27º DOMINGO DO TEMPO
COMUM C
7 de Outubro de 2007
Tema do 27º Domingo do Tempo Comum
Na Palavra de Deus que hoje nos é proposta, cruzam-se vários
temas (a fé, a salvação, a radicalidade do “caminho do Reino”, etc.); mas
sobressai a reflexão sobre a atitude correcta que o homem deve assumir face a
Deus. As leituras convidam-nos a reconhecer, com humildade, a nossa pequenez e
finitude, a comprometer-nos com o “Reino” sem cálculos nem exigências, a
acolher com gratidão os dons de Deus e a entregar-nos confiantes nas suas mãos.
Na primeira leitura, o profeta Habacuc interpela Deus,
convoca-o para intervir no mundo e para pôr fim à violência, à injustiça, ao
pecado… Deus, em resposta, confirma a sua intenção de actuar no mundo, no
sentido de destruir a morte e a opressão; mas dá a entender que só o fará
quando for o momento oportuno, de acordo com o seu projecto; ao homem, resta
confiar e esperar pacientemente o “tempo de Deus”.
O Evangelho convida os discípulos a aderir, com coragem e
radicalidade, a esse projecto de vida que, em Jesus, Deus veio oferecer ao
homem… A essa adesão chama-se “fé”; e dela depende a instauração do “Reino” no
mundo. Os discípulos, comprometidos com a construção do “Reino” devem, no
entanto, ter consciência de que não agem por si próprios; eles são, apenas,
instrumentos através dos quais Deus realiza a salvação. Resta-lhes cumprir o
seu papel com humildade e gratuidade, como “servos que apenas fizeram o que
deviam fazer”.
A segunda leitura convida os discípulos a renovar cada dia o seu
compromisso com Jesus Cristo e com o “Reino”. De forma especial, o autor exorta
os animadores cristãos a que conduzam com fortaleza, com equilíbrio e com amor
as comunidades que lhes foram confiadas e a que defendam sempre a verdade do
Evangelho.
LEITURA I – Hab 1,2-3; 2,2-4
Leitura da Profecia de Habacuc
«Até quando, Senhor, chamarei por Vós
e não Me ouvis?
Até quando clamarei contra a violência
e não me enviais a salvação?
Porque me deixais ver a iniquidade
e contemplar a injustiça?
Diante de mim está a opressão e a violência,
levantam-se contendas e reina a discórdia?»
O Senhor respondeu-me:
«Põe por escrito esta visão
e grava-as em tábuas com toda a clareza,
de modo que a possam ler facilmente.
Embora esta visão só se realize na devida altura,
ela há-de cumprir-se com certeza e não falhará.
Se parece demorar, deves esperá-la,
porque ela há-de vir e não tardará.
Vede como sucumbe aquele que não tem alma recta;
mas o justo viverá pela sua fidelidade».
AMBIENTE
Sobre a vida e a personalidade de Habacuc, não sabemos nada:
o título do livro não indica o lugar do nascimento do profeta, nem o tempo
histórico em que o profeta viveu. A menção dos “caldeus” (Hab 1,6) parece
situar a proclamação de Habacuc na época em que os babilónios, depois de desmembrarem
o império assírio, procuravam impor o seu domínio aos povos de Canaan.
Estaríamos, pois, nos finais do séc. VII a.C.…
O rei de Judá é, nesta altura, Joaquim (609-598 a.C.).
Trata-se de um rei fraco, incompetente, que explora o povo, que deixa aumentar
as injustiças e cavar um fosso cada vez maior entre ricos e pobres; além disso,
o rei desenvolve uma política aventureirista de alianças com as super-potências
da época… Apesar das simpatias pró-egípcias de Joaquim, Judá sente já o peso do
imperialismo babilónio e vê-se obrigado a pagar um pesado tributo a
Nabucodonosor. Prepara-se a queda de Jerusalém nas mãos dos babilónios, a morte
de Joaquim, a deportação do seu filho e sucessor Joaquin (que reinou apenas
três meses – cf. 2 Re 24,8) e a partida para o exílio de uma parte
significativa da classe dirigente de Judá (1ª deportação: 597 a.C.).
