Sagrada Família de Jesus Maria e José A
Domingo dentro da Oitava do Natal
(Revista Celebração Litúrgica)
RITOS INICIAIS
Introdução ao espírito da Celebração
Nós, Cristãos, somos a família que constitui a igreja fundada por Jesus, formamos a sociedade dos verdadeiros cristãos, trabalhando na santidade em ordem à felicidade eterna.
Imitemos a Família de Nazaré na nossa casa, na harmonia do lar, no trabalho, na assiduidade À oração, no exemplo e modelo que é para todos nós.
Aí estava o Espírito de Deus e a Sua Palavra que incarna em Maria, Esposa de José.
Proclamemos a glória de Deus aguardando a renovação da sociedade e da Igreja pela Palavra e Espírito vivificador.
Liturgia da Palavra
Primeira Leitura
Monição: A leitura fala-nos da realidade apresentando acções do presente nos verbos utilizados. Enfatiza para chamar a atenção – e dar realce – aos cuidados a ter com os pais quando a saúde enfraquece. Assim, utiliza a palavra quem, várias vezes, para narrarmos em nós o dever do 4.º mandamento.
Nós influenciamos e somos influenciados, somos activos e passivos, damos e recebemos. O Senhor quer que tenhamos saber religioso, cultura da Sua palavra que nos ligue a Ele e à verdade. O saber grego expandiu o seu paganismo, perturbou o Povo de Deus que teve de rever a sua fé.
O Espírito de Deus está sempre vigilante, lemos em Ben-Sirá, fazendo aparecer no meio do Seu Povo quem promova e conduza a meditação da Palavra de Deus, fonte de sabedoria.
Ben-Sirá 3, 3-7.14-17a (gr. 2-6.12-14)
3Deus quis honrar os pais nos filhos e firmou sobre eles a autoridade da mãe. 4Quem honra seu pai obtém o perdão dos pecados 5e acumula um tesouro quem honra sua mãe. 6Quem honra o pai encontrará alegria nos seus filhos e será atendido na sua oração. 7Quem honra seu pai terá longa vida, e quem lhe obedece será o conforto de sua mãe. 14Filho, ampara a velhice do teu pai e não o desgostes durante a sua vida. 15Se a sua mente enfraquece, sê indulgente para com ele e não o desprezes, tu que estás no vigor da vida, 16porque a tua caridade para com teu pai nunca será esquecida 17ae converter-se-á em desconto dos teus pecados.
Salmo Responsorial Salmo 127 (128), 1-2.3.4-5 (R. cf. 1)
Monição: Este Salmo fala-nos das bênçãos familiares na peregrinação da vida de louvor ao Senhor. Fundamenta-se no temor de Deus durante a caminhada.
Refrão: Felizes os que esperam no Senhor,
e seguem os seus caminhos.
Ou: Ditosos os que temem o Senhor,
ditosos os que seguem os seus caminhos.
Feliz de ti, que temes o Senhor
e andas nos seus caminhos.
Comerás do trabalho das tuas mãos,
serás feliz e tudo te correrá bem.
Tua esposa será como videira fecunda
no íntimo do teu lar;
teus filhos serão como ramos de oliveira
ao redor da tua mesa.
Assim será abençoado o homem que teme o Senhor.
De Sião te abençoe o Senhor:
vejas a prosperidade de Jerusalém
todos os dias da tua vida.
Segunda Leitura
Monição: S. Paulo escreve aos Colossenses, revelando preocupação, sobre os fundamentos da vida da comunidade cristã: é preciso divulgar os novos sentimentos de Cristo, entregues para a vida do mundo.
As novas igrejas eram perturbadas por práticas e cultos mitológicos, desviando os cristãos da fé verdadeira.
Ressaltam as qualidades dos cristãos, a mútua estima, a ideia do perdão expressa no Pai-Nosso, o desejo de que vivam a paz de Cristo, no exercício da oração.
Lembra a necessidade de os membros familiares serem zelosos nas funções que lhes competem.
Colossenses 3, 12-21
Irmãos: 12Como eleitos de Deus, santos e predilectos, revesti-vos de sentimentos de misericórdia, de bondade, humildade, mansidão e paciência. 13Suportai-vos uns aos outros e perdoai-vos mutuamente, se algum tiver razão de queixa contra outro. Tal como o Senhor vos perdoou, assim deveis fazer vós também. 14Acima de tudo, revesti-vos da caridade, que é o vínculo da perfeição. 15Reine em vossos corações a paz de Cristo, à qual fostes chamados para formar um só corpo. E vivei em acção de graças. 16Habite em vós com abundância a palavra de Cristo, para vos instruirdes e aconselhardes uns aos outros com toda a sabedoria; e com salmos, hinos e cânticos inspirados, cantai de todo o coração a Deus a vossa gratidão. 17E tudo o que fizerdes, por palavras ou por obras, seja tudo em nome do Senhor Jesus, dando graças, por Ele, a Deus Pai. 18Esposas, sede submissas aos vossos maridos, como convém no Senhor. 19Maridos, amai as vossas esposas e não as trateis com aspereza. 20Filhos, obedecei em tudo a vossos pais, porque isto agrada ao Senhor. 21Pais, não exaspereis os vossos filhos, para que não caiam em desânimo.
