--- Importantes ---






4º Domingo do Advento A
23 de Dezembro de 2007
(Revista Celebração Litúrgica) 

 

RITOS INICIAIS

 

Introdução ao espírito da Celebração

Ao longo das quatro semanas do Advento, símbolo do tempo intercalado entre Adão e Jesus Cristo, a Liturgia colocou sinais que nos revelavam a vinda do Redentor.

A última mensagem desta caminhada é que Jesus será filho de Maria-sempre-virgem. Maria aparece neste final deste Advento como sinal da proximidade de Deus em relação a cada um de nós.

Preparemos o nosso coração, examinando toda a desordem moral que nele se encontrar e peçamos humildemente perdão dos nossos pecados.

 

Sugestão para o Ato Penitencial:

Introdução do Celebrante

(Tempo de silêncio)

 

– Senhor Jesus, para as nossas hesitações na fé,

quando as coisas não correm ao nosso gosto,

Senhor, misericórdia!

 

Senhor, misericórdia!

 

– Cristo Jesus, para as nossas faltas de esperança,

quando deixamos de lutar contra os nossos defeitos,

Cristo, misericórdia!

 

Cristo, misericórdia!

 

– Senhor Jesus, para a nossa indiferença egoísta,

quando as pessoas precisam da nossa ajuda,

Senhor, misericórdia!

 

Senhor, misericórdia!

 

Deus todo poderoso tenha compaixão de nós,

perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.

 

Liturgia da Palavra 

Primeira Leitura

Monição: O rei Acaz, dominado pela falta de esperança, recusa-se a pedir a Deus um sinal de que não o deixará ao desamparo, quando for atacado pelos inimigos.

Isaías profetiza o sinal de que a casa de David não será destronada: uma Virgem conceberá e dará virginalmente à luz.

Isaías 7, 10-14

Naqueles dias, 10o Senhor mandou ao rei Acaz a seguinte mensagem: 11«Pede um sinal ao Senhor teu Deus, quer nas profundezas do abismo, quer lá em cima nas alturas». 12Acaz respondeu: «Não pedirei, não porei o Senhor à prova». Então Isaías disse: 13«Escutai, casa de David: Não vos basta que andeis a molestar os homens para quererdes também molestar o meu Deus? 14Por isso, o próprio Senhor vos dará um sinal: a virgem conceberá e dará à luz um filho e o seu nome será Emanuel».

 

Salmo Responsorial  Salmo 23 (24), 1-2.3-4ab.5-6 (R. 7c e 10b)

 

Monição: Para nos resgatar da escravidão do pecado, o mesmo Deus virá ao nosso encontro, Filho da sempre Virgem Maria.

Proclamemos a nossa esperança, cantando com alegria: VENHA O SENHOR: É ELE O REI GLORIOSO.

 

Refrão:     Venha o Senhor: é Ele o rei glorioso.

 

Ou:           O Senhor virá: Ele é o rei da glória.

 

Do Senhor é a terra e o que nela existe,

o mundo e quantos nele habitam.

Ele a fundou sobre os mares

e a consolidou sobre as águas.

 

Quem poderá subir à montanha do Senhor?

Quem habitará no seu santuário?

O que tem as mãos inocentes e o coração puro,

que não invocou o seu nome em vão nem jurou falso.

 

Este será abençoado pelo Senhor

e recompensado por Deus, seu Salvador.

Esta é a geração dos que O procuram,

que procuram a face do Deus de Jacob.

 

Segunda Leitura

 

Monição: S. Paulo, na carta aos Romanos, apresenta Jesus Cristo como Filho Unigénito de Deus. D'Ele recebeu o dom de anunciar a Boa Nova a todos os povos.

Não esqueçamos que o bom acolhimento a Jesus Menino cujo nascimento vamos celebrar, passa necessariamente pela aceitação do Evangelho com todas as suas exigências.

 

Romanos 1, 1-7

1Paulo, servo de Jesus Cristo, apóstolo por chamamento divino, escolhido para o Evangelho 2que Deus tinha de antemão prometido pelos profetas nas Sagradas Escrituras, 3acerca de seu Filho, nascido da descendência de David, segundo a carne, 4mas, pelo Espírito que santifica, constituído Filho de Deus em todo o seu poder pela sua ressurreição de entre os mortos: Ele é Jesus Cristo, Nosso Senhor. 5Por Ele recebemos a graça e a missão de apóstolo, a fim de levarmos todos os gentios a obedecerem à fé, para honra do seu nome, 6dos quais fazeis parte também vós, chamados por Jesus Cristo. 7A todos os que habitam em Roma, amados por Deus e chamados a serem santos, a graça e a paz de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo.