MENSAGEM
O nosso texto começa por expor a queixa do profeta: “até
quando, Senhor, clamarei sem que me escutes? Até quando gritarei ‘violência’,
sem que me salves?” (Hab 1,2)… Habacuc grita a sua impaciência (e a impaciência
do seu Povo), questionando a atitude complacente de Deus para com o pecado; ele
não compreende que Deus contemple, impassível, as lutas e contendas do seu
tempo… Habacuc sente-se interpelado pelo que o rodeia e não concebe que Deus
(esse mesmo Deus que se manifestou como libertador e salvador na história do
Povo e que se proclama fiel aos compromissos que assumiu para com os homens)
não ponha fim a tantas grosseiras violações do seu projecto para o mundo. O
profeta não se limita a escutar a Palavra de Jahwéh e a transmiti-la; mas ele
próprio toma a iniciativa, pergunta a Deus, exige respostas. E, como uma
sentinela vigilante, o profeta fica à espera que Deus se justifique (cf. Hab
2,1).
Finalmente, Deus digna-se responder. A mensagem é de
esperança, pois a resposta de Deus deixa claro que Ele não fica indiferente
diante do mal que desfeia o mundo e que o momento da vingança divina está para
chegar; ao homem, resta esperar com paciência o tempo da acção de Deus (cf. Hab
2,2-5): nessa altura, o orgulhoso e o prepotente receberão o castigo e o justo
triunfará.
Em conclusão: diante da injustiça e da opressão, Jahwéh
parece, muitas vezes, indiferente e ausente; mas, de acordo com o seu plano
(que o homem não conhece em pormenor), Ele encontrará o momento ideal para
intervir, para castigar o imperialismo, o orgulho, a injustiça e a opressão.
ACTUALIZAÇÃO
A reflexão e partilha podem fazer-se de acordo com as
seguintes linhas:
• Com frequência encontramos pessoas que nos questionam
acerca da relação entre Deus, a sua justiça e a situação do mundo: se Deus
existe, como é que Ele pode pactuar com a injustiça e a opressão? Se Deus
existe, porque é que há crianças a morrer de cancro ou de fome? Se Deus existe,
porque é que os bons sofrem e os maus são compensados com glória, honras e
triunfos? Se Deus existe, porquê o sofrimento inocente? Estas são as questões
que, hoje, mais obstaculizam a crença em Deus… A nossa resposta tem de ser o
reconhecimento humilde de que os projectos de Deus ultrapassam infinitamente a
nossa pequenez e finitude e que nós nunca conseguiremos explicar e abarcar os
esquemas de Deus…
• Sobretudo, importa perceber que os caminhos de Deus não são
iguais aos nossos. Deus tem o seu próprio ritmo; e o ritmo de Deus não é o
ritmo da nossa impaciência, da nossa correria, do nosso egoísmo, dos nossos
interesses… Do ponto de vista de Deus, as coisas integram-se num “todo” que
nós, na nossa pequenez, não podemos abarcar. Resta-nos respeitar – mesmo sem
entender – o ritmo de Deus.
• Além disso, precisamos aprender a confiar em Deus, a
entregarmo-nos nas suas mãos, a sentir que Ele é um Pai que nos ama e que,
aconteça o que acontecer, está a escrever a história por caminhos direitos
(embora os caminhos pelos quais Deus conduz o mundo nos pareçam, tantas vezes,
estranhos, misteriosos, enigmáticos, incompreensíveis). Há que confiar na
bondade e na magnanimidade desse Deus que nos ama como filhos e que tudo fará,
sempre, para nos oferecer vida e felicidade.
