram seus esforços no
Oriente da península com as campanhas do Cid em terras valencianas, com a
conquista da capital em 1099. A batalha De Zalacas ou Sagrajas freou a
reconquista e levou a fronteira do Guadiana ao Tejo. Vinte dois anos mais tarde
teve lugar a batalha de Uclés (1108), outra derrota das tropas cristãs.
MAPA 2 : BATALHAS E CONQUISTAS
ALMORÁVIDES DE 1087 ATÉ 1110

No mapa vemos como ficou a
península após a invasão almorávide após a batalha de Sagrajas. A batalha
trasladou ao Tejo a fronteira cristã que anteriormente estava no Guadiana (ver
mapa). Os almorávides se tornaram donos dos territórios árabes a exceção dos do
nordeste de Zaragoza e Albarracin.[este tornou-se cristão em 1170]. Em 1093 O
Cid toma Valência e aliado de Pedro I de Aragão e Ramon Berenguer III freia o
empuxo almorávide durante nove anos. Em 1002, Afonso VI de Castela ordenou a
evacuação da cidade que caiu em poder dos almorávides, mas que definitivamente
será cristã com Jaime I, rei de Aragão e conde de Barcelona em 1238. O novo
poder almorávide estaria presente em todas as vicissitudes da Reconquista até
bem entrado o século XII. O avanço triunfal dos castelhano-leoneses estava
detido. Os reinos taifas desapareceram e Al-Andalus se transformou em parte
peninsular do império africano dos almorávides, que intentaram apoderar-se de
Toledo sem consegui-lo. Na batalla de Uclés (1108) derrotaram o rei castelhano,
Alfonso VI. Dois anos depois, em 1110, conquistaram o reino taifa de Saragoça, mas
seu domínio foi breve. No ano 1118 o rei de Aragão, Alfonso o Batalhador, tomou
a cidade. Esta derrota foi um momento mui importante para o regime almorávide
em al-Ándalus. Nos anos seguintes não conseguiram conquistar Toledo, e Alfonso
VII reiniciou a ofensiva castelhana, derrotando os almorávides em diversas
batalhas entre 1139 e 1146. A derrota dos almorávides não teve como causa
principal fatores externos, mas seu militarismo e o integralismo religioso
contribuíram para a emigração de numerosos moçárabes e judeus buscando terras
cristãs e ambiente mais tolerável, contribuindo para a decadência da sociedade,
dirigida pelos alfaquies e sua rígida interpretação da Sharia. O incremento do gasto do tesouro público com
a fortificação das cidades após a conquista pelos aragoneses [com a ajuda de
cavaleiros franceses, bretões e borgonheses] de Saragoça deu lugar a impostos
ilegais e a desvalorização da moeda, dando origem a um elevado índice de
corrupção e de insatisfação social. Ao se destruir sua capacidade militar, a
unidade de Al-Andalus se desintegrou, dando origem aos segundos reinos taifas.
Os moçárabes de Granada, mais pobres, tiveram que suportar a destruição de suas
igrejas. Pretendeu-se convertê-los todos ao islã, caso que os judeus –pelo
menos em Lucena – evitaram pagando em dinheiro.
Com a queda de Zaragoza começa a rebelião contra os almorávides em
Córdoba, e principalmente em Granada dirigida em maior parte pelos moçárabes
que invitaram a Afonso I o batalhador a tomar a cidade. Em 1125, Afonso I, o
Batalhador, com um grande exército chegou até as portas da cidade, que não
conseguiu conquistar mas levou consigo 10 mil moçárabes até Aragão para
repovoar as terras conquistadas. Primeira
expulsão por motivos religiosos: A reação destes foi despojar e desterrar
todos os demais moçárabes de suas terras ao norte de África (Fez). As maiorias
políticas ou religiosas tendem sempre a impor sua ideologia desprezamdo ou
perseguindo minorias sob seu domínio. A expulsão dos judeus [1492] ou dos
moriscos [1609] não foram as primeiras em Espanha, mas precedidas pela expulsão
dos moçárabes e judeus em 1125. Em 1139,
surgido na África um outro movimento mais fanático e radical, os almoades, os
almorávides trasladaram a maior parte do seu exército para África, e os árabes
andaluzes se sublevaram entre 1144-45, expulsando os governadores almorávides, e os nativos proclamaram de novo o período
dos segundos reinos taifas de curta duração.
OS REINOS CRISTÃOS
Vamos
dar uma idéia de conjunto porque com o Reinado de Sancho Garcés III, chamado o
Maior ou o Grande (992-1035), os reinos
cristãos se unificam. Rei de Nájera-Pamplona (desde 1000) de Sobrarbe e Ribaagorza
(1018) e de Castela (1029) somente não governou nos condados [não reinos]
catalães. O seu selo foi a águia preta [arrano beltza] e o seu título Rex hispanorum regum [rei dos reis
hispanos] e também Imperator totius
hispaniae. Esta águia que é chamada
de S. João foi a que herdou seu Filho Fernando, o primeiro rei de Castela e a
que foi símbolo dos reis desta região, especialmente de Isabel, a Católica.
Quis também se apoderar do condado de Gascunha, do outro lado dos Pirineus, mas
ele foi dado ao conde Eudes. Aceitou as novas correntes políticas, religiosas e
militares provenientes da França. De modo especial as religiosas, pois importou
da França o rito romano dos Cluniacenses. OS
MOSTEIROS: Ninguém duvida de que os mosteiros foram uma das mais importantes
instituições medievais senão a maior de
todas. Graças à atividade dos mosteiros manteve-se viva a chama da erudição
romana, o cultivo das artes e, especialmente na Espanha, a repovoação dos
territórios e a estabilização das terras disputadas entre mouros e cristãos. Os
mosteiros dos séculos VII e IX eram numerosos, mas pequenos, praticamente
cenóbios, mantidos por modestos doadores que em geral seguiam as regras de S.
