Exegese

Comentário Exegético – XXIII Domingo do Tempo Comum (Ano C)

EPÍSTOLA (Fm 9b-10.12-17)

(Pe. Ignácio, dos padres escolápios)

INTRODUÇÃO: É a carta mais curta de Paulo, só com 25 versículos, escrita por motivo de um envio a seu amo de nome Filêmon [=aquele que beija] de um escravo fugitivo de nome Onésimo [=aproveitável] que Paulo encontrou em Roma durante sua primeira prisão e pelo qual uma vez tornado cristão e arrependido, devolve por meio de Tíquico [=fiel] portador também da carta aos de Colossas onde morava Filêmon. Era este um cristão importante, convertido por Paulo durante sua pregação em Éfeso (v. 9), pois Paulo nunca esteve Colossas (v. 1 e 7). Sua casa era lugar de reunião dos fiéis (v. 2). Provavelmente, Ápia e Arquipo, mencionados na carta eram esposa e filho respectivamente de Filêmon. Paulo roga a Filêmon  que perdoe o seu escravo e para isso alude motivos de caridade e como pagamento da justiça Paulo se compromete a pagar os prejuízos causados pela conduta de Onésimo. Promete visitar Colossas uma vez livre de sua prisão romana. É importante o trecho em que Paulo diz escrever, ele mesmo, com sua própria mão (v.19).

APELO: Por causa do amor maior, suplico, como sendo o tal Paulo, ancião agora, e, pois,  prisioneiro de Jesus Cristo (9). Propter caritatem magis obsecro cum sis talis ut Paulus senex nunc autem et vinctus Iesu Christi. SUPLICO [parakalö<3870>=obsecro] convocar, citar, pedir, suplicar, apelar, confortar e consolar. Temos consolar em Mt 5,3: Bemaventurados os que choram porque serão consolados. E suplicar em Mt 8, 5: Tendo Jesus entrado em Cafarnaum, apresentou-se-lhe um centurião implorando. É evidente que aqui Paulo suplica apelando ao amor [agapë]. Ele afirma que é o Paulo conhecido que agora  está já um pouco velho e na prisão, por causa de sua atuação como ministro de Cristo. E usa estes três motivos para pedir a Filêmon o perdão do escravo fugitivo. Por vir o pedido de Paulo, o amigo de outrora em Éfeso, por chegar de um ancião que era especialmente respeitado nos velhos tempos  e finalmente, por estar encadeado por Cristo, ou ser um confessor, motivo que nos antigos cristãos representava o perdão de penas que mais tarde foi  a origem das indulgências.

O FILHO ONÉSIMO: Imploro-te por meu filho Onésimo, o qual gerei em minhas correntes (10). obsecro te de meo filio quem genui in vinculis Onesimo. Paulo suplica em favor de Onésimo a quem chama filho, pois o engendrou ou gerou por meio do batismo durante a sua prisão. É possível que também Onésimo, como escravo fugitivo, estivesse na mesma prisão que Paulo e foi aí onde o escravo se converteu e foi batizado. De todos os modos, Paulo tem com o escravo um vínculo cristão que a Igreja reconhece como de pai com filho e que inibe até o matrimônio. É, pois em nome de um pai que Paulo implora por um filho querido, gerado em termos de aflição, como dores de parto; ou seja, entre os sofrimentos das correntes de uma prisão. É, pois um apelo dramático que Paulo inteligentemente usa como meio para que o perdão  não seja só da culpa, mas da pena de seu protegido.

RECEBE-O: O qual enviei de volta. Tu, porém, a ele,  isto é, minhas entranhas, recebe (12). Quem remisi tu autem illum id est mea viscera suscipe. É sumamente interessante ver como a tradução literal do grego coincide com a latina da Vulgata, não só pelas palavras escolhidas [léxico], mas também pela ordem das palavras [construção da frase]. Neste versículo, somos testemunhas da delicadeza e ternura de Paulo que chama a Onésimo de minhas entranhas, o que não parece tão incomum, uma vez que chama os gálatas de filhos meus [tekna mou=filioli mei], como mulher que esteve de parto  para formar Cristo neles (Gl 4, 19). Paulo envia de volta o escravo, que não deve ser recebido como tal escravo, mas como um filho nascido de suas entranhas, das de Paulo.