• Mesmo sem entender, a nossa missão é continuar a dar
testemunho… Deus chama-nos a denunciar tudo o que impede a realização plena do
projecto de felicidade que Ele tem para o homem (a injustiça, a violência, a
repressão, o egoísmo, o medo…); mas quanto ao tempo exacto e aos moldes da
intervenção salvadora e libertadora de Deus no mundo e na história pessoal de
cada homem ou mulher, isso só a Deus diz respeito.
SALMO RESPONSORIAL – Salmo 94 (95)
Refrão: Se hoje ouvirdes a voz do Senhor,
não fecheis os vossos corações.
Vinde, exultemos de alegria no Senhor,
aclamemos a Deus, nosso Salvador.
Vamos à sua presença e dêmos graças,
ao som de cânticos aclamemos o Senhor.
Vinde, prostremo-nos em terra,
adoremos o Senhor que nos criou.
O Senhor é o nosso Deus
e nós o seu povo, as ovelhas do seu rebanho.
Quem dera ouvísseis hoje a sua voz:
«Não endureçais os vossos corações,
como em Meriba, como no dia de Massa no deserto,
onde vossos pais Me tentaram e provocaram,
apesar de terem visto as minhas obras».
LEITURA II – 2 Tim 1,6-8.13-14
Leitura da Segunda Epístola do apóstolo São Paulo a Timóteo
Caríssimo:
Exorto-te a que reanimes o dom de Deus
que recebeste pela imposição das minhas mãos.
Deus não nos deu um espírito de timidez,
mas de fortaleza, de caridade e moderação.
Não te envergonhes de dar testemunho de Nosso Senhor,
nem te envergonhes de mim, seu prisioneiro.
Mas sofre comigo pelo Evangelho,
confiando no poder de Deus.
Toma como norma as sãs palavras que me ouviste,
segundo a fé e a caridade que temos em Jesus Cristo.
Guarda a boa doutrina que nos foi confiada,
com o auxílio do Espírito Santo, que habita em nós.
AMBIENTE
A segunda Carta a Timóteo contém, como a primeira, conselhos
pastorais de Paulo para o seu grande colaborador e sucessor na animação das
Igrejas da Ásia: esse Timóteo que acompanhou Paulo nas suas viagens
missionárias e que, segundo a tradição, foi bispo de Éfeso.
Também aqui, é muito duvidoso que seja Paulo o autor deste
texto. Os argumentos são os mesmos que vimos, a propósito da primeira Carta a
Timóteo: linguagem diferente da utilizada habitualmente por Paulo, estilo
diferente, doutrinas diferentes e, sobretudo, um contexto eclesial que nos
situa mais no final do séc. I ou princípios do séc. II do que na época de Paulo
(o grande problema destas cartas já não é o anunciar o Evangelho, mas o
“conservar a fé”, frente aos falsos mestres que se infiltram nas comunidades e
que ensinam falsas doutrinas).
De qualquer forma, quem escreve a carta (e que se apresenta
na pele de Paulo) diz encontrar-se na prisão e pressentir a proximidade da
morte. Exorta insistentemente Timóteo a perseverar no ministério e a conservar
a sã doutrina. É uma espécie de “testamento”, no qual Timóteo (que aqui
representa todos os animadores das comunidades cristãs) é convidado a manter-se
fiel ao ministério e à doutrina recebidos dos apóstolos.
MENSAGEM
O autor da carta começa por exortar Timóteo (e os animadores
das comunidades cristãs, em geral) a que reanime o carisma que recebeu quando
Paulo e o colégio dos anciãos lhe impuseram as mãos, consagrando-o para o
ministério apostólico (vers. 6-8). É um pedido lógico: mesmo que a opção de
doar a vida a Deus e aos irmãos já tenha sido tomada, essa decisão fundamental
necessita, cada dia, de ser aprofundada e confirmada… As desilusões, os
fracassos, a monotonia, a fragilidade humana arrefecem o entusiasmo original; e
é necessário, a cada instante, redescobrir o sentido das opções fundamentais
que, um dia, o discípulo fez. Na sequência, são recordadas a Timóteo três das
qualidades fundamentais que devem estar sempre presentes no apóstolo: a
fortaleza frente às dificuldades, o amor que o impulsionará para uma entrega
total a Cristo e aos homens e a prudência (ou moderação) necessária para a
animação e orientação da comunidade.