Isidoro ou S. Frutuoso ou seja de origem visigótica. È o mal chamado RITO MOÇÁRABE que era o da liturgia da Igreja católica hispana,
consolidado em torno ao século VI no Reino visigótico de Toledo e que se
praticou em territórios hispanos até o século XI tanto em áreas sob domínio
cristão como muçulmano. A ela se associa um tipo de canto que é chamado impropriamente
de canto moçárabe, mas que deveria ser chamado de visigótico ou hispano. A
marcada origem patrimonial da maior parte dos mosteiros faz com que seja o
fundador ou algum herdeiro os que designem diretamente o abade e que sejam com
frequência membros da própria família fundadora os que se sucedem no governo do
mesmo. Depois deste
século o rito romano é o dominante. Uma outra característica desses mosteiros é
a de serem dúplices: com duas comunidades, uma masculina e outra feminina,
rigidamente separadas, mas formando um único mosteiro sob uma única autoridade,
geralmente um varão mas não sendo estranho que o abade fosse uma abadessa
[Burgos nas Huelgas]. Além disso,há referências a grupos de mulheres vinculadas
aos mosteiros com vida de oração e penitência , [um exemplo é Sta Ória a
emparedada de S Millán + 1050], ou simplesmente ao serviço do mesmo com um grau
de vinculação jurídica difícil de definir. Tal o caso dos confessi, recluidos durante um tempo ou por vida no mosteiro ou dos
traditi que entregaram sua pessoa e
bens ao mesmo a câmbio de ajuda temporal ou da participação nos bens
espirituais especialmente de serem enterrados no mesmo. Formam parte também da
familia monástica os oblati meninos
entregues ao mosteiro com caráter vitalício, costume que se mantem até o século
XII. Os mosteiros são proprietários de um conjunto de bens, terras, igrejas,
vinhedos, moinhos, salinas , gado, mobiliário, objetos preciosos e litúrgicos
com variantes enormes entre os diversos mosteiros. A riqueza dos mesmos
contribuiu para as esplêndidas edificações e bibliotecas, além de ser o motivo
principal de sua decadência espiritual. REFORMA CLUNIACENSE:
No século XI houve um câmbio de rito: do hispânico ou visigodo, se
passou ao românico ou carolíngio. A
que foi devido o câmbio? O monopólio da regra de S Bento no lugar da regula mixta foi dado imperialmente no
concílio de Aquisgrano em 817. Foi no século X quando iniciam-se as fundações
de mosteiros mais importantes, quase sempre de regra beneditina. Porém será no
início do século XI que o desenvolvimento monástico em toda Europa tem um auge
especial na base do mosteiro beneditino de Cluny. Cluny é uma reforma da ordem
beneditina, criada no dia 11 de setembro de 909, quando Guilhermo I, duque de
Aquitânia, doou a vila de Cluny ao papado para que se fundasse um mosteiro com
12 monges. Ao contrário do costume de nomear abades, designados pela autoridade
civil, os cluniacenses tinham como norma fundamental a eleição do abade pelos
próprios monges, dando importância ao fato de que os mosteiros estavam fora da
jurisdição dos leigos e bispos e dependiam diretamente da autoridade papal. O primeiro abade Bernon estabeleceu a regra de S.
Bento e governou o mosteiro até sua morte
em 926, dedicando sua vida à expansão da Ordem em numerosos mosteiros. No final
do século, sob a direção do abade Mayeul,
a Ordem mantinha uma trintena de mosteiros autônomos, mas dependentes de Cluny.
Da fase inicial do monacato, com grande proliferação de pequenos mosteiros e
grande diversidade de regras, agora se aprecia um crescente influxo da regra de
S Bento, que tornar-se-á universal. Em 1049, Hugo de Semur é nomeado abade. O
número de mosteiros sob sua direção já era de 70. A Ordem se estendeu pela
Espanha, Itália e Inglaterra, contado com 10 mil monges. Eram os monges pretos, pelo seu hábito, que
iniciaram o estilo românico em abadias e Igrejas. Na Espanha, o Cluny entrou
nos tempos de Sancho III, o Maior, de
Navarra, que enviou a Cluny uma dúzia de monges para serem formados ao lado de S Odilon. Um deles, o abade Paterno,
implantava em S João de la Peña (Aragão) a reforma em 1025. Cinco anos mais
tarde se estabelecia em S Millán (Rioja) e em 1032 o próprio Sancho mandou a
Paterno para levar a Oña (Burgos) a reforma, eliminando a duplicidade de monjas
e frades que até então existia no mosteiro. Por isso, em todos os ofícios de
Cluny, durante o mandato de Odilon se rezava um salmo pelo rei Navarro. Fernando I (+1055) de Castela se
comprometeu a pagar à abadia borgonhesa um censo anual de mil moedas de ouro. Elas
provinham das parias [imposto pago pelos
reinos Taifas (1035-1492) aos reis cristãos para não serem por estes atacados],
ou das razzias, cujo dinheiro se
destinava principalmente à Igreja. O dinheiro das párias foi muito importante
na ativação do caminho de Santiago e na proliferação de monumentos românicos do
norte, nos reinos cristãos, e boa parte serviu para sufragar as obras de Cluny.
Em 1033, a reforma entra em Cardeña [depois transformado em mosteiro
cistercense] e logo nos mosteiros navarros de Leyre, e Irache. Mas o maior
amigo dos cluniacenses foi Afonso VI
que duplicou o censo e acrescentou outros benefícios. Compreende-se melhor esta
atitude de Afonso, ao sabermos que das 5 esposas legítimas do rei castelhano,
as duas primeiras, [Inês de Aquitania e Constança de Borgoña] e entre as três
últimas[ Berta de Borgonha e Beatriz de Aquitânia] eram ultrapirenaicas ou
francesas, acostumadas ao rito romano dos cluniacense. Unicamente a quarta
esposa foi Zaida [logo Isabel ao ser batizada] viúva do rei de Toledo cuja cidade conquistou em 1085
de um usurpador muçulmano. Suas filhas também se casaram com cavaleiros
franceses. Sabemos como a religiosidade da mulher domina no lar e nas escolhas do
esposo. Assim, a corrente borgonhosa de
Cluny se tornará majoritária no mundo hispânico por intermediação de Afonso VI
( 1040-1109). No seu tempo, em 1078, o mosteiro, de Sahagun (Leão) tinha uma
supremacia semelhante à de Cluny, mas deste lado dos Pirineus. Além de se
construírem importantes mosteiros durante o reinado de Afonso VI em Castela e
Leão, durante este século XI, outros, já em funcionamento, são incorporados à
mesma regra da ordem de Cluny. A esta difusão dos frades pretos contribuiu o caminho se Santiago desde 814. Neste caminho,
principalmente a partir do século XI, os peregrinos do norte traziam as
melodias de Chartres e Tours que diziam serem o verdadeiro rito romano de
Gregório. Por isso, ante os desejos unificadores de Afonso VI, aboliu-se o rito
autóctone em benefício da liturgia chamada romana e a letra visigótica foi
suplantada pela carolíngia. Como não tivesse sucessão varonil, Urraca legou a
coroa de Galícia/Castela/Leão. Teresa, casada com Enrique de Borgonha, obteve o
condado de Portugal, logo transformado em Reino com seu filho, Afonso I, o Conquistador.