Aclamação ao Evangelho Col 3, 15a.16a
Monição: Na vida do mundo fazemos projectos, planificamos, arranjamos modos de concretizar. A Sagrada Família pôs de lado os seus projectos, seguiu os planos de Deus, o caminho que Ele lhe traçou. A felicidade chegou; o Senhor traçou a estratégia, a Sua Palavra trouxe a alegria.
Evangelho
São Mateus 2, 13-15.19-23
13Depois de os Magos partirem, o Anjo do Senhor apareceu em sonhos a José e disse-lhe: «Levanta-te, toma o Menino e sua Mãe e foge para o Egipto e fica lá até que eu te diga, pois Herodes vai procurar o Menino para O matar». 14José levantou-se de noite, tomou o Menino e sua Mãe e partiu para o Egipto 15e ficou lá até à morte de Herodes, para se cumprir o que o Senhor anunciara pelo profeta: «Do Egipto chamei o meu filho». 19Quando Herodes morreu, o Anjo apareceu em sonhos a José no Egipto 20e disse-lhe: «Levanta-te, toma o Menino e sua Mãe e vai para a terra de Israel, pois aqueles que atentavam contra a vida do Menino já morreram». 21José levantou-se, tomou o Menino e sua Mãe, e voltou para a terra de Israel. 22Mas, quando ouviu dizer que Arquelau reinava na Judeia, em lugar de seu pai, Herodes, teve receio de ir para lá. E, avisado em sonhos, retirou-se para a região da Galileia 23e foi morar numa cidade chamada Nazaré, para se cumprir o que fora anunciado pelos Profetas: «Há-de chamar-Se Nazareno».
Sugestões para a homilia
1. Ben-Sirá experimentou através de vivência pessoal como se dão os choques entre novas ideias e culturas e a fé dos filhos de Deus. Encontramos no seu livro o modo como testemunhar e o modelo a seguir nos dias de hoje.
Afirmar a fé, pregnar e lutar por ela é um serviço de Deus que nos ajuda a caminhar com rectidão.
Quando a fé sofre feridas profundas, a sociedade constituída por famílias, perde a cor, a vida empobrece.
Eis um sofrimento verificado dentro e fora das famílias. Soluções propostas no livro é conhecer e pôr em prática a Palavra de Deus, Fonte de Sabedoria Divina; assim os desequilíbrios da sociedade e as crises familiares poderão criar novas raízes, recuperar a perfeição da caminhada.
2. As comunidades cristãs são formadas por família e nelas se apoiam, sendo imagem delas. A preocupação da igreja é a nossa preocupação – somos parcela da igreja.
O Concílio Vaticano II chamou aos agregados familiares «Igrejas Domésticas», não fechadas em si, mas luminosas, irradiantes e influentes, zelosas cumpridoras e anunciadoras.
O viver e saber viver cristãmente é ter consciência cristã, é dizer a todos que os sentimentos de Cristo constituem a alma familiar.
A felicidade, a estabilidade familiar e da comunidade cristã são-nos proposta no código de virtudes apontados por S. Paulo:
– misericórdia;
– bondade;
– mansidão;
– e paciência a praticar e ter em consideração na nossa vida.
3. Parafraseando o Evangelho acertemos as nossas contas com Deus, sigamos a Sagrada Família.
A sequência lógica dos acontecimentos refere-nos que:
– podemos e devemos visitar Jesus, nutrir carinho por Ele;
– não sejamos apáticos, indolentes nas práticas religiosas, na família, nos Domingos,...;
– ajudemos Jesus, contribuindo para a felicidade do Seu Corpo Místico, fugindo dos males;
– como S. José digamos sim aos apelos do Senhor, defendamos a Sua causa, realizemos boas acções, completas;
– levantemos, matemos em nós os vícios passados e presentes, para, um dia, estarmos no paraíso, como a Sagrada Família.
«Há-de chamar-se Nazareno»: como propósito final peçamos sobriedade, pureza de intenções e ausência de vaidade; os nazarenos incentivam a pureza: «não bebiam vinho» e utilizavam cabelos compridos.
Fala o Santo Padre
«A humilde casa de Nazaré é para as famílias cristãs uma autêntica escola do Evangelho.»
1. Da gruta de Belém, onde naquela Noite Santa nasceu o Salvador, o olhar volta-se hoje para a humilde casa de Nazaré, para contemplar a Santa Família de Jesus, Maria e José, cuja festa celebramos, no clima festivo e familiar do Natal.