Na segunda parte do texto que nos é proposto (vers. 13-14),
Timóteo é exortado a conservar-se fiel à sã doutrina recebida de Paulo. Estamos
– como já dissemos atrás – numa época em que as heresias começam a infiltrar-se
na comunidade cristã e a confundir os cristãos. O animador da comunidade tem o
dever de ensinar a doutrina verdadeira e de defender a comunidade de tudo
aquilo que a afasta da verdade do Evangelho de Jesus, fielmente transmitido
pelo testemunho apostólico.
ACTUALIZAÇÃO
A reflexão e partilha podem partir dos seguintes dados:
• A interpelação do autor da segunda Carta a Timóteo
dirige-se, antes de mais, a todos aqueles que um dia aceitaram o baptismo e
optaram por Cristo… Na verdade, o mundo que nos rodeia apresenta imensos
desafios que, muitas vezes, nos desmobilizam do serviço do Evangelho e dos
valores de Jesus. É por isso que é preciso redescobrir os fundamentos do nosso
compromisso. Quais são os interesses que influenciam a minha vida e que
condicionam as minhas opções: os meus gostos pessoais, as indicações da moda,
as sugestões da sociedade, ou as exigências e os valores do Evangelho de Jesus?
• Como é que eu revitalizo, dia a dia, o meu compromisso com
Cristo e com os irmãos? Há muitos caminhos para aí chegar… Mas a comunhão com
Deus, a oração, a escuta e partilha da Palavra de Deus, os sacramentos são
formas privilegiadas para redescobrir o sentido das minhas opções e do meu
compromisso com Deus. Isto faz sentido, para mim? É este o caminho que venho
procurando seguir? Mantenho com Deus esse diálogo necessário?
• O nosso texto interpela de forma directa os animadores das
comunidades cristãs. Convida-os a redescobrir, cada dia, esse entusiasmo que
lhes enchia o coração no dia em que optaram pela entrega da própria vida a
Cristo e aos irmãos. Convida-os a despirem-se da preguiça, da inércia, do
comodismo e a fazerem da sua vida, em cada dia, um dom corajoso ao “Reino”. É
isso que acontece comigo? Sou forte, corajoso, sem medo, quando se trata de
vencer as dificuldades que me impedem de me dar a Cristo e aos outros? O que me
impulsiona é o amor, ou são interesses próprios e egoístas? Sou uma pessoa
moderada e de bom senso, que não trata os irmãos da comunidade de forma
agressiva e prepotente?
• No texto há, ainda, um convite a conservar a doutrina
verdadeira… O que é que isto significa: um conservar inalteradas as fórmulas e
os ritos, ou um redescobrir cada dia o essencial, adaptando-o sempre às novas
realidades e aos novos desafios que o mundo põe? Como é que sabemos se estamos
em consonância com a proposta de Jesus?
ALELUIA – 1 Pedro 1,25
Aleluia. Aleluia
A palavra do Senhor permanece eternamente.
Esta é a palavra que vos foi anunciada.
EVANGEHO – LUCAS 17,5-10
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
Naquele tempo,
os Apóstolos disseram ao Senhor:
«Aumenta a nossa fé».
O Senhor respondeu:
«Se tivésseis fé como um grão de mostarda,
diríeis a esta amoreira:
‘Arranca-te daí e vai plantar-te no mar’,
e ela obedecer-vos-ia.
Quem de vós, tendo um servo a lavrar ou a guardar gado,
lhe dirá quando ele volta do campo:
‘Vem depressa sentar-te à mesa’?
Não lhe dirá antes:
‘Prepara-me o jantar e cinge-te para me servires,
até que eu tenha comido e bebido.
