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Solenidade de Todos os Santos

Revista “Celebração Litúrgica”

 

RITOS INICIAIS

Introdução ao Espírito da Celebração

Podemos dizer que hoje estamos aqui reunidos para uma festa de família. Na realidade, como filhos de Deus que somos, estamos reunidos para homenagear uma parte da família de Deus, a santa Igreja de que somos também membros.

Ela, a Santa Igreja, está espalhada pela terra (igreja militante), pelo purgatório (igreja purgante) e pelo céu (igreja triunfante).

É esta última a que hoje queremos homenagear. Para o dia de amanhã deixamos os que se purificam no purgatório.

Hoje celebramos os nossos irmãos mais velhos que depois de terem vencido as lutas que nós travamos na terra, já se encontram no céu.

São eles para nós incentivo contra o desfalecimento, porque se eles venceram também nós, que temos as mesmas possibilidades, seremos capazes de vencer.

Apesar de derrotados tantas vezes e reconhecendo agora os nossos fracassos, humildemente, confessemos os nossos pecados para bem celebrarmos esta Eucaristia.

Liturgia da Palavra

Primeira Leitura

Monição: Perante a visão do céu que a leitura do Livro do Apocalipse nos sugere, facilmente concluímos que vale a pena lutar e empregar todos os meios ao nosso alcance para lá chegar.

Apocalipse 7, 2-4.9-14

Salmo Responsorial  Sl 23 (24), 1-2.3-4ab.5-6 (R. cf. 6)

Monição: O salmo que vamos dialogar pergunta e diz-nos quem são aqueles que um dia poderão chegar até junto a Deus.

Segunda Leitura

Monição: Quem são os filhos de Deus? Os que se empenham em fazer a Sua vontade.

1 João 3, 1-3

Aclamação ao Evangelho     

Monição: Quem tem segredo da verdadeira felicidade, é Cristo. Preparemo-nos para aclamar a Sua palavra.

Aleluia

Evangelho

Mateus 5, 1-12a

Sugestões para a homilia

A nossa filiação divina

Seremos bem-aventurados

A nossa filiação divina

Pelo baptismo fomos identificados com Cristo, filho de Deus. Logo também, nós o somos de direito e de facto.

A nossa preocupação na terra há-de ser a de imitarmos Jesus Cristo para nos identificarmos com os santos que já se encontram identificados com Deus no Céu. É uma luta que, sem desânimos, não podemos deixar de travar todos os dias porque ainda se não nos manifestou o que havemos de ser pois que só no céu o conseguiremos. Até lá o labor constante de cada dia.

A multidão incontável de que nos fala S. João, são os nossos irmãos que venceram o que temos a vencer, lutaram como temos que lutar. Ao contemplá-los, animemo-nos e alegremo-nos pois que como para eles também será grande a nossa alegria no céu.

Em Jesus Cristo, nosso salvador, fomos chamados por Deus à filiação divina, chamados a ser herdeiros no Céu.

Seremos bem-aventurados

O mistério da nossa salvação é uma realidade a construir. Portanto não é um factor de sorte. É um trabalho árduo que, depende da nossa fé, do nosso querer.

Deus quer contar com a nossa colaboração, com o nosso querer.

A única dificuldade está exactamente na nossa liberdade que Deus respeita. Queremos? Deus não nos falta com a Sua preciosa ajuda e por isso teremos o prémio, seremos bem-aventurados. Não queremos? Toda a desdita será de nossa responsabilidade.

Segundo S. Tomás, três coisas bem simples bastam para atingir a bem-aventurança dos Santos:

1.º querer; 2.º querer; 3.º querer sempre.

Fala o Santo Padre

«Cada cristão é chamado à santidade.»

Caríssimos Irmãos e Irmãs

1. Hoje celebramos a Solenidade de todos os Santos. Na luz de Deus, recordamos todos aqueles que deram testemunho de Cristo durante a sua vida terrena, esforçando-se por praticar os Seus ensinamentos. Alegramo-nos com estes nossos irmãos e irmãs que nos precederam, percorrendo o mesmo caminho que nós percorremos e que agora, na glória do Céu, recebem a recompensa merecida.