Os monarcas de Navarra [Roncesvales era a entrada em Espanha], de Aragão
[Samport em Huesca era o caminho para os que de Tolouse entravam na Espanha] e
finalmente de Castela e Leão facilitaram o caminho, construindo pontes, reparando
calçadas e edificando hospitais. Ambas as rotas uniam-se em Puente la Reina
(Navarra). Esta, constituía a via maior, existindo uma via menor por Guipúscoa.
O Caminho estava salpicado por mosteiros beneditinos, como S João da Penha, Leyre,
Irache, S Millán, Oña, Cardeña, Sahagún. Em Portugal, fora do caminho de
Santiago, temos o mosteiro de Pendorada. Porém o monumento românico mais
importante foi, sem dúvida, a catedral de Santiago de Compostela, embora
iniciada no ano 1075 termina sendo um românico barroco no século XII. Se
no século XI a arte românica é pura no século XII encontramos o barroquismo
decorativo do mesmo, contra o qual nasceu o gótico inicial dos cirtercienses no
século XIII. Foi Alfonso VIII quem finalmente terminou com o rito visigótico.
Independentemente em terras catalãs a reforma de Cluny terá como base o
mosteiro de Ripoll, de cuja jurisdição dependeria no século XI, quando foi
fundado o mosteiro de Monserrate. Em 1011 um monge de Ripoll foi mandado pelo
famoso abade Oliva para tomar conta de um pequeno mosteiro de nome Sta Cecília.
Santa
Cecilia não aceitou a imposição, pelo que Oliva decidiu fundar o mosteiro de
Santa Maria no lugar em que se encontrava uma antiga ermida desse nome, onde
era venerada, desde 880, uma imagem de Nossa senhora que recebeu o nome da la
Moreneta [ imagem atual do século XII]. Ao chegar o número de monges a 12 o
abade de Monserrate pediu a independência de Ripoll que só lhe foi concedida em
1410 por Benedito XIII. Com estas breves resenhas terminamos o capítulo dos
almorávides para, em outra ocasião, relatar a cruzada contra os almoades,
século XIII.
El mal llamado rito mozárabe,
mejor visigótico o hispánico, es la liturgia de la Iglesia católica que se consolidó en torno al siglo VI en
la península Ibérica, en el Reino
visigodo de Toledo, y que fue practicada en los territorios hispánicos
hasta el siglo
XI, tanto en áreas bajo dominio cristiano como musulmán. A ella se asocia
un tipo de canto, que llamamos impropiamente canto
mozárabe, cuando debería ser conocido como visigótico o hispánico
Nadie duda que los monasterios
fueron una de las más importantes instituciones medievales (si no la que
más).
Gracias a a la actividad de los monasterios se mantuvo viva la llama de la
erudición romana, el cultivo de las artes y, por ejemplo en España, una intensa
labor repobladora y de estabilización de territorios yermos o disputados entre
moros y cristianos durante los largos siglos de la reconquista
En la España del norte, durante los difíciles siglos VIII y IX existieron
numeroso monasterios. Se trataba de cenobios pequeños, sostenidos por modestos
donantes que seguían diversas reglas como la de San Fructuoso o San Benito.
El románico le debe mucho a la Orden de Cluny. En lo que respecta a España,
el arte románico internacional tiene dos impulsores básicos: el Camino de
Santiago y los monasterios cluniacenses.
EL MONACATO HISPANO
Forman parte también de la familia monástica los oblati, niños
entregados al monasterio con carácter vitalicio; la irrevocabilidad de tal acto
se mantiene, hasta finales del siglo XII, en la estricta situación establecida
por la tradición visigoda. En el monasterio pueden vivir otros niños, no oblati,
cuya presencia en el mismo obedece al deseo de recibir una educación.
También pueden tener una vinculación con el monasterio algunos eremitas, que llevan vida
de oración en las proximidades de éste y que reciben en el mismo la
indispensable atención espiritual.
El abad ejerce también funciones económicas. Los monasterios son propietarios
de un conjunto de bienes, tierras, iglesias, viñas, molinos, salinas, ganado,
mobiliario, objetos preciosos y litúrgicos, etc. con variantes enormes,
naturalmente, entre los diversos monasterios. Son bienes que llegan a
propiedad del monasterio en virtud de donaciones, en especial la del fundador y
sus familiares; se producen también otras donaciones, normalmente mucho
menores, de otras personas que buscan la familiaridad del monasterio, u
otras ventajas materiales, aunque el motivo fundamental de todas las donaciones
es de carácter espiritual. Compras e intercambios son, salvo excepciones, muy
poco importantes; aumentará su frecuencia posteriormente, cuando ceda el flujo
de donaciones, pero nunca tendrá gran importancia en la configuración de los
dominios monásticos.
El grado de riqueza de los monasterios es,
ciertamente, muy diferente, aunque es bastante similar la explotación de esos
bienes: concedidos en censo, a largo plazo, los campesinos pagan una pequeña renta en especie o
dinero; la rentabilidad es muy escasa, pero las reducidas necesidades de los
monjes no requieren una rentabilidad mayor, ni tampoco hubiese sido posible
imponer unas condiciones más onerosas al campesinado, dada la escasez de mano
de obra y la abundancia de tierras.
Además de los ingresos dominiales, contaron los
monasterios con otros señoriales, es decir, los derivados del ejercicio
de jurisdicción por parte del abad, progresivamente ampliados a partir del
siglo X, aunque su importancia se acrecienta desde el siglo XII. También deben
ser tenidas en cuenta las rentas eclesiásticas debidas a las parroquias que
posee el monasterio; estas rentas causaron numerosas fricciones con los
obispos.