 

 

Aclamação ao Evangelho      Mt 1, 23

 

Monição: Maria sempre Virgem é o sinal da proximidade de Deus que vem o nosso encontro para nos salvar.

Aclamemos o evangelho que nos anuncia tão feliz Boa Nova, cantando aleluia. Escutai-O. Sempre que procuramos viver em conformidade com o Evangelho estamos a trabalhar na nossa transfiguração e na transfiguração do mundo.

 

 

Evangelho

 

São Mateus 1, 18-24

18O nascimento de Jesus deu-se do seguinte modo: Maria, sua Mãe, noiva de José, antes de terem vivido em comum, encontrara-se grávida por virtude do Espírito Santo. 19Mas José, seu esposo, que era justo e não queria difamá-la, resolveu repudiá-la em segredo. 20Tinha ele assim pensado, quando lhe apareceu num sonho o Anjo do Senhor, que lhe disse: «José, filho de David, não temas receber Maria, tua esposa, pois o que nela se gerou é fruto do Espírito Santo. 21Ela dará à luz um Filho e tu pôr-Lhe-ás o nome de Jesus, porque Ele salvará o povo dos seus pecados». 22Tudo isto aconteceu para se cumprir o que o Senhor anunciara por meio do Profeta, que diz: 23«A Virgem conceberá e dará à luz um Filho, que será chamado ‘Emanuel’, que quer dizer ‘Deus connosco’». 24Quando despertou do sono, José fez como o Anjo do Senhor lhe ordenara e recebeu sua esposa.

 

 

Sugestões para a homilia

 

Maria, sinal da benevolência de Deus

Jesus, Filho virginal de Maria, esposa de José

Maria, sinal da benevolência de Deus

Acaz, rei descendente de David, ao ver o trono em perigo, perante a ameaça dos arameus e do reino de Israel, perdeu completamente a fé e a confiança no Senhor

É nesta difícil situação que o profeta Isaías, por mandato do Senhor, se apresenta a incutir-lhe confiança em Deus e a pedir-Lhe um sinal como garantia dessa protecção.

Com fingida piedade, Acaz recusa-se a fazê-lo alegando que não quer tentar ao Senhor.

Isaías, perante a frieza do rei, anuncia-lhe um sinal de que não só a sua família não acabará, mas nascerá um Menino que uma virgem conceberá e dará à luz.

Maria, a sempre Virgem, Mãe de Jesus, é o último sinal desta Advento. A promessa feita pelo Senhor aos Patriarcas e Profetas vai cumprir-se. O Senhor virá! Será filho virginal de Maria que, sem perda da sua virgindade, dará à luz o Emmanuel – Deus connosco.

Maria, sinal de Deus. Nossa Senhora tem sido sempre um sinal confortante da proximidade de Deus na vida de cada um de nós.

Quando nos encontramos desanimados, tíbios, e nos voltamos para Ela, por alguma pequena prática de devoção, sentimo-nos rejuvenescer no Amor de Deus.

Se encontramos uma pessoa que vive afastada dos caminhos de Deus, atolada nos lodaçais do pecado, mas conseguimos acender nela uma centelha de devoção a Maria, tem o seu regresso a Deus assegurado.

Preparemos o Natal com Ela. Maria prepara-nos uma caminho seguro para Deus, se nos confiarmos a Ela nos entregarmos de todo o coração.

Não se trata, pois, de uma devoção com vã observância – uma devoção cheia de sentimentalismo sem correspondência na vida – mas de um esforço sincero para a acompanhar com o desejo de fazer a vontade de Deus.

O anúncio da Virgem concebendo e dando à luz enche-nos de segurança nos caminhos da nossa vida interior.

Jesus, Filho virginal de Maria, esposa de José

O Evangelho conta-nos as horas dramáticas que precederam o nascimento de Jesus, vividas por Maria e José.