São aqueles que, segundo a expressão do Apocalipse, «vieram da grande tribulação; lavaram as suas roupas e as branquearam no sangue do Cordeiro» (7, 14). Eles souberam caminhar contra a corrente, seguindo o «sermão da montanha» como norma inspiradora da sua vida: pobreza de espírito e simplicidade de vida; mansidão e não-violência; arrependimento dos pecados cometidos e expiação pelos pecados dos outros; fome e sede de justiça; misericórdia e paixão; pureza de coração; compromisso em favor da paz; e sacrifício pela justiça (cf. Mt 5, 3-10).

Cada cristão é chamado à santidade, ou seja, a viver as Bem-Aventuranças. Como exemplo para todos, a Igreja indica os irmãos e as irmãs que se distinguiram nas virtudes e foram instrumentos da graça divina. Hoje, comemoramo-los todos juntos para que, com a sua ajuda, possamos crescer no amor de Deus e ser «sal da terra e luz do mundo» (cf. Mt 5, 13-14).

2. A comunhão dos Santos ultrapassa o limiar da morte. Trata-se de uma comunhão que tem o seu centro em Deus, o Deus dos vivos (cf. Ibid., 22, 32). Lemos no Livro do Apocalipse: «Felizes os mortos que desde agora morrem no Senhor» (cf. 14, 13). Precisamente a Solenidade de todos os Santos enche de significado a comemoração de todos os defuntos, que celebraremos amanhã. Trata-se de um dia de oração e de profunda reflexão sobre o mistério da vida e da morte. «Deus não é o autor da morte» afirmam as Escrituras dado que «Ele criou tudo para a existência» (Sb 1, 13-14). «Por inveja do demónio é que a morte entrou no mundo e prová-la-ão os que pertencem ao demónio» (Ibid., 2, 24).

O Evangelho revela que Jesus Cristo tinha um poder absoluto sobre a morte física, que Ele considerava como se fosse um sono (cf. Mt 9, 24-25; Lc 7, 14-15; Jo 11, 11). Diversa é a morte em relação à qual Jesus sugere que se tenha medo: é a morte da alma que, em virtude do pecado, perde a vida divina da graça, excluindo-se definitivamente da vida e da felicidade.

3. Deus, ao contrário, quer que todos os homens sejam salvos (cf. 1 Tm 2, 4). Por isso, mandou para a terra o seu Filho (cf. Jo 3, 16), para que todo o homem tenha vida «em abundância» (cf. Ibid., 10, 10). O Pai celestial não se resigna a perder sequer um dos seus filhos, mas quer que todos, santos e imaculados no amor (cf. Ef 1, 4), estejam junto dele.

Santos e imaculados como a Virgem Maria, modelo eminente da nova humanidade. A sua felicidade é completa na glória de Deus. Nela resplandece a meta para a qual todos nós tendemos. É a Ela que confiamos os nossos irmãos defuntos, enquanto esperamos o dia em que nos havemos de encontrar todos juntos na Casa do Pai. […]

João Paulo II, Angelus, 1 de Novembro de 2001

Monição da Comunhão

«O que come deste pão, diz o Senhor, viverá eternamente».

Tenhamos presente que a Eucaristia é o alimento dos bem-aventurados.

Ritos Finais

Monição final

Somos convidados a converter-nos, a mudar o nosso coração a fim de acolher a Boa Nova da Páscoa, e transfigurados, activar nos crentes a alegria, a paz, inundando-os do Seu amor.

A Missa está no fim, mas a festa de todos os santos vai continuar porque é também a nossa festa, festa de todos os que se preparam para ir um dia ao encontro dos Bem-aventurados do Céu.

Celebração e Homilia: Custódio A. F. Pinto

 

UNIDOS PELA PALAVRA DE DEUS

PROPOSTA PARA

ESCUTAR, PARTILHAR, VIVER E ANUNCIAR A PALAVRA NAS

COMUNIDADES DEHONIANAS

Grupo Dinamizador:

P. Joaquim Garrido, P. Manuel Barbosa, P. José Ornelas Carvalho

Província Portuguesa dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos)

Rua Cidade de Tete, 10 – 1800-129 LISBOA – Portugal

Tel. 218540900 – Fax: 218540909

scj.lu@netcabo.pt – www.ecclesia.pt/dehonianos

 

 

 

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