Sobre ese panorama teórico caben todo tipo de
situaciones: la desaparición de monasterios por extinción de la comunidad, la
usurpación de sus propiedades por un poderoso, miembro de la familia
propietaria, que obliga a la comunidad a buscar refugio en otro lugar, la
anexión de un monasterio a otro. Toda una variada gama en la que no vemos
intentos de intervención y regulación hasta mediados del siglo XI,
concretamente en el concilio de Coyanza; se trata, a partir de este concilio,
de lograr un monacato más regulado y estable, con comunidades más amplias,
anexionando pequeños e inestables monasterios a otros de vida más consolidada.
Teniendo en cuenta el fuerte carácter patrimonial de estos monasterios, la
cesión de su propiedad a otro monasterio, un cabildo, o un obispo, fue el modo
habitual en que se
procedió a la concentración monástica, impulsada casi siempre por la monarquía.
La vida de estos monasterios está regulada por un
conjunto de normas, en las que tienen una cierta primacía, pero no
exclusividad, las reglas
de San Isidoro y San Fructuoso, aplicadas por cada uno de los abades; de
hecho no se menciona, normalmente, regla alguna, sino que se hacen vagas
alusiones a las normas de los Santos Padres o la regla del monasterio: este
hecho contribuye a dar una mayor variedad a este monacato.
Existe en muchos monasterios un códice, que lleva el
nombre de Libro de Reglas, en el que se contienen las que rigen la vida
del mismo; las más frecuentemente recogidas son las de los santos Isidoro,
Fructuoso, Benito, Agustín, y también Jerónimo, Pacomio, Basilio y otros.
De todas ellas es la de san Benito la llamada a tener
un implante mayor; conocida desde hacía mucho tiempo, e incluida frecuentemente
en los Libros de Reglas, su difusión es relativamente tardía en el monacato hispano,
debido, en gran parte, al propio arcaísmo de éste, muy apegado a la tradición
monástica hispanovisigoda. A
lo largo del siglo IX se hallan algunas referencias indirectas a la regla
benedictina, aunque su implantación como norma exclusiva en un monasterio no
tiene lugar sino a partir del siglo X.
La difusión de la regla de San Benito en España debe parte importante a los Comentarios
a la misma, escritos por Esmaragdo, abad de Saint Michel, presente en el
sínodo de Aquisgrán, de 816, en que se dispuso la generalización de esta regla
a todos los monasterios, confiándose su ejecución a Benito de Aniano, de
ascendencia visigoda. También contribuyó a la difusión de la regla de san
Benito los Diálogos de san Gregorio, una de las obras más frecuentes en el
siglo X, aunque fuese conocida desde época visigoda.
Alfonso
III impulsó la regla benedictina. Con apoyo regio, san Genadio
restauraba la vida monástica en el Bierzo y difundía esta regla; al fundarse
Sahagún también se decidía que se rigiera por ella. Las citas se repiten a lo
largo del siglo tanto en León: Catedral, San Salvador de Carracedo, etc. como
en Castilla: Dueñas, Arlanza, Silos, Cardeña, San Millán, o Galicia, caso de
Montesacro y Lorenzana, y en otros muchos lugares en que parece seguro, aunque
no se exprese abiertamente.
Pervivieron, pese a ello, numerosos usos hispanos, en
particular en lo referente a la
liturgia, para cuya desaparición habrá que esperar a las modificaciones
litúrgicas generales de fines del siglo XI. En otras muchas cuestiones,
como las disciplinares, la pervivencia de la tradición hispánica es
considerable.
En cuanto a las funciones que los monasterios
desempeñan en la sociedad altomedieval hay que decir, en primer lugar, que
cumplen aquélla para la que han nacido, es decir, la búsqueda de la perfección
espiritual y de una vida de oración en común; si se prescinde de esa realidad,
por muchas actuaciones escandalosas que recojamos, y las hubo, desde luego, no
se entiende la proliferación monástica.
El monasterio es considerado como un patrimonio
espiritual de la sociedad, un tesoro del reino al que pertenece; cumple una
misión que trasciende, con mucho, los muros de la claustra monástica. Por ello
todos quieren tener una relación con los monasterios; las donaciones son una
forma de contribuir al sostenimiento del monasterio, pero también la ocasión de
figurar entre los miembros de la familia monástica, de tal forma que el
propio nombre figure en la relación de los bienhechores, por los que
diariamente se ruega, o en el necrologio, también objeto diario de oración.
Enterrarse
en el propio monasterio, o en su proximidad inmediata, es otro deseo
generalizado, para cuyo logro se hacen donaciones diversas; ser monje, al menos
en alguna manera, es una forma de participar en los beneficios espirituales del
monasterio y, en consecuencia, de garantizar lo más posible el futuro eterno.
Además de esos fines escatológicos, cumple el
monasterio otras funciones de gran importancia. El ejercicio de la caridad, en primer lugar,
atendiendo a los pobres, peregrinos y enfermos, a los que se acoge durante un
tiempo en el monasterio, o se da de comer y vestir en determinadas épocas del
año, además de ayudar a los campesinos próximos en los años de dificultades
meteorológicas o bélicas que ponían en peligro las cosechas, rompiendo un
equilibrio de subsistencia de por sí poco estable.
A pesar del escaso nivel cultural, los
monasterios son islotes de esa
cultura. Hay ejemplos de que desarrollan una función docente; de hecho sabemos que algunos
niños reciben una formación de carácter general sin convertirse nunca en
monjes. Hay también referencias a monjes «maestros», prueba también de esa
función docente.
Su función cultural se desarrolla, sobre todo, en la elaboración, custodia y
difusión del libro. Todos los monasterios cuentan con un cierto número
de libros necesarios para la formación y vida contemplativa de sus monjes,
además de los puramente litúrgicos, tales como Antifonarios, Oracionales,
Salterio, Libro de Horas. Entre esos otros libros, además de los diversos
libros de reglas, la Biblia, las Vidas de los Padres, visigodos y europeos en
general, los Comentarios de Beato de Liébana al Apocalipsis, constituyen las
obras habitualmente custodiadas en los monasterios. Frecuentemente se hallan
obras de escritores españoles: san Isidoro, san Leandro, san Ildefonso, san
Julián, san Valerio, o de otros grandes escritores como san Gregorio, san
Agustín, san Jerónimo. A gran distancia, pero también se hallan recogidas, a veces,
obras poéticas de escritores paganos y cristianos. Como es lógico, nos movemos
siempre dentro de límites numéricamente modestos.