Depois comerás e beberás tu.
Terá de agradecer ao servo por lhe ter feito o que mandou?
Assim também vós,
quando tiverdes feito tudo o que vos foi ordenado, dizei:
‘Somos inúteis servos:
fizemos o que devíamos fazer’».
AMBIENTE
Continuamos a percorrer o “caminho de Jerusalém” e a deparar
com as “lições” que preparam os discípulos para o desafio de compreender e de
dar testemunho do “Reino”. Desta vez, o nosso texto junta um “dito” de Jesus
sobre a fé e uma parábola que convida à humildade.
Nas “etapas” anteriores, Jesus tinha avisado os discípulos da
dificuldade de percorrer o “caminho do Reino” (disse-lhes que entrar no “Reino”
é “entrar pela porta estreita” – Lc 13,24; convidou-os à humildade e à
gratuidade – cf. Lc 14,7-14; avisou-os de que é preciso amar mais o “Reino” do
que a própria família, os próprios interesses ou os próprios bens – cf. Lc
14,26-33; exigiu-lhes o perdão como atitude permanente – cf. Lc 17,5-6); agora,
são os discípulos que, preocupados com a exigência do “Reino”, pedem mais “fé”.
O “dito” sobre a fé que ocupa a primeira parte do Evangelho
que hoje nos é proposto aparece numa forma um pouco diferente em Mt 17,20 (um
“dito” análogo lê-se também em Mc 11,23 e Mt 21,21, a propósito da figueira
seca). No estado actual do texto, é muito difícil definir o contexto original
do “dito” de Jesus, o seu enquadramento e o seu significado… Aqui, no entanto,
ele serve a Lucas para manifestar a preocupação dos discípulos com a
dificuldade em percorrer esse difícil “caminho do Reino”.
MENSAGEM
A primeira parte do nosso texto é, portanto, constituída por
um “dito” sobre a fé (vers. 5-6). Depois das exigências que Jesus apresentou,
quanto ao caminho que os discípulos devem percorrer para alcançar o “Reino”, a
resposta lógica destes só pode ser: “aumenta-nos a fé”. O que é que a fé tem a
ver com a exigência do “Reino”?
No Novo Testamento em geral e nos sinópticos em particular, a
fé não é, primordialmente, a adesão a dogmas ou a um conjunto de verdades
abstractas sobre Deus; mas é a adesão a Jesus, à sua proposta, ao seu projecto
– ou seja, ao projecto do “Reino”. No entanto, os discípulos têm consciência de
que essa adesão não é um caminho cómodo e fácil, pois supõe um compromisso
radical, a vitória sobre a própria fragilidade, a coragem de abandonar o
comodismo e o egoísmo para seguir um caminho de exigência… Pedir a Jesus que
lhes aumente a fé significa, portanto, pedir-lhe que lhes aumente a coragem de
optar pelo “Reino” e pela exigência que o “Reino” comporta; significa pedir que
lhes dê a decisão para aderirem incondicionalmente à proposta de vida que Jesus
lhes veio apresentar.
Jesus aproveita, na sequência, para recordar aos discípulos o
resultado da “fé”. A imagem utilizada por Jesus (a ordem dada à “amoreira” para
se arrancar da terra e ir plantar-se a ela própria no mar) mostra que, com a
“fé” tudo é possível: quando se adere a Jesus e ao “Reino” com coragem e
determinação, isso implica uma transformação completa da pessoa do discípulo e,
em consequência, uma transformação do mundo que o rodeia. Aderir ao “Reino” com
radicalidade é ter na mão a chave para mudar a história, mesmo que essa
transformação pareça impossível… O discípulo que adere ao “Reino” com coragem e
determinação é capaz de autênticos “milagres”… E isto não é conversa fiada:
quantas vezes a tenacidade e a coragem dos discípulos de Jesus transformam a
morte em vida, o desespero em esperança, a escravidão em liberdade!