MEU DIÁKONO: O qual eu desejaria conservar perto de mim para que, no teu lugar, me servisse nas cadeias do evangelho (13). Quem ego volueram mecum detinere ut pro te mihi ministraret in vinculis evangelii. Se fosse por seu desejo e por suas necessidades, o escravo estaria a seu serviço ou diakonia como concedido pelo próprio Filêmon, o dono do escravo a ele emprestado. Pois as necesidades da idade e das correntes da prisão assim o tornariam necessário.

AGE VOLUNTARIAMENTE: Porém fora de teu conhecimento nada quis fazer, para que nada como necessidade, [fosse causa] do bem de tua parte, mas pelo contrário como voluntário (14). Sine consilio autem tuo nihil volui facere uti ne velut ex necessitate bonum tuum esset sed voluntarium. Porém, Paulo nada quis fazer sem que Onésimo soubesse de sua atuação. A vontade de Onésimo era a que deveria ser tomada como última decisão, de modo tão livre que a necessidade de Paulo não fosse parte na decisão final. Onésimo devia neste ponto dar a última palavra de modo completamente livre, sem pensar que o escravo era útil para Paulo. No versículo 11, que é descartado na epístola, Paulo joga com a palavra útil [euchrëston] e inútil [achrëston] e o nome do escravo Onésimo [útil]. Paulo fala de que agora o escravo é útil [onësimos] para ele, mas que outrora foi inútil [achrëston] para Onésimo, cujo significado é precisamente útil ou valioso. Um escravo que não servia para nada, era imprestável e não tinha preço, era um escravo sem valor, como vemos em Lc 17, 10: somos servos imprestáveis, sem valor, porque fizemos o que devíamos fazer. Paulo se desprende de um escravo valioso e o entrega como um sem preço a seu antigo dono.

PROVIDÊNCIA: Talvez, pois, por isso foi afastado temporariamente para que para sempre o recebas (15). Forsitan enim ideo discessit ad horam a te ut aeternum illum recipere. Paulo acrescenta uma outra razão para receber perdoando o escravo fugitivo: o afastamento foi temporário. Agora a companhia será para sempre, pois não o receberá com um escravo, mas como um irmão, pois batizado, não existe distinção entre escravos e livres (Gl 3, 28). Assim o declara no versículo seguinte.

COMO IRMÃO: Não como escravo, mas por cima de escravo como irmão amado especialmente para mim, quanto mais para ti tanto na carne como no espírito e no Senhor (16). Iam non ut servum sed plus servo carissimum fratrem maxime mihi quanto autem magis tibi et in carne et in Domino. Pense Filêmon que tudo poderia te sido um ato da Providência que afastou um escravo e entregou um irmão, irmão tanto para Paulo como para Onésimo, que pela utilidade e a companhia próxima pode ser considerado carnal, para não falar do espírito que a todos impulsava e unia no Senhor.

COMO A MIM: Se comigo tens comunhão recebe-o como a mim (17). Si ergo habes me socium suscipe illum sicut me. Entramos na conclusão final: Paulo pede a Onésimo que receba o escravo como se fosse ele mesmo. É o apelo mais profundo, pois podemos escutar, como um eco, as palavras de Jesus a seus discípulos: Quem vos recebe a mim recebe. CONCLUSÃO: Paulo não destrói o sistema injusto da escravidão, mas pelo perdão e a caridade cristã transforma um escravo num irmão e, portanto, suaviza as duras condições do injusto sistema. A carta serve para nos relembrar que todo próximo deve ser considerado como um verdadeiro irmão em Cristo. Que diante das leis injustas o amor deve suprir o que a justiça denega.