La producción libraria es, en consecuencia,
actividad importante en estos monasterios. Una relación de los escritorios más
conocidos tiene el inconveniente de basarse en los manuscritos llegados a
nosotros, sin duda una exigua minoría. No obstante, hay que referirse a
escritorios tan famosos como Montesacro, Escalada, Abellar, Távara, Valcavado,
Cardeña, Silos, Valeránica, San Millán, Albelda, y Ripoll; breve relación que
no incluye otros conocidos, también importantes, y otros muchos, sin duda, de
cuya producción no tenemos constancia.
Las posibilidades de conocer la
vida monástica en Al Andalus son bastante remotas; sabemos los nombres
de algunos monasterios, incluso importantes, y su vida en medio de un ambiente
de cierta tolerancia. Es una tolerancia que aboca, sin embargo, a la
desaparición: la vida de los monasterios, como toda manifestación cristiana en
general, se desarrolla en medio de fuertes limitaciones, como la prohibición de
realizar nuevas construcciones, aunque se respetasen las antiguas, algunas de
las cuales sufrieron daños considerables en los primeros momentos de la
invasión.
Es verdad que esta prohibición fue habitualmente
ignorada, pero existía, y fue efícazmente ejecutada a partir de 854, cuando los
martirios tensaron las relaciones entre musulmanes y mozárabes. A pesar de las
fuertes limitaciones, y de la migración de mozárabes hacia el norte, no se
había interrumpido, a finales del siglo X, la tradiciónmonástica en Al Andalus,
ni se habían cortado totalmente sus contactos con la realidad hispana del norte
y con la europea, y aún con Oriente. Inevitablemente, sin embargo, este monacato, como todo lo
mozárabe, nos ofrece un cierto carácter residual.
UN
ESFUERZO ORGANIZADOR: LOS CLUNIACENSES
Ese complejo y numeroso
mundo monástico sufre, en las dos décadas finales del siglo X, los efectos
destructores de las acciones de Almanzor. Muchos de ellos fueron destruidos por
las acciones del general cordobés, y de ellos tenemos abundantes noticias;
otros muchos, ignorados, hubieron de sufrir también una suerte parecida; otros,
en fin, fueron víctimas de la desarticulación de los reinos cristianos y sus
propiedades fueron objeto de depredaciones. El panorama monástico, a comienzos
del siglo XI, no difiere de otros aspectos de los reinos hispanos necesitados
de una profunda reorganización.
Una parte de esa necesaria reorganización
consiste, evidentemente, en la reconstrucción material de los numerosos
monasterios destruidos; pero otro aspecto esencial de la misma debe lograr
terminar con la atomización monástica a que nos hemos referido, dar vida a
monasterios de mayor envergadura, más sólidos y estables, y vincular con ellos
a los pequeños: una forma de vida lo más uniforme posible. Eso es en gran parte
obra de los reyes y condes hispanos; la disciplina cluniacense será el
instrumento adecuado para lograr gran parte de esos objetivos.
El gran monasterio borgoñón había sido fundado en el año 910 por el duque
Guillermo de Aquitania y
el abad Bernón, que lo era de los monasterios de Baume y de Gigny, que
retuvo al recibir el de Cluny, ya los que añadiría el de Souvigny en 920. Era
el germen de una prodigiosa expansión. Había en la nueva fundación factores que
hay que destacar: posesión de propiedades exentas de todo poder temporal, vinculación directa al Pontificado,
sin sumisión a la jerarquía episcopal, y libertad de elecciones abaciales. Son aspectos que
es preciso tener en cuenta para explicar su éxito, así como la categoría y
longevidad de sus seis primeros abades, que rigen la vida del monasterio en sus
doscientos primeros años.
Similares tendencias asociativas a las de Cluny
se producen, en la segunda
mitad del siglo X, en Cataluña, sin duda inspiradas y alentadas por
Cluny, seguramente a través de otras grandes abadías como San Víctor de
Marsella, Lagrasse o San Ponce de Thomieres, vinculadas a Cluny espiritual,
pero no jurídicamente, e impulsadas por las familias condales catalanas. Es la
primera influencia cluniacense en España, y también el lugar donde únicamente
será espiritual.
En el año 965, el conde de Cerdaña y Besalú,
Seniofredo II, pedía al abad Garín, del monasterio de Lezat, fundado unos años
atrás por el vizconde de Toulouse, que se hiciese cargo del monasterio de
Cuixá, al tiempo que establecía en su testamento una manda en favor de Cluny.
Poco tiempo después Cuixá pasaba a depender directamente del Pontificado y, unos
años más tarde, se había convertido en cabeza de una pequeña congregación
unida, a título personal, al abad Garín. La unión fue efímera, pero su
influencia alcanzó el norte de Italia y se convirtió en un modelo en los
condados catalanes.
Dentro de la propia familia condal, Oliba, profeso en Ripoll en 1002,
será el continuador de la vía iniciada. Abad de Ripoll y de Cuixá y obispo de
Vich, ejerció una decisiva influencia en el monacato de su época, a uno y otro
lado del Pirineo, a través de una serie de abadías dirigidas por él o por
sus discípulos, formando una congregación unida por vínculos únicamente
espirituales. La influencia espiritual cluniacense es evidente: sin
embargo, no hubo vinculaciones jurídicas de ninguna clase.
Sin
duda por mediación de Oliba, estableció Sancho III de Navarra relaciones
estrechas con el abad San Odilón de Cluny; fruto de esas relaciones fue la
introducción de la regla benedictina y de los usos cluniacenses en la
restauración de San Juan de la Peña, en 1028, al frente de la cual se situaba a
un abad que procedía del monasterio de Cluny. El documento ha suscitado
un prolongado debate historiográfico, pero, sin negar que puede haber sido
objeto de manipulaciones posteriores, debe ser tenido en cuenta como muestra de
las relaciones entre Sancho III y Cluny. Relaciones que, por otra parte, han
sido documentadas y que permiten considerar al monarca navarro como verdadero familiar de
Cluny; por ello hay que suponer que la influencia cluniacense se extendió a
otros monasterios de los dominios de Sancho, aunque no tengamos constancia
documental de ello.