É possível que José tenha acompanhado Maria a casa de Isabel e aí ouvido a saudação de Isabel, proclamando-A «a Mãe do meu Senhor». Maria confirma a afirmação da sua parente e rompe num cântico de acção de graças ao Senhor.

Ou então, no regresso de Ain Karin, Maria, possivelmente já no quarto mês, apresenta-se claramente com o sinal da maternidade.

A angústia de José. É precisamente nesta ocasião que José começa a ser atormentado por um problema de consciência: Maria vai ser Mãe, e ele – esposo de Maria – tem a certeza de que não é o pai daquela criança, embora possa oferecer a sua vida como garantia da fidelidade de Nossa Senhora.

Não estará ele neste mistério como um intruso indigno e que, portanto, deve afastar-se quanto antes?

Pesa sobre ele uma outra razão: a Lei, numa situação destas, obriga-o a repudiar a Esposa que ele sabe estar inocente. Passa então a dar voltas à imaginação sobre como poderá harmonizar estas exigências. É justo, e não quer lançar sobre Maria a mais leve sombra de suspeita, pelo que resolve repudiá-l'A em segredo.

A nobreza do santo Patriarca. Vai chamar sobre si todo o odioso desta situação, porque o vão julgar um homem desumano, sem coração, que abandona a esposa no momento em que Ela mais precisa de amparo.

Que belo exemplo nos dá o santo Patriarca de domínio dos seus juízos e de procurar sempre o lado positivo das pessoas, evitando prejudicá-las!

Entretanto, Maria sofre também nestes momentos que deviam ser para ela os mais felizes de sempre.

Nesta situação extrema, Deus envia o Seu anjo em sonhos a José, transformando em alegria o que antes era um martírio.

Agradecemos ao Senhor que nos tenha dado, por este meio, um testemunho tão valioso da virgindade de Nossa senhora.

A caminho para Belém! Se Lhe perguntássemos por que permite tanto sofrimento nas duas criaturas que mais ama, Ele responder-nos-ia como o fez a Santa Teresa de Jesus: «É assim que Eu trato os Meus amigos.» Não nos podemos aproximar de Deus, neste Natal e sempre, fugindo à cruz.

Reconciliemo-nos com Deus e com os irmãos, para acolhermos de todo o coração a mensagem d Paz do Natal que se aproxima.

Procuremos, aproximando cada vez mais de Maria, por uma verdadeira devoção, a nossa identificação com Jesus Cristo.

Sigamos esta indicação que nos vem do Alto, procurando conduzir as pessoas ao encontro do senhor por este caminho fácil e seguro.

 

Fala o Santo Padre

 

«Para atingir o significado e o dom de graça do Natal, devemos pôr-nos na escola de Nossa Senhora e do seu esposo José.»

 

1. Celebramos hoje o quarto domingo do Advento, enquanto se fazem os preparativos para a festa de Natal. A Palavra de Deus, na liturgia, ajuda-nos a concentrar a atenção no significado deste acontecimento salvífico fundamental, que é, ao mesmo tempo, histórico e sobrenatural.

«Olhai: a virgem conceberá e dará à luz um filho, que se chamará Emanuel: Deus connosco» (Is 7, 14). Esta profecia de Isaías reveste uma importância capital na economia da salvação. Garante que "o próprio Deus" dará um descendente ao rei David como "garantia" da sua fidelidade. Esta promessa realizou-se com o nascimento de Jesus, da Virgem Maria.

2. Para atingir o significado e o dom de graça do Natal já eminente, devemos, portanto, pôr-nos na escola de Nossa Senhora e do seu esposo José, que contemplaremos no presépio em adoração extática do Messias recém-nascido.

Na página evangélica de hoje, Mateus põe em evidência o papel de José, que define como homem «justo» (Mt 1, 19), sublinhando com isto como ele está completamente voltado para a realização da vontade de Deus. Precisamente, pelo motivo desta justiça interior, que em última análise coincide com o amor, José não deseja repudiar Maria, mesmo dando-se conta da sua gravidez incipiente. Pensa «deixá-la secretamente» (Mt 1, 19), mas é convidado pelo anjo do Senhor a não temer e a levá-la consigo.