Evangelho (Lc 14,25-33)

O VALOR SUPREMO DO SEGUIMENTO DE JESUS.

(Pe Ignácio, dos padres escolápios)

INTRODUÇÃO: O tema de hoje está precedido por uma introdução em que vemos muitas ou grandes multidões acompanhando Jesus. À vista disso ele terá que determinar quais são as verdadeiras características dos que querem realmente se tornarem seus discípulos. Temos, pois, duas exigências essenciais para formar parte do seu discipulado junto com duas parábolas ou exemplos, finalizando com uma conclusão que determina toda a matéria, unificando coerentemente a lógica dos argumentos precedentes.

1A EXIGÊNCIA: Acompanhavam-no, porém, grandes multidões e voltando-se lhes disse (25). ibant autem turbae multae cum eo et conversus dixit ad illos. Se alguém vem após mim e não odeia o seu pai e a mãe e a mulher e os filhos e os irmãos e as irmãs e até sua vida, não pode ser meu discípulo (26). Si quis venit ad me et non odit patrem suum et matrem et uxorem et filios et fratres et sorores adhuc autem et animam suam non potest esse meus discipulus. JESUS PREFERIDO A TODOS OS PARENTES. Jesus afirma: Se alguém vem a [pros do grego] mim. É um chegar com a finalidade lógica de se tornar discípulo, que na época era mais do que um ouvinte. Discípulo [mathetës <3101>=discípulus] significava todo aquele que seguia a vida e as instruções do mestre de forma contínua. Moravam juntos e participavam das mesmas ideias e comidas. O discípulo era uma réplica do mestre. Vendo Jesus as turbas que o seguiam declara terminantemente que nem todos os que ouviam suas palavras poderiam ser considerados verdadeiros discípulos. A primeira qualidade dos mesmos é preferir Jesus a todos os parentes. Como era clássico na moral semita, Jesus nomeia um por um os casos em que ele deve ser preferido e pela ordem em que eles deveriam ser considerados ou amados segundo a lei e a tradição: Pai, mãe, esposa, filhos, irmãos e irmãs. O texto grego usa uma palavra que hoje nos parece difícil se não escandalosa: misei, [do verbo miseö<3404>=odire] odiar. Se alguém não odeia, diz o mesmo… Na realidade, é um semitismo que o evangelista traduz literalmente e que indica a antiguidade de sua fonte e a fidelidade de sua tradução, revelando um estágio primitivo que pode ser a própria palavra de Jesus [ipsisima verba] sem retoques redacionais. De fato, os orientais não tinham tantas acepções e distinções como nós, e eram mais diretos nas suas expressões. No lugar de dizer amar menos ou desprezar, usavam o verbo antípoda: odiar. Tal é o caso de Paulo em Romanos 9, 13: Esta escrito: Amei Jacó e odiei [mesmo verbo miseo] Esaú. Por isso, as diversas traduções modernas do trecho de hoje usam notas explicativas como a Bíblia de Jerusalém que traduz o odeia por desapego completo e imediato, referindo-se ao texto 9, 57-62. Ou, a exceção da italiana que, como o latim, conserva o original odeio, usam expressões equivalentes: a francesa sans se détacher; a inglesa without being ready to give up your love for; a portuguesa não dá mais preferência a Mim; a espanhola no deja, e a latino- americana nao se desprende. Devemos, pois entender que Jesus exige prioridade a respeito dos parentes, seja qualquer o grau dos mesmos, prioridade que unicamente no AT era atribuída a Deus. A melhor interpretação desta passagem a temos em Mt 10, 37: Aquele que ama pai ou mãe mais do que a mim não é digno de mim. E aquele que ama filho ou filha mais do que a mim não é digno de mim. O texto grego fala de fileo yper eme, corretamente traduzido ao português. Lucas, como vemos, acrescenta esposa, pois não podemos esquecer que ele escreve para gentios em que a esposa contava como parte importante da vida. Temos também uma outra diferença: a alma, introduzida com uma expressão de reforço: mais ainda, até sua alma [psyché em grego, anima em latim]. Que significa psyché <5590>? Do texto original hebraico nefesh<05315> hayah <02416> do Gênesis 2, 7. A tradução da escrita em negrita dos setenta em grego é: eis psychen zösan. A vulgata traduz in animam viventem. Deste modo temos que psyché se confunde com nefesh e zosan com vivente. Onde NEFESH=anima e ZÖSAN=vivens. NEFESH é traduzido por anima [=alma] na maioria das vezes no Antigo Testamento. Nada menos que 475 vezes. Depois por vida 117 vezes; e com outros significados menos frequentemente, como pessoa, criatura, ser, ser vivo, etc. Psyché [<5590>=anima] tem como tradução mais essencial a de alma ou o alento vital e daí vida [58 vezes], a vida em si mesma [40 vezes] e outros num total de 105 vezes no NT. Ao traduzir o nefesh pode muito bem significar o ser, a vida, como vemos nos textos modernos. A Bíblia de Jerusalém traduz insuflou em suas narinas um hálito de vida e o homem se tornou um ser [nefesh] vivente. E no nosso caso, o latim usa anima e os textos vernáculos vida (Esp e Port) vita (It) e life (Ingl). A melhor opção pelo contexto é, pois, vida. Mas Jesus exigia, abandonar não unicamente os planos pecaminosos do pecado, mas também os projetos bons e lucrativos da vida em particular. Tudo estará subordinado a Ele, como estavam no  AT as coisas e os seres dependentes de Javé-Deus. Lucas, em lugar paralelo, exige a negação a si mesmo: não tanto negação ao pecado como aos projetos e planos próprios, legítimos desde a liberdade do ser humano. Todo amor -escreve um autor – é portador de eternidade; mas nenhum amor é autêntico se prefere aquilo que se goza no tempo ao que é único e eterno.