La relación de carácter espiritual se prosigue
con los hijos de Sancho. Con García, su sucesor en Navarra, en términos más
generales; con Ramiro, el rey de Aragón, en el mismo estrecho grado que hemos
indicado con su padre, o más aún, pues por el monarca aragonés se decían
importantes sufragios en Cluny, sin duda fruto de una gran munificencia del
soberano aragonés. Esta influencia cluniacense no quedará desmentida ni por las
preferencias de Sancho Ramírez por los canónigos de San Agustín, a quienes
introduce en Loarre, Alquézar y Montearagón, entre otros lugares, ni por la
influencia luego adquirida por la abadía de San Ponce de Thomieres,
benedictina, aunque no en la órbita de Cluny.
Es conocida la intensa relación de Fernando I con Cluny, especialmente
en la última década de su reinado, con el establecimiento de un censo anual,
nada simbólico, de mil áureos, correspondido con sufragios por parte de la
abadía; quizá esa vinculación nada teórica tenga sus razones políticas, como
apoyo a la idea imperial, programa político al que por entonces da forma
Fernando I, aunque no pueda establecerse entre monarca y abadía otro vínculo
que el puramente espiritual.
Crece la importancia de ese vínculo con Alfonso VI. Se hace entrega a
Cluny de las primeras abadías, tanto por parte del monarca: San Isidro de
Dueñas, en 1073, o San María de Nájera, en 1076, como por parte de
miembros de la nobleza: San Zoilo de Carrión entregado por la condesa Teresa
Gómez en 1076; algunos miembros de familias nobles ingresan en monasterios
cluniacenses o en el propio Cluny. Más aún, en 1077, Alfonso VI duplicaba el
censo establecido por su padre y se convertía en socio de la gran
abadía; acaso una maniobra política para conservar la plena independencia
frente a las
pretensiones de Gregorio VII de convertir al reino de León y Castilla en
vasallo de la Sede Apostólica, como acababa de hacer con Aragón.
Es un hecho bien conocido que la relación entre
Alfonso VI y Cluny no es meramente espiritual; bástenos recordar aquí la
introducción de los usos cluniacenses en Sahagún, su matrimonio con Constanza,
los matrimonios de sus hijas Urraca y Teresa, y los complejos hechos relativos
a su sucesión ya los difíciles años del reinado de Urraca, hasta la propia
elevación de Alfonso VII. Acontecimientos cruciales a los que únicamente
podemos hacer aquí una simple referencia. Tampoco podemos dejar de mencionar el elevado número de monjes
cluniacenses que rigieron sedes episcopales en el reino; su obra, poco conocida
en general, hubo de reforzar la impronta cluniacense, y, desde luego, la plena
benedictinización.
No se extingue con Alfonso VII
la influencia cluniacense, aunque hace acto de presencia una nueva corriente
monástica, más acorde con las nuevas demandas espirituales, el Císter,
que va a conocer en España, como en toda Europa, una prodigiosa expansión. Los
vínculos de las abadías hispanas con Cluny se irán debilitando, de tal modo
que, a finales del siglo XIII, el Capítulo General de 1290 anotaba el hecho de
que no se conocían aquí, adecuadamente, los usos cluniacenses y adoptaba
medidas para paliar el problema
Of the ninety-eight bishops who have occupied
the see of Clermont-Ferrand (Auvergne)
the sixteenth and twenty-third bore the name of Gal, and both are numbered
among the twenty-nine bishops of this church who are honoured as saints. The first and most
illustrious was bishop from 527 to 551, the second,
form 640 to 650. Born of a senatorial family of
The second St. Gal succeed St. Cæsarius; he was
a man of great sanctity, and was one of the most
eminent bishops in Gaul. Little, however,
is known of his life. His feast is kept 1 November.
La
orden de Cluny es una reforma de la orden benedictina.
Fue creada el 11 de septiembre de 909, Guillermo I, duque
de Aquitania,
donó la villa de Cluny al papado para que fundara un monasterio con doce
monjes. El monasterio se situó en Mâconnais, en Saône-et-Loire.
La donación hecha por Guillermo I no es gratuita, pretende obtener la
protección y la garantía de la Santa Sede dado que su poder era muy escaso. Guillermo
el Piadoso quería evitar el control de los laicosEn la Carta de la fundación de
la abadía se establece la libre elección, por parte de los monjes, del abad; un
punto de suma importancia en la orden benedictina. La Carta condena gravemente
a los que transgredan este artículo. La donación de Cluny no es la única. En
esta época, numerosos dominios son legados al papado, como Vézelay. El
prestigio de los pontífices del siglo X es relevante. La reforma es apoyada por el
monasterio de San Martín d’Autun
y el de Fleury sur Loire.
En el 914, se funda el
monasterio de Brogne convirtiéndose en un
centro de gran influencia junto con su fundador Gérard.
Guillermo el Piadoso
nombró al abad Bernón, hombre importante de la Reforma, como abad de Baume. Bernón estableció la
observancia de la regla de Benito
de Nursia, reformada por Benito de Aniane, respetando, no obstante, las
directrices de los precedentes monasterios. Bernon murió en 926, tras una vida
dedicada a la expansión de la Regla por numerosos monasterios
Sancho Garcés III (c. 992 - 18 de octubre de 1035) apodado el
Mayor o el Grande. Rey de Navarra,
del período del reino de Nájera-Pamplona entre los años 1000-1035, de Sobrarbe y Ribagorza (1018-1035) y de Castilla (1029-1035). Fue el monarca
más poderoso de los reinos cristianos de la Península Ibérica en el s. XI.
3ª INVASÃO: OS ALMOHADES
INÍCIO: Ao
mesmo tempo que os almorávides erm derrotados em al-Andalus pelos guerreiros
cristãos, seu império africano desaparecia. Um novo império africano saparecia
e os derrotava na África. Os almohades foram um império berbere norteafricano
que dominou a Espanha muçulmana nas últimas décadas do século XII e a primeira
metade do século XIII. Os almohades surgiram como um movimento religioso
reformista que aglutinou a diversas tribos montanhosas do Atlas [norte da
África]. Seu dirigente, Ibn Tudmar (1089-1126), se opôs aos almorávides. Seus
seguidores receberam o nome de al-muwahhidun [= partidários da
unicidade], de onde saiu o nome dado a
este império.