Aparece aqui um outro aspecto essencial da personalidade de José: ele é homem aberto à escuta de Deus na oração. Pelo anjo fica a saber que «aquele que ela concebeu é obra do Espírito Santo» (Mt 1, 20), conforme a antiga profecia: «Olhai: a virgem conceberá...» e está pronto a acolher os desígnios de Deus, que ultrapassam os limites humanos.

3. Em suma, pode definir-se José como um autêntico homem de fé, assim como a sua esposa, Maria. A fé conjuga justiça e oração, e é esta a atitude mais adequada para encontrar o Emanuel, o Deus-connosco. Crer, de facto, significa viver abertos, na história, à iniciativa de Deus, à força criadora da sua Palavra, que em Cristo se fez carne, unindo-se para sempre à nossa humanidade. A Virgem Maria e São José nos ajudem a celebrar assim, de modo frutuoso, o nascimento do Redentor.

 

João Paulo II, Angelus, 23 de Dezembro de 2001

 

Oração Universal

 

Cheios de alegria por este Natal que se aproxima

e no qual o Senhor vai cumprir a Grande Promessa

da Redenção dos homens pela Encarnação de Seu Filho,

peçamos, confiadamente, por intercessão de Maria,

que em nossos corações nasça verdadeiramente Jesus.

Digamos: Vinde, Senhor, e não tardeis!

 

1. Para que todos encontremos os caminhos da Paz e do Amor,

de modo que se renovem todos os corações dos homens,

nós Vos pedimos, confiantes:

Vinde, Senhor, e não tardeis!

 

2. Para que todas as crianças sejam acolhidas com Amor

e não encontrem ameaças à sua integridade moral e física,

nós Vos pedimos, confiantes:

Vinde, Senhor, e não tardeis!

 

3. Para que as famílias desavindas se reconciliem com Deus,

e todas cresçam à imagem e semelhança da Sagrada Família,

nós Vos pedimos, confiantes:

Vinde, Senhor, e não tardeis!

 

4. Para que os abandonados que não têm onde celebrar este Natal

encontrem um acolhimento do coração cada um de nós,

nós Vos pedimos, confiantes:

Vinde, Senhor, e não tardeis!

 

5. Para que as pessoas recentemente mergulhadas no luto

sejam por nós ajudadas a viver com paz e alegria este Natal,

nós Vos pedimos, confiantes:

Vinde, Senhor, e não tardeis!

 

6. Para que aqueles que viajam de longe ao encontro dos seus

sejam defendidos dos perigos que possam encontrar no caminho,

nós Vos pedimos, confiantes:

Vinde, Senhor, e não tardeis!

 

7. Para que aqueles partiram a ao encontro de Deus e se purificam

entrem quanto antes na glória e felicidade eternas do Céu,

nós Vos pedimos, confiantes:

Vinde, Senhor, e não tardeis!

 

Senhor, que nos preparais para celebrar,

o Nascimento do Vosso Filho Unigénito:

ajudai-nos a fazê-lo com fé e Amor,

para que sejamos dignos das Vossas graças.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho

Que é Deus convosco, na unidade do Espírito Santo.

Liturgia Eucarística

Saudação da Paz

Jesus é anunciado ao longo dos séculos, como Autor da verdadeira Paz. Abramo-nos a este dom, reconciliando-nos com os nossos irmãos. Saudai-vos na paz de Cristo!

 

Monição da Comunhão

Aprendamos com Maria Santíssima a acolher Jesus dentro de nós, pela sagrada Comunhão.

Despojemo-nos de todo o afecto e sentimento que possa desagradar-Lhe e entreguemos-lhe generosamente a nossa vida.

Ritos Finais 

Monição final

Aproveitemos estes dias de bênção na preparação deste Natal; e ajudemos as outras pessoas a vivê-lo com o verdadeiro sentido que ele tem.

 

UNIDOS PELA PALAVRA DE DEUS

PROPOSTA PARA

ESCUTAR, PARTILHAR, VIVER E ANUNCIAR A PALAVRA NAS COMUNIDADES DEHONIANAS

Grupo Dinamizador:

P. Joaquim Garrido, P. Manuel Barbosa, P. José Ornelas Carvalho

Província Portuguesa dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos)

Rua Cidade de Tete, 10 – 1800-129 LISBOA – Portugal

Tel. 218540900 – Fax: 218540909

scj.lu@netcabo.pt – www.ecclesia.pt/dehonianos

 

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