2A EXIGÊNCIA: A CRUZ. E quem não carrega a sua cruz e vem após mim não pode ser meu discípulo (27). Et qui non baiulat crucem suam et venit post me non potest esse meus discipulus. Não pede ser morto na cruz, mas bastazein, traduzido ao latim por bajulare, ou seja, carregar a mesma. Quando falam os evangelistas da cruz expressam com duas palavras o fato de suportar o peso da mesma no caminho do suplício: airo e bastazo. Airö<142> significa tomar ou levantar e bastazö <941> carregar. A cruz era o suplício mais atroz dos tempos de Jesus entre os romanos, segundo testemunho de Cícero; e, além disso, o crucificado era, segundo Dt 21, 23, maldito por lei: o que for pendurado no madeiro é maldito de Deus, que Paulo cita em Gl 3, 13: Cristo nos resgatou da maldição da Lei fazendo-se ele próprio maldição em nosso lugar porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado em madeiro. A cruz [staurós] em grego era inicialmente o Stipes ou madeiro vertical no qual se empalava o réu, daí a palavra grega stauroö <4717> (=empalar ou pendurar no madeiro). Mas nos tempos de Jesus a cruz estava constituída de dois madeiros: um deles fixo no lugar do suplício: era o vertical, que recebia o nome de stipes [estaca]; e o outro de nome patibulum, que era carregado pelo réu, abrindo os braços e amarrado a ele horizontalmente, como vemos em Jo 21, 18: estenderás os braços e outro te cingirá ou atará. Sempre eram vários os réus crucificados que formavam uma procissão em fileira de modo que o patibulum do anterior era amarrado ao pé do seguinte. Daí o lugar paralelo de Lucas: (9, 23). Se alguém quer vir após mim (…) tome a sua cruz cada dia e siga-me. Jesus está pedindo o impossível: a destruição do próprio ego. Tudo soa como aquilo de amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, etc.