INVASÃO DA PENÍNSULA: Ao mesmo
tempo que se estendiam pelas terás do Magreb [norte da África], os almohades
levavam a cabo a conquista de al-Andalus, fragmentada de novo em reinos Taifas
perante a desaparição do poder almorávide. Em 1147 ocupam Sevilla, e sua
conquista termina com a de Valência e Murcia em 1172, sendo segundo califa
Yusuf I (1163-1184). Sevilla se converteu na capital hispana do reino
Almohade. Seus califas
adotaram o nome de Amir-ul-Muslimim (o Miramamolin das crônicas crsitãs). Unificado
al-Andalus, os almohades atacaram os reinos cristãos. Em 1147 Alfonso VII se
apoderou de Calatrava, o centro mais importante da zona e criará a Ordem de
Calatrava, que será a encarregada de repovoar e defender essas terras. Uma
expedição. comandada pelo arcebispo de
Toledo, chegou até a região de Sevilla e provocou a ira de de Yusuf II que
organizou seu exército e o dirigiu até as proximidades de Alarcos. Alarcos era
um castelo situado num morro aos pés do qual corre o rio Guadiana e a pouca
distância de Ciudad Real. Reinava então
em Castela Alfonso VIII O segundo califa Yusuf II (1184-1199) derrotou o
exército cristão, dirigido por Alfonso VIII,
em Alarcos em 1195. Com a sua cavalaria ligeira atacou os cristãos pelas
costas e após a batalha os almohades se apoderaram das terras de Calatrava e
chegaram atá as proximidades de Toledo.
Alfonso VIII, apodado el de las Navas o el
Noble (Soria,
11
de noviembre de 1155
- Gutierre-Muñoz (Ávila), 5 de
octubre de 1214).
Rey de Castilla (1158 – 1214), hijo de Sancho III y Blanca de Navarra.
Accedió al trono en 1158, a la muerte de su
padre, cuando contaba tan sólo tres años. Se convierte así en motivo de
conflicto entre los partidos nobiliarios que se disputaban el poder, los Lara
y los Castro que pretendían su tutela y la regencia, lo
mismo que reivindicaba su tío, el rey
de León, Fernando II, lo cual casi provocó una guerra
civil.
Un hidalgo sacó al pequeño del palacio
real, poniéndolo bajo la custodia de las villas leales del norte de Castilla, San Esteban de Gormaz (Provincia de Soria) y Ávila. Ya
adolescente, tuvo que luchar por la conquista de su reino. Les arrebató por
sorpresa la capital, Toledo.
En 1174 cedió la Orden
de Santiago a la villa de Uclés (Provincia de Cuenca), siendo desde entonces la
casa principal de la orden. Desde esta plaza inicia una campaña que culmina con
la reconquista de Cuenca en 1177. La ciudad se
rinde el 21 de septiembre, festividad de San Mateo,
celebrada desde entonces por los conquenses.
Tras fundar Plasencia (Cáceres) en 1186, y con intención
de unificar a la nobleza castellana, relanza la Reconquista,
recupera parte de La Rioja que estaba en manos navarras y la
reintegra a su reino. Establece una alianza con todos los reinos peninsulares
cristianos -a la sazón, Portugal, León,
Castilla, Navarra y Aragón- para proseguir ordenadamente conquistando
las tierras ocupadas por los almohades. Así, en 1179 se firma el Tratado de Cazorla que delimitará las zonas de
expansión de cada reino.
En 1195, tras la ruptura
de la tregua con el Imperio almohade,
acude a la defensa de Alarcos (Provincia de Ciudad Real), junto al río
Guadiana, que en ese momento estaba concibiendo como el principal enclave
real de la región. Allí se produce la batalla de Alarcos, donde el monarca castellano
fue fuertemente derrotado por el califa almohade Abu Yaqub Yusuf al-Mansur. Tras la
inmediata reocupación de toda la región por parte de los almohades, comenzando
por la vecina ciudad de Calatrava (Calatrava la Vieja), la frontera entre Castilla
y el Imperio almohade se traladó durante diecisiete años a los Montes
de Toledo.
En 1212, con la mediación del papa Inocencio
III, fue convocada una Cruzada con el fin de derrotar definitivamente el poder
almohade. A ella acudieron, además de sus súbditos castellanos, aragoneses -al
mando de su rey, Pedro II el Católico-, navarros -dirigidos por Sancho VII el Fuerte-, y ultramontanos -el
arzobispo Arnaldo de Narbona,
entre otros; y las respectivas órdenes militares. Con todos ellos y tras la
recuperación de los enclaves del valle del Guadiana (Calatrava, Alarcos,
Benavente, etc.- alcanzó la esperada victoria sobre el califa almohade Miramamolín en la batalla de las Navas de Tolosa,
producida el 16 de julio en las inmediaciones de Santa Elena
(Provincia de Jaén).
Alfonso VIII fue el fundador de la primera
universidad española, el studium generale de Palencia, que
decayó tras su fallecimiento. Además, su corte sería un importante instrumento
cultural, con el acogimiento de trovadores y sabios, especialmente por la
influencia de su esposa gascona doña Leonor (hermana de Ricardo Corazón de
León). El rey se casó en septiembre de 1170 en Burgos con Leonor de Plantagenet, hija de Enrique II de Inglaterra y de Leonor de Aquitania. La influencia política y
cultural de la reina fue notable, y se profesaron sincero amor.
La pareja tuvo trece hijos:
·
Sancho (1172), heredero;
·
Fernando (1173 - 1179), heredero;
·
Sancho (1180 - 1181), heredero;
·
Berenguela, (Segovia, 1 de junio de 1180 - Monasterio de las Huelgas, 8 de
noviembre de 1246).
Reina de Castilla (1217).
Esposa (1197) de Alfonso IX de León;
·
Enrique (1182 - 1183), heredero;
·
Fernando (1183), heredero;
·
Urraca (1187 – 1220). Reina consorte
de Portugal por su matrimonio (1201) con Alfonso II de Portugal;
·
Blanca (Palencia,
1188 – Maubuisson, 1252). Reina consorte
de Francia por su matrimonio (1200) con Luis VIII de Francia;
·
Fernando (Cuenca, 1188 – Madrid, 1211), heredero;
·
Constanza (¿? - 1243), abadesa del
monasterio cisterciense de Las Huelgas;
·
Leonor, infanta(1202 –
1244). Reina
consorte de Aragón por su matrimonio (Ágreda, 1221) con Jaime I de Aragón;
·
Enrique (1203 – Palencia, 1217), sucesor de Alfonso VIII, con el nombre de Enrique I;
·
Mafalda (¿? - ¿?).