O Redentor do mundo quis escolher a família como lugar do seu nascimento e do seu crescimento, santificando assim esta instituição fundamental de todas as sociedades. O tempo passado em Nazaré, o mais longo da sua existência, permanece envolto por uma grande discrição e dele poucas notícias nos são transmitidas pelos evangelistas. Se, porém, desejamos compreender mais profundamente a vida e a missão de Jesus, devemos aproximar-nos do mistério da Santa Família de Nazaré para ver e ouvir. A liturgia de hoje oferece-nos para isso uma oportunidade providencial.
2. A humilde casa de Nazaré é para todo o crente, e especialmente para as famílias cristãs, uma autêntica escola do Evangelho. Aqui admiramos a realização do projecto divino de fazer da família uma íntima comunidade de vida e de amor; aqui aprendemos que cada núcleo familiar cristão é chamado a ser pequena «igreja doméstica», onde devem resplandecer as virtudes evangélicas. Recolhimento e oração, compreensão mútua e respeito, disciplina pessoal e ascese comunitária, espírito de sacrifício, trabalho e solidariedade são traços típicos que fazem da família de Nazaré um modelo para todos os nossos lares.
Desejei realçar estes valores na Exortação apostólica «Familiaris consortio», de que celebramos, neste ano, o vigésimo aniversário. O futuro da humanidade passa pela família que, nos tempos de hoje, mais do que qualquer outra instituição, foi assinalada por profundas e rápidas transformações da cultura e da sociedade. A Igreja porém, nunca deixou de fazer chegar «a sua voz e oferecer a sua ajuda a quem, conhecendo já o valor do matrimónio e da família, procura vivê-lo fielmente; a quem, incerto e ansioso, anda à procura da verdade e a quem é injustamente impedido de viver livremente o próprio projecto familiar» (Familiaris consortio, 1). Ela dá conta da sua responsabilidade e deseja continuar, ainda hoje, «a oferecer o seu serviço a cada homem interessado nos caminhos do matrimónio e da família» (ibid.)
3. Para realizar esta sua ingente missão, a Igreja conta, de modo especial, com o testemunho e contribuição das famílias cristãs. Melhor ainda, «perante os perigos e dificuldades que a instituição familiar atravessa, ela convida a um suplemento de audácia espiritual e apostólica, na consciência de que as famílias são chamadas a ser 'sinal de unidade para o mundo', e a testemunhar 'o Reino e a paz de Cristo, para os quais o mundo inteiro caminha'» (ibid. 48).
4. Os cristãos, recorda o Concílio Vaticano II, atentos aos sinais dos tempos, devem promover «activamente o bem do matrimónio e da família, quer pelo testemunho da sua vida pessoal, quer pela acção harmónica com todos os homens de boa vontade» (Gaudium et spes, 52). É necessário proclamar com alegria e com coragem o Evangelho da família.
Jesus, Maria e José abençoem e protejam todas as famílias do mundo, para que nelas reinem a serenidade e a alegria, a justiça e a paz, que Cristo, ao nascer, trouxe como dom à humanidade.
João Paulo II, Angelus, 30 de Dezembro de 2001
Oração Universal
Irmãos, oremos a Deus todo-poderoso,
e imploremos a misericórdia d’Aquele
que não deseja a morte do pecador,
mas antes que se converta e viva.
1. Pela Santa Igreja de Deus:
para que, fiel ao mandamento de Cristo,
continue firme no ensino da doutrina Sagrada e certa de que é depositária,
oremos, irmãos.
2. Pelos governantes das nações:
para que promulguem leis justas
que respeitem os direitos de Deus e dos Homens,
a começar pelo direito à vida e à família una, indissolúvel e fecunda,
oremos, irmãos.
Senhor nosso Deus e nosso Pai, fazei-nos encontrar em Jesus Cristo
a fonte da água viva onde a nossa sede de justiça e santidade
se possa saciar em plenitude.
Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Liturgia Eucarística
Saudação da Paz
A paz exige renúncia, perdão, coração aberto ao diálogo; disponibilidade para estarmos ao serviço do próximo, à ajuda.
Então, saudemo-nos na paz de Cristo.
Monição da Comunhão
Fazermos sempre e em tudo a vontade do Senhor equivale a estarmos em união contínua com Ele; agora façamo-lo, recebendo Jesus na Eucaristia.
Ritos Finais
Monição final
Regressemos às nossas habitações, conscientes, às nossas famílias para nelas partilharmos a paz, o amor e a alegria.
Vamos em paz e que o Senhor nos acompanhe.
UNIDOS PELA PALAVRA DE DEUS
PROPOSTA PARA
ESCUTAR, PARTILHAR, VIVER E ANUNCIAR A PALAVRA NAS COMUNIDADES DEHONIANAS
Grupo Dinamizador:
P. Joaquim Garrido, P. Manuel Barbosa, P. José Ornelas Carvalho
Província Portuguesa dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos)
Rua Cidade de Tete, 10 – 1800-129 LISBOA – Portugal
Tel. 218540900 – Fax: 218540909
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