PRIMEIRA PARÁBOLA: A TORRE. Quem de vós querendo construir uma torre não senta primeiro e  calcula os custos, se tem os (necessários) para terminar(28). quis enim ex vobis volens turrem aedificare non prius sedens conputat sumptus qui necessarii sunt si habet ad perficiendum. Não seja que postos os alicerces dela e não podendo terminar todos os que a vejam comecem a se mofar dele (29). Neque  posteaquam posuerit fundamentum et non potuerit perficere omnes qui vident incipiant inludere ei. Dizendo que este homem começou a edificar e não pode acabar (30). Dicentes quia hic homo coepit aedificare et non potuit consummare. Era a torre uma casinha de pedra, construída num ângulo da vinha para vigiar e impedir que bestas selvagens e ladrões pudessem roubar ou estragar a mesma. Tinha certa altura e, portanto era necessário que tivesse fundamentos sólidos. Caso não pudesse acabar o começado seria para o dono uma vergonha.

SEGUNDA PARÁBOLA: O REI. Ou que rei, indo a pelejar com outro rei, não se assenta primeiro a pensar se é possível com dez mil enfrentar quem com vinte mil chega  contra ele? (31), Aut qui rex iturus committere bellum adversus alium regem non sedens prius cogitat si possit cum decem milibus occurrere ei qui cum viginti milibus venit ad se. Mas se não, estando longe, enviando uma delegação, pede as (condições) para a paz (32). Alioquin adhuc illo longe agente legationem mittens rogat ea quae pacis sunt. Antes de iniciar uma guerra que pode ser um desastre total é preciso pensar seriamente se com o exército disponível podemos vencer o inimigo por vezes superior. Caso contrário é melhor optar por uma paz, embora seja menos honrosa. São comparações que podem ser entendidas do ponto de vista puramente natural pelo homem psychikós que diria Paulo, levado unicamente de sua razão e sentimentos.

CONCLUSÃO FINAL: Assim, pois, todo aquele dentre vós que não renuncia a todos os seus bens não pode ser meu discípulo (33). Sic ergo omnis ex vobis qui non renuntiat omnibus quae possidet non potest meus esse discipulus. Ambas as parábolas explicam as dificuldades e inconvenientes que levarão muitos a abandonar o caminho empreendido. Por isso devemos enfrentar o nosso discipulado com a intenção de total e absoluta renúncia a tudo o que possuímos. O verbo grego apotasssomai [<657>=renuntiare] significa dizer adeus. É um esquecer definitivo, uma renúncia absoluta a todos [pasin] os bens [yparchousin <5224>]. Isso é que determina e fixa o verdadeiro discípulo.

PISTAS: 1) Os conselhos evangélicos, ou seja, o discipulado de Cristo é um chamado a todos. Mas unicamente serão verdadeiros discípulos os que estejam dispostos a uma renúncia total a começar por si mesmos, que é notada externamente pela pobreza de uma opção aparentemente irracional: Discípulo de um Mestre que teve uma cruz como fim e uma vida em que o sofrimento era parte essencial, especialmente o sofrimento da incompreensão e perseguição.

2)  A cruz não é unicamente um símbolo de quem sofreu por nós, mas uma opção necessária que deve dirigir nossas vidas de discípulos de Cristo. Não existe um cristianismo light em que a humilhação, o escárnio e o sofrimento possam ser referidos unicamente ao Senhor. Os discípulos devem, como ele pediu aos filhos do Zebedeu, optar por beber o cálice amargo de sua paixão.

3)  Seguir Jesus é continuar o projeto do Pai, experimentando um clima novo em relação com as pessoas, as coisas materiais e consigo mesmo. Trata-se de assumir com liberdade e responsabilidade a condição humana sem superficialismos, conveniências ou egoísmos. Decidir-se por uma humanidade que Jesus adotou como modelo, em que a renúncia a si mesmo é a base da entrega a Deus e ao próximo.


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