Está enterrado junto a su esposa en el Monasterio de las Huelgas de Burgos, panteón de
los reyes de Castilla.
[editar] Rey
de Galicia, de León y de Castilla
En 1111 fue coronado rey de Galicia
(1111-1157) por el obispo
Gelmírez y el conde de Traba,
en la catedral de Santiago de Compostela. El 10 de marzo
de 1126, tras la
muerte de su madre, fue coronado rey de León
y de inmediato emprendió la recuperación del reino de Castilla que estaba bajo
el dominio de Alfonso I de Aragón. Con las Paces
de Támara de 1127
se puso fin a la disputa entre los dos reyes y Alfonso VII fue reconocido como
rey de Castilla (1127-1157).
Alfonso tuvo que enfrentarse a diversas
rebeliones suscitadas en los territorios más próximos a Aragón, debido a la
larga autonomía que estas regiones habían conseguido desde la muerte de su
abuelo, el rey Alfonso VI.
[editar] Aspiraciones
territoriales
Tras la muerte, sin descendencia, del rey
navarro-aragonés Alfonso I el Batallador (1134), Alfonso VII
pretendió el trono, sin éxito ya que, finalmente, la sucesión recayó en el
hermano de Alfonso I, Ramiro II el Monje. A pesar de ello, Alfonso
ocupó La Rioja, conquistó Zaragoza y
dictaminó de hecho los gobiernos de ambos reinos en adelante. En escaramuzas
varias, derrotó al ejército navarro-aragonés sometiendo el reino a su
vasallaje. Apoyado por nobles del norte de los Pirineos,
controló amplios territorios del sur de Francia, llegando hasta el río Ródano.
Ayudó en las luchas del conde de Barcelona, Ramón Berenguer IV, contra los condados
catalanes, consiguiendo unificar la Marca
Hispánica.
En 1135 fue coronado
emperador en los Reinos Hipánicos en la catedral de León por el Papa Gregorio
VII, expresando así su pretensión de hegemonía peninsular y de exclusividad
en la reconquista
frente a los musulmanes. Pero no pudo conseguirlo ya que, en 1143, tuvo que
reconocer la independencia de Portugal durante el gobierno de su primo Alfonso I de Portugal, y el matrimonio de
Ramón Berenguer IV con Petronila de Aragón que unió definitivamente Aragón
con los condados catalanes, creando así la Corona de Aragón. Con éste último acordaría los
límites de la reconquista para cada uno de los estados en el Tratado de Tudilén de 1151.
[editar] Reconquista
Desde 1139 llevó a cabo
expediciones y ataques de saqueo incitando las sublevaciones de las poblaciones
almorávides.
La invasión de los almohades a partir de 1146 obligó a Alfonso
VII a fortificar la frontera y pactar con el almorávide Ibn Ganiya para
organizar la resistencia.
En 1144 llegó hasta Córdoba y en 1147 tomó Almería
junto con el rey de Aragón y Navarra y el conde de Barcelona.
En 1157, los almohades
recuperaron el control de la ciudad de Almería y Alfonso VII murió el 21 de
agosto cuando regresaba a León; queda constancia de que el monarca pasó
noche en el pueblo de El Viso del Marqués (Ciudad Real)
y se especula que su muerte pudo tener lugar allí. Sus dos hijos se repartieron
el reino que, nuevamente, quedó dividido en dos: el Reino de León y el Reino de
Castilla.
[editar] Matrimonio y
descendencia
En 1128 se casa, en Saldaña (Palencia), con Berenguela de Barcelona, hija del conde Ramón Berenguer III y, por tanto, hermana de Ramón Berenguer IV. De esta unión nacieron:
·
Sancho el Deseado (1134 - 1158), rey de Castilla
con el nombre de Sancho III;
·
Sancha (1137 - 1179), casada en 1157 con
el rey Sancho VI de Navarra;
Lograda la unificación de
al-Ándalus, los almohades aumentaron su ataque contra los reinos cristianos. El
gran ataque se produjo en 1195.
El califa Yusuf II (1184-1199) aplastó al ejército castellano dirigido por
Alfonso VIII en la batalla de Alarcos. La gravedad de la situación obligó a los reyes
cristianos a relegar sus diferencias internas para hacer un frente común contra
los almohades.
En el año 1212 las tropas
cristianas destrozaron al ejército almohade en la batalla de las Navas de Tolosa. Con
esta derrota el poder de los almohades en la Península quedó prácticamente
aniquilado.
Breve resurgir de
al-Ándalus
El régimen almohade fue ante todo una dictadura militar. Sus dirigentes, que ejercían un poder absoluto,
ostentaron el título de califas, pero no contaron en ningún momento con el apoyo
popular. Pese a todo, durante la dominación almohade al-Ándalus vivió una época
de indudable progreso desde el punto de vista económico.
La
cultura y las artes tomaron un nuevo impulso. Los estudios filosóficos
resurgieron en al-Ándalus de la mano de Averroes y de Abentofail. Sin
embargo, de nuevo, como durante el rígido imperio almorávide, mozárabes y judíos fueron perseguidos y muchos
tuvieron que salir de al-Ándalus, como el filósofo hispanojudío Maimónides, que emigró a África. Se produjo una fuerte
expansión de los regadíos. Las obras más conocidas del arte almohade se
encuentran en la ciudad de Sevilla: la Giralda, la Torre del Oro, y las
murallas de la ciudad.
Sus
califas adoptaron el título de Miramamolín (Amir ul-Muslimin) o Príncipe de los
Creyentes.
Como suele ocurrir, los fieros vencedores acabaron siendo conquistados por la superior cultura de los vencidos y los nuevos conquistadores se aficionaron al refinamiento de la sociedad hispanomusulmana, suavizaron sus costumbres y se civilizaron. Es decir, desde la óptica fundamentalista, se corrompieron. Hacia 1140 la fortaleza moral y el militarismo de los almorávides se habían mitigado tanto que su imperio se fraccionó y en al-Andalus volvió a aparecer una generación de pequeños reinos taifas tan débiles como los anteriores. La balanza del poder militar se inclinaba de nuevo hacia los reinos cristianos.